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Montadoras alemãs sob suspeita de financiar testes abomináveis com macacos e humanos


O governo da Alemanha condenou a realização de testes financiados por fabricantes de automóveis do país em que humanos e macacos tiveram de inalar fumaça de escapamento.
Os experimentos, que teriam sido conduzidos com o objetivo de defender o uso de diesel em automóveis, foram noticiados nos últimos dias pelo jornal The New York Times - que veiculou reportagem sobre testes realizados com 10 primatas na cidade americana de Albuquerque, no Estado de Novo México - e pela imprensa alemã, que se concentrou em testes realizados com humanos em um laboratório em Aachen, próximo à fronteira com a Holanda.

Os veículos de imprensa alemães afirmam que a pesquisa foi realizada por um grupo chamado EUGT (Grupo de Pesquisa Europeu sobre Meio Ambiente e Saúde no Setor de Transporte, na sigla em inglês), financiado, por sua vez, pelas empresas Volkswagen, Daimler e BMW.
Em sua defesa, as empresas têm dito que não conheciam os detalhes dos experimentos que financiaram.
O governo alemão declarou não haver motivo para a realização de experimentos dessa natureza e exigiu mais detalhes sobre eles. "Esses testes em macacos ou mesmo em humanos não podem ser justificados do ponto de vista ético, de forma nenhuma", disse o porta-voz do governo Steffen Seibert.
A ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, chamou os experimentos de "abomináveis" e se disse chocada que cientistas tenham concordado em conduzi-los.
O político social-democrata Stephan Weil, também membro do conselho de supervisão da Volkswagen, qualificou a pesquisa de "absurda e abominável". "Lobby não pode ser uma desculpa para esse tipo de teste", disse ele.

O que se sabe sobre os testes?
Em reportagem publicada na última quinta-feira, o jornal New York Times afirma que a pesquisa do grupo EUGT tinha como objetivo se contrapor uma decisão de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classificava a fumaça de escapamento de veículos a diesel como cancerígena.
Segundo o jornal americano, em 2014, o grupo EUGT expôs 10 macacos a fumaça de escapamento em uma câmara de ar fechada. O teste ocorreu em um laboratório em Albuquerque, Novo México, nos Estados Unidos. Os veículos usados nos experimentos seriam adulterados para gerarem níveis menores de poluição.
Já neste fim de semana, os veículos jornalísticos alemães Stuttgarter Zeitung e a rádio SWR divulgaram que 19 homens e 6 mulheres inalaram fumaça de diesel em outro experimento da EUGT.
Durante um mês de testes em um laboratório em Aachen, na Alemanha, essas pessoas foram expostas a diversas concentrações de fumaça de diesel, que contém óxido de nitrogênio tóxico. O estudo teria sido publicado em 2016.
Naquela época, as montadoras argumentavam que tecnologias modernas permitiam reduzir a poluição de escapamento de veículos a diesel a níveis seguros. Mas, posteriormente, foi descoberto que a Volkswagen havia instalado dispositivos fraudados nos veículos testados.
Os resultados dos exames eram manipulados - levando a crer que a emissão de gases tóxicos era muito menor do que efetivamente seria na prática. Estima-se que mais de 10 milhões de veículos tenham sido adulterados para evitar um cálculo acurado de emissão de poluentes. A descoberta da fraude ambiental, em 2015, causou um escândalo internacional e derrubou a cúpula da montadora.
No Brasil, veículos do modelo picape Amarok tiveram o dispositivo adulterado instalado. Segundo o New York Times, a Volkswagen já teve que pagar mais de US$ 26 bilhões em multas devido ao escândalo anterior.

O que as montadoras disseram?
Em sua defesa, as empresas têm dito que não conheciam os detalhes da pesquisa que financiaram. A Daimler, fabricante dos carros Mercedes-Benz, disse no domingo estar "consternada pela extensão dos estudos (da EUGT) e sua implementação". "Nós condenamos os experimentos de forma veemente".
Em reação à reportagem do New York Times, a Volkswagen tuitou no sábado dizendo que "se distancia explicitamente de todas as formas de abuso de animais". "Nós sabemos que os métodos científicos usados pela EUGT estavam errados e nos desculpamos sinceramente".
O conselho de supervisão da Volkswagen disse que vai investigar o assunto e chamou os experimentos de "completamente absurdos".
Quais são as mais recentes informações sobre a poluição pelo diesel?
Um estudo recente do pesquisador alemão Ferdinand Dudenhöffer mostrou que os níveis de poluição pelo diesel ainda estão muito altos em dez cidades da Alemanha - assim, o mais provável é que os automóveis sejam banidos de locais com situação crítica, ao menos que os motores sejam aprimorados.
Segundo sua pesquisa, apenas mudanças nos softwares dos veículos não seriam suficientes para lidar com o problema.
Munique, Stuttgart, Hamburgo, Düsseldorf e Colônia estão entre as cidades com níveis graves de poluição.
Os testes foram antiéticos?
O governo alemão avalia que sim.
Enquanto isso, dois cientistas independentes que já conduziram testes sobre a poluição do ar com voluntários humanos disseram à BBC que o patrocínio das empresas a estes experimentos é problemático.
"Se a pesquisa não é independente, então há dúvidas sobre sua validade e, portanto, sobre sua ética", diz Frank Kelly, da universidade King's College London.
Kelly diz que centenas de voluntários já participaram de estudos com financiamento público sobre o impacto da emissão do diesel - trabalhos estes que precisaram passar pela aprovação em comitês de ética para prosseguir.
Em um estudo universitário, por exemplo, voluntários com doenças crônicas nos pulmões ou no coração caminhavam por pontos turísticos movimentados de Londres.
"Fazer experimentos com pessoas ou macacos não é por si só antiético", afirma Chris Carlsten, da Universidade de British Columbia, no Canadá.
Carlsten acrescenta ainda que "não é muito comum" fazer testes de poluição do ar com macacos, apesar de alguns terem sido usados para estudar a camada de ozônio.
Ele estudou os efeitos da emissão de diesel em voluntários, que costumam ser pagos em cerca de 14 dólares canadenses (R$ 34) por duas horas de exposição à poluição.
"Esses estudos são essenciais para apoiar políticas que possam proteger a todos", afirmou.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-42865579
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Fepam realiza capacitação técnica sobre licenciamento ambiental nas atividades de mineração


A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) realizou, nesta quinta-feira (18), um curso de capacitação técnica para alguns municípios conveniados para o Licenciamento Ambiental Pleno. Nesta edição, o evento teve como objetivo apresentar as atualizações do setor de acordo com a Resolução CONSEMA nº 347/2017, que trata sobre o licenciamento para as atividades de mineração. "Esta medida modifica o enquadramento para fins de licenciamento ambiental dos empreendimentos de minerários do Estado. Logo, é importante apresentar esta mudança aos municípios e orientá-los sobre as novas práticas do setor", afirmou Andrea Garcia Oliveira, chefe da Divisão de Mineração da Fepam.

Participaram da capacitação representantes dos municípios de Bagé, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, Santa Maria, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Santana do Livramento, Santa Rosa, Sapucaia do Sul e Uruguaiana.

Qualificação

O objetivo destas capacitações é qualificar e orientar os secretários e técnicos municipais para o efetivo cumprimento da cláusula que trata das obrigações, nos Convênios de Delegação de Competência para Licenciamento Ambiental, visando a cooperação técnica e administrativa nas atribuições de licenciamento, fiscalização e controle ambientais a fim de promover a conscientização pública na proteção, recuperação e melhoria da qualidade ambiental no estado.




Fonte: http://www.fepam.rs.gov.br/noticias/noticia_detalhe_net.asp?id=14624
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Poluição ameaça local de nascimento de Buda e obriga monges a meditar de máscara
O local onde teria nascido Buda (Sidarta Gautama, fundador do budismo) no Nepal está ameaçado por causa da poluição, alertam autoridades e cientistas.
Dados recentes coletados por estações de monitoramento da qualidade do ar em cinco lugares do país mostram que Lumbini é altamente poluído.
Os alertas ocorrem em meio à expansão industrial perto do local sagrado.
Em janeiro, o índice de poluição atmosférica em Lumbini, no sudoeste do Nepal, era de 173.035 microgramas por metro cúbico.
O nível considerado seguro pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 25 microgramas por metro cúbico. Já o padrão nacional estabelecido pelo governo do Nepal é de 40.
Turistas e monges dizem que têm dificuldade para respirar no local.
O monge Vivekananda, responsável por um centro de meditação internacional em Lumbini, é um dos que reclamam: diz que sofre com a tosse e precisa usar máscaras enquanto medita perto do templo de Mayadevi, construído exatamente no local onde Buda teria nascido.
"Recebemos em nosso centro de meditação pessoas que sofrem de asma, e o estado de saúde delas piorou consideravelmente durante a estadia em Lumbini", explica.
"Em pelo menos três casos, (visitantes) tiveram de antecipar a volta para casa por causa dos altos níveis de poluição."
Outro estudo conduzido pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e a Unesco (braço da ONU para a cultura) revelou que a poluição também está ameaçando o Patrimônio da Humanidade de Lumbini.
"A expansão das indústrias emissoras de gás carbônico dentro da zona protegida de Lumbini vem causando vários problemas, como ameaças à biodiversidade e riscos para a saúde aos moradores, sítios arqueológicos, e valores culturais e sociais", diz o estudo.
Uma pesquisa realizada em três monumentos de Lumbini concluiu que o jardim sagrado – um dos principais cartões-postais do local – estava poluído por componentes sólidos e gasosos dispersos no ar.
"Nas amostras colhidas no pilar de Ashoka (construído em 249 a.C. pelo imperador Ashoka para marcar o local de nascimento de Buda), gipsita, calcita, dolomita e magnesita estão presentes na forma de uma poeira fina na superfície", diz levantamento realizado pelo arqueólogo italiano Constantino Meucci, da Universidade de Roma.
"Todos os componentes são resultado do ciclo de produção de cimento", acrescentou.
Muitas dessas fábricas estão dentro dos limites da Zona de Proteção de Lumbini, algo que os ambientalistas dizem se tratar de uma violação das regulações do governo.
"Quando o vento traz mais poluição, vemos muitos monges meditando aqui usando máscaras", diz Shankar Gautam, que acabou de se aposentar depois de trabalhar por 30 anos como funcionário da saúde pública.
"Estudos mostram que nos últimos dez anos o número de pessoas com doenças pulmonares aumentou. A poeira que vem para cá também gerou uma explosão de casos de doenças de pele", agregou.
Importante ponto de peregrinação para os budistas, Lumbini atrai muitos turistas.
No ano passado, a localidade recebeu 1 milhão de visitantes e autoridades planejam transformá-lo em um grande destino turístico internacional.
O governo do Nepal diz estar ciente do problema.
"Sabemos que Lumbini é mais poluído do que Katmandu (capital do Nepal)", diz Shankar Poudel, chefe da divisão de medição de poluição atmosférica no Ministério do Meio Ambiente.
"Planejamos detectar as fontes da poluição usando um drone em um futuro próximo e esperamos que isso ajude a minimizar o problema".
Reportagem: Navin Singh Khadka, da BBC: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39878700
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Órgão Internacional da Aviação adota novo padrão para emissões de CO2 por aviões
A Organização Internacional da Aviação Civil (Icao), acaba de adotar um novo padrão para emissões de dióxido de carbono (CO2) por aeronaves. O objetivo é reduzir os impactos no clima global das emissões de gases de efeito estufa geradas pelos aviões.

Este é o primeiro padrão de certificação global sobre emissões de CO2 do setor industrial. A novidade será aplicada para novos designs de jatos e aviões planejados a partir de 2020 e para aparelhos que já estarão em produção a partir de 2023.

Futuro sustentável

As aeronaves que não estiverem no novo padrão até 2028 não poderão ser produzidas, a não ser que seus designs sejam modificados de acordo com as novas regras.

O presidente do Conselho da Icao, Olumuyiwa Aliu, afirma que "mais uma vez, a aviação civil internacional tomou uma decisão pioneira para diminuir os impactos do setor no clima global".
Ele diz que esta é mais uma prova "da liderança do setor para garantir o futuro sustentável da aviação".

Já o secretário-geral da Icao, Fang Liu, acredita que “a decisão histórica coloca o setor de transportes aéreos numa boa posição para um futuro mais verde".

Edição: Augusto Queiroz
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-03/orgao-internacional-da-aviacao-civil-adota-novo-padrao-para
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Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído, diz OMS
Organização Mundial da Saúde classifica problema como emergência de saúde pública.

Organização Mundial da Saúde afirma que problema é responsável por mais de 6 milhões de mortes ao ano. Situação é mais grave em países pobres.


Um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira (27/09) revela que 92% da população mundial vive em áreas onde a qualidade do ar excede os limites estabelecidos pela entidade.

Segundo a OMS, uma em cada nove mortes no mundo está relacionada ao ar excessivamente poluído em ambientes fechados ou abertos - o que contribui para derrames, problemas cardiovasculares e câncer de pulmão, entre outras doenças.


A poluição atmosférica é responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano. "E a poluição em ambientes fechados pode ser tão mortal quanto", diz a OMS em comunicado. Em 2012, estima-se que 6,5 milhões de mortes (11,6% do total de mortes no mundo) tenham sido associadas aos dois tipos de poluição.

O nível de partículas finas - com diâmetro menor que 2,5 micrometros - considerado aceitável pela OMS é de 10 microgramas por metro cúbico. Essas partículas incluem poluentes como sulfato, nitratos e carbono.

Alerta para países pobres

O novo modelo de qualidade de ar desenvolvido pela OMS em parceria com a Universidade de Bath, no Reino Unido, foi feito com base em dados de satélites e estações de monitoramento em solo em mais de 3 mil localidades, tanto rurais quanto urbanas.

Quase 90% das mortes relacionadas à poluição do ar ocorrem em países de baixa e média renda, e dois terços, em regiões do Sudeste Asiático e do oeste do Pacífico. O Turcomenistão tem a taxa mais alta de mortes per capita devido à poluição atmosférica, segundo a classificação da OMS, seguido por Tajiquistão, Uzbequistão, Afeganistão, Egito e China.

"Há duas coisas acontecendo. Uma é que os países ricos estão ficando melhores em termos de elevar a qualidade do ar. A outra é que os países mais pobres estão ficando piores. Essa é uma tendência geral", afirma Carlos Dora, coordenador de fatores ambientais e sociais para a saúde da OMS.

Emergência de saúde pública

O especialista aponta que a situação é melhor nos EUA do que na Europa devido à maior dependência dos europeus ao diesel e a políticas agrícolas que geram mais amônia e metano.

Ele também afirma não haver evidências de que máscaras como as usadas sobre o rosto em muitas partes da Ásia ajudem a reduzir a exposição a partículas finas.

Segundo Dora, apesar de aparecer em sexto lugar no ranking de maior número de mortes per capita relacionado à poluição atmosférica, o país está fazendo um uma "quantidade incrível de coisas" para lutar contra o problema, como carros não poluentes. Mas usinas térmicas movidas a carvão, a queima doméstica de carvão e madeira para produzir energia e o transporte continuam sendo grandes geradores de poluição no país, disse o especialista.

A poluição do ar afeta praticamente todos os países do mundo. "É uma emergência de saúde pública", afirma Maria Neira, chefe do departamento de saúde pública e meio ambiente da OMS, afirmando que é preciso agir rápido contra o problema. Ela apelou para que governos reduzam o número de veículos nas ruas, melhorem o manejo do lixo e promovam combustíveis limpos para cozinhar.

Fonte: Climatempo
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Dados de emissões de poluentes serão públicos
MMA e Ibama trabalham na implementação de sistema nacional para dar transparência às informações sobre emissões e transferência de poluentes.

RAFAELA RIBEIRO

O Brasil está empenhado em implementar o Registro de Emissão e Transferência de Poluentes (RETP), um sistema de âmbito nacional, cujo objetivo é tornar público dados de emissões e transferências de poluentes que podem causar danos à saúde e ao meio ambiente. Esse sistema é internacionalmente conhecido como PRTR (do inglês Pollutant Release and Transfer Register).

O projeto brasileiro é conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que firmaram acordo de cooperação técnica para dar transparência aos dados do País.

“O RETP vai atender ao princípio 10 da Declaração da Rio+20, que trata do direito ao acesso à informação, participação e justiça em assuntos ambientais, além de atender às Convenções de Estocolmo e Minamata”, explica a gerente de Resíduos Perigosos do MMA, Sabrina Andrade. “Há pelo menos 40 programas estabelecidos ou em vias de se consolidar no mundo todo”, conta.

Países como Estados Unidos, Japão, Noruega, Espanha, México e Chile já disponibilizam as informações.

DIVULGAÇÃO

No Brasil, o RETP encontra-se na fase de análise das normatizações específicas. No entanto, dirigentes de unidades potencialmente declarantes já podem se informar sobre o tema. Para isso, o MMA disponibiliza o Manual do Declarante. O documento foi elaborado para auxiliar no entendimento dos requerimentos para a declaração RETP e estabelecer a necessidade de reporte pela unidade.

“É muito importante que as empresas se mantenham atentas aos informes do RETP nos sítios do MMA e do IBAMA, onde constam também referências e manuais operacionais, sugere Sabrina Andrade.

O manual fornece uma visão geral dos critérios para reporte de todas as substâncias RETP e informação sobre materiais adiciona¬is específicos para determinados setores produtivos, atividades e substâncias.

A declaração dos dados será feita na janela única do Relatório Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras (RAPP) do Cadastro Técnico Federal (CTF). A divulgação dos dados do RETP será gradual, tendo início pela coleta e tratamento dos dados declarados pelas empresas de grande porte, conforme enquadramento do CTF/IBAMA.



Acesse aqui o manual do declarante do RETP: http://www.mma.gov.br/images/noticias_arquivos/pdf/retpbrasil.pdf
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227


Fonte: http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1776
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Fepam dá prazo para laboratórios se ajustarem a requisitos do Inmetro


A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) publicou portaria estabelecendo prazo de dois anos para os laboratórios que realizam análises ambientais e amostragem no Estado se ajustem aos requisitos e técnicos exigidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). Ao final deste prazo, os laboratórios somente poderão emitir laudos para uso em processos de licenciamento ambiental se tiverem o reconhecimento formal de que operam com sistema de qualidade tecnicamente competente, segundo critérios e normas internacionais, conforme prevê a ABNT NBR ISO/IEC 17025.

O objetivo da medida, assinada pela diretora-presidente da Fepam, Ana Pellini, é conferir maior segurança aos resultados de análises técnicas emitidos pelos laboratórios e que subsidiam procedimentos e decisões, além de fundamentarem exigências estabelecidas nos licenciamentos de atividades pelo órgão ambiental.

As exigências de certificação serão aplicadas a atividades de amostragem e análise referente a água subterrânea em poço de monitoramento, água para consumo humano, água bruta em poço tubular, água superficial, efluentes líquidos, resíduos sólidos, solo e sedimentos e emissões atmosféricas.

A portaria reduz, entretanto, para um ano o prazo, em virtude do alto potencial poluidor, para os laudos de análises das atividades de aterros industriais e centrais de recebimento de resíduos e efluentes.


Clique aqui para ver a íntegra da portaria: http://www.fepam.rs.gov.br/legislacao/arq/Portaria037-2016.pdf

Fonte: FEPAM / SEMA
Fone: (51) 32888114 / 8115
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Rio Grande ganhará fábrica de combustível de biomassa renovável
A empresa Energy America Brazil Wood Resources Ltda confirmou o investimento de R$ 159 milhões para instalação de uma fábrica de pellets (combustível de biomassa renovável) no Distrito Industrial de Rio Grande. O projeto industrial observará três etapas, conforme consta da carta de intenções entregue ao secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, pelo empresário Alan Peters, diretor presidente da empresa que faz parte de um conglomerado com sede nos Estados Unidos.
Na primeira fase, com um investimento de R$ 24 milhões serão produzidas 70 mil toneladas/ano de pellets para exportação. A segunda fase prevê produção e exportação de cavacos de madeira à granel. A fabricação nesta etapa será de 400 mil toneladas/ano. A terceira fase do projeto contempla a produção de mais 350 mil toneladas/ano e destinação de pellets para o mercado externo. O projeto industrial das fases dois e três que será completado em um prazo de cinco anos, demandará mais R$ 135 milhões em investimentos. Ao final do quinto ano, serão 157 empregos gerados na fábrica.
Ao receber os documentos do projeto, o secretário Fábio Branco, destacou a importância da cadeia produtiva e do investimento que irá agregar valor à madeira produzida no Rio Grande do Sul. O pellets é um combustível granulado fabricado a partir de diversos tipos de biomassa renovável. A matéria prima para produzir pellets virá do eucalipto, pinus e acácia de florestas cultivadas na região sul do estado. A indústria absorverá, também, resíduos de madeireiras em atividade. O mercado europeu, onde 37% da energia consumida é gerada a partir do carvão mineral, busca substituir esta fonte, que gera impacto no efeito estufa, pela biomassa com elevado poder calorífico.
A Energy América Brazil Wood instalará a unidade industrial de fabricação de pellets em uma área de 261.212,73 m² no Distrito Industrial de Rio Grande – DIRG. O porto de Rio Grande projeta um terminal para uso exclusivo de produtos de base florestal, inclusive celulose. Dados da superintendência do porto indicam que, de janeiro a abril deste ano, a exportação de celulose já movimentou mais de 910 mil toneladas. Para o secretário Fábio Branco, tanto o terminal portuário como a logística de transporte deverá contemplar a integração de todos os modais para o projeto de exportação estimado na fase inicial de 70 mil toneladas/ano.


Texto: Ascom Sdect
Edição: Denise Camargo/Secom


Fonte: http://www.rs.gov.br/conteudo/239323/fabrica-de-pellets-vai-investir-r-159-milhoes-em-rio-grande#.Vz30v-oz0GU.facebook
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All Gas recebe visita técnica dos Futuros Engenheiros do IFRS - Farroupilha


Na última segunda-feira a tarde, dia 16 de Maio recebemos na All Gas os futuros Engenheiros Mecânicos e de Controle de Automação do Instituto Federal IFRS Campus Farroupilha.

Os alunos cursam a disciplina de Gestão Ambiental com a Professora Me. Pâmela Perini e tiveram a oportunidade de conhecer os equipamentos de amostragens de emissões e principais metodologias utilizadas.


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Futuros Engenheiros Ambientais da Universidade de Caxias do Sul - UCS





Na última terça-feira a tarde, dia 10 de Maio recebemos na All Gas os futuros Engenheiros Ambientais da Universidade de Caxias do Sul UCS.

Os alunos cursam a disciplina de Controle de Poluição Atmosférica com o Professor Dr. Marcelo Godinho e tiveram a oportunidade de conhecer os equipamentos de amostragens de emissões e principais metodologias utilizadas.
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Cidade do México está novamente em alerta por contaminação
Autoridades da Cidade do México lançaram um novo alerta de poluição do ar nesta segunda-feira, que significa que 40% dos veículos não poderão circular na terça e que as indústrias deverão reduzir entre 30% e 40% as emissões na atmosfera.

A poluição na megalópole de mais de 20 milhões de habitantes piorou em março, levando as autoridades a lançarem os primeiros alertas em uma década e a imporem restrições no tráfico.

As regras tiraram de circulação 20% dos carros diariamente, mas o novo alerta vai dobrar essa taxa na terça-feira.

Nesta segunda-feira, a "estabilidade atmosférica com vento fraco e dispersão escassa dos contaminantes" fizeram com que a capital tenha uma concentração de ozônio de 161 pontos - acima do limite de 150 -, especialmente alta no centro e no sul da cidade, informou a secretaria do Meio Ambiente (SEMARNAT) em um comunicado.

Além disso, nas horas de maior contaminação (entre 13h e 19h local), o governo recomenda que crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios e cardiovasculares permaneçam no interior de imóveis, e que a população em geral se abstenha de praticar esportes.

Na capital mexicana e na sua zona metropolitana circulam diariamente cerca de 5,5 milhões de veículos. Só em 2010, a contaminação ambiental causou a morte de 20.500 pessoas em todo o México, segundo o último Informe Nacional de Qualidade do Ar de 2013.

Por outro lado, três empresas americanas (Becton Dickinson, Owens Corning e Enthone Omi), uma subsidiária canadense e uma mexicana foram sancionadas por "diversas irregularidades" detectadas em visitas de inspeção e depois de que se negassem a serem inspecionadas na contingência ambiental de março, informou a Procuradoria Federal de Proteção ao Ambiente.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2016/05/cidade-do-mexico-esta-novamente-em-alerta-por-contaminacao-5792043.html
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CCJ do Senado aprova proposta que pode acabar com licenciamento ambiental
PEC estabelece extinção da análise de viabilidade dos empreendimentos a partir dos seus impactos socioambientais

Em meio ao terremoto político que toma conta de Brasília, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, sem alarde, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que simplesmente rasga a legislação ambiental aplicada em processos de licenciamento de obras públicas.

A PEC 65, proposta em 2012 pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e relatada atualmente pelo senador Blairo Maggi (PR-MT), estabelece que, a partir da simples apresentação de um Estudo Impacto Ambiental (EIA) pelo empreendedor, nenhuma obra poderá mais ser suspensa ou cancelada. Na prática, isso significa que o processo de licenciamento ambiental, que analisa se um empreendimento é viável ou não a partir dos impactos socioambientais que pode gerar, deixa de existir.

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Em um documento de apenas três páginas, os parlamentares informam que "a proposta inova o ordenamento jurídico", por não permitir "a suspensão de obra ou o seu cancelamento após a apresentação do estudo prévio de impacto ambiental (EIA), exceto por fatos supervenientes". A mudança, sustentam os parlamentares, "tem por objetivo garantir a celeridade e a economia de recursos em obras públicas sujeitas ao licenciamento ambiental, ao impossibilitar a suspensão ou cancelamento de sua execução após a concessão da licença".

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/04/ccj-do-senado-aprova-proposta-que-pode-acabar-com-licenciamento-ambiental-5788258.html
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Prefeitura de Joinville investe em modernização energética
O programa de modernização energética implantado pela Prefeitura de Joinville gera uma economia de pelo menos R$ 1 milhão ao ano para os cofres públicos. A ação envolve a substituição de luminárias de alta potência por lâmpadas tipo LED na rede pública e nos semáforos.

Até fevereiro, a Secretaria de Infraestrutura Urbana havia contabilizado 1.850 pontos contemplados com a modernização. O trabalho é realizado em 110 ruas da cidade, com redução de carga instalada de 50%, que representa uma economia de mais de R$ 400 mil ao ano em energia elétrica.

“Uma das grandes vantagens desses equipamentos é a cor branca da iluminação, que garante maior visibilidade e segurança, com menos energia consumida e maior vida útil”, comenta o gerente da Unidade de Transportes e Vias Públicas da Seinfra, Glaucus Folster.

Glaucus explica que os trabalhos de modernização com esta tecnologia estão sendo direcionados principalmente para a área central do município, expandindo para os bairros em vias de ligação com grande fluxo de veículos e pedestres no período noturno.

Semáforos

Segundo o Departamento de Trânsito (Detrans), a substituição de cinco mil lâmpadas incandescentes dos semáforos de Joinville por lâmpadas com tecnologia LED vai proporcionar uma economia superior a R$ 500 mil por ano.

Essa ação ocorre por intermédio do convênio firmado entre o Detrans, Celesc e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), dentro do Programa de Eficiência Energética (PEE). De acordo com o Detrans, Joinville conta atualmente com 161 conjuntos semafóricos.

Destes, 23 já contam com tecnologia LED – são considerados eficientizados. Os demais passam por processo gradativo de implantação da nova tecnologia, reduzindo o consumo em até 90% e proporcionando uma economia considerável.

“Os recursos economizados serão superiores a R$ 500 mil por ano”, informa o gerente de Operacional do Detrans, Samuel Luiz Bernardes Gomes. O gasto médio com a energia elétrica dos semáforos em Joinville chega a R$ 80 mil por mês, cerca de R$ 960 mil por ano, segundo o Detrans.

Lâmpadas LED

LED – do inglês Light Emitting Diode (Diodo Emissor de Luz) – é um semicondutor que emite luz quando percorrido por uma corrente elétrica.

A cor da luz emitida pode ser branca, branco comercial, amarela ou qualquer cor do espectro de cores. Em termos de capacidade e qualidade de iluminação, as luzes de LED são similares às incandescentes, porém utilizam dez vezes menos energia para isso. Com a sua utilização, a economia na conta pode chegar a 90%.

As lâmpadas de LED também se destacam por sua durabilidade. Sua vida útil média é de 40.000 horas. Isso significa que uma lâmpada LED pode ficar mais de quatro anos e meio acesa de forma ininterrupta.

Fonte: Procel Info com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Joinville
https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/04/prefeitura-de-joinville-investe-em-modernizacao-energetica/28605
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Renováveis podem sofrer com mudanças climáticas
Da Agência Ambiente Energia – Um estudo divulgado recentemente indica que as atuais mudanças climáticas podem afetar diretamente a geração de energia renovável através de fonte solar, eólica ou de biomassa, além da geração hidrelétrica, que sofrerá pela menor vazão dos rios. Coordenado pelos climatologistas Carlos Nobre e José Marengo e elaborado por Roberto Schaeffer, especialista em energia da Coppe/UFRJ, em parceria com a Embaixada do Reino Unido, o trabalho intitulado “Riscos de mudanças climáticas no Brasil e limites à adaptação” elaborou análise de impactos em agricultura, biodiversidade, energia e saúde no Brasil sob cenários de aumento de temperatura em mais de 4ºC.

O estudo aponta que, com o aumento da temperatura, o déficit no atendimento da demanda de energia elétrica nacional será inevitável, assim como a própria demanda tende a crescer pela maior necessidade do uso de ar condicionado e demais aparelhos de refrigeração.

Schaeffer analisa que o planejamento energético atual é elaborado com base na ideia de que o clima é estacionário, o que não é verdade. No que se refere aos impactos das mudanças climáticas sobre fontes renováveis, o estudo esclarece que temperaturas extremas podem alterar o padrão dos ventos, afetando a geração eólica, aumentar a concentração de nuvens, afetando a geração solar, e também impactar diretamente a produção de cana, afetando a geração de bioenergia.


Este quadro, ainda, esconde a possibilidade de um ciclo vicioso: “Se o Brasil recorrer mais a fontes renováveis pode ficar mais vulnerável e, para se proteger, voltar-se mais às fontes fósseis [grandes agentes da mudança climática]”, alertou o especialista, que espera que o estudo incentive medidas imediatas para solução do problema.

Fonte: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/04/renovaveis-podem-sofrer-com-mudancas-climaticas/28613
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Caminhão destinado a produtos químicos é flagrado transportando óleo de soja
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) autuou um condutor e a empresa proprietária de um caminhão carregado com óleo de soja, em desacordo com a legislação em vigor. O fato aconteceu na manhã desta quarta-feira, 20, no quilômetro 424 da BR-386, em Montenegro.

Durante uma fiscalização de rotina os policiais abordaram um caminhão, com placas de Montenegro, transportando aproximadamente 28,7 toneladas de óleo de soja. Ao realizarem averiguações, foi constatado que o veículo havia sido utilizado para transportar produtos químicos, considerados perigosos.

O motorista alegou desconhecer que o tanque era destinado a esse fim. A carga, cujo destino era uma grande fábrica de ração animal em Montenegro, foi condenada pelo Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (MAPA). Os envolvidos serão enquadrados na lei de crimes ambientais e resoluções agropecuárias.

Fonte:http://gaz.com.br/conteudos/policia/2016/04/20/70675-caminhao_destinado_a_produtos_quimicos_e_flagrado_transportando_oleo_de_soja.html.php

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Secretária Ana Pellini fala em audiência pública da Comissão Especial do Estado Resiliente
A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Ana Pellini participou na noite passada (18), da primeira audiência pública da Comissão Especial do Estado Resiliente realizada na Sala da Convergência da Assembleia Legislativa. Presidida pelo deputado João Reinelli, a audiência pública contou também com uma palestra do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

A secretária Ana Pellini iniciou classificando o tema resiliência como da maior pertinência. "Precisamos nos debruçar sobre ele", acrescentou, informando que desde o começo da sua gestão houve a preocupação com os riscos e consequências dos desastres naturais, "antes mais raros e agora mais sequentes. Assim, precisamos nos preparar. Este é um aprendizado lento".

Disse que a secretaria tem intensificado suas atenções em dois aspectos básicos neste contexto. Primeiro, em relação a riscos e desastres, "entendemos a necessidade de que as informações sobre alterações no clima cheguem com mais velocidade e precisão. Desta forma, estamos tratando da instalação de dois radares que ampliem esta cobertura, um em Santa Maria e outro em Caxias do Sul, mas a tarefa é difícil, diante da burocracia¿, observou. Igualmente narrou as tratativas junto aos governos da Argentina e Uruguai para que haja ¿um sistema conjugado neste processo, com as partes conversando entre si para uma maior prevenção". Segundo Ana Pellini, as comunidades, em geral, ainda mostram desarticulação diante dos eventos severos. "Buscamos ferramentas para alterar isso", frisou.

Numa segunda ação, a titular da Sema explicou alguns dos programas em andamento (e outros em elaboração) na secretaria, mais especificamente na questão das águas e suas consequências. Lembrou as enxurradas decorrentes dos grandes volumes de chuva repentina, agravadas pelo assoreamento e lixo acumulado. "Porisso a importância do Plano Estadual de Recursos Hídricos, uma vez que o desenvolvimento econômico e social sustentável do Rio Grande do Sul, nos próximos anos, será definido pela disponibilidade de água, tanto em quantidade quanto em qualidade. Para tanto, é preciso conhecer o cenário atual dos recursos hídricos gaúchos, mostrando as disponibilidades hídricas e as demandas por água, bem como precisamos identificar as áreas com problemas de escassez ou conflito. Isso só será possível com a efetiva participação da sociedade, por meio dos Comitês de Bacias Hidrográficas e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos".

Recordou que o Rio Grande do Sul não apresenta os mesmos problemas de falta de água como no Nordeste, por exemplo. "No entanto, o Estado não tem se preparado adequadamente nesta questão. Daí a importância do Sistema de Outorga de Água do RS, instrumento por meio do qual o Poder Público autoriza, concede ou ainda permite ao usuário fazer o uso deste bem, que é de todos¿, explicou, ressaltando a importância de um relacionamento afinado com toda a sociedade neste sentido. "Sem articulação e sem a participação dos comitês de bacia não avançaremos".

Também informou quanto aos licenciamentos para açudes e barragens, normalmente destinados à irrigação. "Ampliamos nossos cuidados em especial após o episódio Mariana, a barragem que se rompeu em Minas Gerais. Existem muitos barramentos antigos no RS, e os responsáveis devem buscar a regulamentação e as licenças, dentro de determinado prazo. Sem isso, sofrerão as sanções da lei¿, advertiu. Explicou, ainda, o Programa Estadual de Estímulo à Limpeza e Desassoreamento dos Corpos Hídricos. ¿Instruímos prefeituras e o Comando Ambiental da BM para que atuem em parceria na limpeza de arroios e rios. Os prefeitos podem se credenciar pela internet. Ao invés da BM proibir, inclusive retirando o maquinário, estamos orientando como todos devem proceder¿.

Por fim, disse da importância do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do RS, por intermédio do qual "tentamos mostrar a importância da preservação dos nossos rios, com a formação de uma consciência ampliada neste sentido".

A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Ana Pellini participou na noite passada (18), da primeira audiência pública da Comissão Especial do Estado Resiliente realizada na Sala da Convergência da Assembleia Legislativa. Presidida pelo deputado João Reinelli, a audiência pública contou também com uma palestra do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

A secretária Ana Pellini iniciou classificando o tema resiliência como da maior pertinência. ¿Precisamos nos debruçar sobre ele¿, acrescentou, informando que desde o começo da sua gestão houve a preocupação com os riscos e consequências dos desastres naturais, ¿antes mais raros e agora mais sequentes. Assim, precisamos nos preparar. Este é um aprendizado lento¿.

Disse que a secretaria tem intensificado suas atenções em dois aspectos básicos neste contexto. Primeiro, em relação a riscos e desastres, ¿entendemos a necessidade de que as informações sobre alterações no clima cheguem com mais velocidade e precisão. Desta forma, estamos tratando da instalação de dois radares que ampliem esta cobertura, um em Santa Maria e outro em Caxias do Sul, mas a tarefa é difícil, diante da burocracia", observou. Igualmente narrou as tratativas junto aos governos da Argentina e Uruguai para que haja "um sistema conjugado neste processo, com as partes conversando entre si para uma maior prevenção". Segundo Ana Pellini, as comunidades, em geral, ainda mostram desarticulação diante dos eventos severos. "Buscamos ferramentas para alterar isso", frisou.

Numa segunda ação, a titular da Sema explicou alguns dos programas em andamento (e outros em elaboração) na secretaria, mais especificamente na questão das águas e suas consequências. Lembrou as enxurradas decorrentes dos grandes volumes de chuva repentina, agravadas pelo assoreamento e lixo acumulado. "Porisso a importância do Plano Estadual de Recursos Hídricos, uma vez que o desenvolvimento econômico e social sustentável do Rio Grande do Sul, nos próximos anos, será definido pela disponibilidade de água, tanto em quantidade quanto em qualidade. Para tanto, é preciso conhecer o cenário atual dos recursos hídricos gaúchos, mostrando as disponibilidades hídricas e as demandas por água, bem como precisamos identificar as áreas com problemas de escassez ou conflito. Isso só será possível com a efetiva participação da sociedade, por meio dos Comitês de Bacias Hidrográficas e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos".

Recordou que o Rio Grande do Sul não apresenta os mesmos problemas de falta de água como no Nordeste, por exemplo. "No entanto, o Estado não tem se preparado adequadamente nesta questão. Daí a importância do Sistema de Outorga de Água do RS, instrumento por meio do qual o Poder Público autoriza, concede ou ainda permite ao usuário fazer o uso deste bem, que é de todos¿, explicou, ressaltando a importância de um relacionamento afinado com toda a sociedade neste sentido. ¿Sem articulação e sem a participação dos comitês de bacia não avançaremos".

Também informou quanto aos licenciamentos para açudes e barragens, normalmente destinados à irrigação. "Ampliamos nossos cuidados em especial após o episódio Mariana, a barragem que se rompeu em Minas Gerais. Existem muitos barramentos antigos no RS, e os responsáveis devem buscar a regulamentação e as licenças, dentro de determinado prazo. Sem isso, sofrerão as sanções da lei", advertiu. Explicou, ainda, o Programa Estadual de Estímulo à Limpeza e Desassoreamento dos Corpos Hídricos. "Instruímos prefeituras e o Comando Ambiental da BM para que atuem em arceria na limpeza de arroios e rios. Os prefeitos podem se credenciar pela internet. Ao invés da BM proibir, inclusive retirando o maquinário, estamos orientando como todos devem proceder".

Por fim, disse da importância do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do RS, por intermédio do qual "tentamos mostrar a importância da preservação dos nossos rios, com a formação de uma consciência ampliada neste sentido".

Fonte: FEPAM
http://www.fepam.rs.gov.br/noticias/noticia_detalhe_net.asp?id=14341
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Dá para saber se haverá mais peixes ou plástico nos oceanos em 2050?
Um preocupante relatório, calculando que em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos, foi divulgado recentemente pela Fundação Ellen MacArthur e o Fórum Econômico Mundial.
Chamado The New Plastics Economy ("A Nova Economia do Plástico", em tradução livre), o relatório estimou que, no ritmo atual, os mares terão, em termos de peso, mais plástico do que peixes na metade deste século.
O relatório ganhou as manchetes de vários jornais, mas acabou sendo questionado e levantando a questão: como medir a quantidade de plástico e como contar os peixes?
O problema é que o próprio relatório reconhece que é difícil fazer uma medição precisa nos dois casos.
No caso dos plásticos, o estudo faz referência a um levantamento publicado em 2015 por Jenna Jambeck, professora da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Ela tentou fazer um censo global da poluição por plásticos e estimar o quanto disso vai parar nos oceanos.
O estudo de Jambeck analisa estimativas do total de lixo em todos os países que não são totalmente cercados
rsidade de York, na Grã-Bretanha.
O que a Fundação Ellen MacArthur fez foi pegar a pesquisa de Jambeck, que faz previsões apenas até 2025, e projetar essas estimativas até 2050.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160328_plastico_oceanos_futuro_fn
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Suprema Corte bloqueia regulações dos EUA sobre emissões
Decisão representa um duro golpe para o presidente, já que medidas eram cruciais na estratégia contra a mudança climática

A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu nesta terça-feira, 9, a regulação federal que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do setor elétrico, anunciada em agosto do ano passado pelo presidente Barack Obama. A decisão representa um golpe para Obama, já que as metas propostas são cruciais na sua estratégia contra as mudanças climáticas.

A intervenção da mais alta instância judicial dos Estados Unidos foi requerida por 27 Estados – a maioria governada pelo Partido Republicano – e empresas ligadas ao carvão com o objetivo de impedir o avanço do plano de energia limpa do governo, assumido por Obama como um dos pilares de sua política de combate às alterações climáticas. Os Estados, liderados pelo grande produtor de carvão do país, Virgínia Ocidental, e o principal produtor de petróleo, Texas, abriram vários processos em outubro para deter a iniciativa do presidente. A votação na Suprema Corte terminou com placar apertado de 5 a 4.

A decisão suspende a aplicação do Clean Power Plan (Plano da Energia Limpa), concebido pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, que impõe às centrais elétricas redução das emissões de dióxido de carbono (um dos principais agentes do efeito estufa), de 32% até 2030, em relação aos níveis de 2005. O parecer, no entanto, ainda não é definitivo, já que o caso depende do veredicto de uma corte de apelações, que deverá ouvir as argumentações orais dos dois lados em 2 de junho, para, em seguida, decidir se a regulação é válida.


O procurador-geral da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, descreveu a suspensão como uma “vitória histórica e sem precedentes” sobre a EPA. “Nós estamos convencidos de que a Suprema Corte reconheceu o imediato impacto das regulamentações e congelou sua implementação, protegendo trabalhadores e poupando incontáveis dólares enquanto nossa luta contra sua legalidade continua”, afirmou.

A Casa Branca informou em comunicado que discorda da decisão judicial e o plano tem bases legais e técnicas sólidas. “A administração vai continuar tomando medidas agressivas para progredir na redução das emissões de carbono”, disse o porta-voz do governo, Josh Earnest. Segundo ele, a EPA vai continuar trabalhando com Estados que querem cooperar com as metas estipuladas.

A geração de energia elétrica é responsável por cerca de um terço das emissões de gás carbônico dos Estados Unidos. O plano de reduzir as emissões do setor é o principal componente da meta de reduzir as emissões totais em 26% a 28% até 2025 e em 32% até 2030. Esse valor compõe a contribuição que os Estados Unidos ofereceram para a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-21), em Paris, em dezembro.

Impacto. Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima, diz que a deliberação da Suprema Corte ainda não implica em um cancelamento do plano nem é uma ameaça ao Acordo de Paris. “A decisão ainda não é determinante no sentido de impedir que a regulação seja levada a cabo conforme o previsto no Plano da Energia Limpa. Embora os que se opõem, os Estados que entraram com ações legais com apoio de diferentes setores, estejam cantando vitória, por enquanto não posso dizer com toda certeza que isso seja definitivo ou que altera o compromisso dos Estados Unidos assumido desde o ano passado em relação ao Acordo de Paris”, afirma.

Segundo o especialista, o Plano da Energia Limpa não foi revogado e é difícil que seja. “O presidente Obama usa (como argumento) decisões anteriores da Suprema Corte, que classificam gases de efeito estufa como poluentes, que impactam a saúde pública. Ou seja, ele está cumprindo com aquilo que já foi decidido anteriormente”, explica Rittl.

Para defender a regulação ante o Judiciário, o procurador-geral dos EUA, Donald Verrilli Jr, usou esse argumento. “A mudança climática é o desafio ambiental mais importante hoje e já está afetando a saúde pública nacional, o bem-estar e o ambiente.” / MÔNICA REOLOM, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Fonte: http://m.sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,corte-suprema-dos-eua-bloqueia-regulacoes-sobre-emissoes-de-co2-do-governo,10000015685
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Política de Educação para o Consumo Sustentável é instituída no País


Nesta quinta-feira, dia 12/11/2015, foi publicada a Lei Federal nº 13.186/2015, instituindo a Política de Educação para o Consumo Sustentável no País, com o objetivo de estimular a adoção de práticas de consumo e de técnicas de produção ecologicamente sustentáveis.

A Lei traz os objetivos da Política, dentre os quais se destacam o incentivo a mudanças de atitude dos consumidores na escolha de produtos produzidos com base em processos ecologicamente sustentáveis; o estímulo à redução do consumo de água, energia e de outros recursos naturais, tanto no âmbito residencial quanto nas atividades de produção, de comércio e de serviços; a promoção da redução do acúmulo de resíduos sólidos, pelo retorno de embalagens, pilhas, baterias, pneus, lâmpadas e outros produtos após o uso pelos consumidores; o estímulo à reutilização e à reciclagem dos produtos e embalagens; o estímulo à inclusão das dimensões social, cultural e ambiental no processo de produção e gestão das empresas; o fomento ao uso de recursos naturais com base em técnicas e formas de manejo ecologicamente sustentáveis; e o incentivo à certificação ambiental.

Para atendimento aos objetivos da Lei, a União, os Estados e os Municípios deverão promover campanhas em prol do consumo sustentável nos meios de comunicação de massa, bem como a capacitação dos profissionais da área de educação para inclusão do consumo sustentável nos programas de educação ambiental do ensino médio e fundamental.

A criação da Política de Educação para o Consumo Sustentável dialoga com outras Políticas já criadas no âmbito nacional, tais como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Política Nacional de Mudança do Clima, auxiliando no alcance de suas metas e objetivos a partir do incentivo às práticas produtivas sustentáveis e à adesão do consumidor a este movimento. Ainda, está alinhada ao projeto de alteração do Código de Defesa do Consumidor, em tramitação, que prevê o incentivo e a promoção de padrões de produção e consumo sustentáveis, visando ao desenvolvimento econômico e a inclusão social sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras.

A nova Política reforça, portanto, a importância da atenção que deve ser conferida ao tema pela sociedade como um todo, incluindo empresas, instituições de ensino e indivíduos.

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13186.htm
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China aceita revisão periódica das metas de emissões de CO2
A quatro semanas do início da COP de Paris, presidente da França, François Hollande, foi a Pequim buscar o compromisso de Xi Jinping à medida; países em desenvolvimento têm restrições
PARIS - A 28 dias do início da 21ª Conferência do Clima (COP 21), em Paris, o presidente da França, François Hollande, obteve nesta segunda-feira, 2, o apoio da China à revisão, a cada cinco anos, das metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Esse ponto é considerado um dos centros das negociações diplomáticas em torno de um novo acordo climático mundial que terá de ser decidido em Paris.

Por seu peso econômico e relevância nas negociações, o país também é virtual líder do G77, grupo de 134 grandes emergentes e países em desenvolvimento do qual o Brasil é outro dos expoentes. Até aqui, o G77 demonstrava reservas ao princípio da revisão das metas a cada cinco anos. O Brasil já havia se mostrado favorável a essa proposta.

A declaração também é importante porque o conjunto de metas apresentado pela China como contribuição ao acordo de Paris falava somente que o país deve atingir seu pico de emissões em 2030, sem dizer de quanto será esse pico. Se Xi Jiping está disposto a fazer revisões das metas a cada cinco anos, pode ser que resolva começar a reduzir suas emissões antes disso.

Em uma declaração conjunta, os governos de França e China afirmam que “o acordo de Paris comportará disposições que permitam às partes atualizar constantemente suas contribuições estipuladas em nível nacional”. O documento diz ainda que os dois países são “favoráveis a que uma revisão completa aconteça a cada cinco anos sobre os progressos realizados”.

Negociações. A proposta também tem o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, e o apoio da China pode ser determinante para um consenso. “Esta revisão periódica é indispensável para chegarmos progressivamente a uma trajetória compatível com o limite de 2ºC de aquecimento do planeta”, afirmou François Hollande, em Pequim.

Em tom de advertência, Hollande reiterou que a COP 21 ainda pode se tornar um fracasso caso não haja um compromisso obrigatório. “Mas as condições para o sucesso foram semeadas em Pequim hoje”, disse o presidente francês. Xi Jinping disse que a busca de “um resultado global, equilibrado e ambicioso” são objetivos “dos esforços da China para participar da governança mundial”.

Consta ainda da declaração da reunião bilateral que China e França trabalharão juntos na negociação de metas que permitam conter o aumento médio da temperatura da Terra a 2ºC até 2100. A referência foi feita quatro dias depois de a Convenção do Clima da ONU (UNFCCC) revelar o resultado da avaliação sobre as contribuições voluntárias determinadas em nível nacional (INDCs na sigla em inglês) – jargão para o conjunto de metas que cada país disse que tem como se comprometer para o acordo de Paris.

O relatório, baseado nas propostas voluntárias apresentadas por 147 países, indica que a temperatura média do planeta deve se elevar em 2,7ºC, mais do que o objetivo fixado pela comunidade internacional. Na sexta-feira, Christiana Figueres, secretária-geral da UNFCCC, chegou a afirmar que o sucesso da COP 21 passava pela adoção de um mecanismo de revisão das metas. “

O acordo precisa ter dois componentes importantes: a definição e a implementação das INDCs e o caminho a ser percorrido a longo prazo”, explicou. “Haverá um acordo porque eu só vejo a vontade política aumentar, da parte de todos os governos, para chegarmos a um entendimento. Se, no entanto, Paris só considerar a primeira parte da minha equação, o acordo de Paris não resolverá a questão do limite de 2°C.”

Fonte: http://m.sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,china-aceita-revisao-periodica-das-metas-de-emissoes-de-co2,1790003
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Sustentabilidade, o Único Caminho para a Prosperidade
por Felipe Faria – Diretor Executivo Green Building Council Brasil

Aqueles que possuem maior esclarecimento sobre o tema, entendem que o chamado tripé da sustentabilidade engloba aspectos sociais, ambientais e econômicos. Todavia, muitos de nós conectamos o assunto sustentabilidade somente com proteção ambiental e responsabilidade social. Deixamos de lado o aspecto econômico quando discutimos ações que beneficiam o social e ambiental, ora por preconceito ou resistência desnecessária, entendendo que o desenvolvimento econômico é o motivo da degradação ambiental e social, ora por desconhecimento ou falta de experiência em criar um modelo de negócio que alavanque a atividade “sustentável”.

Neste sentido, as principais barreiras enfrentadas por quaisquer profissionais e empresas envolvidos em movimentos de transformação de mercado com foco em sustentabilidade são: falta de informação; falta de comunicação entre os diversos “stakeholders” envolvidos no projeto de modo a considerar a pluralidade de conhecimento e experiência na fase de planejamento; ausência de incentivo ou política pública integrada que possa nortear tais atividades; e visão imediatista.

O imediatismo está totalmente desconectado com a visão holística que regerá as atividades econômicas no novo tratado que insurge entre homem e Planeta. Ações imediatistas assumem importância na remediação de problemas existentes sem solucionar suas causas.

Não digo que resultados positivos somente serão percebidos no longo prazo. A visão de longo prazo permite auferir resultados imediatos, porém a perpetuação deste negócio lucrativo não será possível sem maximizar aspectos culturais e de responsabilidade socioambiental. Mesmo por quê, atividades que não são pautadas na visão sistêmica da sustentabilidade estarão a cada dia, enfrentando novos riscos de investimentos, jurídicos, ambientais e sociais.

Assim, no mundo corporativo muitos modelos de negócios surgem dentro de uma perspectiva de longo prazo. Normalmente estes modelos de negócios são desenvolvidos e dirigidos pelos principais executivos, empreendedores ou talentos das corporações.

O movimento da construção sustentável no Brasil cresce a passos largos. Em matéria de certificação internacional de “green buildings”, o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), presente em 150 países, tem o Brasil como o 4º no ranking mundial com o maior número de projetos registrados e certificados. São mais de 1.000 edificações ou 25 milhões de m² registrados e 300 edificações certificadas. Tratam-se de edificações que comprovadamente atendem questões de eficiência no uso de energia, água e materiais; qualidade ambiental interna do ar; uso de materiais de baixo impacto; melhorias em termos de localização da edificação e o entorno com foco em qualidade de vida e redução de emissões.

O sucesso deste movimento foi acompanhado por um forte processo de capacitação profissional, disseminação da informação, novas tecnologias e cases de sucesso, bem como a provocação feita pela certificação LEED em termos de forçar a comunicação entre os diversos “stakeholders” responsáveis pela concepção, construção e operação de edificações.

Entre as diversas ações que justificam o crescimento da construção sustentável no país, vale destacar modelos de negócios pautados no planejamento de médio a longo prazo. Estes modelos de negócios, onde a visão sistémica é princípio basilar, logo elimina a falsa barreira do “sustentável custa mais caro”. Na construção sustentável esta análise parte do levantamento do custo da edificação considerando um ciclo de vida razoável de 50 anos. Assim, temos que apenas 15% do custo durante o ciclo de vida corresponde a construção, sendo que 85% do custo está relacionado a operação da edificação.

Ainda há o falso entendimento que a construção sustentável onera em 30% o custo de construção, enquanto que a nossa experiência com 300 edificações certificadas no Brasil sugere um acréscimo entre 0% a 6%. E o que determina a variação deste acréscimo de custo de construção? É a capacidade e experiência das equipes envolvidas no projeto e construção, bem como o momento em que iniciam a discutir a maximização de ações e estratégias voltadas a angariar resultados considerando uma visão holística do projeto. Ou seja, trata-se de um modelo de negócio diferenciado que exige planejamento baseado na visão holística, onde experiência e interdisciplinaridade de equipe são pontos chaves.

Dito isto, temos que qualquer investimento adicional em fase de construção relacionado a eficiência, redução do uso de recursos naturais ou mitigação de impactos sócio ambientais possui um “pay back” de curto a médio prazo, certo que estas edificações reduzem uma média de 25% a 30% de energia e 40% do consumo de água durante sua operação. Adicionalmente, o que se vê nestas edificações são benefícios econômicos imediatos, frente melhores valores a serem percebidos na venda e aluguel de lajes, aumento da velocidade de ocupação e aumento da retenção comparado às edificações convencionais.

Há modelos de negócios que, visando garantir esta vantagem econômica na fase da operação de edificações, atrela construção e operação como responsabilidade do mesmo “stakeholder”. Como exemplo, cito a modalidade de negócio imobiliário chamado “build-to-suit”, onde o investidor viabiliza o negócio segundo o interesse do futuro usuário já conhecido e que garante contratualmente estar utilizando a edificação por um prazo pré-estabelecido, sob uma remuneração acordada. Neste negócio o responsável pela construção também se responsabiliza pela operação desta edificação, assim sendo, tendo ele conhecimento que o principal custo da edificação será sua operação e não sua construção, dentro do seu prazo de contrato, seguramente a conceituação de projeto, construção e operação desta edificação se valerá dos preceitos diversos da construção sustentável.

Esta preocupação e ênfase com a edificação pós construção também passa a ser refletida em projetos de urbanismo integrado. Edificações de uso misto de modo a diminuir a necessidade de deslocamento dos ocupantes (projeto que envolve lajes comerciais, residenciais e serviços diversos), maximização de espaços abertos e de convívio público aumentando o senso de segurança e comunidade, infraestrutura pública eficiente, priorização ao pedestre, estímulo ao transporte de baixa emissão, edificações eficientes e restauração do habitat natural são conceitos que integram ferramentas de certificação como o LEED ND (Neighborhood & Development). Há casos onde o empreendedor destes projetos, vislumbra concentrar seu lucro na administração das edificações voltadas ao varejo, serviço e entretenimento destas edificações de uso misto, atuando de forma semelhante a um administrador de Shopping Center. Assim sendo, necessário se faz investir nos conceitos de planejamento acima mencionado mantendo as ruas “vivas”, mantendo um ambiente qualitativo no sentido de maximizar a qualidade de vida, bem-estar e prosperidade dos ocupantes, dentro de uma visão de longo prazo não se limitando a construção e entrega do empreendimento.

Os profissionais que buscarem desenvolver habilidades e nutrir conhecimento interdisciplinar, de modo a conseguir identificar todas as oportunidades ou impactos relacionados a sua atividade meio, estarão passos à frente dos demais e bem encaminhados para um próspero futuro profissional. Não à toa, as principais empresas de recrutamento do mundo, determinam como pré-requisito a identificação de executivos para assumir cargo de alto escalão de grandes corporações que tenham capacidade de planejar a longo prazo, identificando todas as interfaces e oportunidades dos seus negócios, transformando resíduos em receita; ações sociais de engajamento com a comunidade em capacitação de mão de obra, melhorias no entorno podendo beneficiar a logística e valorização de marca; tecnologias que alinham eficiência e mitigação de impactos com ganhos econômicos; etc…

Corroborando ao sucesso dos desafios assumidos por estes profissionais, temos a crescente discussão dos conceitos de análise de ciclo de vida e declaração ambiental de produtos; contabilidade ambiental; índices de sustentabilidade das principais bolsas de valores; fundos de investimentos específicos para “start up” que envolvem serviços ou soluções para edificações ou cidades sustentáveis, entre outros.

Para os profissionais da construção civil que ingressam no mercado de trabalho, com segurança afirmo que o movimento de “green building”, além de criar novos empregos e atividades, reúne os melhores projetos e empresas do mercado. Neste universo de edificações certificados ou registrados LEED, que segundo estudo da E&Y representa em torno de 10% do PIB da construção civil, temos um pouco mais de 250 profissionais acreditados LEED. E o mercado não está mais restrito a edificações comerciais de alto padrão. São muitas plantas industriais, centros de distribuição e data centers. Mas também temos escolas, hospitais, hotéis, prédios públicos, arenas esportivas, bibliotecas, agências bancárias, restaurantes, laboratórios, museus e outras edificações.

Cresce a certificação de lojas de varejo, edificações existentes, projeto de planejamento urbano integrado e inicia-se uma maior penetração no maior volume construtivo do país, o setor residencial. Há um universo de oportunidades disponíveis.

Fonte: http://blog.gbcbrasil.org.br/?p=1256
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Registro de Poluentes na Economia Verde
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou o custo social com poluição ambiental em diversos países

O custo macroeconômico com saúde e perda de elasticidade de renda em decorrência da poluição atmosférica nos países membros da (OCDE), foi estimado em US$ 1,7 trilhões/ano.

Na Índia e na China, esse custo foi estimado em US$ 1,8 trilhões/ano. No Brasil, utilizando um valor aproximado de US$ 1.000 por habitante, temos um custo de US$ 200 bilhões/ano, 9% do PIB nacional.

Na agenda internacional, os países se preparam para discutir, em dezembro, na COP 21, compromissos para enfrentar o aquecimento global, cujo impacto econômico estimado pelo Banco Mundial, para os países em desenvolvimento se adaptarem ao clima, foi estimado em US$ 70 a 100 bilhões por ano.

Indicando caminhos para a Economia Verde, o presidente Barack Obama se antecipou, no último mês, lançando o “Plano de Energia Limpa”. A visão americana é gerar economia para os cofres públicos e benefício social, principalmente para as populações mais vulneráveis. Além do carbono emitido em processos de combustão, que geram energia elétrica e que contribuem para o aquecimento global, outras substâncias nocivas que causam doenças cardíacas e respiratórias também são emitidas.

Com um plano realista de incentivo à transição da matriz energética, espera-se que o governo e a população deixem de gastar US$ 34 bilhões por ano, a partir de 2030. Isso evitaria 90 mil casos de asma em crianças e 300 mil dias perdidos de escola e de trabalho em decorrência de sintomas respiratórios.

No Brasil, o estudo intitulado “Análise de custo-benefício para a redução das emissões de dioxinas e furanos e avaliação das opções de tratamento de PCBs”, apresentado no evento promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento “Tecnologias de Tratamento Bifenilas Policloradas (PCBs) e outros Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs)”, estimou o custo social da poluição destes contaminantes, listados na Convenção de Estocolmo, entre US$ 22 e 44 bilhões ao ano, além do fardo de anos perdidos pela população com agravos à saúde.

Definição
A definição de Economia Verde surgiu globalmente em 2011, quando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a estabeleceu como “aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e as escassezes ecológicas”.

Nesta lógica, busca-se um novo modelo de desenvolvimento econômico, que considere de forma holística e integrada o custo-benefício da ação e inação das políticas públicas.

Nesta transição para Economia Verde, o “Princípio 10”, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Eco 92, destaca-se como elemento fundamental para a sustentabilidade:

A melhor maneira de tratar as questões ambientais é assegurar a participação, no nível apropriado, de todos os cidadãos interessados. No nível nacional, cada indivíduo terá acesso adequado às informações relativas ao meio ambiente de que disponham as autoridades públicas, inclusive informações acerca de materiais e atividades perigosas em suas comunidades, bem como a oportunidade de participar dos processos decisórios. Os Estados irão facilitar e estimular a conscientização e a participação popular, colocando as informações à disposição de todos. Será proporcionado o acesso efetivo a mecanismos judiciais e administrativos, inclusive no que se refere à compensação e reparação de danos.

Com o objetivo de assegurar essa necessidade, cerca de 40 países implementaram ou estão implementando o Registro de Emissão e Transferência de Poluentes (RETP, do inglês PRTR ou TRI). No Brasil, essa ferramenta está prevista para entrar em pleno funcionamento no ano de 2016.

O acesso à informação sobre poluição ambiental, no Brasil, ainda é fragmentado e de difícil integração, tanto na gestão pública quanto para a academia e outras partes interessadas. Carecemos de dados completos para avaliar e comunicar de forma adequada os riscos para sociedade.

A percepção de risco por juristas e pela própria população continua muito distante da avaliação de especialistas em toxicologia, o que gera barreiras e dificuldade nesse processo.

A transição para um novo modelo energético e de produção limpa requer conhecimento, planejamento e investimentos que podem ser incentivados e promovidos por políticas públicas. Indústrias que atuam com tecnologias limpas deveriam pagar menos tributos e menos juros para conseguir empréstimos, ou ainda terem mais prazo para renovação de licenças ambientais.

Veículos com baixa emissão, ou emissão zero, podem ter redução ou isenção do IPI. Empresas que vendem serviços ou tecnologias direcionadas à Economia Verde - como a implantação de sistemas fotovoltaicos, reúso de água, avaliação e comunicação de risco toxicológico, dentre outras - deveriam também ter incentivos.

Como medir o custo-benefício de uma ação como essa? Existem inúmeras metodologias, como as aplicadas nos estudos citados. Uma novidade lançada este mês na versão 2.0 do programa USETOX, da Sociedade de Toxicologia Ambiental e Química (SETAC), é a possibilidade de transformar dados de emissão e evidências toxicológicas em avaliação de risco ambiental e saúde humana.O resultado obtido é o indicador DALY (anos de vida perdidos por morte prematura e anos vividos com incapacidade) e a taxa de espécies esperadas para extinção local, dados que podem ser transformados em valor econômico.

Ou seja, benefícios fiscais, econômicos, ou mesmo a promoção de imagem, são oferecidos àqueles que beneficiam a sociedade com a atividade econômica em harmonia com a socioambiental.

Neste momento de crise energética, ao avaliar a autogeração por painéis fotovoltaicos, verificamos que, mesmo nas atuais condições, existe viabilidade de ganho econômico. A depender de condições geográficas, uma atividade que gaste R$ 6 milhões por ano com energia, com investimento em autogeração na ordem de R$ 50 milhões, consegue suprir 90% do seu consumo por 30 anos.

A Economia Verde significa a segurança para a perenidade dos recursos naturais e da própria existência da atividade produtiva. Precisa ser estimulada por se tratar de ótima oportunidade de crescimento econômico, com efetivo resultado social.

***

Marcus da Matta é Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, especialista em Gestão Ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da USP e Engenheiro Ambiental.

Fonte:http://consumidorconsciente.eco.br/index.php/component/k2/item/3329-registro-de-poluentes-na-economia-verde.html
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P&G anuncia nova meta para reduzir em 30% as emissões de gases de efeito estufa
A Procter & Gamble (P&G) anunciou hoje uma nova meta para reduzir em 30% as emissões absolutas de gases de efeito estufa das suas instalações até 2020. O objetivo foi desenvolvido em parceria com a World Wildlife Fund (WWF). Esta nova meta é baseada no melhor conhecimento científico disponível e representa um importante passo nos esforços contínuos da empresa para minimizar as suas emissões de gases de efeito estufa que impactam nas mudanças climáticas.

Além disso, a P&G participará do programa Climate Savers (Defensores do Clima), patrocinado pela WWF e que incentiva o envolvimento das principais empresas do mundo na colaboração e aumento dos esforços para combater as mudanças climáticas.

A P&G determinou o objetivo em 30% após considerar um estudo científico recente, apresentado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). Uma redução de 30% assegura o suporte da empresa com relação aos esforços globais para prevenir que as temperaturas superem os dois graus Celsius, além de ser consistente com as metodologias científicas que ajudam as empresas a alinhar as metas definidas com a ciência do clima.

“A mudança climática é um problema mundial e acreditamos que todos – empresas, governos e indivíduos – têm um papel a desempenhar”, disse Len Sauers, vice-presidente de Sustentabilidade Global da P&G. “Sentimos que isso era importante, dado que representa uma meta ambiciosa de base científica, para ajudar a fazer a nossa parte no que se refere a enfrentar os desafios apresentados pela mudança climática.”

A P&G tem trabalhado em parceria com a WWF para desenvolver a sua nova meta e incrementar os seus esforços em matéria de mudança climática. “Nós reconhecemos a P&G pela liderança exercida na definição de uma meta de redução que se baseia na ciência do clima”, disse Suzanne Apple, vice-presidente sênior de Engajamento do Setor Privado da WWF. “Trata-se de um compromisso significativo que levará a reduções mensuráveis nas emissões de gases com efeito de estufa da P&G, inspirando a que outras empresas façam o mesmo. Temos o prazer de dar as boas-vindas à P&G como a mais nova integrante do nosso programa Climate Savers, que visa reconhecer os líderes da indústria que estão buscando soluções inovadoras e de baixo custo para a mudança climática.”

A P&G planeja alcançar a sua nova meta ao manter o foco na conservação de energia e aumento da utilização de energia renovável. “Estabelecemos esta meta com a convicção de que isso é bom para o meio ambiente e também para o nosso negócio”, disse Martin Riant, presidente do Grupo P&G e patrocinador executivo para a Sustentabilidade Global. “A conservação de energia e aumento da energia renovável não só vão acarretar reduções de emissões, como a diminuição de custos e criação de soluções inovadoras que ajudarão as nossas marcas a ganharem ainda mais com os consumidores.”

Sobre a Procter & Gamble

A P&G atende os consumidores do mundo inteiro com um dos maiores portfólios de marcas de qualidade, liderança e confiança, que inclui: Always®, Ambi Pur®, Ariel®, Bounty®, Charmin®, Crest®, Dawn®, Downy®, Fairy®, Febreze®, Gain®, Gillette®, Head & Shoulders®, Lenor®, Olay®, Oral-B®, Pampers®, Pantene®, SK-II®, Tide®, Vicks® e Whisper®. A comunidade P&G opera em cerca de 70 países. Acesse http://www.pg.com para as últimas notícias e informações sobre a P&G e suas marcas.

Para saber mais sobre as metas de sustentabilidade da P&G, clique aqui.

Para saber mais sobre o programa Climate Savers, clique aqui.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Ver a versão original em businesswire.com: http://www.businesswire.com/news/home/20150916006458/pt/


Contato:
Assessoria de Imprensa da P&G:
Julie deSylva, 513-780-0006
deSylva.j@pg.com
Fonte: BUSINESS WIRE

http://noticias.r7.com/dino/entretenimento/pampg-anuncia-nova-meta-para-reduzir-em-30-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-16092015

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Paris fechará suas ruas para carros por um dia inteiro
São Paulo - Já imaginou uma cidade inteira livre do caos, barulho e poluição provocados pelo trânsito? Pois Paris ficará (quase) assim no dia 27 de Setembro. A cidade luz vai fechar suas principais avenidas para veículos durante um dia inteiro em ação inédita pela mobilidade sustentável.

Nenhum veículo motorizado será autorizado a conduzir pelas ruas, com algumas exceções, como ambulâncias e viaturas policiais. Pedestres e ciclistas poderão circular livremente pelos espaços antes tomados por carros.

"Vamos fazer deste primeiro dia sem carros uma grande festa cívica, de momentos deliciosos", diz a organização do evento. Estão previstos shows, exposições e uma série de outras atividades de entretenimento.

As áreas sem tráfego incluem 11 bairos (do 1º ao 11º arrondissement), e os mais conhecidos pontos tursíticos, como a avenida Champs-Élysées, a Praça da República e de Stalingrado, a Praça da Bastilha e toda área ao redor da Torre Eiffel e do Bosque de Boulogne, entre outros.

A combinação do tráfego intenso com fatores climáticos atípicos tem sido motivo de preocupação na cidade nos último dois anos. Em 2014, a prefeitura chegou a liberar transporte público gratuito para deter os altos níveis de poluição.

Este ano, só no mês de março (que marca o fim do inverno e começo da primavera no país), a cidade precisou implementar mais de três rodízios contra a poluição.

Com a aproximação da conferência internacional sobre as mudanças climáticas, COP21, que acontece em dezembro na capital francesa, Paris quer dar o exemplo na luta contra a poluição e multiplicar ações semelhantes.

fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/paris-fechara-todas-as-ruas-para-carros-por-um-dia-inteiro
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Brasil e Alemanha assinam acordo para investimentos no setor socioambiental
Acordos garantirão projetos em unidades de conservação e na regularização ambiental de imóveis rurais, conforme a nova Lei Florestal.





Por: Lucas Tolentino – Editor: Marco Moreira

O Brasil e a Alemanha firmaram, nesta quarta-feira (19/08), acordos de cooperação para a conservação florestal, e a regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia e em áreas de transição para o Cerrado. Ao todo, serão investidos mais de R$ 183 milhões (50 milhões de euros). Também foi assinado projeto entre os governos alemão e norueguês, para incrementar a cooperação técnica ao Fundo Amazônia.

As parcerias foram firmadas por autoridades brasileiras e dois países durante a abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, realizada em Brasília. Além da assinatura dos atos oficiais, o evento contou com a participação de especialistas para discutir temas como manejo sustentável, mudanças do clima e políticas para o combate ao desmatamento.

EFEITO ESTUFA

O objetivo é unir ações de conservação da biodiversidade com medidas capazes de frear as emissões de gases de efeito estufa, fenômeno natural que tem sido agravado por ações humanas e, com isso, gerado o aquecimento global. “É preciso haver uma relação mais simétrica entre biodiversidade e clima”, defendeu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “A biodiversidade está na base de tudo e precisa ser protagonista na agenda climática.”

As políticas desenvolvidas em território nacional e a importância dos recursos naturais presentes no Brasil colocam o País em posição de destaque no cenário internacional. O embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, ressaltou os resultados brasileiros na conservação ambiental. “A redução do desmatamento na Amazônia é resultado impressionante”, afirmou. “O Brasil se tornou um modelo mundial em ações ambientais.”

REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL

O MMA, a Caixa Econômica Federal e o KfW, o Banco de Desenvolvimento alemão, assinaram o contrato de contribuição financeira queviabilizará o Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais na Amazônia e em Áreas de Transição para o Cerrado. Com duração de quatro anos, a medida destinará mais de R$ 84 milhões (cerca de 23 milhões de euros) financiados pelo governo alemão para a cooperação.

A região contemplada é estratégica para o combate ao desmatamento e para a conservação da biodiversidade. O projeto apoiará o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais de Rondônia, Mato Grosso e Pará. Além disso, também serão promovidas ações de recuperação dos passivos ambientais das áreas de preservação permanente e de reserva legal encontradas dentro desses terrenos.

Com a medida, será possível realizar a regularização ambiental dos imóveis rurais brasileiros conforme o novo Código Florestal. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, destacou a importância da ação para o setor. “O objetivo é proteger o meio ambiente produzindo alimentos”, defendeu. “A inovação tecnológica é um meio de evitar o desmatamento.”

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

A cooperação entre o MMA, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ), junto ao Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, estabelece o Fundo de Transição Arpa para a Vida. Esse fundo constitui a terceira fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O programa foi estabelecido pelo Brasil em 2003 e corresponde, hoje, ao maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.

O projeto terá o aporte superior a R$ 116 milhões (cerca de 31,7 milhões de euros) por meio da cooperação financeira alemã para o Fundo de Transição. Esse Fundo é um mecanismo inovador com metas ambiciosas, como a de consolidar e segurar o financiamento sustentável de unidades de conservação em uma área igual ou superior a 60 milhões hectares, o que corresponde aproximadamente ao território da França.

FUNDO AMAZÔNIA

O cofinanciamento entre a Noruega, por meio da Agência Norueguesa para a Cooperação ao Desenvolvimento (Norad), e a Alemanha, representada pelo Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ),
viabilizará o projeto de cooperação técnica “Apoio às Atividades de Fomento e de Concessão de Colaboração Financeira Não-Reembolsável no âmbito do Fundo Amazônia”.

O projeto terá mais de R$ 14,6 milhões (cerca de 4 milhões de euros) e o objetivo de melhorar os mecanismos do Fundo Amazônia, tornando-o cada vez mais eficaz no financiamento da proteção das florestas e do clima. O acordo representa a importante coordenação e harmonização entre os dois doadores.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia surgiu com o objetivo de captar recursos para investimentos não-reembolsáveis em iniciativas de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de conservação e uso sustentável do bioma. Entre as áreas de atuação, estão projetos
como os de gestão de áreas protegidas, manejo florestal e redução de emissões de gases de efeito estufa.



Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165
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Tratado sobre ozônio impediu alta dos casos de câncer de pele, diz estudo
O tratado da ONU para proteger a camada de ozônio impediu um provável aumento do casos de câncer de pele na Austrália, na Nova Zelândia e nos países do norte da Europa, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (26).

Se o Protocolo de Montreal de 1987 nunca tivesse sido assinado, o buraco de ozônio sobre a Antártica teria aumentado 40% até 2013, afirma o relatório.
Os níveis de radiação ultravioleta na Austrália e na Nova Zelândia, que já têm as mais altas taxas de mortalidade por câncer de pele no mundo, poderiam ter aumentado entre 8% e 12%.

No norte da Europa, segundo o estudo, a decomposição da camada de ozônio sobre o Ártico poderia ter elevado os níveis de radiação ultravioleta na Escandinávia e no Reino Unido em mais de 14%. Haveria também um buraco na camada de ozônio sobre o Ártico, de tempos em tempos.

"Nossa pesquisa confirma a importância do Protocolo de Montreal e mostra que já tivemos benefícios reais", disse o professor da Universidade de Leeds, no Reino Unido, Martyn Chipperfield. "Nós sabíamos que ele [o protocolo] nos salvaria de uma grande perda de ozônio no futuro, mas na verdade já passamos do ponto em que as coisas teriam se tornado visivelmente piores."

O Protocolo de Montreal obriga todos os membros das Nações Unidas a erradicar produtos químicos que contêm clorofluorcarbonetos (CFCs). Usados em sprays, solventes e geladeiras, essas substâncias destroem as moléculas de ozônio na estratosfera, responsáveis por barrar a luz ultravioleta, causadora do câncer de pele.
Os autores do estudo, publicado na revista Nature Communications, construíram um modelo computadorizado em 3D com base nos dados mais recentes sobre o estado da estratosfera.

As concentrações de gases que destroem o ozônio estão cerca de 10% abaixo do pico registrado em 1993, embora possa demorar até 2050 para o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica retornar ao estado da década de 1980.

O Protocolo de Montreal foi implementado por 196 países e pela União Europeia (UE), tornando-se o primeiro tratado na história das Nações Unidas a conseguir ratificação universal.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2015/05/26/tratado-sobre-ozonio-impediu-alta-dos-casos-de-cancer-de-pele-diz-estudo.htm
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CURITIBA: PLANO DIRETOR PREPARA A CIDADE PARA MUDANÇAS CLIMÁTICAS E ECONOMIA SUSTENTÁVEL
O projeto de lei do Plano Diretor quer preparar Curitiba para mudanças climáticas e para ser uma cidade mais sustentável, que pense no desenvolvimento urbano dentro da perspectiva da economia verde e criativa.

Pretende que o Município seja mais resiliente, ou seja, capaz de suportar tais mudanças e suas consequências sobre o meio ambiente e a vida das pessoas. Esses temas passaram a permear o Plano Diretor como um todo, com ênfase no Capítulo 3 que trata do Patrimônio Ambiental, Natural e Cultural.

Outra iniciativa fundamental foi adequar a legislação do Município às leis federais que entraram em vigor nos últimos dez anos e abordamtemas relacionados a Meio Ambiente, de forma direta ou indireta. Para tanto, a equipe de revisão do Plano Diretor incluiu novos artigos que abordam dez grandes temas: mudanças climáticas, saneamento, bacias hidrográficas, agricultura urbana, geração distribuída de energia elétrica, indicadores, mapeamento de áreas de risco, conforto ambiental, pagamentos por serviços ambientais e unidades de conservação.

Tendo como foco a conservação, proteção, recuperação e o uso racional do meio ambiente, em seus aspectos natural e cultural, a proposta estabelece normas, incentivos e restrições ao seu uso e ocupação, visando à preservação ambiental e a sustentabilidade da cidade.

Para alcançar esses objetivos, o Plano Diretor apresenta como diretriz a promoção permanente da educação ambiental, com o propósito de contribuir para a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas à conservação do meio ambiente. Isso deve ocorrer não apenas no ambiente escolar, mas em todas as iniciativas da municipalidade que permitam a sensibilização para as questões ambientais.


Fonte: http://www.cbnfoz.com.br/editorial/parana/parana/23032015-243611-curitiba-plano-diretor-prepara-a-cidade-para-mudancas-climaticas-e-economia-sustentavel
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Ana Pellini planeja reduzir para seis meses prazo de emissão de licenças ambientais na Fepam
Depois de expor a realidade dos números da disposição final dos resíduos sólidos e industriais no Rio Grande do Sul, a secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e diretora-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Ana Pellini, anunciou mudanças internas nos métodos de trabalho da fundação, o que deve atender a uma antiga reivindicação da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) de agilizar a liberação dos licenciamentos ambientais que hoje se acumulam no órgão. Até o final deste ano, a secretária pretende fazer com que a Fepam opere com um prazo máximo de seis meses para a liberação dos licenciamentos, a exemplo do que já ocorre em outros estados, como Santa Catarina e Minas Gerais. Ana Pellini palestrou na reunião-almoço da CIC desta segunda-feira (9), durante as comemorações dos 40 anos da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca).

Atualmente, de acordo com Ana Pellini, os pedidos de licenciamento ambiental têm aguardado nunca menos de um ano, podendo chegar até quatro, para serem emitidos pelos técnicos da fundação. São mais de quatro mil pedidos de Licença de Operação (LO), uma das etapas do licenciamento ambiental, na fila à espera de liberação, revelou a secretária ao falar sobre a adoção da renovação automática de LO. "Não se protege o meio ambiente com burocracia ou papelada, tratando de forma igual quem faz e quem não faz direito. Vamos agir na fiscalização para separar o joio do trigo. Quem não trabalhar dentro da lei, nós vamos pegar e punir", afirmou Ana Pellini.

A proposta é simplificar a legislação, padronizar procedimentos e estabelecer estudos prévios de cada área do território para que, quando entrar um pedido de licenciamento, tanto o empreendedor que o solicita quanto o técnico que vai examiná-lo o faça em cima de regras claras, transparentes e do conhecimento de todos. "Esta é a ideia que nós temos para agilizar o licenciamento com segurança e transparência", salientou.

Um dos projetos para acelerar o trabalho da Fepam é aumentar as parcerias com os municípios gaúchos. Caxias do Sul dá o primeiro passo nesse sentido hoje à tarde, quando em reunião na Prefeitura Municipal, Ana Pellini inicia tratativas para o estabelecimento de um convênio de delegação de competência plena, o que significa que a partir de sua assinatura, a responsabilidade da liberação de licenças passa a ser do Município. "A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e seus técnicos já têm maturidade para assumir a gestão plena das licenças aqui de Caxias do Sul", completou a secretária.

Codeca - A CIC, por meio do presidente Carlos Heinen, prestou uma homenagem aos 40 anos da Codeca, entregando ao seu diretor-presidente, Paulo João Ballardin, uma placa alusiva à data.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC
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Crise hídrica não é só escassez, diz coordenador da ONG ActionAid
Mais de um bilhão e meio de pessoas no mundo já vivem há tempos uma rotina de escassez de água, possibilidade que anda apavorando brasileiros da Região Sudeste. Com lata na cabeça, esses cidadãos costumam percorrer quilômetros até o poço mais próximo para se abastecer e, o que é ainda mais devastador, muitas vezes consomem água contaminada por dejetos humanos. Um cenário que torna nossa crise hídrica, que ainda não chegou às torneiras, quase diminuta. Mas refletir sobre o processo que pode levar a uma situação tão dramática é importante, até para que se possa cimentar o caminho de maneira diferente.

Antes do carnaval conversei sobre esse assunto com o responsável pelo setor de agricultura sustentável da ONG Action Aid, o agrônomo Celso Marcatto. Ele está em Johannesburgo, na África do Sul, cidade que também está passando por uma série crise de escassez de água, com racionamento que chega a cinco dias em alguns lugares. Para ele, este é, de fato, o problema do século. Mas que não começa na falta de árvores nem no planejamento urbano: é isso e muito mais. Tem a ver também com as mudanças climáticas, com o pouco caso que governantes e cidadãos comuns têm dado ao fato. Sendo assim, na ponta da cadeia da crise hídrica está, até mesmo, o consumismo.

Marcatto aceitou também meu convite para contar como é possível lidar com o problema usando criatividade e sem muitos recursos financeiros. Abaixo, a entrevista.

Qual o seu trabalho central na ActionAid?

Celso Marcatto – Minha área de trabalho é agricultura resiliente ao clima, que leva em consideração as mudanças climáticas. É dar suporte em 36 países para que eles consigam uma agricultura sustentável. Viajo muito e visito muitos países. Para você ter uma ideia, saí do Brasil há cerca de três semanas, fui ao Haiti, vim aqui para Johanesburgo, vou para o Zimbábue e depois volto ao Brasil.

Quero refletir sobre a crise hídrica de maneira mais ampla. Há no mundo hoje, segundo dados da ONU, mais de um bilhão e meio de pessoas que já vivem uma rotina de escassez de água há tempos. Qual a origem disso?

Celso Marcatto – Não temos dúvida de que a água é o problema deste século, causado em parte pelas mudanças climáticas. Em todos os países onde atuamos há comunidades que estão sofrendo, em algum momento, problemas com água. Mas não é só a seca. Eu incluo nessa lista as enchentes, os deslizamentos de terra, causados por eventos extremos ligados ao clima, e a qualidade da água. Porque às vezes se tem água que pode ser consumida mas ela está contaminada com dejetos humanos, e isso dá para perceber pela cor, pelo cheiro. É uma situação que se vive em vários países.

Há países que já estão em situação de emergência por causa da água?

Celso Marcatto – Aqui em Johanesburgo estamos numa escassez muito séria, já está se falando em racionar, ficar cinco dias sem água. Nada muito diferente do que São Paulo, Rio, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras. Mas estamos trabalhando com emergência mesmo em três países africanos, só que não é por conta de escassez, mas de enchentes: Zimbábue, Malauí, Moçambique. Houve uma inundação forte há umas três semanas, as pessoas perderam casas, sementes, animais, enfim, seu meio de vida.

A escassez, as enchentes, os deslizamentos... tudo isso está ligado às mudanças climáticas?

Celso Marcatto – Sim, está. É claro que no meio do processo você tem a estupidez e ineficiência de governantes, por exemplo, de prever e preparar as cidades para acumular água e de reparar o problema que faz com que 37% da água tratada vazem nos canos velhos antes de chegarem à casa das pessoas aí no Brasil, por exemplo. Não vamos considerar o "gato" como perda, já que se supõe que alguém está fazendo isso para beber, então... Mas, tirando tudo isso, o problema da água é causado pelas mudanças climáticas. O clima está se comportando de uma forma que os agricultores, alvo do meu trabalho, não entendem mais. Tudo é possível: muita chuva ou seca.

Dos países onde você trabalha, quais os que estão sendo mais afetados?

Celso Marcatto – Alguns países têm condições de se defender, implementar medidas de adaptação, outros não têm, e é nesses que mais atuamos. Bangladesh, na Ásia, tem riscos sérios de inundações em 70% de sua área agricultável. E durante as monções tem inundações crônicas. O solo dele até depende dessa inundação porque traz fertilidade, mas o problema é que elas estão ficando mais frequentes e sérias e isso afeta a situação alimentar. As partes baixas do Vietnã, Camboja, Myanmar, Índia. E países da África, como Nepal. As regiões montanhosas da China também já estão sofrendo problemas sérios como deslizamentos de terra por conta de chuvas frequentes.

A contaminação da água doce e da terra pela água do mar já vem afetando alguns países também. Há alguma técnica capaz de lidar com isso?

Celso Marcatto – Sim, isso já está acontecendo também no Senegal, em duas ilhas que já não podem mais plantar alimentos. Nós, da ActionAid, estamos trabalhando com alternativas, identificando uma qualidade de arroz que depende menos de água e que seja mais tolerante ao sal. Além disso, estamos tentando levar algumas plantas que conseguem remover o sal do solo. É claro que elas não funcionam como uma bomba, mas são ricas em proteína e podem ser uma boa fonte de alimentos para ovelhas e cabras, por exemplo. Ao mesmo tempo, estamos tentando introduzir algumas técnicas para produção de vegetais que não tenham contato com o solo.Como se faz isso?

Celso Marcatto – Pega um saco desses grandes, de farinha, enche de terra e planta nele. Ou pega um pneu e faz a mesma coisa. Mas tem que ir em outro lugar para pegar a terra porque se for usar a terra dali tem que lavá-la e isso é ruim porque perde muitos nutrientes. Mas tem outros lugares também onde a salinização da água doce é muito grave, por exemplo, no Gâmbia.

Aqui no Nordeste do Brasil, a Região do Semiárido está lidando melhor com a seca depois que foram introduzidas as cisternas rurais (veja aqui). Esse recurso é usado em outro lugar?

Celso Marcatto – Sim, estamos usando as cisternas de placas no Senegal, é a mesma tecnologia usada pelo pessoal da ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro). É claro que vai ter sal por causa do vento, mas numa concentração muito menor. Outro jeito de armazenar água, e que é mais barato, é abrir um buraco no chão, colocar um saco plástico preto, resistente, e fazer uma lagoinha. Tem que cobrir. É essa a ideia, e imagino que tenha muitas universidades no primeiro mundo que possam ajudar, com mais tecnologias. Em alguns lugares estamos tentando implementar barragens para controlar a entrada de água salina no período das cheias. É uma alternativa que está sendo testada.

Isso me fez lembrar a Holanda. Estive lá em 2011, fui chamada pelo governo para mostrar a mim e outros jornalistas do mundo o que o país está fazendo para se adaptar às mudanças climáticas. Uma das tecnologias implementadas foi a instalação de um mega portão no Mar do Norte para impedir a entrada de água em Roterdã. A questão é que lá eles têm dinheiro bastante para fazer esse tipo de tecnologia. Os países pobres estarão sempre atrás por falta de recursos, não acha?

Celso Marcatto – Não podemos desprezar o que temos de mais bonito, que são as pessoas. Parece até que quanto mais pobres, mais força e vontade de viver elas têm. Além disso, nós da ActionAid quando ajudamos a construir um banco de sementes, por exemplo, não é só porque há risco alimentar na região, mas é porque queremos construir alternativas que possam ser usadas como fonte de inspiração para a construção de políticas públicas. O que a gente quer que aconteça é o que aconteceu com as cisternas de placas, que foram criadas por um pedreiro e viraram um programa nacional ao qual o governo dá suporte. Mas, sim, precisamos de dinheiro para adaptação dos países pobres.

Nesse sentido, já tem o Fundo Verde, que está com US$ 9 bilhões (veja aqui). Acha que é uma boa medida?

Celso Marcatto – O que se quer é que cada país produza as suas próprias alternativas, sem esperar que esse conjunto de países que fazem parte da Conferência (a COP-21, que vai acontecer em Paris no fim deste ano) apontem a solução. O ideal seria que os países que mais vão sofrer os impactos das mudanças climáticas tivessem condições de construir suas alternativas e, sim, existindo esse dinheiro é ótimo. Esse é o caminho. A ActionAid está lutando por isso, estamos presentes em todas as conferências.

Fonte: 19/02/2015 - G1.com.br - Amelia Gonzalez
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Portal do MMA com informações de licenças ambientais está no ar
PNLA está disponível para consulta dos órgãos ambientais, dos empreendedores, dos agentes financeiros e da sociedade em geral

Para dar transparência e democratizar a informação sobre o licenciamento ambiental no País, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) coloca no ar o Portal Nacional do Licenciamento Ambiental (PNLA).

A fonte de pesquisa disponibiliza, em tempo real, em plataforma única, dados e informações sobre os licenciamentos dos empreendimentos disponíveis nos sistemas de informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Distrito Federal e dos estados.

O PNLA está disponível para consulta dos órgãos ambientais, dos empreendedores, dos agentes financeiros e da sociedade em geral.

O portal conta, ainda, com uma ferramenta de geoprocessamento que permite aos interessados, a partir das coordenadas geográficas do empreendimento, visualizar a localização com relação ao município, bacia hidrográfica, bioma, unidades de conservação federais, terras indígenas, áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, hidrelétricas, vegetação, entre outros.

É resultado da parceria do MMA com o Ibama e os órgãos estaduais de meio ambiente.

Parcerias

O MMA é responsável pela manutenção do Portal, sendo as informações divulgadas de responsabilidade do Ibama, de cada um dos órgãos estaduais licenciadores e do Distrito Federal. "A integração dos bancos de dados do Ibama e dos estados foi feita com a participação das áreas responsáveis pelo licenciamento ambiental e pela tecnologia de informação", explica a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Regina Gualda.

A secretária afirma que o PNLA também foi disponibilizado pelo site da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), que congrega todos os secretários e dirigentes de órgãos ambientais do País.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente
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Navios-tanque traficam água de rios da Amazônia
Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio.

Por Chico Araújo - Agência Amazônia

BRASÍLIA – É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: "Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas". Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Conforme a revista, a captação geralmente é feita no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

Anos atrás, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, "essa prática ilegal não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vista que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio (CF, art. 20, III).

Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. "É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais", defende a autora.

Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.

Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. "Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros". Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. "Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida", afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. "Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado", observa.

Águas amazônicas

Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais. Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. "Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática", reafirmou Ivo Brasil.

A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:

O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. "Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa", comenta.

O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. "Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região", argumentou Martini.

A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. "Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos", observou.

Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada "hidropirataria" seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. "Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce", comentou.

Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. "Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso", explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.

Envolverde - EcoAgência
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Atlas digital dos cenários climáticos futuros para o Brasil estão disponíveis
Foi disponibilizado um atlas digital dos cenários climáticos projetados para o Brasil com base no Quarto Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, 2007) de variáveis de interesse agrícola. Os autores são Emília Hamada e Raquel Ghini, pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), José Antonio Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cachoeira Paulista, SP), Bruno Silva Oliveira e Sulimar Munira Caparoci Nogueira, doutorandos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (São José dos Campos, SP).

O aquecimento do sistema climático é inequívoco e evidenciado pelas observações de aumento de temperatura das superfícies da terra e do oceano, sendo muitas das mudanças observadas desde a década de 1950 sem precedentes ao longo de décadas a milênios, segundo o IPCC de 2013. Devido à atividade humana, as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa de dióxido carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) têm aumentado desde 1750, principalmente de emissões de combustíveis fósseis e, secundariamente, de mudança do uso da terra. A elevação gradual da temperatura provoca alterações na dinâmica da atmosfera, intensificando os ciclos hidrológicos e de energia e modificando potencialmente todos os aspectos do clima.

Conforme os autores, "o Atlas é constituído de uma coleção de mapas climáticos digitais de temperatura média do ar (mínimas, médias e máximas), precipitação pluvial, umidade relativa do ar e duração de período de molhamento foliar para o Brasil. São 504 mapas mensais abrangendo o clima do período de referência de 1961-1990 e simulados para os períodos futuros de 2011-2040, 2041-2070 e 2071-2100, dispondo de dois cenários de emissão de gases de efeito estufa do IPCC, B1 (otimista) e A2 (pessimista)".

"Apresentado em uma mídia digital, a consulta se torna mais dinâmica e com qualidade visual, facilitando a análise dos mapas. Além disso, a publicação apresenta figuras, tabelas e dados originais das projeções de precipitação pluvial e temperatura média do ar dos modelos climáticos globais do Quarto Relatório do IPCC, com recorte para o Brasil, disponíveis em arquivos no formato texto, que podem ser acessados de maneira rápida", complementam os autores.

Este documento é derivado principalmente dos resultados dos projetos da Embrapa "Impactos das mudanças climáticas globais sobre problemas fitossanitários" – Climapest – Macroprograma 1 e "Impacto das mudanças climáticas sobre doenças e pragas em cultivos de importância para a agroindústria da Argentina e do Brasil" – Climafitos – Macroprograma 3, de cooperação com o INTA-Argentina. Os mapas foram gerados em Sistema de Informações Geográficas e fazem parte da abordagem metodológica proposta para os estudos.

O acesso pode ser feito por www.cnpma.embrapa.br/climapest/atlasdigital4r/
ou www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/979893



Por Cristina Tordin, Embrapa Meio Ambiente

EcoDebate, 07/07/2014
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Estudo revela que 25 anos após a criação do PRONAR, pouco se fez para monitorar a qualidade do ar no Brasil
Uma boa pesquisa científica é necessária para contribuir com a implementação de políticas públicas que controlem o impacto dos malefícios ambientais na saúde humana. No entanto, apesar de o Brasil estar entre os seis países que mais publicam artigos sobre o tema, ainda não conseguiu estabelecer políticas públicas que tragam melhorias para a qualidade do ar e, assim, para a saúde da população. Um estudo feito recentemente pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) revelou que o monitoramento da qualidade do ar no Brasil é incompleto, insuficiente e pouco representativo. Apenas 11 das 27 unidades federativas (40%) monitoram o ar, somente 1,7% dos municípios brasileiros são cobertos pelo monitoramento, nem todos os poluentes considerados mais prejudiciais à saúde são monitorados e o acesso às informações é bastante difícil. Os dados são obtidos através de 252 estações de monitoramento que representam 94 municípios mais o Distrito Federal.

Há 25 anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA – criou o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar – PRONAR – para que fosse um instrumento de gestão ambiental. Para acompanhar os níveis de qualidade do ar como forma de avaliar as ações estabelecidas pelo PRONAR, criou-se também a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar. O primeiro dispositivo legal decorrente do PRONAR foi a Resolução CONAMA Nº 03 (28/06/1990) que estabelece os padrões nacionais de qualidade do ar, define quais os poluentes que devem ser monitorados e determina que o monitoramento seja responsabilidade de cada Estado. Dessa forma, cabe ao CONAMA a responsabilidade de fazer se cumprir as resoluções.

Em 2013, o Instituto Saúde e Sustentabilidade pesquisou sobre a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar e não encontrou dados que representassem o cenário nacional. Em 2014 o ISS pesquisou em cada uma das unidades federativas para consolidar os dados e traçar o panorama nacional. "A investigação partiu do pressuposto que as informações estariam nos websites dos órgãos ambientais, mas não estão. Cada Estado tem o seu veículo para divulgar os dados e o faz de maneiras individualizadas sem pensar no acesso àquelas informações pela população", avalia Evangelina Motta Vormittag, Diretora Executiva do Instituto Saúde e Sustentabilidade. Segundo ela, em muitos casos, não há transparência e, sim, descaso. "Há estados que não atualizam seus boletins desde 2007, caso do Espírito Santo, e até mesmo desde 2002, caso do Rio Grande do Sul", afirma. O acesso aos resultados é limitado e a transparência está prejudicada. O único exemplo a ser seguido é o website da CETESB, responsável pelo monitoramento no Estado de São Paulo, com uma plataforma interativa, relatórios completos e atualizados (de 2013).

Além de não haver uma padronização na coleta, divulgação e atualização dos dados, há ainda o fato de que muitas estações não monitoram os poluentes prejudiciais à saúde humana e monitoram os mais irrelevantes. "Fumaça e partículas totais em suspensão (PT) são poluentes desatualizados com os novos conhecimentos sobre seus efeitos, enquanto que o material particulado (MP) deve ser monitorado com urgência", alerta Evangelina.

Outros dois pontos a serem levados em consideração são: quantidade e localização das estações. Para que o monitoramento seja completo e realista, o número e local das estações deveriam ser definidos de acordo com a extensão territorial do Estado, o número de habitantes, o tamanho da frota e a quantidade de indústrias na região. "86 estações para monitorar o Estado de São Paulo são suficientes?", questiona a diretora. Os estados com mais estações são São Paulo (86) e Rio de Janeiro (80), ao passo que Minas Gerais e o Rio Grande do Sul têm 20 cada e o Distrito Federal apenas 4.

Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui.

Instituto Saúde e Sustentabilidade

O Instituto Saúde e Sustentabilidade é uma organização que detém a qualificação de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), idealizado em 2008 pela médica Evangelina da Motta P. A, de Araujo Vormittag. Tem como objetivo propiciar a melhoria da saúde humana e o viver nas grandes cidades por meio da transformação do conhecimento científico em informação clara e acessível, do incentivo à mobilização social e da construção de políticas públicas. O Instituto tem sede em São Paulo e conta com o apoio de 65 fundadores, entre médicos e profissionais de diversas áreas. www.saudeesustentabilidade.org.br

Fonte: Portal Ecodebate
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Brasil será o primeiro do mundo a calcular de forma confiável emissões de gases na agropecuária
O Brasil será o primeiro país do mundo no qual empresas e produtores rurais poderão calcular suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e criar metas de redução de forma confiável.

Nessa quinta-feira (29) o World Resources Institute (WRI) lança em São Paulo o primeiro guia para cálculo de emissões na agropecuária e ferramenta do GHG Protocol Agropecuário. Desenvolvida nos dois últimos anos em parceria com Embrapa e Unicamp, a ferramenta já está sendo testada e utilizada por grandes empresas como Bunge, JBS e AMaggi.

"O Brasil como grande país agroexportador tem agora à sua disposição instrumentos para apoiar seus empresários a planejar ações para redução de emissões de gases de efeito estufa", afirma Rachel Biderman, diretora do WRI Brasil. "Eles serão mais competitivos num mercado cada vez mais exigente, que quer sustentabilidade na produção de alimentos", prevê.

O GHG Protocol do WRI já é a metodologia mais utilizada em diversos países para mensurar, monitorar e produzir relatórios de emissões de GEE na indústria. Mais de 120 empresas usam o GHG Protocol no Brasil para divulgar anualmente inventários de emissões do setor industrial.

Globalmente, 17% das emissões são provenientes do setor agropecuário. E o Brasil, com o segundo maior rebanho bovino do mundo e uma agricultura capaz de alimentar um bilhão de pessoas, experimentou um crescimento de 45% nas emissões do setor entre 1990 e 2012.

Segundo Marcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS, quinta maior empresa do país, o desenvolvimento de uma ferramenta adaptada à realidade brasileira vai garantir a consistência e a precisão dos cálculos de emissão do setor agrícola e do agronegócio como um todo.

A utilização da ferramenta de cálculo de emissões possibilitará também que as empresas façam a gestão e reduções de suas emissões, assim como de sua cadeia de fornecedores: "Esta iniciativa é extremamente importante para identificar as emissões e reduções de emissões relacionadas à cadeia de fornecimento, visto que a JBS possui um cadastro de mais de 60 mil fornecedores de gado distribuídos em diferentes biomas brasileiros".

O pesquisador da Embrapa Eduardo Assad, ex-Secretário de Mudanças Climáticas, explica que "com a redução do desmatamento na Amazônia, as emissões de gases de efeito estufa da agricultura tomaram uma grande dimensão no Inventário Nacional". A agropecuária já responde por 32% de todas as emissões no país – o quinto maior em emissões de GEE do planeta.

A adoção da ferramenta de cálculo, de acordo com Assad, será um passo para a certificação dos produtos brasileiros, permitindo até reduzir futuras imposições de barreiras ambientais não tarifárias. "Nosso produtos poderão ficar mais competitivos e com selo ambiental. O mundo caminha nessa direção e este é o primeiro GHG Protocol para a Agropecuária. Uma imensa oportunidade para a agricultura brasileira, principalmente a de baixa emissão de carbono".

Biderman ressalta que nem só empresas serão treinadas para usar a ferramenta de cálculo. "Produtores rurais também poderão receber treinamento e utilizar a ferramenta, o que pode impulsionar o projeto de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do governo federal". A plataforma e a metodologia do GHG Protocol Agropecuário são livres e gratuitas, como no GHG Protocol.
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China modifica lei para permitir multas mais pesadas aos grandes poluidores
O Parlamento da China emendou a lei de proteção ambiental do país pela primeira vez em 25 anos ao aprovar mudanças que dão a possibilidade de organizações não-governamentais (ONGs) de meio ambiente exigirem que multas mais pesadas sejam aplicadas a grandes poluidores.

A aprovação das emendas conclui um vigoroso debate entre formuladores de política, acadêmicos e ativistas, que se estendeu pelos últimos dois anos.

As emendas abrem o caminho para novos regulamentos que deverão exigir proteção maior do ar, água e solo da China - país considerado o maior poluidor mundial.

A lei vai entra em vigor em 1º de janeiro de 2015, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/china-modifica-lei-para-permitir-multas-mais?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook
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7 milhões de mortes ligadas à poluição do ar por ano
A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 7 milhões de pessoas morreram em 2012 - 1 em cada 8 do total de mortes globais - como resultado da exposição à poluição do ar.

As estimativas confirmam que a poluição do ar é hoje o maior risco do mundo saúde ambiental.

Os novos dados revelam uma ligação mais forte entre interior e exterior exposição à poluição do ar e as doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral e doença isquêmica do coração, assim como entre a poluição do ar e câncer.

Incluído na avaliação é uma discriminação de mortes atribuídas a doenças específicas, sublinhando que a grande maioria das mortes de poluição do ar são devido a doenças cardiovasculares como se segue:

Causa de mortes poluição do ar exterior - a distribuição por doença:
40% - doença isquêmica do coração;
40% - acidente vascular cerebral;
11% - doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
6% - o câncer de pulmão, e
3% - inferior infecções respiratórias agudas em crianças.

Causa de mortes poluição do ar interior - a distribuição por doença:

34% - acidente vascular cerebral;
26% - doença isquêmica do coração;
22% - DPOC;
12% - menor infecções respiratórias agudas em crianças, e
6% - câncer de pulmão.

A divulgação de dados de ontem, dia 25 de março é um passo significativo no avanço de um roteiro da OMS para a prevenção de doenças relacionadas com a poluição do ar. Isso envolve o desenvolvimento de uma plataforma global da OMS hospedado na qualidade do ar e saúde para gerar melhores dados sobre as doenças relacionadas com a poluição do ar e reforçou o apoio aos países e cidades por meio de orientações, informações e provas sobre os ganhos de saúde de intervenções chave.]

Fonte: http://www.who.int/
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Usina solar do Google entra em operação
Considerada a maior usina solar do mundo, a Ivanpah Solar Electric Generating System, na Califórnia, Estados Unidos, começou a operar na última quinta-feira (13). O empreendimento, que contou com o investimento de 1,6 bilhão de dólares, tem capacidade para gerar 392 megawatts de energia.

A usina solar pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google e está localizada em uma área de 13 km². Com 300.000 placas de 2 m de altura e 3 m de largura, a capacidade do complexo é quatro vezes maior do que a usina de Shams 1, nos Emirados Árabes, que era a maior do mundo.

O complexo terá, ao todo, três torres com 140 m de altura cada. A usina poderá gerar 30% de toda a energia solar térmica atualmente produzida nos Estados Unidos. Com o tanto de eletricidade que produz, a Ivanpah Solar Electric Generating System será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas. Com isso, uma redução de 400 mil toneladas métricas nas emissões de CO2 é esperada por ano.

As obras foram iniciadas em 2010 e empregou cerca de 3.000 trabalhadores. Segundo o governo americano, com a redução de energia, o grande investimento está previsto para ser totalmente pago em 30 anos.

Devido a problemas jurídicos, a usina atrasou um pouco para entrar em operação. Inicialmente, a estrutura estava prevista para começar a funcionar no dia 31 de dezembro de 2013. A NRG será a operadora da usina.

Fonte: www.ambienteenergia.com.br
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Em busca de identidade em sustentabilidade
O Estado brasileiro, nos últimos anos, tem procurado corrigir uma dívida com a sociedade através de suas políticas públicas. No ano de 2007, com a lei do saneamento básico, assumiu compromissos robustos – diretrizes com relevância para a saúde e o meio ambiente da população –, mas os resultados, até agora, são modestos. Acesso a condições mínimas de saneamento representa maior dignidade e qualidade de vida de uma nação, repercute diretamente nos leitos dos hospitais e mais pessoas ficam felizes, trabalhando, desfrutando da vida.

Na COP-15, em Copenhagen, em dezembro de 2009, na conferência global de mudanças climáticas da ONU, o Brasil assumiu compromisso nacional voluntário importante, com uma meta de redução das emissões dos gases de efeito estufa de 36,1% a 38,9% até 2020. No final de 2009, criou-se a Política Nacional de Mudanças Climáticas, com excelentes diretrizes, estimulando o setor produtivo a uma economia de baixo consumo de carbono, com mecanismos econômicos e creditícios, e obrigando os municípios a criarem suas políticas de mudanças climáticas, inventários de carbono e metas de redução com a finalidade de melhorar a qualidade do ar das cidades. Até 2015, todas as cidades brasileiras deverão ter seu inventário de carbono.

E, novamente, nos deparamos com uma excelente iniciativa de política nacional, mas com baixa efetividade. Temos apenas três capitais importantes que estabeleceram política municipal de mudanças climáticas e desenvolvimento econômico sustentável. O grande contrato social aconteceu em agosto de 2010 na sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que levou mais de 20 anos de discussão no Congresso. Esta lei gera uma responsabilidade compartilhada entre sociedade e gestores públicos, não deixando nenhum cidadão fora deste processo coletivo. É uma grande quebra de paradigma, mudando comportamentos e responsabilidades.

As cidades brasileiras estão um verdadeiro caos – veja-se o caso do lixo domiciliar em Porto Alegre –, chegando ao descontrole. Estamos assistindo nas ruas uma ausência de limites. Os focos de lixo, os descartes inadequados estão chegando a um volume próximo à coleta regular. Na capital gaúcha, são feitas, diariamente, centenas de viagens de caminhões, até longa distância, para levar o lixo e depositar em antigas minas de carvão.

Os municípios brasileiros não estão fazendo a sua parte na implementação das políticas públicas. Dos 5.564 municípios, menos de 8% elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, cujo prazo expirou em agosto de 2012. A competência de manter a cidade limpa é do prefeito, mas não podemos esquecer que a política nacional de resíduos sólidos aponta para a responsabilidade compartilhada. Os cidadãos têm que fazer a sua parte. Alguns tentam fazer, mas, se a prefeitura não recolhe o lixo de maneira correta, pouco adianta.

Temos que repensar a cidade que queremos. As demandas sociais são cada vez maiores. A mais nova política nacional é a de mobilidade urbana, necessária e oportuna. A greve do transporte público urbano de Porto Alegre deixou lições que devem ser seguidas.

Todas as políticas de Estado vêm para ficar, são contribuições fundamentais para organizar uma sociedade mais respeitosa com o seu ambiente e sua comunidade. Mas as leis e determinações precisam ser cumpridas. Caso contrário, de nada adiantarão.

Fonte: Jornal do Comércio
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A Natura divulgou o crescimento de sua receita líquida no 4º trimestre de 2013, que foi de 15.5% em comparação com o mesmo período de 2012. Durante divulgação dos resultados fina
A Natura divulgou o crescimento de sua receita líquida no 4º trimestre de 2013, que foi de 15.5% em comparação com o mesmo período de 2012.

Durante divulgação dos resultados financeiros de 2013, a empresa líder em venda direta no país também destacou o nível recorde de investimentos realizados para consolidar modelo logístico, capacidade produtiva e projetos de tecnologia.



A Natura divulgou o crescimento de sua receita líquida no 4º trimestre de 2013, que foi de 15.5% em comparação com o mesmo período de 2012. Nos últimos três meses do ano passado, a empresa também registrou EBITDA (sigla em Inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 538,7milhões e lucro líquido de R$ 294,1 milhões.


Ao considerar o ano completo de 2013, a receita líquida consolidada da Natura cresceu 10,5% e alcançou R$ 7 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 842 milhões e o EBITDA registrou R$ 1,6 bilhão, um aumento de 6,4% no comparativo a todo o ano de 2012.


A empresa também destacou as ações que contribuíram para a aceleração do crescimento das vendas durante o segundo semestre, como lançamento da linhaSOU, o resultado positivo em datas comemorativas como Natal e a Dia dos Pais, além do crescimento de 6,2% no índice de produtividade das consultoras em relação ao mesmo período de 2012.


As operações internacionais, que já representam 17% do total dos negócios da empresa, mantiveram a trajetória de crescimento dos últimos anos a um ritmosuperior a 30% anuais. A receita líquida das operações em consolidação (Argentina, Chile e Peru) cresceu 35,3% no ano passado em reais, enquanto as operações em implantação (Colômbia e México) evoluíram 37,7% em reais. O destaque é a operação do México, onde o modelo comercial implantado em 2011ganhou força com nível acelerado de crescimento da base de consultoras, quealcançou a marca simbólica de 100 mil consultoras em janeiro de 2014.


O ano de 2013 marcou o alcance da meta de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) para a Natura. A empresa de produtos cosméticos criou um sistema de gestão que contempla toda a cadeia de valor - da extração das matérias-primas e embalagens até o descarte dos produtos após o uso – que possibilitou diminuir em 33% as emissões relativas de gases de efeito estufa comparativamente a 2006. Iniciativas como o crescimento no índice de vegetalização dos produtos, a substituição de álcool convencional pela versão orgânica na perfumaria e lançamentos de produtos que emitem menos de gases de efeito estufa, como os da linha SOU, são algumas ações implementadas que contribuíram para a Natura diminuir o impacto de suas operações no meio-ambiente.


Em continuação aos investimentos realizados, a Natura consolidou o modelo logístico e ampliou a capacidade produtiva em Cajamar (SP) e Benevides (PA), onde vai inaugurar, em março deste ano, o Ecoparque, projeto de simbiose industrial pautado na sustentabilidade para produção de sabonetes e óleos corporais. Em tecnologia da informação, a empresa manteve os investimentos na Rede Natura, plataforma digital de venda direta centrada nas consultoras, que será expandida no Brasil em 2014.


"Após início de ano mais lento no Brasil, esses resultados confirmam o alcance dos objetivos que nos propusemos no final do primeiro semestre de 2013: recuperar gradualmente o crescimento de receita e lucratividade e, ao mesmo tempo, realizar investimentos relevantes para nossa estratégia de médio prazo", diz Roberto Pedote, vice-presidente de Finanças, Jurídico e Relações com Investidores da Natura.

Fonte: http://www.onortao.com.br/
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Mudança climática recebe atenção inédita no Fórum Econômico Mundial
Após ser considerada um dos maiores riscos para a economia em 2014, a mudança climática e temas relacionados a ela, como a transição para as energias limpas, estão ocupando nada menos do que 23 painéis na programação deste ano do Fórum Econômico Mundial (FEM), que está em andamento em Davos, na Suíça.

Em um desses painéis, intitulado Decifrando os Sinais Climáticos, que foi realizado nesta quarta-feira (22), Christiana Figueres, secretária-geral da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), afirmou que está cada vez maior a consciência de que é preciso caminhar para uma economia de baixo carbono.

Figueres deu como exemplo a Conferência de Investidores sobre Risco Climático, que foi realizada em Nova York na semana anterior ao FEM, na qual os investidores reunidos, que juntos somam mais de US$ 20 trilhões em ativos, deixaram claro que estão revendo suas participações em empresas de alto carbono, como as gigantes de petróleo e carvão, e buscando opções mais limpas.

Apesar disso, a secretária-geral afirmou que a velocidade da transição para um modelo econômico de menor impacto climático e ambiental não está nem perto do que é necessário. Boa parte da culpa disso seria dos governos, que estão muito lentos para estabelecer um novo acordo climático internacional.

"Sob a perspectiva da ciência, não estamos felizes com nenhum país. Não existe um único governo que esteja agindo com a urgência pedida pelos estudos científicos", declarou.

"É importante termos um acordo climático para passar um sinal mais forte aos mercados de que é preciso migrar para uma economia de baixo carbono. Porque o sinal em si já existe, os países já concordaram que devem agir para manter o aquecimento global.

Carbono Brasil - Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil
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Quatro maiores economias da União Europeia pedem por corte de 40% nas emissões
Alemanha, França, Reino Unido e Itália enviaram uma carta nesta semana pedindo que a União Europeia (UE) implemente uma meta de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) mais ambiciosa do que a atual até 2030.

O documento, remetido a Connie Hedegaard, comissária climática da UE, e a Gunther Oettinger, comissário de energia do bloco, pede por uma meta de corte de GEEs para 2030 de pelo menos 40% em relação aos níveis de 1990. A atual meta é de uma diminuição de 20% até 2020 em comparação com os índices de 1990.

O texto foi assinado pelos alemães Barbara Hendricks e Sigmar Gabriel, ministros do meio ambiente e da energia, pelo britânico Ed Davey, secretário de energia e mudanças climáticas, pelo francês Philippe Martin, ministro da ecologia, e pelo italiano Andrea Orlando, ministro do meio ambiente.

Segundo os ministros, a meta deve ser parte de novas propostas para o desenvolvimento energético e a mitigação das mudanças climáticas que a Comissão Europeia apresentará para os Estados-membros nos próximos meses.

"É essencial que cheguemos a um acordo ambicioso se quisermos evitar os efeitos mais sérios e prejudiciais das mudanças climáticas. A Europa tem um papel de liderança a desempenhar na criação de um ímpeto e no aumento da ambição até Paris em 2015 [COP 21], incluindo a conferência climática de líderes mundiais de Ban Ki-moon em 2014", escreveram os políticos.

"Mas para desempenhar esse papel de liderança, a UE deve ter uma posição inicial clara e ambiciosa sobre suas reduções de emissão domésticas até 2030, e deve estabelecer políticas e regulamentações europeias para implementar sua estratégia de descarbonização segura e sustentável", continuaram.

Eles colocaram que reduzir as fontes de energia baseadas na emissão de carbono também era essencial para combater "as fontes de energia primitivas e a crescente dependência na importação de combustíveis fósseis, cada vez mais caros e voláteis".

Os ministros acreditam que essa meta também é necessária para fortalecer o comércio de emissões do bloco, e que a influência global da EU poderia ser prejudicada caso metas mais ambiciosas não passassem do discurso à ação.

A carta se segue a um pedido anterior assinado e enviado em dezembro, mas que só se tornou público nesta segunda-feira, e em que oito Estados-membros – Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália e Portugal – pedem que a comissão estabeleça uma meta de energias renováveis para 2030.

O documento de dezembro sustenta que mais energia deve vir de fontes como eólica e solar, e que uma meta maior das renováveis possibilitaria mais investimentos nessas fontes, reduziria a dependência na importação de energia e tornaria o planejamento energético mais eficiente.

Contudo, nem todos os Estados-membros da UE concordam com a proposição do texto de dezembro, e alguns deles, como a Polônia e o Reino Unido, juntamente com setores industriais mais intensos em carbono, defendem que o bloco deveria estabelecer apenas metas de redução de CO2.

A comissão deve anunciar no final de janeiro se realmente estabelecerá as novas metas propostas de redução de emissões e de renováveis.




Autor: Jéssica Lipinski - Fonte: Instituto Carbono Brasil
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4 bons motivos para sua empresa medir emissões de carbono
Muitos empreendedores ainda não sabem, mas medir as emissões de carbono pode trazer diversos benefícios para o próprio negócio não restritos às questões ambientais. As vantagens são, inclusive, legais e econômicas.

"Isso, antes de ser uma barreira, é um diferencial. Muitas empresas com forte empenho nas questões ambientais se preocupam com a elaboração completa de seus inventários. Neste caso, necessitam dos dados de seus fornecedores para complementarem as próprias estatísticas", salienta Guy Ladvocat, gerente de Certificação de Sistemas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Nesses casos, ter as informações em mãos pode ser uma necessidade para o negócio. Hoje, em diversos processos de aquisição de bens e serviços, é cada vez mais requerido que os fornecedores sejam certificados ou tenham o inventário da emissão de gases verificado.

Se não por isso, a empresa pode se beneficiar também com vantagens comerciais, particularmente em relação aos gastos com energia e tratamento de dejetos e efluentes.

"A adoção de lâmpadas, aparelhos eletrodomésticos, motores, veículos e máquinas mais eficientes em termos energéticos pode significar uma grande redução de gastos numa empresa", ressalta Carlos Roberto Sanquetta, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor do Instituto de Pesquisas em Biomassa e Sequestro de Carbono (Biofix).

Pensar na sustentabilidade, em vários casos, pode ser sinônimo de maior competitividade e melhor imagem da marca no mercado. Veja a seguir quatro razões para fazer a medição de emissões de carbono.

1. Alcance de novos mercados

Esse é um importante fator que o inventário bem feito pode trazer. Além da empresa se manter em solos já conquistados, com os dados em mãos ela consegue ampliar o campo de atuação.

"Lembre-se que muitos clientes importantes somente serão alcançados com a implantação de um sistema de gestão ambiental nas corporações. Essa já é uma exigência de grande parte do mercado", avalia Sanquetta, da UFPR.

Os dados servem, ainda, para avaliar o desempenho no setor. "Com o inventário disponível no Programa Brasileiro GHG Protocol, muitas empresas têm acesso aos dados de seus concorrentes e podem comparar o seu desempenho", analisa Ladvocat, da ABNT.

2. Obtenção do Selo Ambiental

Para que a sua empresa tenha um desses selos, tão relevantes nos dias de hoje, a apresentação do inventário de emissões de GEE é um dos requisitos básicos.

3. Antecipação à legislação

"O conhecimento adquirido na elaboração dos primeiros inventários e na sua melhoria contínua permite que a empresa já esteja preparada para futuros marcos regulatórios", afirma Guy Ladvocat.

Afora isso, a realização de um inventário de GEEs pode representar a antecipação de futuras legislações nacionais. "Isso ocorre devido ao fato do Brasil ter assumido compromissos internos e também no âmbito de tratados internacionais sobre o clima global. Se a empresa estiver preparada, ela não será surpreendida diante de futuras exigências legais", diz Carlos Roberto Sanquetta.

4. Melhor gestão ambiental = menos efeito estufa

Com o inventário em mãos é possível gerenciar as emissões de carbono. "E esse conhecimento adquirido faz com que o uso dos recursos seja feito de maneira eficiente para as emissões de gases de efeito estufa", afirma Ladvocat, que é também coordenador na ABNT do projeto "Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e à Verificação em Pequenas e Médias Empresas".

Isso evita possíveis danos ambientais e até mesmo multas, autuações e outros enfrentamentos que poderiam surgir com a falta de atenção ao tema.

Fonte:http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/2013/12/4-bons-motivos-para-sua-empresa-medir-emissoes-de-carbono.shtml
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Cientistas canadenses detectam novo gás com efeito estufa
Gás 'PFTBA' é utilizado para fabricar equipamentos elétricos e eletrônicos.
Em 100 anos, ele terá impacto sobre o aquecimento climático.

Um gás que provoca um efeito estufa altamente resistente foi detectado na atmosfera por cientistas da Universidade de Toronto, informaram pesquisadores nesta segunda-feira (9).
O perfluorotributylamin (PFTBA) é um gás artificial utilizado, entre outras atividades, para a fabricação de equipamentos elétricos e eletrônicos, que segundo os pesquisadores canadenses tem, entre todos os gases presentes na atmosfera, os efeitos mais radioativos.
O PFTBA não foi, até o momento, incluído na família dos gases de efeito estufa persistente, mas em um período de 100 anos terá um impacto sobre o aquecimento climático muito mais forte que o dióxido de carbono (CO2).
Apenas uma molécula de PFTBA na atmosfera tem o mesmo efeito de 7.100 moléculas de CO2, destaca Cora Young, química da Universidade de Toronto.
Além disso, o gás tem uma vida muito prolongada na baixa atmosfera antes de se dissipar nas camadas mais elevadas, e não se conhece qualquer agente capaz de eliminá-lo, destacam os autores do estudo.
Publicado na Geophysical Research Letters, o trabalho afirma que o PFTBA se inscreve em uma nova classe de gases do efeito estufa, e pedem a realização de análises mais profundas para determinar seus efeitos reais sobre o clima.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/cientistas-canadenses-detectam-novo-gas-com-efeito-estufa.html
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Saiba como eliminar ácaros e evitar reações alérgicas dentro de casa
Pessoas com rinite ou asma costumam sofrer mais com o problema.
Especialistas explicam como limpar colchões, travesseiros e cortinas.

Os ácaros são organismos extremamente pequenos, visíveis apenas por um microscópio, mas que podem causar grandes transtornos para a saúde.
Isso porque eles podem estar em qualquer lugar dentro de casa e são os principais desencadeadores de alergias respiratórias, como explicaram o infectologista Caio Rosenthal e o alergista Clóvis Galvão no Bem Estar desta segunda-feira (6).
No entanto, os médicos alertaram que, para o ácaro provocar uma reação alérgica, a pessoa precisa já ter algum problema – geralmente, são aquelas que têm asma ou rinite, alergias respiratórias mais comuns. Por isso, nesses casos, é ainda mais importante se preocupar com a higienização correta de colchōes, travesseiros, cobertores e também cortinas, objetos que podem acumular muitos ácaros.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/saiba-como-eliminar-acaros-e-evitar-reacoes-alergicas-dentro-de-casa.html
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Fernando de Noronha quer compensar 100% das emissões de CO2
O governo de Pernambuco lançou um plano para reduzir totalmente o dióxido de carbono (CO2) emitido em Fernando de Noronha. Diversas recomendações foram elaboradas para se chegar ao objetivo.

Anualmente, o arquipélago emite mais de 32 mil toneladas de CO2 equivalente. O número corresponde a uma média de oito toneladas de CO2 por pessoa por ano. De acordo com o secretário do Meio Ambiente do Estado, Sérgio Xavier, o transporte aéreo é o principal responsável (53%), seguido pela geração de energia (32%) e itens como agricultura, transporte marítimo e produção de resíduos (15%).

O plano da gestão pernambucana é trabalhar em parceria com empresas e sociedade. Mas, caso as sugestões não sejam seguidas, é preciso plantar, anualmente, o equivalente a 120 campos de futebol durante 30 anos para compensar as emissões emitidas.

A Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) está construindo no arquipélago duas usinas de produção de energia solar que devem ficar prontas até o final de 2014. O governo discute também projetos de uso de energia eólica e veículos elétricos.

Duas usinas de produção de energia solar já estão sendo construídas. A previsão é que fiquem prontas ao fim de 2014. Atualmente, algumas pousadas da ilha já usam este tipo de alternativa para aquecimento de água, mas será a primeira vez que os painéis solares serão conectados à rede elétrica de Noronha.

Além disso, há planos de implantar novos projetos de energia eólica e veículos elétricos – uma vez que a frotas de automóveis dobrou de 2011 a 2013 por conta do turismo. Caso o projeto vigore, a região formada por 21 ilhas será o primeiro território brasileiro com 100% de compensação. Com informações da Folha.

Fonte:Ciclo Vivo
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Brasil assume padrão de poluidor de 1° mundo, diz autor do IPCC
Muitas vezes progresso não rima com desenvolvimento sustentável e preservação ambiental. Só nos últimos cinco anos, o Brasil assumiu um padrão de poluidor de primeiro mundo, explicou José Marengo, um dos autores do Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Com a redução dos índices de desmatamento, a maior causa de emissão de gases de efeito estufa do país agora é decorrente da queima de combustível fóssil, especialmente da frota de veículos automotores que circulam pelas cidades brasileiras.

"Nos últimos anos o desmatamento da Amazônia diminuiu bastante, mas a frota de carros aumentou. O que coloca o Brasil como um país poluidor como no primeiro mundo é a queima de combustível fóssil, diesel, geradores e veículos. Acho preocupante porque sempre criticamos os países desenvolvidos por isso. A única forma de mudar é favorecer o transporte público decente", afirmou o chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Marengo apresentou em um seminário no Rio de Janeiro na sede do Centro de Informações das Nações Unidas, nesta terça-feira dia 8 de outubro, os principais resultados do "Resumo para Formuladores de Políticas" (Summary for Policymakers) do AR5.

Esforço global

As principais fontes de emissão de gases de efeito estufa no Brasil são a agricultura; a atividade industrial com a queima de combustíveis fósseis, uso de termoelétricas, frota de carros e o desmatamento com a queima de biomassa. "Temos que mudar nosso estilo de vida, mas isso é a parte mais difícil", admitiu.

No entanto, o esforço não deve ser apenas nacional de alguns países e sim global a fim de manter um cenário mais conservador de aumento das temperaturas no próximo século.

"O esforço tem que ser global. Nacional só não adianta porque a atmosfera é global. O que acontece na China vai ter repostas no Brasil e a fumaça da Amazônia vai chegar à Argentina e à Europa em algum momento", argumentou.

Papel do homem no clima

O relatório do Grupo de Trabalho 1 divulgado, no último dia 27 de setembro, reuniu 259 autores de 53 países que colocaram em mais de 400 páginas informações científicas e projeções para o futuro. A mensagem do documento é clara: é preciso reduzir as emissões dos gases de efeito estufa e a influência humana no sistema climático é inequívoca.

Na opinião de Marengo, a única forma é diminuir o volume de carros, adotar energias renováveis e reduzir o uso de termoelétricas. "Não podemos zerar a queima de combustíveis fósseis, mas o ideal é misturar e colocar outras fontes. Isso pode ter um custo elevado", admitiu.

É a velha história: se um dia quiser comprar uma mesa, mas a de madeira certificada custa 5 mil reais e a mesma com madeira ilegal terá um preço quatro vezes menor, "o que você faz?", questiona Marengo. "Economicamente você compraria a mais barata, mas ecologicamente a mais cara".

As medidas de mitigação são caras e atuam no longo prazo. Segundo o painel intergovernamental, os efeitos das alterações do clima passarão a ser sentidos de fato a partir de 2040. Mesmo se o mundo parasse hoje de realizar qualquer emissão de carbono, o planeta levaria duas décadas para zerar o aquecimento.

"O IPCC fala em aproximadamente 20 anos. Foram centenas de anos de CO2 acumulados. Mesmo que não libere mais, há um monte de CO2 que tem que ser consumido", explicou. Os processos de fotossíntese nas florestas ajudam a absorver o CO2, mas não têm efeito imediato.

Cenário otimista de temperatura

Os cientistas do relatório indicam a necessidade de se manter um nível de aquecimento global de até 1,5° a 2° C, como cenário mais otimista. As três últimas décadas foram as mais quentes. Desde 1950, as mudanças observadas não têm precedentes e ser mostram "extremamente provável" que a ação humana tenha sido a causa predominante do aquecimento na metade do século 20. "O aquecimento acontece de qualquer forma, com ou sem a presença do ser humano. Mas o homem piora", salientou.

Os piores cenários indicados no relatório supõem um aumento de 2,6° à quase 5°C na temperatura do planeta. O mesmo ocorre com a elevação do nível do mar que, em cem anos, pode chegar a 98 cm. Já no melhor cenário, os oceanos se elevarão 53 cm.

As causas para isso são várias, explicou Marengo, como a expansão térmica, a perda de gelo dos glaciais e dos oceanos congelados e a redução de armazenamento de vapor líquido no continente.

Parece pouco, mas já é o suficiente para gerar um grande impacto. Com o nível do mar mais alto, as ondas podem avançar, disse o cientista. "Se tiver um furacão ou ventos fortes, os impactos podem ser como o do Katrina, nos EUA (em 2005 que matou 1.800 pessoas). Ninguém está pronto, ninguém está adaptado 100%", afirmou.

Impactos em cidades e ecossistemas

Já no Brasil e, em geral, na América do Sul, os efeitos mais evidentes ocorrem nas áreas de maior densidade populacional. As periferias das grandes cidades concentram as populações com maior exposição ao risco e menor capacidade de adaptação.

Outro ecossistema que também se mostra vulnerável são os mangues. Em geral, situados em regiões litorâneas e de água doce, os mangues podem ser diretamente afetados com a elevação do nível do mar que substituirá a água doce pela salgada. Este aumento dos mares também podem afetar lençóis freáticos. "Nas épocas históricas isso era motivo para evacuar uma cidade, e hoje não mais".

Agenda ambiental

O problema, na opinião do cientista, é que muitos líderes globais e países passam mais tempo a culpar os outros pelos problemas e, enquanto isso, "o planeta continua doente".

A 19ª Conferência de Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que ocorrerá em novembro, em Varsóvia, na Polônia, será um momento em que líderes poderão tentar mais uma vez um possível acordo sobre clima.

No entanto, José Marengo se mostra pouco confiante. "A ciência se reduzirá à política no que será discutido em Varsóvia", afirma. O cientista não se diz muito otimista quanto aos possíveis desdobramentos do tema. "O IPCC estará lá presente e dará uma mensagem um pouco mais forte [sobre o problema]. Existe uma boa vontade de negociação e conversas, mas na hora H de assinar documentos, a experiência mostra que não tem sido efetivo".

Fonte: http://www.oeco.org.br/
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Reduzir poluentes climáticos de curta duração pode não ser tão eficaz para controlar aquecimento global
O Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico (PNNL) do Departamento de Energia dos Estados Unidos apresentou no último mês uma pesquisa que revela que controlar as emissões de fuligem, metano e outros poluentes climáticos de curta duração pode não ter um efeito tão benéfico para o clima quanto o previsto anteriormente.

Segundo a análise, diminuir a emissão desses componentes resultaria numa redução de temperatura de em média 0,16ºC até 2050, muito menos do que os 0,5ºC estimados em estudos anteriores.

Para chegar a esse resultado, os cientistas, liderados por Steve Smith, pesquisador climático do PNNL, usaram um modelo de computador para avaliar o impacto da redução da fuligem e das emissões de metano no clima da Terra.

A análise levou em consideração futuras mudanças na tecnologia, sociedade e economia, como a energia e o uso da terra, incorporando também os gases do efeito estufa e poluentes que resultam dessas atividades.

A pesquisa sugere, por exemplo, que os países em desenvolvimento devem abandonar naturalmente tecnologias altamente poluentes, tais como fornos a lenha, à medida que suas economias se desenvolvem.

Levando em conta essas informações, os estudiosos criaram uma série de 1400 panoramas com diferentes reduções dos aerossóis, e a diminuição das temperaturas nesses cenários variou entre 0,04ºC a 0,35ºC até 2050.

A partir daí, o estudo comparou esses resultados das diferentes reduções nos aerossóis com o que aconteceria se uma política climática abrangente fosse implementada. Tal panorama inclui a diminuição drástica de todas as emissões de gases do efeito estufa, e não apenas a limitação do dióxido de carbono. O resultado indica que, com essa política climática, a redução nas temperaturas seria em média de 0,27ºC até 2050, e a diminuição seria ainda maior até 2100.

"Cortar apenas as emissões de fuligem e metano ajudará o clima, mas não tanto quanto se pensava anteriormente. Se queremos estabilizar o sistema climático, precisamos nos focar em gases do efeito estufa tais como o dióxido de carbono, o óxido nitroso e o metano. Concentrar-se só na fuligem e no metano não deve oferecer um grande atalho", colocou Smith.

Ainda assim, os cientistas ressaltam que é extremamente importante reduzir as emissões desses aerossóis também por outros motivos, como a saúde, já que esses compostos são responsáveis pela morte prematura de dois milhões de pessoas por ano e pela perda de 300 milhões de toneladas de colheitas.

"Focar na fuligem e no metano pode valer a pena por razões de saúde, já que estudos anteriores identificaram benefícios de saúde substanciais a partir da redução dessas emissões. Nossos resultados não mudam essas descobertas anteriores de que a redução nas emissões de fuligem e metano teria efeitos benéficos para a saúde e a agricultura. Para estabilizar o clima global, entretanto, o foco precisa ser no dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa", observou Smith.

Fonte: Jéssica Lipinski - Instituto CarbonoBrasil (http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=734853)
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14 de Agosto - Dia do controle da poluição industrial
Poluição atmosférica, hídrica, do solo, sonora, visual, térmica..Existem vários tipos.

A saúde e o bem-estar humanos estão diretamente relacionados com a qualidade do meio ambiente, isto é, com suas condições física, química e biológica.

Entende-se como poluição do ar a mudança em sua composição ou em suas propriedades, decorrentes das emissões de poluentes, tornando-o impróprio, nocivo ou inconveniente à saúde, ao bem-estar público, à vida animal e vegetal e, até mesmo, ao estado de conservação de determinados materiais.

A poluição do ar afeta o clima das áreas urbanas de diversas formas. O próprio balanço energético das cidades sofre interferência, pois os poluentes refletem, dispersam e absorvem radiação solar. Muitos poluentes também servem de núcleos de condensação, sendo, portanto, abundantes no ar das cidades, cuja umidade já é substancialmente abastecida através da evaporação, dos processos industriais e dos automóveis, que emitem grandes quantidades de vapor de água. Consequentemente, a tendência da precipitação é aumentar sobre as áreas urbanas. Contudo, os efeitos mais alarmantes da poluição atmosférica ocorrem na saúde da população urbana.

O ar poluído penetra nos pulmões, ocasionando o aparecimento de várias doenças, em especial do aparelho respiratório, como a bronquite crônica, a asma e até o câncer pulmonar.

A Organização Mundial da Saúde estima que a poluição interna seja a causa da morte prematura de 2 milhões de pessoas anualmente, principalmente em países em desenvolvimento. Praticamente a metade destas mortes está associada a casos de pneumonia em crianças com menos de 5 anos de idade.

Poluição atmosférica em centros urbanos são a causa, segundo estimativas, de 1,3 milhões de mortes por ano no mundo.

Os gestores ambientais possuem um papel muito importante dentro das organizações: trabalhar para a não geração de resíduos, para sua minimização.

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Mais empresas adotam o inventário de emissões
Ao concluir sua segunda edição no fim deste ano, o Programa de Gestão de Carbono na Cadeia de Valor, do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), terá consolidado um processo que envolve cadeias produtivas de empresas preocupadas com o controle das emissões dos gases de efeito estufa. Se em 2012 o programa teve a participação de 50 empresas, este ano são 143 companhias sensibilizadas com as mudanças climáticas e os impactos gerados em seus negócios.

"Tínhamos uma meta para esta segunda edição de chegarmos a 100 empresas participantes, mas conseguimos 143. De quatro patrocinadores na primeira edição, agora temos nove (Banco do Brasil, Braskem, Cemig, Coca-Cola, Ipiranga, Itaú, Schneider Electric, Vale e Votorantim). Isso mostra a sensibilização ao tema das mudanças climáticas, a preocupação com os impactos no negócio e a importância de se fazer os inventários de gases de efeito estufa", avalia Raquel Souza, coordenadora da Câmara Temática de Energia e Mudanças Climáticas do CEBDS.

Uma das demonstrações do interesse, segundo ela, é que logo depois dos "workshops" realizados em abril para que os participantes do programa entendessem todo o processo, em maio 12 delas já haviam entregado seus relatórios. Até setembro o processo de acompanhamento, feito pela KPMG, que utiliza o GHG Protocol como ferramenta, estará à disposição de todos, para orientar e atender cada setor, em cada particularidade.

"Mais importante e muito positivo é que a empresa conhece todo o seu processo produtivo, visualiza todos os pontos e, com isso, vê oportunidades de novos negócios. Vê ainda oportunidade, por exemplo, para a redução do consumo de combustível, para otimizar o processo de logística, economizar energia elétrica", observa Raquel. As grandes empresas, que tinham a cadeia produtiva como ponto fraco na política de controle de emissão de gases de efeito estufa, passaram a conhecer todo processo. "É extremamente positivo porque conseguem identificar de onde vêm as emissões e, com isso, facilitar a capacitação dos fornecedores."

Fator determinante para que o Itaú fosse um dos patrocinadores do programa, de acordo com Denise Hills, superintendente de sustentabilidade do banco, era mostrar aos seus fornecedores a necessidade desse novo modelo. "Era importante colocarmos na agenda de nossos fornecedores como avaliar a transição entre um modelo de negócio que conserva e outro que não conserva." No crédito, lembra, quando da avaliação da capacidade de pagamento de um cliente, são levados em consideração fatores socioambientais, como questões de trabalho infantil ou de pegada de carbono, inclusive dos fornecedores.

Um dos principais pontos da análise que levou o CEBDS a implementar o Programa de Gestão de Carbono na Cadeia de Valor é que, mesmo com investimentos para eficiência energética e com a mitigação de suas emissões de gases, o resultado das empresas não terá grande impacto porque uma considerável proporção da pegada de carbono será de responsabilidade de seus fornecedores. Por isso é imprescindível o trabalho conjunto. Seguindo esse critério, a Braskem orientou sua política para o trabalho conjunto com a cadeia produtiva.

"Colocando-nos como fornecedores de uma grande quantidade de clientes (milhares), entendemos que estamos com nossa estratégia de mensuração – verificação por terceira parte e melhoria dos nossos processos – ajudando toda nossa cadeia a se movimentar no assunto", conta Jorge Soto, diretor de sustentabilidade da Braskem. Segundo ele, alguns clientes já cobravam essas informações, como a Vale, Fibria e Suzano. A empresa já divulga os resultados do seu inventário e recentemente publicou a pegada de carbono dos principais produtos."Graças a essa estratégia podemos afirmar que conseguimos entre 2008 e 2012 reduzir a intensidade das nossas emissões em 12,8%", revela Soto. As emissões da Braskem, conforme balanço recentemente divulgado, totalizaram 22,3 milhões de toneladas de equivalentes de CO2 em 2012.

Por Adauri Antunes para o Valor de São Paulo, dia 13 de Junho de 2013
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Tecnologia brasileira transforma poluentes em nanotecnologia
São Paulo - Os gases emitidos pela queima do bagaço de cana de açúcar, resíduos de milho, pneus velhos e garrafas PET podem ser usados na fabricação de nanotubos de carbono. O avanço que une as áreas de sustentabilidade e nanotecnologia foi descoberto pelo físico brasileiro Joner de Oliveira Alves.

Durante sua tese de doutorado, Joner fez testes em laboratório com os quatro tipos de resíduos. O processo de queima diminui a quantidade de gases poluentes emitidos na atmosfera do planeta e ainda cria nanotubos. O material que costuma ser exportado pelo país é usado como reforço em materiais poliméricos e cerâmicos e tem um vasto campo de potenciais aplicações, que vai desde dispositivos médicos, implantes e peças de eletrônicos.

Os nanotubos de carbono tem um diâmetro corresponde a nanômetros, ou seja, um bilionésimo de metro (10-9metros). Apesar do vasto campo de potenciais aplicações, ainda não existem empresas que produzem esses materiais em larga escala no Brasil. A indústria cosmética é a que mais tem investido nesse tipo de material. "Como os nanatubos são partículas muito pequenas, conseguem penetrar em camadas da pele que outras substâncias não alcançam", afirma Joner em entrevista a INFO.

Na técnica desenvolvida por Joner, os resíduos são primeiro aproveitados para a geração de energia. A diferença é o aproveitamento dos gases resultantes da saída do processo. Primeiro, os resíduos são incinerados em um forno e depois filtrados, o que resulta apenas em gases. Em seguida, um catalisador quebra os hidrocarbonetos dos gases em carbono e hidrogênio. O carbono fica retido na forma de carbono sólido, como um pó de grafite, onde são encontrados os nanotubos. Já o hidrogênio é lançado na atmosfera, mas é um gás limpo, que não polui.

O estudo de Joner mostra que os gases resultantes da queima do bagaço de cana apresentaram os melhores resultados ao gerar mais nanotubos e com mais pureza. A queima desses resíduos também pode reduzir em até 90% a quantidade do detrito gerado, o que evita a deposição em lixões. O bagaço de cana, por exemplo, é atualmente utilizado pela maioria das usinas para a geração de energia capaz de suprir todo o processo de produção de cana e etanol.

pesquisa não abre apenas possibilidade para a redução do valor dos nanomateriais, apresenta também um importante aspecto ligado à sustentabilidade. "A ideia é valorizar a cadeia de reciclagem energética porque o Brasil precisa de fontes de energia limpas, sem usar recursos naturais não renováveis, como o petróleo. E ainda é possível atingir outra cadeia, que é a indústria de nanotecnologia".

"Sempre tentei ao máximo fazer pesquisas que possam sair do meio acadêmico. Esses resíduos já são queimados pra gerar energia, como o bagaço da cana e pneus", diz Joner. Sobre a aplicação prática do projeto, Joner ressalta que esta poderia ser uma solução para baixar o preço dos nanotubos. Mas para isto seria primeiramente necessário adaptar locais onde a queima de resíduos já é feita para a geração de energia, como no caso das usinas de açúcar e etanol. "A ideia é levar essa tecnologia para onde os resíduos estão. Se não, a matéria-prima deixa de ser barata. Não é um processo fácil porque se misturam duas tecnologias opostas: a de nanotecnologia, uma química "fina", sem contato com meio externo; e do outro lado o resíduo. O meio campo tem que ser muito bem trabalhado", afirma Joner.

O estudo foi desenvolvido durante a tese de doutorado, que foi defendida em 2011. O trabalho foi feito na modalidade sanduíche: no Brasil, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), com orientação do professor Dr. Jorge Alberto Soares Tenório, do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Nos Estados Unidos, a coorientação foi do professor Yiannis Angelo Levendis, da Northeastern University, em Boston.

A pesquisa fez tanto sucesso que já rendeu seis prêmios, sendo o último deles o Prêmio AEA (Associação de Engenharia Automotiva) de Meio ambiente. "O estudo também ganhou na categoria jovem pesquisador o Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, que eu considero um dos principais porque é organizado pela UNESCO", diz Joner. O pesquisador também destaca o Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade, conferido à melhor tese de doutorado na área de tratamento de resíduos".

Fonte: Revista Exame
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Número de moradias certificadas cresce mais de 15 vezes
As construções sustentáveis estão cada vez mais populares no Brasil e não são só os edifícios comerciais que se preocupam com a questão.
Levantamento feito pelo Processo Alta Qualidade Ambiental (AQUA) - considerado um dos principais selos de certificação sustentável no Brasil - aponta que o número de edificações habitacionais certificadas cresceu mais de 15 vezes nos últimos dois anos.

Segundo o selo, em 2011 havia apenas três empreendimentos brasileiros certificados de acordo com os referenciais técnicos para habitação do AQUA, lançados em 2010. No ano seguinte, o número pulou para 11 edificações habitacionais certificadas e, em 2013, chegou a 46, caracterizando um aumento de mais de 1500%.

Apesar do crescimento, os edifícios comerciais que buscam certificação no país ainda são maioria.

Atualmente, o AQUA possui 87 estabelecimentos certificados com seu selo. Entre eles, indústrias, escritórios, escolas, hotéis e shopping centers.

Inspirado no selo francês Haute Qualité Environnementale (HQE), o AQUA foi criado em 2008 e é a primeira norma brasileira para a certificação de construções sustentáveis, levando em conta critérios 100% baseados na realidade do país na hora de avaliar as edificações.

O selo é concedido pela Fundação Vanzolini, instituição privada, sem fins lucrativos, criada e gerida pelos professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP).

Fonte: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/numero-de-moradias-certificadas-cresce-mais-de-15-vezes
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Envenenamento por cádmio deixa 26 mortos na China
Pequim - Pelo menos 26 pessoas morreram de envenenamento por cádmio e outras centenas ficaram doentes desde 2009 perto de uma fábrica abandonada no centro da China, informaram meios de comunicação locais nesta quarta-feira.
Amostras do solo de Shuangqiao, na província de Hunan, continham níveis de cádmio 300 vezes acima do permitido e quantidades excessivas foram encontradas em 500 dos 3.000 moradores testados pelas autoridades de saúde, informou o China Youth Daily.

O jornal afirmou que 26 pessoas morreram como resultado da exposição ao cádmio nos últimos quatro anos, oito delas com menos de 60 anos e 20 delas de câncer, enquanto crianças na aldeia nasceram com deformidades.

Uma grande fábrica de produtos químicos operava na aldeia até 2009 e uma enorme pilha de lixo industrial permanece no local, provocando "um odor que não vai embora", disse o jornal.

O jornal descreveu a situação como "um dos 10 maiores incidentes de poluição do país".
O cádmio é altamente tóxico e a exposição ao metal "é conhecida por causar câncer", segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos.

Fonte: http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/noticias/envenenamento-por-cadmio-deixa-26-mortos-na-china
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All Gas participa do programa voluntariado responsável compartilhando conhecimento - Secretaria de Meio Ambiente
Pelo segundo ano, a empresa All Gas participa das comemorações na semana de meio ambiente em Caxias.

A parceria com a Secretaria de Meio Ambiente, proporciona a comunidade informações sobre a qualidade do ar, formas de monitoramento de emissões.
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Aberta a Semana do Meio Ambiente de Caxias do Sul
O Prefeito Alceu Barbosa Velho participou nesta quarta-feira, (05.06) da abertura oficial da Semana do Meio Ambiente 2013, que tem como tema "Na água a origem, na preservação o futuro". A solenidade ocorreu na Praça Dante Alighieri. Também estavam presentes o Vice-prefeito Antônio Feldmann, a primeira-dama e coordenadora de Comunicação da Prefeitura, Alexandra Baldisserotto, o secretário do Meio Ambiente Adivandro Rech, o presidente da Câmara de Vereadores, Edson da Rosa, demais secretários, vereadores, representantes de entidades, patrocinadores, apoiadores, escolas e estudantes.

Na ocasião foi realizada a Ação Ambiental, que tem como objetivo estimular as boas práticas ambientais por meio de exposições, atividades, orientações gerais, coleta de materiais domésticos recicláveis e equipamentos eletroeletrônicos (de pessoas físicas), distribuição de mudas de árvores nativas, sementes, sacolas e sacolinhas de lixo de bioplástico compostável para carro, materiais informativos e apresentações artísticas. Além disso, também foi realizada a premiação do XIV Concurso de Trovas Literárias e Poesias.

O secretário Adivandro Rech frisou a importância da água, lembrando que, atualmente, cerca de 1 milhão de habitantes do planeta já sofrem com a falta de água potável. Adivandro agradeceu aos mais de 60 apoiadores do evento e destacou a importância do trabalho na conscientização para a preservação do meio ambiente. O secretário ainda destacou que o Dia do Meio Ambiente é um ato simbólico, realizado mundialmente no dia 05 de junho, e que deve promover a introspecção, o pensar no preservar e em garantir um planeta saudável e rico em recursos naturais no futuro.

O Prefeito Alceu Barbosa Velho também ressaltou a importância da preservação ambiental e com a reflexão neste Dia Mundial do Meio Ambiente. "É preciso que cada um faça a sua parte", disse Alceu, lembrando atitudes simples, mas significativas como o ato de colocar o lixo no lixo. "O lixo que não vai para o lixo, acaba entupindo as bocas de lobo e causando alagamentos", exemplificou. Ele ainda afirmou que aposta na mudança de hábitos dos cidadãos, cada vez mais conscientes dos efeitos dos maus tratos à natureza e disse que deposita sua esperança nas crianças, como multiplicadoras da preservação do meio ambiente.

Durante toda a semana, o público ainda poderá conferir diversas atrações como esquetes teatrais, exposição de fotos, distribuição de mudas e orientações sobre a legislação ambiental. Estão agendadas também palestras, debates, premiações e ações. A programação da Semana ainda tem a realização da VI Olimpíada Ambiental, lançamento do XIV Concurso do Calendário Ecológico, o V Parlamento Ambiental, premiação do VII Clic Ambiental, além de teatro, trilhas ecológicas, palestras, sessões de cinema, oficinas de customização, entre outras atrações.

O folder com a programação completa da Semana do Meio Ambiente 2013 está disponível no site www.caxias.rs.gov.br/agenda.

PREMIAÇÃO XIV CONCURSO DE TROVAS LITERÁRIAS E POESIAS

O tema desta edição foi "Água, espelho da humanidade". O evento tem o apoio da União Brasileira de Trovadores – seção Caxias do Sul – e Academia Caxiense de Letras. A comissão julgadora ficou a cargo da UBT – seção Porto Alegre –, Academia Caxiense de Letras e Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

O concurso é destinado a escritores veteranos e calouros, residentes em Caxias do Sul. Cada concorrente pode participar com no máximo duas trovas e duas poesias, sendo inéditas e de autoria própria. O concurso é dividido em duas modalidades: Trovas e Poesias. Cada modalidade é dividida em duas categorias. A categoria adulto reúne trovadores e poetas adultos, os estudantes universitários e os estudantes do EJA. Já a categoria estudante é destinada a estudantes da rede de ensino público e particular de Caxias do Sul, do nível fundamental e médio.

Confira o resultado da premiação:

Trova Categoria Adulto
1º lugar: Clarice de Motta
2º lugar: Jéferson Noronha Farias
EMEF Angelina SassiComandulli

Trova Categoria Estudante
1º lugar: Cristian Desengrini da Silva EMEF Angelina SassiComandulli
2º lugar: Letícia Zanquet – EMEF Pe João Schiavo
3º lugar: Francine De Mello Lopes EMEF Angelina SassiComandulli
Menção Honrosa: Larissa Pereira - EMEF Pe João Schiavo

Poesia Categoria Adulto
1º lugar: Andréia Michelon Gobbi 9200 8797 / 3021 2302 "Água"
2º lugar: Joceli Aires do Amaral 3229 6352 / 9602 2329 "Planeta Azul"
3º lugar: Andréia Michelon Gobbi 9200 8797 / 3021 2302 "Moinho"

Poesia Categoria Estudante
1º lugar: Marcelle dos Santos Rodrigues 3208 4367 "Água...quem és tu"
2º lugar: Eduarda Mathias dos Reis 9191 3244 "A água na nossa vida"
3º lugar: Michelle Pistorello 9991 9445 "Sou cristalina e fresca"
EEEF Silvio Dal Zotto

Fonte: Assessoria de Imprensa - SEMMA
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Cooperação técnica faz parte das metas do Ibama para atingir excelência, diz Volney Zanardi Junior
Brasília (22/04/2013) – Nestes primeiros meses do ano, o Ibama já foi visitado por seis missões estrangeiras para tratar de cooperação técnica. Na última sexta-feira, o presidente Volney Zanardi Junior recebeu especialistas da área espacial e de desastres naturais do Japão. Hoje, foi recebida uma delegação sueca com 15 especialistas representantes de vários órgãos ambientais daquele país. Na pauta, cooperação bilateral para o desenvolvimento sustentável.

Também foram recebidos engenheiros ambientais dos governos da China, da Rússia e da Noruega, este último com projeto já encaminhado referente a plano de contingenciamento de óleo, licenças ambientais e destinação de resíduos. Além de Portugual, com quem o Brasil firmou um Memorando de Entendimento na área de fiscalização de ilícitos ambientais.

O presidente do Ibama declarou que a "cooperação técnica é parte das muitas ações previstas para que o Ibama se transforme em um instituto de excelência". A troca de experiências, a aproximação entre os povos e o respeito à diversidade é fundamento da política externa Brasileira. Nesse sentido, "o Ibama vem atuando firmemente para a aproximação com organismos internacionais, embaixadas e com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), observa Rose Castelo Branco, chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais.

Com base nessa política, o Ibama atua ainda nos processos de transferência de tecnologia. Representantes de 12 países da África receberam cursos de monitoramento ambiental, ministrados por analistas do Centro de Sensoriamento Remoto, parte de um programa de cooperação triangular, do qual participa também a América Latina.
O Ibama tem sido apontado nos fóruns internacionais dos quais participa como um órgão de atuação modelar. Seus sistemas de controle e o uso de novas tecnologias a favor do meio ambiente, são referência para muitos países. "No entanto, o aprimoramento deve ser uma constante", conclui Zanardi.

Fonte: Ascom/Ibama
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Incentivos para a gestão ambiental
Seminário discute o uso de instrumentos econômicos para alterar o comportamento de degradação e estimular a conservação ambiental no país

TINNA OLIVEIRA

Como os instrumentos econômicos utilizados nas políticas públicas ambientais estão permitindo que os serviços ambientais sejam utilizados de maneira eficiente? Como tais ferramentas conseguem mudar comportamento em prol da utilização sustentável do meio ambiente? Esses e outros questionamentos norteiam o seminário Instrumentos Econômicos nas Políticas Ambientais, iniciado nesta quarta-feira (10), em Brasília.

O debate é promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), por meio do Programa Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e do Departamento de Produção e Consumo Sustentável (DPCS). Com parceria do Banco Mundial e da Universidade de Brasília (UnB), reúne especialistas da área acadêmica e do setor público para o intercâmbio de experiências sobre o tema.

Durante a abertura, o coordenador-geral do PNMA, Renato Rosenberg, explicou que o encontro faz parte de um planejamento maior que inclui a revisão do diagnóstico dos instrumentos econômicos nas diferentes esferas do Executivo, além de avaliação sobre a possibilidade de reprodução dessas ações. "É uma tendência mundial a utilização de instrumentos econômicos na política ambiental. Eles conseguem, muitas vezes, minimizar conflitos", avaliou Rosenberg.

Na ocasião, a vice-reitora da UnB, Sônia Nair Báo, reforçou a importância desse encontro, com parceiros fundamentais vindos da academia e de diferentes setores econômicos da sociedade e do governo, para o desencadeamento de políticas públicas no setor. Ela destacou, ainda, que o Brasil além de estar em um momento de desenvolvimento econômico de grande visibilidade, também é um "excelente protagonista na questão ambiental".

ESPAÇO DE DIÁLOGO

O professor Jorge Madeira Nogueira, da Universidade de Brasília, abriu o debate explicando que o instrumento econômico de política ambiental tem como objetivo alterar um comportamento considerado de degradação ou estimular um comportamento considerado favorável à conservação ambiental. Para isso, são utilizados "incentivos", tanto positivos, quanto negativos, que são usados para complementar uma gestão ambiental mais eficaz.

O debate continua amanhã (11), no hotel Mercure, em Brasília. Ainda serão tratados os temas incentivos fiscais e creditícios, Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), compensações ambientais, fundos financeiros de meio ambiente e instrumentos econômicos na gestão de Unidades de Conservação.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
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Na China, conflito entre empresas e governo trava solução para poluição
Empresas de energia precisam mudar padrões e cumprir metas ambientais.
São muitos os exemplos de contaminações do ar e da água no país.

A transição no comando da China aconteceu recentemente com um pano de fundo sinistro. Mais de 13 mil porcos mortos foram encontrados flutuando em um rio que fornece água potável para Xangai. Uma cerração parecida com fumaça vulcânica escondeu a capital, Pequim, causando tosse convulsiva e obscurecendo o retrato de Mao Tsé-Tung no portão da Cidade Proibida.
As tragédias ambientais chinesas são tão graves, principalmente o ar venenoso, que as principais autoridades foram forçadas a reconhecê-las abertamente. Porta-voz do Congresso Nacional do Povo, Fu Ying disse procurar sinais de névoa seca todas as manhãs antes de abrir as cortinas de casa, além de usar uma máscara no rosto quando a situação estava ruim e também colocar uma na filha.
Ao afirmar que a poluição atmosférica o deixava "muito perturbado", Li Keqiang, o novo primeiro-ministro, prometeu "demonstrar uma resolução ainda maior e fazer esforços mais vigorosos" para limpar o ar. O que os líderes não comentam é que as brigas com a burocracia governamental são um dos maiores obstáculos à aprovação de políticas ambientais mais fortes.
Enquanto algumas autoridades pedem restrições mais severas a poluentes, empresas estatais – principalmente as de petróleo e energia – vêm colocando os lucros à frente da saúde ao trabalhar para contornar as novas regras, segundo dados governamentais e entrevistas com pessoas envolvidas na negociação das políticas.
Por exemplo, embora os caminhões e ônibus que cruzam a China sejam muito piores para o ambiente do que quaisquer outros veículos, as petroleiras demoraram anos para melhorar a qualidade do diesel queimado por eles. Em resultado, os níveis de enxofre no diesel chinês são pelo menos 23 vezes maiores do que nos Estados Unidos.
Quanto às empresas de energia, as três maiores do país são violadoras constantes das restrições governamentais sobre emissões de usinas movidas a carvão; centrais elétricas fora da lei são encontradas na China inteira, da Mongólia Interior à metrópole de Chongqing, na porção sudoeste da nação.

Conflito de interesses
As estatais têm papel crítico na criação de políticas sobre padrões ambientais. Por exemplo, os comitês que determinam os padrões de combustível ficam nos prédios de uma petroleira.
A questão de as empresas serem forçadas a obedecer em vez de impedir as restrições ambientais será um teste crítico do comprometimento de Li e Xi Jinping, novo chefe do Partido Comunista e presidente chinês, em reduzir a influência de interesses velados na economia.
"Durante o processo de estabelecimento do padrão, as companhias ou conselhos do setor econômico têm muita influência", afirmou Zhou Rong, gerente de campanha sobre questões energéticas para o Greenpeace no Extremo Oriente. "Minha opinião pessoal é de que mesmo existindo padrões mais restritivos para cada segmento, as companhias os violarão."
Segundo defensores da ecologia, em sua maioria, as montadoras chinesas apoiaram a atualização de veículos com tecnologia mais limpa, o que os torna mais vendáveis em âmbito mundial. Porém, uma tecnologia melhor não funciona adequadamente sem combustível de alta qualidade e é aí que se dá o ponto de estrangulamento. O sistema de criação de padrões para combustível levou a brigas burocráticas ferozes.

Pressão do governo
O Ministério da Proteção Ambiental é o principal defensor governamental de padrões de combustível elevados e melhor tecnologia automotiva. Ele tem o poder de forçar a indústria automotiva a usar nova tecnologia impondo normas mais rígidas de emissão de poluentes, mas não pode impor unilateralmente novos padrões de combustível ou fazer com que estes sejam cumpridos pelas petroleiras. O Ministério somente pode pedir que outros ministérios ou agências relevantes entrem em ação.
Quando o padrão dos combustíveis não acompanha o ritmo da tecnologia automotiva, o Ministério Ambiental retém a divulgação de novos padrões de emissões e, assim, os carros não são atualizados.
Os padrões de combustível são decididos pela Agência de Padronização da China, que convoca um comitê e um subcomitê para pesquisar critérios. Cada um deles conta com entre 30 e 40 membros, a maioria oriunda das petroleiras, disse Yue Xin, que participa de um dos grupos em nome do Ministério da Proteção Ambiental.
Os integrantes das petroleiras "representam mais os interesses da empresa", explicou Yue. A Sinopec e a PetroChina, duas das maiores petroleiras, insistiram para que os consumidores ou o governo paguem pela modernização das refinarias para produção de combustível mais limpo, e elas vêm atrasando a aprovação de padrões elevados enquanto não houver consenso sobre quem vai bancar a conta.
"Durante anos, a Sinopec não contestou a necessidade de melhorar os padrões chineses", afirmou David Vance Wagner, pesquisador sênior do Conselho Internacional de Transporte Limpo, que trabalhava para o Ministério da Proteção Ambiental. "Eles só reclamaram do aspecto financeiro."
Em janeiro passado, Fu Chengyu, presidente da Sinopec, reconheceu que as petroleiras tinham alguma responsabilidade na poluição do ar, mas também argumentou que os padrões de combustível do governo não eram altos o suficiente, relatou a Xinhua, a agência de notícias estatal.
Contudo, Fu não explicou que representantes das petroleiras nos comitês de pesquisa sobre padrões de combustível têm sido o maior entrave à aprovação de padrões melhores. Os representantes das petroleiras não responderam aos pedidos de comentários. Em público, executivos das companhias de petróleo tentam apontar para um culpado diferente. Este mês, Fu afirmou a jornalistas que, "na verdade, o maior assassino é o carvão".

Automóvel: o grande vilão
De acordo com autoridades de Pequim, as emissões veiculares representam 22% do material particulado mortal presente no ar, conhecido como MP 2,5, e outros 40% provêm de fábricas movidas a carvão em Pequim e províncias vizinhas.
Em fevereiro, o Ministério da Proteção Ambiental divulgou padrões mais severos para emissões industriais para seis setores que utilizam carvão. O primeiro da lista é o setor de geração de energia, que representa quase a metade do consumo de carvão na China.
Porém, a obediência às novas regras por parte das estatais pode se revelar um problema. O Ministério da Proteção Ambiental publica listas anuais das fábricas que violaram as regras de emissões. Segundo análise, essas fábricas são todas comandadas pelas grandes empresas de energia.

As listas anuais representam apenas uma fração das fábricas transgressoras, pois a instalação de equipamentos para monitoração por parte delas é irregular e as leituras podem ser manipuladas, assegura Kevin Jianjun Tu, estudioso de energia da Fundação Carnegie para a Paz Internacional.
Outro problema são as penalidades baixas. As multas costumam ser limitadas a US$ 16 mil, o que não chega a ser uma grande força dissuasora, disse Zhou, a representante do Greenpeace. Segundo ela, as fábricas transgressoras "deveriam ser impedidas de produzir temporariamente; isso as forçaria a levar a questão a sério".
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São Paulo não atinge meta de reduzir emissões de gás de efeito estufa
A meta de reduzir 30% das emissões de gás de efeito estufa na capital paulista entre 2003 e 2012, conforme determina a Lei 14.933 de 1999, não foi cumprida pelo município. O Inventário Municipal de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases de Efeito Estufa (GEE), apresentado hoje (12) pela prefeitura, mostra que, além de não alcançar o objetivo, a cidade aumentou a emissão de gás em 2010 e 2011. Foram 16 mil gigagramas de gás carbônico equivalente a mais, o que equivale a um ano de emissões.

No último inventário, divulgado em 2005, mas que analisa dados referentes a 2003, as emissões somavam 15.738 gigagramas de gás carbônico equivalente. De 2009 para 2010, o total de emissão de gases saltou de 15.115 para 16.087 gigagramas de gás carbônico equivalente. Em 2011, o número chegou a 16.430 gigagramas de gás carbônico equivalente.

"Não é aquilo que a gente esperava, apesar de todo o esforço que se está fazendo. É importante deixar claro que a cidade de São Paulo não tem o controle sobre a maioria dessas emissões. A gente tem uma lei muito boa, mas todo esse controle, quase nenhum é nosso. É um início e, apesar de termos um aumento, mostra que a cidade está no caminho certo, que está preocupada com a questão", avaliou o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ricardo Teixeira.

O relatório mostra que a grande maioria dos gases (81,9%) são gerados pela queima de combustível e pelo gases que escapam da rede de gás natural. Esses itens compõem a categoria energia do inventário. Cerca de 60% do item queima de combustível, por sua vez, está relacionada ao sistema de transporte.

Para o secretário, esses dados reforçam a importância de aperfeiçoamentos da lei de inspeção veicular que está em discussão no município. "Você percebe que o foco principal é energético. Você tem que ter uma conscientização da população para mudar esse modelo. A inspeção veicular, que está engatinhando no Brasil, tem que ser aperfeiçoada e ser mais rigorosa. É um erro, por exemplo, só a capital fazer e a região metropolitana não", apontou.

O segundo setor que mais contribui para a emissão de gases de efeito estufa, com 15,6%, é o de resíduos, que inclui efluentes líquidos (esgoto doméstico e efluentes industriais) e sólidos (disposição em aterros, compostagem e incineração). Os aterros são destaque nessa categoria, pois representam 14% das emissões.

Os gases de efeito estufa relacionados aos setores de energia e resíduos, portanto, somam quase 100% das emissões de São Paulo. "Não era muito claro até agora o perfil dessas emissões. Achava-se que era o sistema de transporte, mas não havia uma métrica que fazia essa avaliação. Agora tem. Agora é mais fácil de atacar setores específicos. Se eu trabalhar com transporte e resíduos, vamos ter altos ganhos no resultado. Temos uma ferramenta para orientação de política". As demais categorias, que são processos industriais (2,4%) e uso da terra (0,1%), têm pequena parcela de contribuição.

Na comparação com Nova Iorque (EUA), São Paulo, apesar de emitir menos gases, tem uma proporção em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) maior: são gerados mais poluentes para produzir a mesma riqueza. Na cidade americana, a relação é de 20 toneladas de gás carbônico equivalente por real. Na cidade brasileira, a proporção é de 39 toneladas de gás carbônico equivalente por real.

Vilela acredita que para possibilitar avaliações mais criteriosas sobre os efeitos dos gases, o período de produção do inventário, que hoje é de cinco anos, deveria ser encurtado. "Fazendo a aferição ano a ano, você avalia quais são os impactos das políticas públicas para as emissões de gás de efeito estufa e dá para estender isso também para a poluição, porque ela impacta diretamente na qualidade de vida das pessoas", declarou.

Fonte: Agência Brasil
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Codeca realiza videoconferência sobre recuperação energética do lixo
Com o intuito de aperfeiçoar estudos já existentes sobre tecnologias que possam utilizar a energia e nutrientes que existem no lixo, através de técnicas como compostagem e gaseificação, a CODECA – Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul – realizou na manhã desta terça-feira (05/03), uma videoconferência com empresa brasileira WTE, detentora da representação da tecnologia e serviços da ICC Group (Internacional Composting Corporation), do Canadá.

A videoconferência, sob a coordenação do engenheiro Rafael Navajas, com duração de cerca de uma hora, objetivou dar continuidade a troca de informações e possíveis soluções para questões de aproveitamento do lixo. A empresa WTE, cuja sede fica em São Paulo, foi a mesma que acompanhou a comitiva da CODECA em estudos no Canadá, no ano de 2011.

De acordo com a diretor-presidente da Companhia, Valter Augusto Webber, os contatos por meio de videoconferência é uma das maneiras de dar continuidade aos estudos sobre iniciativas imprescindíveis para o futuro da cidade, já que a tendência é o aproveitamento energético dos resíduos conforme preconiza a Lei de Resíduos Sólidos, número 12.305, sancionada pelo Governo Federal, em agosto de 2010.

Fonte: Assessora de Imprensa CODECA
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Outdoor gera água potável no Peru usando ar
O acesso à água potável é um problema que assola comunidades carentes nos arredores da cidade de Lima, no Peru. Por isso, muitos moradores acabam recorrendo à água de poço, expondo-se ao risco de contaminação.

Pela proximidade com o deserto, quase nunca chove nessas regiões, mas a umidade atmosférica chega a 98%. Atenta a essas características naturais, a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) de Lima se uniu a uma agência de publicidade para bolar uma campanha que servisse a dois objetivos: atraír novos alunos para o ano letivo e melhor a condição de vida dessas comunidades.

Dessa parceria nasceu o primeiro outdoor capaz de produzir água potável a partir da umidade do ar. A estrutura conta com cinco purificadores de água e um tanque de armazenamento. Em três meses de operação, o outdoor já gerou 9450 litros de água, que abastecem centenas de famílias por mês. Por dia, o outdoor produz cerca de 100 litros de água própria para consumo humano, dali mesmo, direto da fonte. É só colocar o copo sob a torneira e beber.


Em seu site oficial, a unversidade diz que "o painel reflete a proposta educativa de desenvolver o gênio e o talento dos alunos, para que eles possam se tranformar em profisisonais de alto nível, capazes de aplicar a ciência, a tecnologia e a inovação em benefício do desenvolvimento sustentável do Peru".

Segue o link do vídeo sobre o outdoor feito pela universidade:

http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/outdoor-gera-agua-potavel-no-peru-usando-ar-25022013-47.shl

Fonte: Info.abril
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Existência de "Bóson de Higgs" pode ser confirmada até final deste ano
O diretor-geral do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), Rolf Heuer, anunciou nesta quarta-feira (27) que, no final desse ano, pode ser possível confirmar ou descartar a existência do "Bóson de Higgs", a chamada "partícula de Deus".

O anúncio foi feito por Heuer em entrevista coletiva na cidade de Oviedo, na Espanha, antes de ele dar uma palestra sobre o funcionamento do "Grande Colisor de Hádrons" (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo, que fica no CERN, em Genebra.

Segundo as previsões do especialista, no final desse ano talvez seja possível afirmar se existe o "Bóson de Higgs" ou se é apenas um bóson, e admitiu ainda que as pesquisas continuam para que "em 2015 possam ser obtidos resultados mais definitivos, que ajudem a identificar a partícula com maior exatidão".

Ele também explicou que agora os pesquisadores dispõem de três vezes mais dados sobre esta partícula do que quando ela foi descoberta, em julho de 2012, e que estas novas informações serão "muito importantes" para poder classificá-la.

A pesquisa sobre a existência do "Bóson de Higgs" tem como objetivo final descobrir se ele é o responsável pela união dos átomos, princípio no qual a teoria da existência do universo está baseada.

O cientista ressaltou a complexidade da pesquisa para descobrir estas partículas, já que elas "sabem bem como se disfarçar e se esconder".

Por isso, para poder avançar nas pesquisas são necessárias tecnologias que, em alguns casos, nem existem, o que faz com que se tenha de desenvolver novos instrumentos que sejam adequados para realizar os testes, e é "aí que a sociedade se beneficia do trabalho do CERN", afirmou Heuer.

Segundo ele, é por estes motivos que se deve evitar os cortes de gastos que envolvem a pesquisa, apesar de reconhecer que a atual situação econômica faz com que isso seja "inevitável".

Mesmo assim, Heuer garantiu que a União Europeia escutou com "clareza" sua mensagem e, em vez de cortar custos, aumentou a contribuição para a pesquisa até 2020.

"Acho que é uma boa notícia", disse o cientista, que também lamentou que vários países europeus não tenham contribuído satisfatoriamente com o CERN.

(Fonte: UOL)
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Canadá ratifica sua saída do Protocolo de Kioto
O Canadá confirmou que não faz mais parte do Protocolo de Kioto, um ano depois de o país comunicar à ONU sua decisão de se retirar do acordo internacional.

Adam Sweet, porta-voz do ministro do Meio Ambiente do Canadá, Peter Kent, confirmou hoje à Agência Efe que o "Canadá se retirou de Kioto".

A retirada formal aconteceu no sábado, quando se cumpriu exatamente um ano desde o momento em que o Canadá notificou à ONU sua decisão. Nem o Ministério do Meio Ambiente nem o governo canadense mencionaram no fim de semana a retirada do acordo.

Sweet se limitou a dizer à Efe que o anúncio da retirada foi comunicado há um ano e que simplesmente "no sábado foi efetuado".

O porta-voz de Kent também disse que as razões pelas quais o Canadá se retirou de Kioto são as mesmas que as dadas pelas autoridades canadenses há um ano, principalmente a de que o acordo "não é o caminho para uma solução global à mudança climática".

O Canadá é o primeiro país do mundo a abandonar o Protocolo de Kioto, cujo objetivo é reduzir as emissões de dióxido de carbono para lutar contra a mudança climática.

Fonte: Agência EFE
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Zoneamento Ambiental para Implantação de Parques Eólicos no RS será concluído em 2013
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e o Sindicato da Indústria de Energia Eólica do Rio Grande do Sul (Sindieólica-RS) assinaram na manhã desta quarta-feira (14) o Termo de Cooperação Técnica para a Conclusão do Zoneamento Ambiental para Implantação de Parques Eólicos no RS. ¿É um passo importante do governo. Além de diversificar a matriz energética, a assinatura do Termo proporcionará acesso a energia a um numero maior de gauchos¿, comentou. ¿Quanto à questão ambiental, o RS entra de forma mais intensa na política ambiental sustentável com a geração de energias limpas¿, concluiu. O presidente também comentou que os investimentos projetados em novas usinas eólicas somam R$ 1,7 bilhões para o RS (2011/2013) e que, considerando as condições naturais favoráveis, esse montante deve aumentar.

O presidente do Sindieólica-RS, Ricardo Rosito, em sua manifestação durante a assinatura, considerou a importância do projeto e agradeceu a parceria da Fepam. Participaram do evento autoridades, lideranças e empresários do setor.

Zoneamento Ambiental para Implantação de Parques Eólicos

O Termo tem como objetivo a conclusão, num prazo de 12 meses, do Zoneamento Ambiental para a Implantação de Parques Eólicos no RS. O Zoneamento deve definir as áreas possíveis de licenciamento com ou sem restrições, a partir da identificação das principais fragilidades dos meios físicos, biótico e antrópico nas áreas de maior potencial eólico, indicadas no Atlas Eólico do Estado do RS.

O trabalho resultará em relatórios parciais e final que contemplarão os estudos realizados. Nesses documentos, detalhes da base teórica e da metodologia utilizada, além das análises efetuadas e dos resultados obtidos serão apresentados. O relatório final contará com textos e mapas contendo os diversos planos de informações para comporem uma publicação considerando os meios biótico, físico e antrópico, bem como um mapa síntese por região estudada.

A FEPAM, através do Departamento de Qualidade Ambiental (DQA) coordenará os trabalhos e garantirá apoio logístico para a execução das atividades que couberem aos seus técnicos, bem como acesso aos processos e documentação técnica relacionada ao assunto.


Fonte: FEPAM / SEMA
Contato: imprensa@fepam.rs.gov.br
Fones: (51) 3212-4089 e (51) 3288-9476
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Licença para para a implantação do Complexo Eólico em Rio Grande
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) concedeu licença de instalação à Odebrecht Energia para a implantação do Complexo Eólico Corredor do Senandes, empreendimento da empresa no município de Rio Grande. O licenciamento permite a implantação do complexo eólico formado por sete parques com capacidade instalada total de 180,9 MW, sendo que quatro deles serão instalados até final de 2013, na primeira fase do complexo.

Além do monitoramento constante do comportamento da fauna local durante a instalação do empreendimento, a Fepam condicionou a licença a uma apresentação, por parte da Odebrecht Energia, de um plano de investimento em preservação ambiental na região costeira, em especial no Banhado do Maçarico.

A primeira fase do Complexo Eólico Corredor do Senandes é formada pelos parques Corredor do Senandes II, III e IV, e Vento Aragano I, com capacidade instalada de 108 MW. Os empreendimentos receberão investimentos totais da ordem de R$ 400 milhões. De acordo com a empresa, durante as obras do complexo, serão gerados cerca de mil empregos diretos e indiretos com priorização de contratação de mão de obra local.

O empreendimento contará com 40 aerogeradores, modelo Eco 122. Os equipamentos fazem parte de uma nova série produzida pela Alstom e possuem alta potência, o que permite o aumento na produção de energia com menor impacto ambiental. Ao fim do processo de implantação, a Odebrecht Energia necessitará solicitar à Fepam uma licença de operação, que somente é fornecida após análise dos técnicos da fundação.


Fonte: FEPAM / SEMA
Contato: imprensa@fepam.rs.gov.br
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Projeto-piloto irá transformar restos de uvas de vinícolas em energia em Bento Gonçalves
Um projeto piloto irá transformar restos de uva de vinícolas, que iriam para compostagem, em energia. Na próxima quarta-feira, será inaugurada a planta do projeto que é parceria da Fundação Proamb, de Bento Gonçalves, e do Agroscience, instituto alemão de agroecologia. A Vinícola Aurora irá processar o bagaço da uva e os restos de cachos, como explica a coordenadora de inovação da Proamb, Andressa Brandalise.
_ Esse equipamento faz a compressão do material e a extrusão em forma de pellets, que são cilindros formados do material e uma pequenas porcentagem de serragem. Depois, eles podem ser utilizados em caldeiras como fonte de energia _ esclarece.
Nesse primeiro momento, a planta de reaproveitamento de resíduos será usada como teste, para fazer adaptações da tecnologia alemã à realidade brasileira. Depois, a intenção é que a própria empresa utilize os pellets em suas caldeiras. A ideia é levar o projeto a outras vinícolas da Serra.
O retorno do investimento pode vir em dois anos e meio, de acordo com a coordenadora de inovação da Proamb.
_ O investimento é alto, mas o tempo de retorno é relativamente baixo. A empresa não terá mais o custo da compra de madeira e nem do encaminhamento para compostagem _ explica Andressa.
Como a própria empresa que gera o resíduo irá reaproveitá-lo, o processo é sustentável.

Fonte: clicrbs
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Escritório online para a criação de projetos sustentáveis
O nome do site é uma brincadeira entre as palavras "revolução" e "resolução". A Plataforma Rev-solution, lançado no dia 26 de setembro, é um ambiente online que unirá pessoas com habilidades e interesses complementares em torno de projetos com cunho sustentável. O site foi idealizado pelos jornalistas Felipe Lobo e Nathália Clark, dois repórteres que já trabalharam aqui em ((o))eco.

O Rev-solution funciona como uma rede social e permite a interação dos usuários em três línguas: português, inglês ou espanhol. Uma das inspirações para a criação do site foram os escritórios colaborativos offline, como o the hub, espaço que reúne empresas de diferentes áreas em um mesmo ambiente físico e que facilitam o surgimento de ideias que não viriam à tona sem a proximidade de expertises distintas.

"No Rev-solution você mostra onde vive e suas área de expertise profissional. Logo em seguida, a plataforma transforma-se em um escritório colaborativo online. Tem uma ideia de projeto que englobe o cuidado ambiental e precisa de um time para desenvolvê-la com você? Procure pessoas no mapa com habilidades complementares e monte seu projeto. Depois de pronto, é hora de divulgá-lo no Rev-solution para conseguir patrocínio e tirá-lo do papel", explica Felipe Lobo.

A plataforma foi feita para funcionar como uma vitrine de propostas e oportunidades: há uma área criada para que as empresas, instituições e sociedade civil possam divulgar suas vagas, editais ou promover concursos junto aos membros do site. Outro, com espaço disponível para a exposição dos projetos a possíveis investidores.

"Se tivesse que definir o Rev-solution em uma frase, seria: o lugar em que as milhões de microrevoluções se transformam em resoluções, em projetos reais e do bem, que farão a diferença para o planeta", diz Lobo. "Só quem é louco o bastante para achar que pode mudar o mundo é que de fato muda. Queremos achar essas milhares, milhões de pessoas".

Fonte: www.oeco.com.br
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ONU quer garantir que temperatura global não se eleve mais que 2ºC
As negociações climáticas da Organização das Nações Unidas (ONU) devem continuar pressionando por atitudes mais ambiciosas para garantir que o aquecimento global não ultrapasse os 2 graus, disse um negociador da União Europeia nesta semana, um mês depois de os EUA terem sido acusados de apresentar um retrocesso na meta.

Quase 200 países concordaram em 2010 em limitar o aumento das temperaturas para abaixo de 2 graus Celsius, acima da era pré-industrial para evitar os impactos perigos da mudança climática, como enchentes, secas e elevação do nível das marés.

Para desacelerar o ritmo do aquecimento global, as conversações climáticas da ONU na África do Sul concordaram em desenvolver um acordo climático legalmente vinculante até 2015, que poderia entrar em vigor no máximo até 2020.

Entretanto, especialistas advertem que a chance de limitar o aumento da temperatura global para menos de 2 graus está ficando cada vez menor, à medida que aumenta a emissão dos gases de efeito estufa por causa da queima de combustíveis fósseis.

"Está muito claro que devemos pressionar nas negociações de que a meta de 2 graus não é suficiente. A razão pela qual não estamos fazendo o bastante se deve à situação política em algumas partes do mundo", disse Peter Betts, o diretor para mudança climática internacional da Grã-Bretanha e negociador sênior da UE, a um grupo de mudança climática no Parlamento britânico.

Na última semana, cientistas e diplomatas se reuniram em Bangcoc para a reunião da Convenção da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC, na sigla em inglês), a última antes do encontro anual que será realizado entre novembro e dezembro em Doha, no Qatar.

Flexibilidade nas metas – No mês passado, os EUA foram criticados por dizer que apoiavam uma abordagem mais flexível para um novo acordo climático -que não necessariamente manteria o limite de 2 graus -, mas depois acrescentaram que a flexibilidade daria ao mundo uma chance maior de chegar a um novo acordo.

Diversos países, incluindo alguns dos mais vulneráveis à mudança climática, dizem que o limite de 2 graus não é suficiente e que um limite de 1,5 graus seria mais seguro. As emissões do principal gás de efeito estufa, o dióxido de carbono, subiram 3,1% em 2011, em um recorde de alta. A China foi a maior emissora do mundo, seguida pelos EUA.

As negociações para a criação de um novo acordo global para o clima, nos mesmos moldes de Kyoto, já iniciaram. Na última conferência climática foi aprovada uma série de medidas que estabelece metas para países desenvolvidos e em desenvolvimento.

O documento denominado "Plataforma de Durban para Ação Aumentada" aponta uma série de medidas que deverão ser implementadas, mas na prática, não há medidas efetivas urgentes para conter em todo o planeta o aumento dos níveis de poluição nos próximos oito anos.

Obrigação para todos no futuro – Ele prevê a criação de um acordo global climático que vai compreender todos os países integrantes da UNFCCC e irá substituir o Protocolo de Kyoto. Será desenhado pelos países "um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal" para combater as mudanças climáticas.

Isso quer dizer que metas de redução de gases serão definidas para todas as nações, incluindo Estados Unidos e China, que não aceitavam qualquer tipo de negociação se uma das partes não fosse incluída nas obrigações de redução.

O delineamento deste novo plano começará a ser feito a partir das próximas negociações da ONU, o que inclui a COP 18, que vai acontecer em 2012 no Catar. O documento afirma que um grupo de trabalho será criado e que deve concluir o novo plano em 2015.

As medidas de contenção da poluição só deverão ser implementadas pelos países a partir de 2020, prazo estabelecido na Plataforma de Durban, e deverão levar em conta as recomendações do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que será divulgado entre 2014 e 2015.

Em 2007, o organismo divulgou um documento que apontava para um aumento médio global das temperaturas entre 1,8 ºC e 4,0 ºC até 2100, com possibilidade de alta para 6,4 ºC se a população e a economia continuarem crescendo rapidamente e se for mantido o consumo intenso dos combustíveis fósseis.

Entretanto, a estimativa mais confiável fala em um aumento médio de 3ºC, assumindo que os níveis de dióxido de carbono se estabilizem em 45% acima da taxa atual. Aponta também, com mais de 90% de confiabilidade, que a maior parte do aumento de temperatura observado nos últimos 50 anos foi provocada por atividades humanas.

Fonte: Globo Natureza
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CETESB terá complexo de laboratórios para ensaios de emissões veiculares
Com os novos laboratórios, em construção em São Bernardo do Campo, serão possíveis ensaios em veículos diesel e motocicletas

A CETESB realiza, desde 1980, ensaios de emissões em veículos leves equipados com motores do ciclo Otto, movidos a gasolina, etanol ou gás natural. Com laboratório próprio, um dos primeiros a serem instalados no país, realizou ensaios para determinar os valores de emissões dos veículos que circulavam na época. Os dados levantados constituíram a base técnica para a elaboração do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE, implantado em 1986 por meio da Resolução 18, do Conselho Nacional do Meio Ambiente - CONAMA .
Este foi o primeiro grande passo empreendido pela CETESB no controle das emissões veiculares, que estavam já se apresentando como um grave problema ambiental com frequentes episódios de ultrapassagem de padrões de qualidade do ar registrados nas estações de monitoramento da CETESB. O laboratório opera, desde então, de forma ininterrupta realizando ensaios, tanto para homologação de veículos novos para atendimento ao PROCONVE, quanto na prestação de serviços e na pesquisa aplicada, gerando dados para o estabelecimento de novos limites para as novas fases do programa de controle de emissões e subsidiando estudos para a determinação da emissão de poluentes até então não regulamentados.

A CETESB, agora, prepara-se para dar um novo passo para ampliar a capacidade de realização de ensaios e para abranger também os veículos leves e pesados movidos a diesel e as motocicletas. Com esse objetivo, está implantando um complexo de laboratórios de emissão veicular em São Bernardo do Campo, que, além de atender as demandas de realização de ensaios para o PROCONVE, possibilitará também executar trabalhos de pesquisa, medição de poluentes não regulamentados e avaliação de programas de redução de poluentes.

Segundo Vanderlei Borsari, gerente da Divisão de Transporte Sustentável e Emissões Veiculares, da CETESB, estão sendo investidos cerca de R$ 42 milhões em um terreno de 15 mil m2. Um dos laboratórios, orçado em R$ 30 milhões, faz parte de um contrato firmado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos – CPTM com o Banco Mundial para a modernização do sistema de transporte ferroviário na Grande São Paulo.

"Este laboratório, que terá área construída de cerca de 1.000 m2, deverá contar com uma câmara para realizar ensaios de emissão evaporativa e três células equipadas com dinamômetros, uma para ensaios de veículos leves e comerciais, outra para motores a diesel e uma terceira para ensaios com motocicletas", explica Borsari.

O segundo laboratório, onde serão investidos R$ 12 milhões para a construção de cerca de 650 m2, contará com células para veículos leves do ciclo diesel e para motores diesel pesados. Os recursos estão sendo bancados por um grupo de fabricantes de veículos e motores vinculados à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – ANFAVEA, por força de acordo judicial resultante de ações civis públicas que questionaram a não implantação da Fase P-6 do PROCONVE, prevista na Resolução CONAMA 315/2002, que levou ao atraso na regulamentação e na oferta do diesel S50, com baixo teor de enxofre.

As obras estão sendo acompanhadas pelo Setor de Engenharia – AAEE. As obras civis referentes ao segundo laboratório já foram finalizadas restando iniciar a instalação dos equipamentos. Os equipamentos para o primeiro laboratório, que já haviam sido adquiridos pela CPTM, deverão passar por uma atualização tecnológica para operar de acordo com os atuais requisitos técnicos e legais estabelecidos pelo PROCONVE.

Com a conclusão das obras, a CETESB passará a contar com um dos mais modernos e completos laboratórios de ensaio de emissões veiculares da América Latina, podendo inclusive atender à demanda de terceiros como as próprias montadoras, importadores e outros países.

Fonte: CETESB
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Novo estudo sobre clima muda opinião de cientistas céticos
A temperatura da superfície da Terra se aqueceu 1,5 º Celsius ao longo dos últimos 250 anos e "os seres humanos são quase inteiramente a causa", conclui um estudo científico feito para responder às preocupações dos céticos sobre as causas da mudança climática serem mesmo induzidas pelo homem.
O professor Richard Muller, físico e cético sobre a mudança climática, fundador do Projeto Berkeley de Temperatura da Superfície Terrestre, disse que ficou surpreso com as descobertas. "Nós não esperávamos esse resultado, mas como cientistas é nosso dever deixar a evidência mudar nossas mentes". Ele acrescentou que agora se considera um "cético convertido" e suas opiniões foram submetidas a uma "reviravolta total" em um curto espaço de tempo.

"Nossos resultados mostram que a temperatura média da superfície terrestre aumentou 1,5o Celsius ao longo dos últimos 250 anos, incluindo um aumento de 0,9o Celsius ao longo dos últimos 50 anos. Além disso, parece provável que, essencialmente, todo esse aumento resulta da emissão humana de gases do efeito estufa", escreveu Muller em um artigo publicado no New York Times.

A equipe de cientistas com base na Universidade da Califórnia em Berkeley reuniu e consolidou um conjunto de 14,4 milhões de observações de temperatura da superfície, coletadas em 44.455 locais em todo o mundo, datadas desde o ano de 1753. Conjuntos de dados anteriores criados pela Nasa e a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), nos EUA, e pelo Met Office e o Departamento de Pesquisa Climática da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, só chegavam até meados do século 19 e usavam apenas um quinto do número de registros de estações meteorológicas.

O financiamento para o projeto incluiu 150 mil dólares da Fundação Charles G. Koch, criada pelo magnata americano bilionário do carvão, que também é um dos principais financiadores do Instituto Heartland, um centro de estudos que reúne céticos. A pesquisa também recebeu 100 mil dólares do Fundo para Pesquisa Inovadora do Clima, criado por Bill Gates.

Ao contrário de esforços anteriores, os dados de temperatura de várias fontes não foram homogeneizados a mão -- uma crítica-chave feita por céticos do clima. Em vez disso, a análise estatística foi "completamente automatizada para reduzir qualquer viés humano". A equipe concluiu que, apesar de sua análise mais profunda, as suas próprias conclusões foram muito próximas das reconstruções de temperatura anteriores, "mas com menor incerteza".

Em outubro passado, a equipe publicou os resultados que mostraram que a temperatura média da superfície do globo aumentou cerca de 1o Celsius desde meados dos anos 1950. Mas, até então, não havia procurado as causas que explicassem esse aquecimento. A mais recente análise de dados retroagiu muito mais longe no tempo. Seu ponto crucial foi também procurar as causas mais prováveis do aumento, contrastando a curva de subida da temperatura contra as forças mais suspeitas a tê-la causado. A análise envolveu variáveis como o impacto da atividade solar -- uma teoria popular entre os céticos do clima --, mas descobriu que, ao longo dos últimos 250 anos, a contribuição do sol foi "coerente com um aumento zero". As erupções vulcânicas foram consideradas causa para quedas breves dentro da tendência de aumento da temperatura no período 1750-1850, mas esse efeito teve "uma analogia tênue" no século 20.

"Para minha surpresa, de longe a melhor correspondência foi o histórico do dióxido de carbono atmosférico, medido a partir de amostras atmosféricas e de ar preso no gelo polar", disse Muller. "Embora isso não prove que o aquecimento global é causado por gases de efeito estufa produzidos por humanos, esta é, atualmente, a melhor explicação que encontrei e define o padrão a ser batido por explicações alternativas."

Muller disse que as descobertas de sua equipe foram mais longe e são mais fortes do que o último relatório publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Em um movimento pouco convencional que procurou, através da "total transparência", apaziguar os céticos do clima, os resultados foram publicamente divulgados antes da chamada revisão por pares (cientistas) a ser feita pelo Journal of Geophysical Research. Todos os dados e análises estão agora disponíveis no site do projeto para ser livremente escrutinados. Isso segue o padrão dos resultados anteriores do grupo, nenhum dos quais ainda foi publicado em periódicos científicos.

Quando o projeto foi anunciado no ano passado, Anthony Watts, blogueiro de destaque entre céticos do clima, foi consultado sobre a metodologia. Ele afirmou na época: "Eu estou preparado para aceitar qualquer resultado que eles produzirem, mesmo que isso prove errada a minha premissa". No entanto, desde então, surgiram tensões entre Watts e Muller.

Os primeiros indícios sugerem ser improvável que os céticos do clima aceitem plenamente os últimos resultados do time de Muller. A professora Judith Curry, climatologista do Instituto de Tecnologia da Geórgia, que mantém um blog popular entre os céticos do clima e que é consultora da equipe que fez a pesquisa, disse ao Guardian que o método usado para atribuir o aquecimento às emissões humanas foi "sobremaneira simplista e nada convincente, na minha opinião". Ela acrescentou: "Eu não acho que essa pergunta pode ser respondida pelo simples ajuste de curva utilizado neste trabalho, e não acho que este trabalho acrescenta qualquer coisa sobre a nossa compreensão das causas do aquecimento recente".

O professor Michael Mann, paleoclimatologista da Penn State, é alvo da hostilidade dos céticos do clima por ter produzido o famoso gráfico em formato de taco de hóquei ("hockey stick"), que mostra o rápido aumento das temperaturas no século 20. Ele se disse satisfeito com os resultados, pois "demonstraram mais uma vez o que os cientistas já sabiam com algum grau de certeza por quase duas décadas". E acrescentou: "Eu aplaudo Muller e seus colegas por atuar como quaisquer bons cientistas fariam, seguindo as suas análises até onde elas os levaram, sem levar em conta as possíveis repercussões políticas. Pelas suas conclusões, eles certamente serão atacados pelo grupo de negadores profissionais das mudanças do clima".

Muller disse que a análise de sua equipe sugere que haverá um aquecimento de 1,5 graus na superfície terrestre nos próximos 50 anos. Entretanto, se a China continuar seu rápido crescimento econômico e amplo uso de carvão, então, o mesmo aquecimento pode ocorrer em menos de 20 anos.

"A ciência é o estreito reino do conhecimento que, em princípio, é universalmente aceito", escreveu Muller. "Eu embarquei nesta análise para responder a perguntas que, a meu ver, não tinham sido satisfeitas. Eu espero que a análise de Berkeley da Terra ajude a decidir o debate científico sobre o aquecimento global e suas causas humanas. Depois vem a parte difícil: achar concordância em todo o espectro político e diplomático sobre o que pode e deve ser feito".

Fonte: www.oeco.com.br
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Apoiadores da Semana do Meio Ambiente são homenageados
A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria do Meio Ambiente, promoveu na noite desta terça-feira, dia 10 de julho, no restaurante Tulipa, nos Pavilhões da Festa da Uva, uma confraternização como forma de agradecimento aos mais de 82 apoiadores da Semana do Meio Ambiente.

Na ocasião, o prefeito José Ivo Sartori e o secretário do Meio Ambiente e da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Nestor Pistorello, entregaram a esses apoiadores o troféu no formato de uma mandala, cuja constituição é uma mistura de vários materiais granulados em que a liga consiste em uma resina ecológica, além do certificado de participação, DVD com fotos e o relatório como forma de agradecimento.

Com o tema "Responsabilidade do Consumidor na Logística Reversa", a Semana do Meio Ambiente de 2012 teve como objetivo despertar na população o interesse sobre o reaproveitamento e a reciclagem de produtos e materiais, a reutilização destes na cadeia de valor, evitando uma nova busca por recursos na natureza e permitindo um descarte ambientalmente correto. Nos nove dias, a população participou de diversos eventos. Ao todo, foram mais de 70 mil pessoas envolvidas.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente e da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Nestor Pistorello, o evento deste ano foi um sucesso. "Foi uma semana que objetivou fazer reflexões na comunidade. A Semana do Meio Ambiente cresce a cada ano, e o sucesso deve ser compartilhado com todas as empresas e instituições que acreditam nessa ideia."

Em seu pronunciamento, o prefeito José Ivo Sartori também agradeceu às empresas e organizações pelo envolvimento com a Semana do Meio Ambiente. "O resultado dos mais de 80 eventos promovidos nesses nove dias é a promoção da conscientização ambiental com a participação efetiva dos estudantes e da comunidade", ressaltou.

CONFIRA OS HOMENAGEADOS:

NELSON FRANCO DE MELO REPRESENTANDO - 26º DISTRITO ESCOTEIROS
NATIL - REPRESENTANDO A ACOMAC
ROBERTO MARCON - REPRESENTANDO A ALL GAS
SAMUEL SIRENA - REPRESENTANDO A AMBE
AGUINES FERNANDO PACHECO - REPRESENTANDO OS BANDEIRANTES
CÉSAR REIS - REPRESENTANDO A CABANHA UNICA
MARISTELA CHIAPPIN - REPRESENTANDO A CAMINHO DO SABER
ROSANE ROSANELLI - REPRESENTANDO O CDL
JUSSARA CÂNDIDO NUNES - REPRESENTANDO A CLINICA WU XING
WILHAN SAMUEL WOLFF - REPRESENTANDO A DEDEKA
FERNANDO SCHIAVO DA ROSA - REPRESENTANDO A DETELLA
LEONARDO MARCON - REPRESENTANDO O ENTREVERO
FERNANDO MICHELIN - REPRESENTANDO O EXPRESSO SÃO MARCOS
VÂNIA DAMIN REPRESENTANDO A FTSG E AMÉRICA LATINA
MARIA APARECIDA - REPRESENTANDO A FACULDADE ANHANGUERA
ELISA BRANDALISE - REPRESENTANDO A FARMÁCIA DO IPAM
CÉSAR PASCOAL - REPRESENTANDO A FEIRA ECOLÓGICA
GRAZIELA LORENZZET - REPRESENTANDO A FOTO ANTONIO LORENZZET
RENATA CORNELI - REPRESENTANDO A FTEC
FÁBIO CECHINATO - REPRESENTANDO O GIRATUR
RENATA SACARRO - REPRESENTANDO O HOSPITAL VETERINÁRIO
ANA BRITTO - REPRESENTANDO O IBIS HOTEL
LAIS SIMONE ZANDOMÊNEGHI - REPRESENTANDO O LIONS CLUBE CENTRO
DELMAR ANTONIO MALACARNE - REPRESENTANDO O MAKE SONORIZAÇÃO
CARINA COUTINHO - REPRESENTANDO O MUTIRÃO
MÔNICA SARTOR - REPRESENTANDO A NATUREZA VIVA
VÂNIA TUSSET - REPRESENTANDO A RÁDIO VIVA FM
MARIA DACANAL - REPRESENTANDO A TECARES
MARCOS TELLI - REPRESENTANDO A TERRASOL
LUCIENE RICARDO - REPRESENTANDO A TRANSCAXIAS
PATRÍCIA ALBERTI - REPRESENTANDO A UCS
JUAREZ PAIM DA SILVA – REPRESENTANDO O BANCO DO VESTUÁRIO

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Caxias do Sul
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Aterro sanitário de Farroupilha estaria contaminando arroio que desemboca no Rio Caí
Agricultores foram obrigados a deixar de usar a água do riacho para irrigar a plantação.

O Arroio do Ouro que desemboca no Rio Caí, junto à ponte da RS-452, em Vale Real, pode estar contaminado por chorume. O líquido escuro e poluente resultante da decomposição de material orgânico estaria infiltrado no curso de um dos afluentes do arroio, que nasce nas terras do atual aterro sanitário de Farroupilha.

O riacho que corta a comunidade de São José, no 1º Distrito do município, deixou de ser utilizado há mais de cinco anos para consumo e irrigação de plantações.

— A nascente do riacho é próxima do lixão e, em dias de chuva ou à noite, o aterro larga um líquido preto que levanta uma espuma escura. Às vezes, fica dois dias seguidos escorrendo. A última vez foi há cerca de um mês. Até precisaríamos dessa água para tratar as parreiras e a plantação, por causa da seca, mas não temos coragem de usar porque sabemos do risco — conta uma moradora, pedindo anonimato.

A Associação Farroupilhense de Proteção ao Ambiente Natural (Afapan) recolheu amostras da água, em março deste ano, e encaminhou-as para análise. O laudo apontou alta contaminação por coliformes termotolerantes: cerca de 930 coliformes por 100 mililitros de água. O limite aceitável para o consumo humano é 200 coliformes, segundo o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

De acordo com o prefeito de Farroupilha, Ademir Baretta (PMDB), o aterro sanitário não apresentaria qualquer problema.

— Temos consciência de que alguns arroios próximos da comunidade de São José possam estar contaminados, mas não por chorume, e sim pelo vazamento de esgoto devido à proximidade com a zona urbana. A Corsan deverá executar em breve obras de melhoria da rede naquela região com verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que já estão liberadas. O nosso aterro sanitário é terceirizado, e a empresa Farroupilha Ambiental detém todas as licenças para operar — destaca Baretta.

Fonte: Jornal Pioneiro
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Governo lança linha de crédito para a troca de caminhões poluentes
Renovação da frota diesel reduzirá as emissões de poluentes e gases de efeito estufa na atmosfera

Aproximadamente 30% da frota de 610 mil caminhões que rodam no território paulista, com mais de 30 anos de uso - estimativas feitas pelo Detran - poderão ser substituídos por veículos mais novos e menos poluentes, através do Programa de Incentivo à Renovação de Frota de Caminhões do Estado de São Paulo, lançado ontem (30/5) pelo governador Geraldo Alckmin, no porto de Santos.

Através de linhas de financiamento operadas pela Nossa Caixa Desenvolvimento, foram disponibilizados recursos da ordem de R$ 45 milhões para esta substituição da frota de veículos à diesel. Os caminhões a serem financiados no âmbito do programa deverão ser novos e de fabricação nacional, e a liberação do dinheiro, fica subordinada à comprovação da entrega do caminhão velho à empresas recicladoras de veículos que possuam licença ambiental outorgada pela CETESB, além da baixa definitiva junto ao Detran.

De acordo com o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa publicado pela CETESB este ano (levantamento feito entre 1990 a 2008), ficou constatado que o setor responsável pela maior quantidade de emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera é o de transporte, responsável por 55,50% do total de emissões em 2008 e, dentro deste setor, o modal rodoviário responde por 45,54% do total de emissões no Estado.

Sabe-se, também, que o transporte rodoviário no Estado é feito principalmente por caminhões, sendo que das emissões totais do setor, o volume emitido é de 37,70% do total de emissões do modal rodoviário, constituindo-se no maior emissor de gases de efeito estufa do transporte rodoviário.

Segundo avaliações feitas pelos técnicos da CETESB, os caminhões com mais de 30 anos não obedecem as regras de redução de emissões de poluentes. Além disto, são veículos que consomem mais combustíveis, exigem manutenção constante e tem maior potencial de envolvimento em acidentes, muitos transportando produtos químicos perigosos ou inflamáveis.

Com base nesses dados e, levando-se em consideração o compromisso do Governo do Estado assumido em 2009 quando instituiu a Política Estadual de Mudanças Climáticas – PEMC, definindo a meta de redução em 20% no volume global de emissões de dióxido de carbono para o ano de 2020 (emissões de 2005), o programa de renovação da frota destina-se a facilitar a aquisição de caminhões novos já enquadrados nas normas da EURO 5 (padrão europeu de emissões), por parte de caminhoneiros autônomos ou pessoas jurídicas enquadradas como microempresário, limitando o financiamento a um caminhão por beneficiário.

Projeto Piloto no porto de Santos

O projeto piloto de renovação da frota foi lançado no porto de Santos, através de um acordo firmado entre a Agência de Fomento Paulista e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (Sindicam). A meta estabelecida pelo governo é retirar de circulação 1.000 caminhões velhos que rodam no cais santista, conhecidos como "vira". Existem, atualmente, em torno de 6 mil caminhões na referida zona portuária, dos quais 4 mil são de caminhoneiros autônomos, sendo que destes, em torno de mil caminhões possuem idade superior a 30 anos.

Segundo estimativas feitas pela CETESB, a expectativa é que com esta renovação da frota, passarão a circular no porto 33% de caminhões mais econômicos e 90% menos poluentes, alcançando uma redução de 8.025 toneladas/ano de gases de efeito estufa e 685 toneladas/ano de emissão de poluentes.

Texto Renato Alonso
Fonte: CETESB
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Visita técnica dos alunos da UCS na All Gas
Na última quarta-feira, dia 23 de Maio a All Gas recebeu alunos do curso de engenharia ambiental e engenharia química da UCS para uma visita técnica. Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer os equipamentos utilizados nas amostragens de emissões atmosféricas, e também aprender mais sobre os estudos de dispersão.
A visita foi supervisionada pelo Professor Marcelo Godinho.
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Emissão mundial de gás carbônico bate recorde histórico
Emissões cresceram 3,2% entre 2010 e 2011. China é campeã de poluição

As emissões de gás carbônico (CO2) atingiram em 2011 um novo recorde mundial. É o que mostra relatório divulgado nesta quinta-feira pela Agência Internacional de Energia (AIE), com sede em Paris. De acordo com o levantamento, houve alta de 3,2% em relação ao ano anterior. A emissão de CO2 na atmosfera chegou a 31,6 giga toneladas em 2011 - 1 giga tonelada a mais do que em 2010. Cada giga tonelada equivale a 1 bilhão de toneladas.

Desse total, 45% das emissões correspondem à queima de carvão, seguido da queima de óleo (35%) e de gás natural (20%). O último recorde havia sido registrado em 2010, quando a emissão atingiu 30,6 giga toneladas. Até então, o recorde datava de 2008, quando os níveis de CO2 lançados na atmosfera alcançaram 29,3 giga toneladas.

Os campeões — A China foi o principal emissor global, com um aumento de 9,3% em suas emissões. Os chefes da AIE, contudo, estão otimistas em relação aos efeitos das ações chinesas para reduzir a poluição. "O que a China tem feito ao longo de um período tão curto de tempo para melhorar a eficiência energética e implantar energia limpa já está pagando dividendos importantes para o meio ambiente global", disse Fatih Birol, economista-chefe da AIE. Entre 2005 e 2011 o país conseguiu reduzir as emissões de CO2 em 15%.

Depois da China, Estados Unidos e União Europeia aparecem como os principais emissores. A Índia ocupa o quarto lugar, com um aumento de 8,7% em suas emissões. As emissões do Japão subiram 2,4%, já que o país passou a usar mais combustíveis fósseis após os estragos na usina nuclear de Fukushima, no ano passado.

Queda — Ainda que os Estados Unidos estejam na lista dos maiores emissores de CO2, ocupando a segunda posição, o país apresentou uma queda de 1,7% em relação ao ano anterior. Essa redução foi causada principalmente pela substituição de usinas a carvão para gás natural e refletem também o inverno mais brando do ano passado, que reduziu a demanda por aquecimento.

Rio +20 — O relatório foi divulgado a menos de um mês do início da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio +20, que vai reunir autoridades do mundo todo no Rio de Janeiro para discutir, entre outras questões, o problema do aquecimento global.

Fonte: Revista Veja
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Metano preso há milênios está escapando com derretimento do Ártico, diz pesquisa
Cientistas do Alasca dizem ter encontrado milhares de pontos onde o gás, que estava retido pelo gelo, está vazando, com potencial impacto às mudanças climáticas.

Gás metano que estava preso há milênios no interior do Ártico está sendo expelido para a atmosfera por causa do derretimento do gelo polar, segundo cientistas americanos.

Em estudo publicado na revista especializada Nature Geoscience, pesquisadores da Universidade do Alasca em Fairbanks (UAF) disseram ter identificado milhares de áreas árticas onde o metano, que estava preso sob o gelo, está conseguindo escapar à medida que este derrete.

Isso pode ter um impacto significativo nas mudanças climáticas globais, dizem.

O metano é segundo gás mais causador do efeito estufa, após o CO2, e seus níveis estão aumentando depois de alguns anos de estabilidade.

Moléculas

As origens do gás são difíceis de serem medidas, já que suas fontes são variadas - por exemplo, decomposição do lixo e criação de gado.

Mas os pesquisadores do projeto no Ártico, liderados por Katey Walter Anthony, identificaram que o gás na região estava retido há muito tempo pela quantidade de diferentes isótopos de carbono nas moléculas de metano.

A partir de pesquisas aéreas e de campo, a equipe identificou 150 mil pontos de metano no Alasca e na Groenlândia, em lagos margeados por gelo.

Amostras locais mostram que alguns desses pontos estão liberando metano antigo, possivelmente proveniente de depósitos naturais de gás ou de carvão sob os lagos. Outras áreas estão expelindo gás mais recente, possivelmente formado a partir da decomposição de vegetais nos lagos.

Segundo o estudo, esse fenômeno pode acontecer em outras regiões, onde bacias sedimentares estão cobertas por um subsolo congelado (chamado de permafrost), por geleiras ou coberturas de gelo ricas em gás natural. Uma das áreas onde isso pode ocorrer é o oeste da Sibéria.

Se o derretimento ocorrer substancialmente até 2100, "o resultado será um grande aumento no ciclo de metano, com potenciais implicações para o aquecimento global".

Aquecimento mais rápido

A quantificação da liberação de metano no Ártico é uma área de pesquisa florescente, já que diversos países estão enviando missões para monitorar as terras e os mares da região.

"O Ártico é a região do planeta que mais rapidamente se aquece e tem muitas fontes de metano que podem elevar (sua emissão) à medida que a temperatura subir", afirmou Euan Nisbet, professor e pesquisador do metano no Ártico para a Universidade de Londres.

"E essa é mais uma preocupação séria: o aquecimento provoca ainda mais aquecimento."

A seriedade e a urgência da ameaça da situação identificada no Ártico são motivos de controvérsia - alguns cientistas dizem acreditar que os impactos disso não serão percebidos por muitas décadas, enquanto outros alertam para a possibilidade de uma aceleração rápida do processo de aquecimento global. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Fonte: Estadão
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Governo faz parceria com a ONU
Meio Ambiente e Cidades assinam acordo para desenvolver projetos nas áreas de saneamento ambiental, habitação de interesse social e mobilidade urbana, dentro de uma agenda internacional de desenvolvimento urbano sustentável.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, assinou nesta quinta-feira (17/05) Acordo de Cooperação Técnica com representantes do Ministério das Cidades e do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat). Com isso, o governo federal atuará na construção de uma agenda internacional de desenvolvimento urbano sustentável.

O acordo terá um ano de duração e prevê realização de estudos, publicações e encontros para discutir e elaborar recomendações na áreas de saneamento ambiental, de produção de habitação de interesse social em larga escala e de mobilidade urbana. Os primeiros produtos devem ser apresentados na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), marcada para o período entre 13 e 22 de junho, no Rio de Janeiro.

ECONÔMICO E SOCIAL

A proposta do ONU-Habitat tem o objetivo de incentivar a promoção de cidades sustentáveis do ponto de vista social, econômico e ambiental. Para a ministra Izabella Teixeira, o acordo de cooperação deverá gerar resultados inovadores. "A habitação tem de ser discutida de outras formas", afirmou. "O Brasil reúne as principais condições para que propostas inovadoras e ousadas possam surgir".

O secretário-executivo do Ministério Meio Ambiente, Francisco Gaetani, e o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano, Pedro Wilson, participaram da solenidade, além de representantes do Ministério das Cidades e do ONU-Habitat. "Será um desafio. O crescimento das cidades no Brasil é muito rápido. É natural essa parceria", afirmou o diretor do ONU-Habitat, Alain Grimard.

Fonte: Lucas Tolentino Ministério do Meio Ambiente.
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VI Clic Ambiental já tem vencedores
A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA), informou que já foram definidos os vencedores do VI Clic Ambiental. Este ano, o concurso fotográfico tem como tema "Na beleza de Caxias...as revelações da natureza".

O objetivo do Clic Ambiental é conscientizar ecologicamente a comunidade caxiense, despertar o interesse pela fotografia, promover a educação ambiental por meio da arte de fotografar, descobrir novos retratos e paisagens da cidade e mostrar como a fotografia pode contribuir para a preservação ambiental.

O concurso fotográfico premiará, no próximo dia 28 de maio, no Shopping San Pelegrino, na solenidade de abertura da Semana do Meio Ambiente, três imagens em cada categoria: Natural, representando as belezas naturais dentro do município; Artificial, representando as imagens do contexto rural ou urbano do município; e Roubada, destinada às imagens de momento único captadas no local e na hora certa.

A seleção e o julgamento foram feitos por uma comissão composta por profissionais da fotografia e da ecologia.

FOTOS SELECIONADAS

A Bela - Gisela Fedrizzi
A Vida em Detalhes - Letícia Osório da Rosa
Abóboras Unidas - Gisela Fedrizzi
Amanhecer Congelado - Gisela Fedrizzi
Beija-flor de Topete - Filipe Augusto Pasa Bernardi
Beleza que Assusta - Nathália Luiza Rech
Brincadeira Canina - Andréia Copini
Caminho para Primavera - Gisela Fedrizzi
Desenvolvendo - Denise Maria Schwingel
Espiada - Paquito Javier Masiá
Guardião do Palanquinhos - Luis Fernando Barp
Mar de Névoa - Arian Jaci Giacomet
Marcas - Paquito Javier Masiá
Nosso Primeiro Banho- Vittória Paim Fachinelli
Outono - Paquito Javier Masiá
Partilha - Elio Yoshinobu Abe
Revelações de Outono - Elson Sausen
Vida - Gisele Iora

MENÇÃO HONROSA
1551 - Paquito Javier Masiá
A Ópera - René Paulo Rossi
Água de Vitórias - Kauê Gondim Zuliane
Bocejo - Andréia Copini
Cercas - Paquito Javier Masiá
Despindo - Paquito Javier Masiá
Flagra - Luciane Vergani
Fora Aberto, Dentro Fechado - Luciano Pacheco
Jardim ao Luar - Luis Fernando Barp
Moinho em Manhã de Outono - Bruno Pezzi Leonardelli
Momento Íntimo - Tiago Fabrício Maffei
Momento Materno - Micael Montemezzo
Posando para Foto - René Paulo Rossi
Quase Meio - Paquito Javier Masiá
Sem Título II - Arian Jaci Giacomet
Símbolos de Criúva - Fábio Aurélio Grison
Suco Digestivo Saliva - Mauro José Bettiol
Túnel de Luz - José Alberto Selbach Junior

Vencedores

PAISAGEM NATURAL

1° Lugar:

Retorcida pelo Vento - Luis Fernando Barp

2° Lugar:

Cabelos ao Vento - Paquito Javier Masiá

3° Lugar:

Esculturas - Paquito Javier Masiá





PAISAGEM ARTIFICIAL

1° Lugar:

Você é Quem Escolhe... - Luis Fernando Barp

2° Lugar:

Mosaico - Paquito Javier Masiá

3° Lugar:

Doce Balanço - Fábio Aurelio Grison



IMAGEM ROUBADA

1° Lugar:

Surfando - Luciano Pacheco

2° Lugar:

Curioso - Luciane Vergani

3° Lugar e Prêmio Destaque:

A Beleza do Céu de Caxias - Tanize da Silva Pinto


Fonte: Assessoria de Imprensa - SEMMA
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Seminário Gestão Ambiental Ftec - Caxias
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Alunos do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental organizam um Seminário
1° Seminário Gestão Ambiental

Promovido pelos alunos do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental da Ftec - Faculdades – Unidade de Caxias do Sul.

Data de Realização: De 04 a 06 de junho, em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho.

Horário: Das 19h30 às 22h30.

Local: Auditório da Faculdade Ftec - Rua Gustavo Ramos Sehbe, 107 Cinquentenário, Caxias do Sul – RS

Esse será o 1° Seminário organizado pelo curso e tem o objetivo de refletir e compreender a atual realidade ambiental.
As ações visam promover um amplo espaço de discussões sobre Gestão Ambiental e a troca de experiências entre profissionais da área, do mundo acadêmico e da comunidade em geral.

Assuntos que serão abordados:
Cooperativas de Reciclagem: Minimização dos Impactos Ambientais & Geração de Trabalho e Renda;
Ética e Meio Ambiente;
Visão de meio ambiente na educação;
Uso de bicicleta como meio de transporte ;
Atuação do gestor ambiental nas empresas;
Atuação da Fepam - Regional Caxias do Sul;
Atuação da Patrulha de Meio Ambiente Caxias do Sul;
Destinação Resíduos inflamáveis;
Ecotoxicidade.


A All Gas e a empresa SelecionaRH Recrutamento e Seleção serão parceiras neste evento.
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Projeto Aprender no Parque foi realizado no Mato Sartori
Mato Sartori celebra 2 anos com a visita de 150 estudantes
A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Secretaria Municipal do Meio Ambiente – SEMMA, realizou nesta quinta, dia 08 de maio, o II Aprender no Parque, em comemoração ao aniversário de 2 anos do Mato Sartori. A programação contou com as parcerias do SAMAE, Guarda Municipal, CODECA, SMEL, Biblioteca Municipal, Detella, All Gas Brasil e UNIMED.

As atividades ocorreram das 14h às 16h30, com o objetivo de integrar escolas e entidades. Participaram estudantes das escolas municipais São Vicente e Luiz Antunes. Um circuito pelas trilhas do Parque foi realizado com aproximadamente 150 alunos, de 4ª e 5ª série, ou 3º, 4º e 5º ano, divididos em seis grupos, acompanhados por monitores e professores, percorrendo as diversas "estações", com finalidades educacionais.

"Foi uma tarde muito divertida", concluiu a estudante do 3º ano da escola municipal São Vicente, Lívia Guimarães Andrade, de oito anos, encantada com as trilhas percorridas pelo Parque. Entre as atrações que mais chamou sua atenção, esteve a parada na estação da CODECA, onde aprendeu a importância da separação do lixo.

Yago Santos Foscarini Vieira, 9 anos, aluno da 4ª série da escola municipal Luiz Antunes também ficou impressionado com o quanto a natureza se beneficia com a correta destinação dos resíduos. Segundo ele, a tarde no Mato Sartori foi marcada por surpresas. "Nunca tinha estado num lugar com tantas árvores", afirmou, lembrando as várias espécies abrigadas no Parque.

O Parque Municipal Mato Sartori foi inaugurado em 08 de maio de 2010, tornando-se um centro de educação ambiental em meio à vegetação nativa, com 67 mil metros quadrados. A área foi transformada em um parque com trilhas ecológicas, mirante, estrutura para educação ambiental, vegetação identificada, monitoramento por câmeras de vídeo e vigilância da Guarda Municipal. O passeio pelo Parque é feito de forma monitorada, com o auxilio de guias, para grupos de 15 a 40 pessoas.

Fonte/ Créditos Fotografia: Assessoria de Imprensa – SEMMA
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CETESB amplia sua rede de monitoramento automático da qualidade do ar na RMSP
Rede estadual passa a contar com 23 estações na Grande São Paulo e 24 no interior e litoral
A CETESB está ampliando, a partir de hoje, 13/04, sua rede de monitoramento automático da qualidade do ar. Essa ampliação foi viabilizada através dos convênios estabelecidos entre a agência ambiental paulista e a DERSA – Desenvolvimento Rodoviário S/A, no âmbito do licenciamento ambiental do Rodoanel, e entre a Companhia e a EMAE – Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A., por conta do licenciamento da modernização da Usina Termoelétrica Piratininga. São três estações automáticas de monitoramento na Região Metropolitana de São Paulo, sendo duas - uma localizada em Carapicuíba (região oeste) e outra em Guarulhos (região leste) – pelo acordo com a DERSA, e a terceira - em Interlagos (zona sul da capital) - , como parte do convênio com a EMAE.

A estação Carapicuíba, instalada no Reservatório da SABESP na Avenida Inocêncio Seráfico, esquina com a Rua São Miguel, vai monitorar as concentrações atmosféricas de monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, partículas inaláveis e ozônio, além de parâmetros meteorológicos, como direção e velocidade dos ventos, umidade relativa do ar e temperatura, possibilitando a verificação da qualidade do ar em local relativamente próximo ao Trecho Oeste do Rodoanel.

A estação Guarulhos-Paço Municipal, como o próprio nome indica, localizada na região central, junto à sede da Prefeitura de Guarulhos, irá monitorar as partículas inaláveis, o ozônio e os óxidos de nitrogênio, além de parâmetros meteorológicos, tendo em vista possíveis alterações na qualidade do ar que possam ocorrer com a implantação do futuro Trecho Norte do Rodoanel.

E a estação Interlagos, instalada nas dependências do Hospital Geral de Pedreira, com acesso pela Rua Domingas Galleteri Blotta, 171, vai monitorar as concentrações de ozônio, partículas inaláveis, óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre, além dos parâmetros meteorológicos direção e velocidade dos ventos, umidade relativa do ar e temperatura, verificando a qualidade do ar em local relativamente próximo à Usina Termoelétrica Piratininga.

Cabe ressaltar que a implantação dessas estações também foi possibilitada por meio de Acordo de Cooperação Técnica firmado com os parceiros que cederam o espaço necessário para que a CETESB instalasse as estações. A Estação Interlagos, em parceria com o Hospital Geral de Pedreira, a Estação Carapicuíba, com o apoio da SABESP e a Estação Guarulhos-Paço Municipal, através de Acordo de Cooperação Técnica com a Prefeitura Municipal de Guarulhos.

Com estas três novas estações, a Rede Automática de Avaliação da Qualidade do Ar da CETESB passa a contar com 23 estações na Região Metropolitana de São Paulo e 24, no interior e litoral do Estado. Os dados de qualidade do ar gerados são disponibilizados para a população em tempo real, no endereço eletrônico da CETESB (www.cetesb.sp.gov.br). Esses dados possibilitam, também, o acompanhamento das tendências e mudanças na qualidade do ar, devidas a alterações nas emissões dos poluentes e, assim, contribuir para a avaliação e auxiliar no planejamento de ações de controle da poluição atmosférica.

Texto:
Mário Senaga

Fonte: CETESB
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Fertilizantes podem fortalecer mudança climática, diz estudo
Uso do produto leva à emissão de óxido nitroso, que causa efeito estufa.
Nitrogênio de combustíveis fósseis também pode afetar o clima.
Uma pesquisa norte-americana publicada nesta segunda-feira (30) aponta que as emissões de nitrogênio também podem provocar a mudança climática. Geralmente, as emissões de carbono são tidas como as principais responsáveis pelo fenômeno.
O nitrogênio é um elemento importante na composição dos fertilizantes. Fixado no solo, ele altera o ecossistema e, em longo prazo, isso aumenta as emissões de óxido nitroso (N20) na atmosfera. Esse gás é um dos responsáveis pelo efeito estufa, e seu excesso pode provocar aquecimento exagerado.
Por outro lado, os combustíveis fósseis contêm outras substâncias com o nitrogênio na fórmula. Na queima dos combustíveis, esses gases são emitidos e provocam alterações químicas na atmosfera que tendem a resfriar o planeta.
De toda forma, isso não serve para anular os efeitos do aquecimento global, e a maior preocupação dos pesquisadores é mesmo com o aumento da temperatura.
"Para evitar o aquecimento causado pelo nitrogênio reativo dos EUA, reduções nas emissões agrícolas de N20 são necessárias. Um progresso substancial em direção a este objetivo é possível com a tecnologia atual. Sem tais ações, reduções ainda maiores nas emissões de CO2 serão necessárias para evitar uma mudança climática perigosa", escreveram os autores.
A pesquisa foi conduzida por Robert Pinder, da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, e publicada pela "PNAS", revista da Academia Americana de Ciências.

Fonte: Globo Natureza
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Governo não aceita novo substitutivo do Código Florestal
Brasília - O texto apresentado pelo relator do Código Florestal na Câmara dos Deputados, Paulo Piau (PMDB-MG), quinta-feira (20), não agradou ao Poder Executivo, que trabalhará para alterá-lo. A hipótese de um veto presidencial às mudanças feitas por Piau ou de veto integral ao projeto também são estudadas pelo Palácio Planalto.

Esta foi a posição transmitida ao MST em audiência com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, por ocasião da jornada de lutas de abril do movimento. A jornada marca os 16 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás e pede o fim da impunidade à violência no campo e prioridade à reforma agrária.

Ao anunciar seu relatório, o deputado Piau afirmou saber que não conta com apoio do governo. Mas, ele aposta na vitória em plenário, mesmo que isso implique em um confronto com o Palácio do Planalto. Dentro da própria bancada ruralista, entretanto, já existe descontentamento com o excessivo tensionamento provocado por Piau. Entre eles está o deputado Reinhold Stefanes (PMDB-PR).

Mudanças
O novo texto apresentado por Piau exclui parágrafos inteiros do projeto aprovado pelo Senado, tendo como principal objetivo aliviar desmatadores da obrigatoriedade de recompor áreas que devastaram.

Piau retira as regras para recomposição de vegetação nas beiras de rio. O projeto vindo do Senado estabelece que, para cursos d'água com até 10 metros de largura, os produtores deveriam recompor 15 metros de mata ciliar. Para os rios com leitos superiores a 10 metros, a faixa a ser recomposta deveria ter entre 30 e 100 metros.

O texto deixa para os estados, por meio do Programa de Regularização Ambiental (PRA), a definição sobre as faixas de recuperação obrigatória em Áreas de Preservação Permanentes (APPs).

Também foram excluídos artigos do projeto do Senado que regulamentavam as áreas de criação de camarões, os chamados apicuns.

A adesão obrigatória dos produtores ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) em até cinco anos para o acesso ao crédito agrícola também foi retirada.

Pelo novo projeto, nos estados da Amazônia Legal, com mais de 65% de área ocupada por unidades de conservação e terras indígenas, as propriedades poderão reduzir sua reserva legal de 80% para até 50%.

Fonte:Carta Maior/EcoAgência
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Brasil vai sediar o Dia Mundial do Meio Ambiente deste ano
O United Nations Environment Programme (Unep), programa das Nações Unidas para o meio ambiente, anunciou nesta quarta-feira (22) que o Brasil vai sediar neste ano o Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, sigla em inglês). O evento acontece em 5 de junho.

Com o tema "Economia verde: isto inclui você?" o evento pede a todos para avaliar quais os hábitos diários contribuem para o desenvolvimento econômico, social e ambiental de um mundo de 7 bilhões de pessoas – e que deve chegar a 9 bilhões em 2050.

O Brasil foi o anfitrião em 1992 da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (CNUMAD). Mais conhecido como Eco92 (Cúpula ou Cimeira da Terra), o evento reuniu líderes globais para discutir o futuro, diante de um mundo que começava a se preocupar com o meio ambiente e a sustentabilidade.

"Ao celebrar o WED no Brasil em 2012, estamos voltando às raízes do desenvolvimento sustentável contemporâneo, a fim de achar um caminho para a sustentabilidade e que crie oportunidades para um novo século", diz em nota o Sub-Secretário Geral e Diretor Executivo do Unep, Achim Steiner.

"Três semanas após o WED, o Brasil vai sediar o Rio+20, em que líderes mundiais vão se reunir para projetar o futuro da sustentabilidade como uma locomotiva a caminho de mudanças para as economias crescerem, empregos serem criados, sem empurrar o mundo para fora de fronteiras planetárias", acrescentou.

Com um país de 200 milhões de pessoas, o Brasil é o quinto mais populoso do mundo e o quinto maior fisicamente, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados. Por isso, foi esolhido para sediar o evento. Além disso, nos últimos anos, o país tomou diversas medidas para resolver os problemas de desmatamento, como na Amazônia, por meio de esforços de fiscalização e de iniciativas de monitoramento por parte do governo brasileiro.

De acordo com estimativas levantadas pela Unep, o Brasil tem realizado recentemente uma das maiores reduções de emissões de gases de efeito estufa no mundo, como resultado de conquistas na redução das taxas de desmatamento.

O país é também o líder mundial em produção sustentável de etanol para abastecer veículos e está expandindo o desenvolvimento de outras áreas, como a energia eólica e sistemas de aquecimento solar.

"Estamos muito satisfeitos por acolher esta celebração global. O Dia Mundial do Meio Ambiente vai ser uma grande oportunidade no Brasil para apresentar previamente os aspectos ambientais do desenvolvimento sustentável para a conferência Rio +20 ", disse a ministra brasileira de Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que nesta semana está participando da reunião do conselho do PNUMA em Nairobi, Quênia.

Diversas ações – O WED 2012 vai enfatizar como as ações individuais podem ter um impacto exponencial no mundo. Para isso, trará grande variedade de atividades que englobam maratona, dia sem carro, concurso de blogs verdes, exposições e passeatas em todo o país.

Para o evento, a Kia Motors doou cinco veículos para a Unep, com o slogan do do Dia do Meio Ambiente. Os carros incluem o Kia Rio e o Kia Optima híbrido, que foram escolhidos pela sua eficiência de combustível. Os carros farão parte das premiações de competições que ainda serão anunciadas.

(Fonte: G1)
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CETESTB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo 06/01/2012 CETESB vai oferecer 50 cursos e treinamentos práticos em 2012
Programa de cursos e capacitação tem a finalidade de transferir conhecimentos para a sociedade

A CETESB vai realizar, em 2012, um total de 50 cursos e treinamentos práticos especializados com a finalidade de promover a transferência de conhecimentos técnicos e metodológicos para a capacitação de profissionais na área de gestão ambiental. A agenda das atividades pode ser consultada no link http://www.cetesb.sp.gov.br/cursos/2012/agenda.pdf, onde os interessados encontrarão as orientações para as inscrições.
Os cursos, 36 teóricos e 14 práticos, serão iniciados no dia 19 de março próximo. O primeiro curso será o de "Tecnologia de Controle da Poluição do Ar para Material Particulado, Gases, Vapores e Odores e Verificação de Sistemas", que vai tratar das diversas formas de contaminação atmosférica e os recursos disponíveis para o seu controle.
As aulas e os treinamentos serão ministrados por especialistas do corpo técnico da CETESB e por docentes convidados. Profissionais de todo o país e do Exterior têm participado das atividades, representando instituições como órgãos ambientais e de defesa civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária, empresas privadas e outras.
Os cursos mais procurados "Emissão Veicular", "Avaliação de Impacto Ambiental", "Atendimento a Emergências Químicas" e "Licenciamento Ambiental".
A novidade deste ano é a inclusão de dois novos cursos na programação: "Legislação Florestal Aplicada", que vai tratar por meio de aulas expositivas dos aspectos legais relativos à vegetação; e "Ensaio de Salmonella/microssoma – Teste de Ames", com apenas seis vagas disponíveis, que vai realizar ensaios com bactérias para estudar a variação causada por compostos mutagênicos.
O programa de cursos e capacitação, cujo objetivo é promover a transferência de conhecimentos para a sociedade, faz parte das atribuições da CETESB, que é o órgão responsável pelo controle, fiscalização, monitoramento e licenciamento de atividades geradoras de poluição.Texto:
João Paulo Barros França
Fotografia:
Setor de Cursos e Capacitação

Fonte: CETESB
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Poluição do ar na Grande São Paulo é a pior desde 2003
Em 2011 a Grande São Paulo registrou o pior índice de poluição de ar dos últimos oito anos. Os dados da Cetesb, Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, mostra que no ano passado houve lugares em que o ar esteve inadequado durante 97 dias.

De acordo com o levantamento de dados, divulgado pela Folha de S. Paulo, o ozônio excedeu o limite em 96 dias, sendo que em 2003 o número não passou de 77. Também avalia-se que este poluente nunca esteve tão presente, desde 2001. As comparações são feitas a partir de 2003, pois na década de 1990 a rede da Cetesb era bem menor.

A gravidade da presença do ozônio se dá, principalmente, pelo fato dele ser formado por substâncias emitidas em escapamentos de carros e de caminhões, por exemplo. Para o médico da USP especialista em poluição atmosférica, Paulo Saldiva, a poluição por ozônio se deve ao aumento dos veículos em São Paulo. "O aumento das emissões das substâncias precursoras está relacionado com o crescimento tanto da frota, quanto do trânsito na Grande São Paulo", explica.

Já o professor do Instituto de Física da USP, Paulo Artaxo, afirma que este aumento tem relação com o período em que a inspeção não era obrigatória e também o resultado do atraso nos transportes públicos.

Desde 2007 ficou mais fácil saber a quantidade que os paulistanos têm respirado deste poluente, pois foi instalada uma estação, para medir o ozônio, na Cidade Universitária, zona oeste da cidade. Antes disso, entre 1995 e 2005, a qualidade do ar havia melhorado na Grande São Paulo, mas infelizmente este cenário mudou no ano passado e, para o especialista da USP, os índices podem melhorar de forma menos veloz.

A gerente de qualidade do ar da Cetesb, Maria Helena Martins, não acredita que o aumento da poluição por ozônio seja uma tendência e afirma que um dos motivos desta piora no ar se deve a falta de chuva em 2011. "As condições meteorológicas são fundamentais para explicar o comportamento do ozônio", diz. "No ano passado, no inverno, tivemos muitos dias com sol e sem chuva. Não há tendência clara para este poluente. Nem para um lado e muito menos para outro."

Mesmo assim, ela concorda que os níveis estão inadequados e que o ideal seria uma diminuição nos níveis registrados. Para que isso ocorra, dois fatores devem ser levados em conta: a população precisa diminuir o uso de carro e os órgãos devem ser mais rígidos no controle da poluição. Com informações da Folha de S. Paulo.

Fonte: Redação Ciclo Vivo
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Por que o marketing verde não convence
E daí que sua empresa é sustentável? Segundo especialista em reponsabilidade empresarial, para conquistar o consumidor, é preciso vender mais do que o "verde"

São Paulo - Você acredita em tudo que se diz sustentável e ecologicamente correto por aí? Se sua resposta for "não", bem vido ao clube da imensa maioria de descrentes do marketing verde. Pesquisas feitas no Brasil e no mundo já mostraram que mais de 80% das pessoas desconfiam que as empresas cumpram as ações de responsabilidade socioambiental que anunciam em suas propagandas.

EXAME.com – O senhor é autor de um livro que leva o mesmo nome da consultoria, Good Business. Qual a sua definição de um bom negócio?

Divulgação

Gibbons: Dizer às pessoas o que elas não querem ouvir gera ceticismo
Gibbons - A resposta é simples. Se você quer mudar o mundo, então faça-o através dos negócios. Se você quiser ajudar o seu negócio, então ajude a mudar o mundo. As empresas têm o poder de gerar mudanças sociais positivas pela forma como se comunicam. Se você quer evitar que um adolescente não fume, é mais fácil convencê-lo através de uma propaganda da Nike, do que por uma ONG ou pelo Ministério da Saúde dizendo "Ei, não fume". O objetivo é mostrar como o uso de ferramentas sociais e ambientais ajudam os empresários a criarem negócios responsáveis, lucrativos e competitivos.

EXAME.com – Qual o papel da sustentabilidade aí?

Gibbons - Um bom negócio tem a responsabilidade socioambiental como estratégia. Mas falar de sustentabilidade nem sempre é fácil. Certa vez, almoçando num restaurante, conversei com o chef sobre sustentabilidade. Ele entendeu o conceito do ponto de vista do alimento, de garantir a qualidade do produto desde a origem. Mas não há sentido nisso se a gestão da cozinha for descontrolada, com desperdício de gás e luz, e se o faxineiro receber uma ninharia no final do mês. Isso não é fazer um bom negócio. Se eu lhe disser como toco meu negócio, será que você vai gostar? A sustentabilidade deve ser vista como uma forma de gerenciar o negócio, não como um setor ou ação isolados.

EXAME.com – Cada vez mais, as marcas querem convencer o consumidor a respeito de suas credenciais verdes. Mas as pessoas estão mais desconfiadas...

Gibbons - Por isso sempre digo "esqueça o verde, pense na informação". A má comunicação cria ceticismo no consumidor. A sustentabilidade não deve ser vista como um canal de comunicação, porque ela não é isso, é sim uma forma de gerir o negócio com reponsabilidade.

Fonte: Revista Exame.
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Nova portaria dará padrões para queima de MDF e MDP no Estado
A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), do Rio Grande do Sul, realizou uma reunião para apresentar uma prévia de uma nova portaria que deve ser aplicada dando as diretrizes para a queima de resíduos de MDF e MDP. O encontro contou com a presença de representantes de indústrias de móveis, de chapas e de cerâmicas, além de entidades com atuação destacada na área ambiental e na destinação de resíduos. A Fundação Proamb esteve presente através do gerente operacional, Evandro Cristofoli.
Entre as determinações que foram apresentadas e devem fazer parte da portaria está a proibição da queima de MDF e MDP em processos de geração de calor onde haja contato direto com os produtos alimentares. Será permitida a queima dos dois materiais em temperaturas acima de 750 graus centígrados, desde que não tenham sido tratados com produtos halogenados, antifúngicos, tintas, vernizes e adesivos, ou revestidos de plásticos, PVC ou quaisquer outros produtos. A exceção nesse último caso é o papel melamínico. A nova legislação irá determinar que quem for executar a queima deverá atender e monitorar alguns parâmetros de emissão e os geradores de resíduos MDF e MDP, garantir o controle e a rastreabilidade dos mesmos.

Fonte: Proamb
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Cadastro ambiental pela Internet começa hoje
Os proprietários de cerca de 5 milhões de imóveis rurais de todo o País podem fazer o seu Cadastro Ambiental Rural e aderir ao Programa Mais Ambiente pela internet a partir desta segunda-feira (12/12). Basta preencher o formulário eletrônico no site http://www.maisambiente.gov.br.

O Cadastro Ambiental Rural - CAR é a porta de entrada para o Programa Mais Ambiente, que apoiará a regularização ambiental com vários benefícios para os produtores rurais. O Cadastro garante ao agricultor que estiver em situação irregular com a legislação ambiental novos prazos e meios para resolver suas pendências. Ele estará livre de restrições de acesso ao crédito rural e à comercialização de sua produção.

Para os agricultores familiares, assentados da Reforma Agrária, Quilombolas e Comunidades Tradicionais, o cadastro não terá custos. O pequeno produtor terá, ainda, assistência técnica, educação ambiental, capacitação e apoio para implantar viveiros, criando as condições para recuperar áreas degradadas. Para receber esses benefícios ele indica, no cadastramento, quais os subprogramas de seu interesse.

Outro benefício do Mais Ambiente é a possibilidade de suspensão da cobrança de multas aplicadas pelo Ibama, com base no Decreto 7.029/2009. Elas poderão ser convertidas em recuperação do dano ambiental.

Com base nas informações prestadas no Cadastro Ambiental Rural, os órgãos ambientais vão orientar os agricultores sobre as medidas necessárias para recuperar Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL), quando for o caso.

O prazo de adesão ao Programa termina em 11 de dezembro de 2012. O produtor rural que não averbou sua reserva legal ainda e não aderir ao Mais Ambiente está sujeito a ser notificado pelo Ibama. Nesse caso, terá 180 dias para procurar o órgão ambiental e abrir o seu processo de regularização.

Os produtores que não tiverem acesso à rede de computadores terão, em breve, apoio do Governo Federal. Será criada, em parceria com estados, municípios, sindicatos rurais, cooperativas, associações de produtores e representações dos movimentos sociais uma rede para ajudá-los a se cadastrarem. O Ministério do Meio Ambiente vai capacitar facilitadores para ajudarem os produtores na hora de se cadastrar.

Em sua primeira fase o cadastro é declaratório. Depois da análise e aprovação dos dados fornecidos pelos produtores, será assinado um termo de compromisso. Nele, o produtor se compromete a manter, conservar e recuperar suas áreas de preservação permanente e de reserva legal.

A expectativa é de que o Mais Ambiente promova a recomposição de 23 milhões de hectares de matas ciliares, topos e encostas de morros, além de reservas legais.

Código Florestal - Quem aderir ao Programa Mais Ambiente agora não terá prejuízo com possíveis alterações no Código Florestal, em votação no Congresso Nacional. Alterações aprovadas serão processadas pelo órgão ambiental, que efetuará os ajustes. Passam a valer as regras que vierem a ser estabelecidas.

Fonte: ministério do Meio Ambiente
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Crematório que gera energia deixa até a morte sustentável
O crematório Durham, no Reino Unido, pretende dar mais uma utilidade aos seus fornos. Além de cremar os corpos, o calor será usado para gerar energia. Segundo a empresa, a cada cremação é possível conseguir eletricidade suficiente para abastecer 1500 televisores.

A ideia é inovadora e ainda não se tem noticia de ter sido aplicada em outro local. O projeto prevê a adaptação, através da utilização de turbinas em dois queimadores. A mudança irá custar cerca de 2,3 milhões de libras, o equivalente a 6,4 milhões de reais.

Tanto investimento promete resultados positivos. A expectativa quanto à produção é tão grande, que o crematório planeja também construir um sistema de armazenamento da energia, para que ela possa ser comercializada para a rede de distribuição nacional.

O processo ainda deve auxiliar a redução das emissões geradas pelos crematórios, que são alvos constantes de metas governamentais. As regras falam, por exemplo, das emissões de mercúrio, que podem ocorrer quando as obturações dentárias são cremadas.

Em declaração ao The Telegraph, o superintendente do crematório, Alan José, explicou que a tecnologia deverá gerar muito mais energia do que o necessário para manter todo o prédio do crematório funcionando. Por isso, surgiu o interesse na comercialização. No entanto, ele garante que não pretendem ficar conhecidos como uma estação de energia e que ainda prezam por oferecer um serviço decente de cremação. Com informações do Inhabitat.
Foto: Durham Crematorium

Fonte: Ciclo Vivo
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COP 17 tem início na África do Sul e pode definir futuro do Protocolo de Kyoto
Começou nesta segunda-feira (28), em Durban, a Conferência sobre Mudanças Climáticas da ONU. A reunião conta com autoridades de 190 países que, durante os próximos 11 dias, irão discutir estratégias e possíveis acordos para reduzir o aquecimento global.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, foi o responsável pelo discurso de abertura da COP 17. Durante a sua fala, o líder africano mostrou confianças de que é possível que o encontro termine com resultados positivos. Ele também lembrou a responsabilidade dos países desenvolvidos e as consequências das mudanças climáticas, que podem reduzir em 50% a produção agrícola de países africanos, durante os próximos 40 anos.

Um dos pontos que terá maior atenção durante os debates será o Protocolo de Kyoto, que expira oficialmente em 2012. Enquanto nações emergentes, como o Brasil, cobram a prorrogação do acordo, países desenvolvidos alegam que a responsabilidade pela redução nas emissões deve atingir a todos os grandes emissores, incluindo China e EUA, que atualmente não estão comprometidos com as metas.

Além desse, existe outro problema. A União Europeia, que está entre os mais dispostos a estabelecer metas e trabalhar para a redução das emissões de gases de efeito estufa, enfrenta uma grave crise financeira. Este problema também é um embate para o funcionamento do Fundo Verde, idealizado na COP 16, em 2010.

O Fundo Verde deveria funcionar como uma estratégia de financiamento, bancada pelos países ricos, para que as nações em desenvolvimento pudessem investir em tecnologia limpa e outras ações direcionadas à mitigação das mudanças climáticas e do impacto disso na população.

O Brasil está entre os países que irão defender a prorrogação do Protocolo de Kyoto. O embaixador André Corrêa do Lago, será o representante brasileiro na negociação e, segundo ele, é importante lutar pelo acordo já existente, pois será difícil conseguir outro que tenha toda a abrangência que Kyoto tem. Com informações da Globo Natureza.

Fonte: Redação CicloVivo
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Governo assina pactos setoriais pela sustentabilidade
No lançamento do Plano de Produção e Consumo Sustentáveis, Ministério assina acordos para reduzir uso de sacos plásticos e banir uso de substâncias que agridem a camada de ozônio.

O Plano de Ação para a Produção e Consumo Sustentável, lançado nesta quarta-feira (23/11), em Brasília, já começa a sair do papel. Dois pactos setoriais, com as associações brasileiras de Supermercados (Abras) e as indústrias Unilever, começam a dar contorno ao PPCS, que tem metas até 2014. O acordo entre esses setores e o governo é para reduzir o consumo de sacolas plásticas, orientar o consumidor a buscar sustentabilidade nas compras e banir o uso de substâncias que agridem a camada de ozônio pelas fábricas.

A Unilever assumiu voluntariamente o compromisso de substituir, até 2020, o HCFCs (Hidroclorofluorcarbonos) e HFCs (HidroFluorCarbonos) em seu parque de câmaras frias, atualmente com 100 mil equipamentos, por outras com baixo potencial de aquecimento global. A redução começa com 20% até o final de 2012 e segue com 35% até 2014; 50% até 2016; 65% até 2018 e 80% até 2020.

As associações brasileiras de Supermercados (Abras) e de Embalagens (Abre) firmaram pactos setoriais com o Ministério. No caso da Abras, a meta é reduzir o consumo de sacolas plásticas em 30% até 2013 e em 40% até 2015, considerando a produção de 2010 (14 bilhões de sacolas). Em relação às embalagens, a Abre se compromete até 2015, a incluir a simbologia técnica do descarte seletivo em mil produtos de âmbito nacional por ano e adicionar a identificação dos materiais em outras 300 embalagens também em cada ano.

"Com esse Plano, o Governo Brasileiro cumpre, dentro do prazo, mais um dos compromissos internacionais assumidos nos acordos multilaterais das Nações Unidas", comemora a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Isso porque, em 2007, o Brasil aderiu ao Processo de Marrakesh. A iniciativa, coordenada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), tem o objetivo de apoiar e fortalecer programas que promovam mudanças nos padrões de consumo e produção (conceito apresentado pela primeira vez durante a conferência Rio 92).

A adesão cria a obrigação dos países de elaborarem um plano que identifique experiências avançadas de produção e consumo sustentáveis regionais, que possam ser disseminadas mundialmente. O acordo prevê que os resultados apresentados pelos países que participam do Processo sejam submetidos à Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CDS) da Organização das Nações Unidas (ONU) até o final deste ano.

O Plano brasileiro foi elaborado de forma articulada, por meio de comitê gestor, composto por representantes do governo, da sociedade civil e do setor produtivo, foi submetido à consulta pública no ano passado e passou por amplo debate com todos os segmentos sociais.

Além de reunir boas práticas desenvolvidas de forma pulverizada, o Plano propõe uma série de ações articuladas, com definição clara de objetivos, recursos necessários e metas a alcançar, considerando seis linhas prioritárias para o primeiro ciclo (2011-2014): aumento da reciclagem; educação para o consumo sustentável; agenda ambiental na administração pública; compras públicas sustentáveis; construções sustentáveis; e varejo e consumo sustentáveis.

A secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, Samyra Crespo, explica que essas prioridades dialogam com outras políticas importantes de Governo, como a de Resíduos Sólidos, Mudanças Climáticas e Produção Sustentável da Agricultura Familiar. Queremos dar escala e aperfeiçoar o que já existe e valorizar ações de setores que extrapolam as fronteiras da esfera de governo, afirma.

Consumo - O novo Plano terá, até 2014, o desafio de convencer o consumidor a aderir a práticas de sustentabilidade na hora das compras e do descarte dos produtos. As pesquisas que dão sustentação ao PPCS indicam que a população, principalmente a classe média, demonstra conhecimento sobre o que é bom para a preservação do meio ambiente.

O problema é que ainda são poucos os que adotam práticas sustentáveis no seu dia-a-dia. Para reverter o quadro, estão previstas ações que estimulem o consumo consciente, sem desperdícios e a opção por produtos saudáveis com cadeia produtiva sustentável. A intensificação de campanhas de educação ambiental. O governo vai, também, usar o seu poder de compra (4% do PIB) para estimular a produção de bens e serviços com critérios de sustentabilidade.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
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Xingu chora e sangra
Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra

O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora.


Índios do Xingu.
Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer "água boa", "água limpa". É o nome do nosso rio sagrado.

Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.

Xingu banha toda a floresta com a água da vida. Ele traz alegria e sorriso no rosto dos curumins da aldeia. Xingu traz alimento para nossa tribo.

Mas hoje nosso povo está triste. Xingu recebeu sentença de morte. Os caciques dos homens brancos vão matar nosso rio.

O lamento do Vento diz que logo vem uma tal de usina para nossa terra. O nome dela é Belo Monte. No vilarejo de Altamira, vão construir a barragem. Vão tirar um monte de terra, mais do que fizeram lá longe, no canal do Panamá.

Enquanto inundam a floresta de um lado, prendem a água de outro. Xingu vai correr mais devagar. A floresta vai secar em volta. Os animais vão morrer. Vai diminuir a desova dos peixes. E se sobrar vida, ficará triste como o índio.

Como uma grande serpente prateada, Xingu desliza pelo Pará e Mato Grosso, refrescando toda a floresta. Xingu vai longe… desembocar no Rio Amazonas e alimentar outros povos distantes.

Se o rio morre, a gente também morre, os animais, a floresta, a roça, o peixe… tudo morre. Aprendi isso com meu pai, o grande cacique Aritana, que me ensinou como fincar o peixe na água, usando a flecha, para servir nosso alimento.

Se Xingu morre, o curumim do futuro dormirá para sempre no passado, levando o canto da sabedoria do nosso povo para o fundo das águas de sangue.

Hoje pela manhã, o Vento me levou para a floresta. O Espírito do Vento é apressado, tem de correr mundo, soprar o saber da alma da Natureza nos ouvidos dos outros pajés. Mas o homem branco está surdo e há muito tempo não ouve mais o Vento.

Eu falei com a Floresta, com o Vento, com o Céu e com o Xingu. Entendo a língua da arara, da onça, do macaco, do tamanduá, da anta e do tatu. O Sol, a Lua e a Terra são sagrados para nós.

Quando um índio nasce, ele se torna parte da Mãe Natureza. Nossos antepassados, muitos que partiram pela mão do homem branco, são sagrados para o meu povo.

É verdade que, depois que homem branco chegou, o homem vermelho nunca mais foi o mesmo. Ele trouxe o espírito da doença, a gripe que matou nosso povo. E o espírito da ganância que roubou nossas árvores e matou nossos bichos. No passado, já fomos milhões. Hoje, somos somente cinco mil índios à beira do Xingu, não sei por quanto tempo.

Na roça, ainda conseguimos plantar a mandioca, que é nosso principal alimento, junto com o peixe. Com ela, a gente faz o beiju. Conta a história que Mandioca nasceu do corpo branco de uma linda indiazinha, enterrada numa oca, por causa das lágrimas de saudades dos seus pais caídas na terra que a guardava.

O Sol me acordou dançando no meu rosto. E o Vento trouxe o clamor do rio que está bravo. Sou corajoso guerreiro, não temo nada.

Caminharei sobre jacarés, enfrentarei o abraço de morte da jiboia e as garras terríveis da suçuarana. Por cima de todas as coisas pularei, se quiserem me segurar. Os espíritos têm sentimentos e não gostam de muito esperar.

Eu aprendi desde pequeno a falar com o Grande Espírito da floresta. Foi num dia de chuva, quando corria sozinho dentro da mata, e senti cócegas nos pés quando pisei as sementes de castanha do chão. O meu arco e flecha seguiam a caça, enquanto eu mesmo era caçado pelas sombras dos seres mágicos da floresta.

O espírito do Gavião Real agora aparece rodopiando com suas grandes asas no céu.

Com um grito agudo perguntou:

– Quem foi o primeiro a ferir o corpo de Xingu?

Meu coração apertado como a polpa do pequi não tem coragem de dizer que foi o representante do reino dos homens.

O espírito do Gavião Real diz que se a artéria do Xingu for rompida por causa da barragem, a ira do rio se espalhará por toda a terra como sangue – e seu cheiro será o da morte.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. O dia se abriu e me perguntou da vida do rio. Se matarem o Xingu, todos veremos o alimento virar areia.

A ave de cabeça majestosa me atraiu para a reunião dos espíritos sagrados na floresta. Pisando as folhas velhas do chão com cuidado, pois a terra está grávida, segui a trilha do rio Xingu. Lembrei que, antes, a gente ia para a cidade e no caminho eu só via árvores.

Agora, o madeireiro e o fazendeiro espremeram o índio perto do rio com o cultivo de pastos para boi e plantações mergulhadas no veneno. A terra está estragada. Depois de matar a nossa floresta, nossos animais, sujar nossos rios e derrubar nossas árvores, querem matar Xingu.

O Sol me acordou brincando no meu rosto. E no caminho do rio passei pela Grande Árvore e uma seiva vermelha deslizava pelo seu nódulo.

– Quem arrancou a pele da nossa mãe? – gemeu a velha senhora num sentimento profundo de dor.

As palavras faltaram na minha boca. Não tinha como explicar o mal que trarão à terra.

– Leve a nossa voz para os quatro cantos do mundo – clamou – O Vento ligeiro soprará até as conchas dos ouvidos amigos – ventilou por último, usando a língua antiga, enquanto as folhas no alto se debatiam.

Nosso povo tentou gritar contra os negócios dos homens. Levamos nossa gente para falar com cacique dos brancos. Nossos caciques do Xingu viajaram preocupados e revoltados para Brasília. Eu estava lá, e vi tudo acontecer.

Os caciques caraíbas se escondem. Não querem olhar direto nos nossos olhos. Eles dizem que nos consultaram, mas ninguém foi ouvido.

O homem branco devia saber que nada cresce se não prestar reverência à vida e à natureza. Tudo que acontecer aqui vai voar com o Vento que não tem fronteiras. Recairá um dia em calor e sofrimento para outros povos distantes do mundo.

O tempo da verdade chegou e existe missão em cada estrela que brilha nas ondas do Rio Xingu. Pronta para desvendar seus mistérios, tanto no mundo dos homens como na natureza.

Eu sou o cacique Mutua e esta é minha palavra! Esta é minha dança! E este é o meu canto!

"Porta-voz da nossa tradição, vamos nos fortalecer. Casa de Rezas, vamos nos fortalecer. Bicho-Espírito, vamos nos fortalecer. Maracá, vamos nos fortalecer. Vento, vamos nos fortalecer. Terra, vamos nos fortalecer."

Rio Xingu! Vamos nos fortalecer!

Leve minha mensagem nas suas ondas para todo o mundo: a terra é fonte de toda vida, mas precisa de todos nós para dar vida e fazer tudo crescer.

Quando você avistar um reflexo mais brilhante nas águas de um rio, lago ou mar, é a mensagem de lamento do Xingu clamando por viver.

* Mônica Martins é jornalista e criadora da personagem fictícia Cacique Mutua.

Fonte: Envolverde
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Programa Natureza Viva: Nova forma de descarte da areia de fundição
http://projetonaturezaviva.blogspot.com/
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Empresa que importou lixo hospitalar dos EUA é multada em R$ 6 milhões pelo Ibama
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 6 milhões a Império do Forro de Bolso, empresa têxtil pernambucana responsável por importar toneladas de lixo hospitalar dos Estados Unidos. A companhia dona do navio que trouxe os dois contêineres apreendidos no Porto de Suape nos dias 11 e 13 de outubro, a companhia marítima Hamburg Süd será multada em R$ 2 milhões.

O órgão ambiental aplicou multa de R$ 2 milhões a cada um dos três estabelecimentos da Império do Forro de Bolso interditados nas últimas semanas: dois galpões e uma loja localizados nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama. Em nota, o Ibama informou que as multas se devem a danos causados ao meio ambiente pelo material irregular, classificado como potencialmente infectante pela legislação sanitária brasileira.

Ainda na nota, o órgão defende que os dois contêineres, com cerca de 46 toneladas de tecido com a logomarca de hospitais norte-americanos e manchas que o Instituto de Criminalística de Pernambuco analisa para saber se são de sangue, devem ser devolvidos aos Estados Unidos. Já as cerca de 25 toneladas encontradas na loja e nos galpões da Império do Forro não podem, segundo o Ibama, ser devolvidos e devem ser incinerados por uma empresa especializada. O material encontrado nos estabelecimentos é, provavelmente, proveniente de seis contêineres que a Império do Forro recebeu este ano da mesma exportadora norte-americana e que não foram inspecionados pela alfândega.

Procurada pela Agência Brasil para se manifestar sobre a multa, a empresa Hamburg Süd não se pronunciou.

Edição: Vinicius Doria

* Publicado originalmente no site Agência Brasil.

Fonte: Envolverde
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Instituto alemão Agroscience, Proamb e Aurora assinam parceria em projeto de energia renovável
Com a assinatura do contrato de parceria, na noite de terça-feira (18 de outubro), foi formalizado um acordo entre o instituto alemão Agroscience, a Fundação Proamb e a Vinícola Aurora. A associação entre as organizações prevê o desenvolvimento de uma planta piloto de produção de pellets derivados de resíduos vitivinícolas (bagaço e engaço) para utilização como fonte de energia. A assinatura ocorreu no Hotel Sheraton, em Porto Alegre, durante um coquetel que integra a programação da 25ª Rodada de Negócios promovida pela Câmara Brasil-Alemanha reunindo empresários alemães e gaúchos.
Aliás, o contrato é a concretização de um relação desenvolvida a partir da rodada, diversas tratativas, aproximação de parceiros e alinhavo de um projeto de interesse mútuo. E foi justamente o perfil de um negócio win-win situation, inclusive para o meio ambiente, que o CEO da Agroscience e desenvolvedor dos pellets de resíduos vitivinícola, Roland Kubiak, fez questão de comentar. O executivo e pesquisador salientou que o instituto alemão encontrou os parceiros certos para aproximar a tecnologia do Brasil, do Estado e da região serrana gaúcha ao se de Proamb e de Aurora. Kubiak argumentou que a questão ambiental hoje não é tema importante só na Europa. O é também no Brasil. "Esse é um projeto inicial. Esperamos estreitar laços e cooperação cada vez mais".
O presidente do parlamento do estado alemão da Renania-Palatinado, Joachim Mertes, uma das autoridades que esteve à frente do evento, brincou que a tecnologia dos pellets é resultado da união de vinho e de um boa ideia. Ideia, que lembrou a presidente da Proamb, Juliana Ferrari Dal Piaz, representa mais eficiência energética que pellets feitos apenas de madeira. "O poder calorífico dos pellets de engaço e bagaço é maior em função de um componente oleoso da própria matéria-prima. Essa é uma tecnologia nova, inclusive na Alemanha, mas crescente", explicou ela.
Por falar na matéria-prima para o desenvolvimento do projeto, o diretor geral da Vinícola Aurora, Além Guerra, lembra que na última safra foram destinados a vinificação no Estado 710 milhões de quilos de uva (só para a Aurora foram 60 milhões de quilos). O engaço e o bagaço representa 18% dos cachos. Participar de um projeto que dá uma destinação tão nobre, não só aproxima a empresa de uma solução interessante para um problema (os resíduos) como a coloca em um caminho mais sustentável da busca da transformação das sobras de produção em negócio.
O documento de parceria foi assinado pelo vice-presidente do Conselho Administrativo da Aurora, Santo Dal Ponte, pela presidente da Proamb, Juliana Ferrari Dal Piaz, pelo CEO da Agroscience, Roland Kubiak, pelo gerente de projetos da Pusch AG (fabricante das máquinas de fabricação dos pelletes), Andreas Schneider, e pelo CEO da XTern International, Michael Ruhl. Deram aval a assinatura, a secretária de Economia, Proteção do Clima, Energia e Ordenamento do Território e vice-governadora da Renania-Palatinado, Eveline Lemke, e o presidente do parlamento do estado alemão, Joachim Mertes.
A previsão é de que o término da implantação e os primeiros testes da planta piloto ocorram no início do próximo ano.

Fonte:
Marisa Pereira - MTB 7916
Assessoria de Imprensa Proamb/Fiema Brasil
imprensa@fiema.com.br
marisabpereira@hotmail.com (MSN)
Fones (54) 8111.1361 – 3028.9440
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Carbon Disclosure Project: impactos das empresas brasileiras no clima
O CDP (Carbon Disclosure Project) apresentou no EIMA 8 os principais resultados do relatório nacional sobre o impacto das empresas no clima em 2011 e chamou atenção para que as empresas desenvolvam sua governança climática. Entre as constatações do documento, está o aumento da competitividade climática nas empresas brasileiras.

De acordo com o relatório, a gestão de emissões de gases de efeito estufa desempenha um papel cada vez mais estratégico nas companhias nacionais e, atualmente, cerca de 85% das empresas afirmam possuir, pelo menos, um membro do seu board responsável pelo tema mudanças climáticas – contra 67%, em 2010.

"O relatório tem como objetivo discutir os impactos climáticos causados pelas empresas e apresentar as melhores práticas corporativas criadas com a intenção de diminuir tais efeitos", afirmou Giovanni Barontini, presidente-executivo do CDP América do Sul.

Em 2011, 80 companhias brasileiras foram convidadas a reportar suas emissões e políticas de combate às mudanças climáticas. As empresas indicaram que ainda estão trabalhando o tema e que não se sentem aptas a responder adequadamente ao questionário.

Para Sonia Favaretto, diretora de Sustentabilidade da BM&FBovespa, esse relatório é uma tendência, sendo possível perceber seus reflexos no mercado e nas ações de governança corporativa. "A migração para este novo modelo já demonstra impacto valorativo nas ações das empresas", assinala.

O projeto tem ampliado a cada ano, já que interessa a esses investidores conhecer o impacto ambiental provocado pelas empresas que recebem seus capitais e decidir onde alocar seus recursos.

A versão brasileira do CDP 2011 contou com a participação de 57 corporações, localizadas em território nacional, superando mais uma vez o número de signatárias. Com o apoio da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Privada (Abrapp) e do Banco Santander, o CDP analisou as iniciativas dessas empresas voltadas ao gerenciamento de carbono. Pela primeira vez, o relatório contou com a adesão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), administrando R$ 549 bilhões de ativos.

Fonte:Envolverde
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Empresa têxtil que importou lixo hospitalar dos EUA pode ser reincidente
A empresa pernambucana responsável pelos dois contêineres apreendidos com lixo hospitalar esta semana, no Porto de Suape, em Pernambuco, já havia recebido seis contêineres vindos dos Estados Unidos este ano. Como nenhum deles foi inspecionado, as autoridades agora investigam se eles também continham o mesmo tipo de material ilegal, classificado como potencialmente infectante pela legislação sanitária brasileira.
O nome da empresa importadora continua em sigilo, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já confirmou se tratar de uma empresa têxtil de Santa Cruz do Capibaribe, uma das cidades do polo de confecções pernambucano, a 185 quilômetros da capital Recife. O assunto está sendo apurado pela Receita Federal, pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O primeiro contêiner foi apreendido pela alfândega da Receita Federal na tarde de terça-feira (11). O segundo, ontem (13). Ambos continham 23,3 toneladas de lençóis, fronhas, toalhas de banho, batas e pijamas e roupas de bebês. Parte do material continha a identificação de hospitais norte-americanos e estava suja de sangue. Também havia seringas, luvas hospitalares, catéteres, gazes e ataduras em meio ao material.
Segundo o inspetor-chefe da alfândega da Receita Federal no Porto de Suape, Carlos Eduardo da Costa Oliveira, os dois contêineres apreendidos foram inspecionados porque o valor declarado pela empresa importadora era incompatível com o volume e o tipo de carga. Nos documentos de importação, a empresa declarava que o material seria tecido de algodão com defeito, remetido do estado de Carolina do Sul.
A Política Nacional de Resíduos Sólidos e leis sanitárias proíbem a importação de resíduos sólidos perigosos e de rejeitos cujas características possam causar dano ao meio ambiente e à saúde pública.
Os órgãos responsáveis ainda avaliam o que fazer com o lixo hospitalar. Uma das opções é determinar a imediata devolução para os Estados Unidos dos contêineres com todo o material tóxico. Outra alternativa é destruir o material. Qualquer que seja a solução, os custos serão assumidos pela empresa importadora.

Fonte:Agência Brasil
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Cidade espanhola oferece passe vitalício de transporte em troca de carros
A cidade de Murcia, na Espanha, lançou a campanha "Mejor en Tranvía" em que oferece passe gratuito e vitalício para transporte público do sistema VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) aos cidadãos que estiverem dispostos a abandonar seus carros.

Além de promover o sistema VLT, a campanha, que funciona desde maio, visa a redução dos congestionamentos e a poluição do ar na cidade. O sistema estava em fase de teste desde 2007, mas foi aberto recentemente, enquanto mais três linhas estão em construção. Até o momento o transporte elétrico de superfície abrange 18 quilômetros.

A população atual da cidade é de 440 mil pessoas, sendo que a maior parte delas depende exclusivamente de veículos particulares. O passe é só o primeiro passo para reduzir o número de motoristas. A cidade já recolheu alguns veículos livres de dívidas e em funcionamento e agora irá desmontá-los.

A campanha está envolvendo também as redes sociais como forma de incentivo. "Para cada comentário enviado via Facebook ou Twiiter, os mecânicos de Murcia retiram uma peça de um dos carros da nova coleção veicular da cidade, com reprodução ao vivo via webcam para todos verem", explica o site Springwise.

A publicidade fez questão de mostrar a dificuldade em estacionar um carro no centro da cidade colocando carros em vagas impossíveis demonstrando o grande problema de achar lugares disponíveis no caos da cidade.

Para finalizar, a campanha publicitária também fez videoclipes curtinhos que promovem a troca dos carros pelo passe de transporte público e ainda destacam as desvantagens do uso de veículos privados e individuais. Com informações do The City Fix Brasil.

Fonte: Redação Ciclo Vivo.
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Comitê discute pesquisa sobre consumo sustentável
Cristina Ávilla

O Ministério do Meio Ambiente realizou nesta quinta-feira (6/10) a 2ª Reunião do Comitê Técnico-Científico da pesquisa "O que o brasileiro pensa sobre o meio ambiente e consumo sustentável". Os subsídios dos debates devem contribuir com o Plano de Produção e Consumo Sustentável.

Durante a reunião, foram apresentados e debatidos os resultados da pesquisa "As poderosas da nova classe média", realizada pelo Data Popular, instituto de pesquisa da Editora Abril, sobre as mudanças que ocorrem com as mulheres da classe C. Participaram do encontro representantes de empresas privadas parceiras do MMA.

"O que concluo após a exposição das informações é que nos próximos cinco anos temos que preencher o imaginário da nova classe média com um novo padrão de consumo sustentável", afirmou a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, do MMA, Samyra Crespo.

Os dados da pesquisa foram apresentados por Lúcia Barros, editora da revista "Máxima", da Editora Abril. Ela demonstrou por meio dos números as novas tendências femininas para os próximos cinco a sete anos, quando outros 30 milhões de pessoas sairão da pobreza, especialmente no Nordeste.

A pesquisa mostra que, entre 2002 e 2011, a renda familiar dos brasileiros aumentou em 62% e que, analisando apenas os ganhos das mulheres, os números pularam 78%. "Elas passaram a contribuir mais, o que significou maior autonomia para gastos que consideram mais importantes", afirmou a jornalista.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente.
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Mídia social servirá de canal para participação jovem na Rio + 20
Segundo delegados de 100 países, que participaram da Conferência Tunza Internacional de Jovens e Crianças, na semana passada na Indonésia, as propostas serão entregues a líderes internacionais, no Brasil.
Por Mônica Villela Grayley - Rádio ONU

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, informou que jovens e crianças terão uma participação especial na realização da Rio + 20, marcada para junho de 2012, no Rio de Janeiro. De acordo com o Pnuma, representantes jovens de mais de 100 países, reunidos na semana passada, na Conferência Internacional Tunza, realizada na Indonésia, formularam propostas sobre desenvolvimento sustentável que serão entregues a líderes de todo o mundo na Rio + 20.

O Pnuma está apostando em plataformas de mídia social para continuar mobilizando jovens para o evento, que deve receber dezenas de milhares de pessoas no Rio de Janeiro. No topo da lista de propostas está o futuro da economia verde. Os participantes da conferência Tunza também demonstraram preocupação com a criação de empregos. O assessor do prefeito carioca Eduardo Paes para a coordenação da Rio + 20, Rodrigo Rosa, falou à Rádio ONU sobre a importância do tema para o evento e para a cidade.

"A decisão da ONU de privilegiar este tema coloca o desafio para a Prefeitura e para a sociedade carioca também como um problema que a gente tem que enfrentar no dia-a-dia. Apresentar soluções para este desafio de um desenvolvimento com menor impacto e inclusivo, envolvendo todas as camadas sociais com redução da desigualdadade, este sim é o grande problema e a grande resposta que todos nós vamos buscar na Rio + 20."

De acordo com a declaração final da Conferência Tunza, "as tendências e a ciência mostram que não é mais possível esperar uma outra geração para agir." Uma das participantes, a indonésia Adeline Tiffanie Suwana, de 14 anos, disse que "as crianças podem plantar árvores e limpar rios e praias, mas elas não têm poder de impedir que empresas poluam os rios."

Um participante brasileiro, Daniel Isfer Zardo, de 24 anos, morador de Curitiba, disse que os empregos verdes devem fazer parte do centro dos debates da Rio + 20. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho quase 40% dos desempregados no mundo têm entre 15 e 24 anos. Atualmente, 80 mihões de pessoas estão fora do mercado de trabalho.

Fonte: EcoAgência
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Poluição do ar mata pelo menos dois milhões de pessoas por ano no mundo, diz OMS
Brasília – Pelo menos dois milhões de pessoas morrem no mundo devido à má qualidade do ar causada por poluição. A conclusão é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que analisou dados de 1.100 cidades, de 91 países, com mais de cem mil habitantes. Segundo especialistas, a contaminação do ar pode levar a problemas cardíacos e respiratórios.

"A poluição atmosférica é um grave problema de saúde ambiental. É vital que aumentemos os esforços para reduzir o impacto na saúde que (a poluição atmosférica) cria", disse a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira.

De acordo com ela, é necessário que as autoridades de cada país façam monitoramentos constantes para medir a poluição do ar. "(Assim) podemos reduzir significativamente o número de pessoas que sofrem de doenças respiratórias e cardíacas e até de câncer de pulmão."

Segundo Neira, é fundamental lembrar que a poluição do ar é provocada por vários fatores, como os gases de escapamentos dos veículos, a fumaça de fábricas e fuligem das usinas de carvão. "Em muitos países não há qualquer regulamentação sobre a qualidade do ar. Quando há normas nacionais, elas variam muito na sua aplicação."

A OMS informou ainda que, em 2008, cerca de 1,34 milhão de pessoas morreram prematuramente por causa dos efeitos da poluição sobre a saúde. Segundo especialistas, políticas de prevenção podem evitar as mortes prematuras.

Edição: João Carlos Rodrigues.

Fonte: Publicado originalmente no site Agência Brasil.
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Crise ambiental abala o Center Norte, um emblema da Zona Norte

Construído por Curt Baumgart em 1984, shopping é referência no setor, mas agora enfrenta danos à imagem e risco de ações judiciais


Os problemas enfrentados pelo Shopping Center Norte, que corre o risco de ser interditado pela prefeitura de São Paulo na sexta-feira, são um exemplo de como as empresas e suas marcas estão  expostas a crises provocadas não só por questões econômicas, mas por abalos ambientais.


A história do fundador do Center Norte, o engenheiro Curt Otto Baumgart, que morreu em setembro de 2010 aos 73 anos, confunde-se com a trajetória da Zona Norte de São Paulo.


Seu pai transferiu a fábrica da Vedacit, marca de impermeabilzante que ainda pertence à família, para o bairro de Alto de Santana em 1936, e começou a comprar as lagoas que ficavam ao lado do rio Tietê nos anos 40.


Em 1984, quando os shopping centers ainda eram novidade no Brasil, Baumgart aderiu à tendência vinda dos Estados Unidos e inaugurou no local o Center Norte, o terceiro centro de compras da cidade de São Paulo. Sua inauguração contou com a presença do prefeito de São Paulo, Mario Covas, e foi um evento festejado na época. O shopping transformou-se em um emblema da Zona Norte e uma referência no setor de shopping centers. Baumgart ficou conhecido como o "alemão da Zona Norte".


Agora, porém, a história mudou. Segundo técnicos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o terreno ocupado pelo shopping center já foi um lixão no passado e, devido à existência de gás no subsolo do empreendimento, há risco de explosões. Leia matéria do iG com especialistas sobre o assunto.


Faturamento de R$ 5 milhões por dia



Além de enfrentar conseqüências financeiras, que poderão chegar a milhões de reais, o shopping center dificilmente conseguirá evitar prejuízos à sua imagem com consumidores e lojistas, o que o forçará a investir em campanhas para defender e melhorar a sua reputação.


Segundo a advogada Isabela Menta Braga, do escritório Braga e Balaban Advogados, os lojistas que tiverem seu faturamento impactado têm o direito de pleitear na Justiça a somatória dos valores que deixarem de faturar. “Essa questão é pacífica e a chance de êxito é grande”, afirma.


Cetesb mantém multa diária ao Center Norte após vistoria


Os lojistas instalados no Shopping Center Norte deixarão de faturar algo perto de R$ 5 milhões por dia caso o empreendimento seja interditado pela prefeitura.


O empreendimento não divulga o seu faturamento. Mas, segundo um especialista consultado pelo iG, os shoppings em São Paulo faturam em média entre R$ 1 mil e R$ 1,5 mil por mês por metro quadrado alugado (área bruta locável, ou ABL).


O Center Norte possui 65 mil metros quadrados de ABL e 331 lojas, entre elas filiais de grandes cadeias, como C&A, Riachuelo, Cinemark, McDonald's e Bob's. O Lar Center, shopping especializado em móveis que também faz parte do complexo, possui 45 mil metros quadrados de ABL e 121 lojas.


Na quarta-feira, representantes do Shopping Center Norte, do Ministério Público e da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) assinaram hoje um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com medidas para afastar o risco de explosão no estabelecimento. O shopping se compromete a completar a instalação e dar início a operação, no prazo de 20 dias, do sistema emergencial de drenagem de gases.


Poder de compra da Zona Norte


Em 1984, com a construção do shopping Center Norte, a região passou por uma grande transformação e, por muitos anos, o centro comercial foi considerado o maior do País – o posto é ocupado hoje pelo Shopping Aricanduva, situado na Zona Leste da cidade.


Algumas operações instaladas no Center Norte também costumam figurar entre as campeãs em vendas das redes devido ao grande fluxo de pessoas que circulam por seus corredores.


Além do shopping center e da Vedacit, que pertence ao grupo Otto Baumgart S.A., a família Baumgart possui fazendas e negócios no setor de mineração em Goiás.


Curt Baumgart era formado em engenharia mecânica pela Universidade de Hannover, na Alemanha,  e possuía pós-graduação em ciências políticas e contábeis. O empresário também formou-se em tecnologia de concreto em Dortmund.


Fusões e aquisições no setor de shoppings


A partir de 2006, quando o movimento de fusões e aquisições se intensificou no setor de shopping,  havia expectativas de que Curt Baumgart fosse se deixar seduzir por uma oferta das grandes cadeias.


O shopping Center Norte continua sendo o único empreendimento do clã Baumgart, enquanto outros grupos familiares do setor transformaram-se em grandes redes de centros comerciais, como o grupo Iguatemi e a Multiplan.


No caso do Center Norte, porém, há um forte vínculo da família Baumgart com o empreendimento. Gloria Baumgart, mulher de Curt, sempre esteve envolvida com a administração do shopping center e, atualmente, uma de suas filhas, Gabriela, também está à frente dos negócios. Em entrevistas anteriores, a família sempre negou ter interesse de se desfazer do shopping center.



Resposta do Shopping Center Norte


Veja, a seguir, a íntegra do comunicado enviado pelo Center Norte à imprensa:


"O Shopping Center Norte mantém a normalidade de suas operações e está tomando as medidas legais e administrativas em relação à decisão que determina a suspensão de suas atividades exarada no dia de hoje (27 de setembro) pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente da Prefeitura de São Paulo, com base nas informações encaminhadas pela CETESB há cerca de 15 dias (15 de setembro).


O Shopping não concorda com a medida, uma vez que tem cumprindo as exigências da CETESB para resolver a questão ambiental, por meio do monitoramento diário da área e das obras para a instalação de drenos para a exaustão do gás metano existente no solo, conforme os planos e os cronogramas apresentados à CETESB em 31 de agosto de 2011 e sobre os quais até o presente momento não houve manifestação.


Além disso, as medições realizadas pelo Shopping Center Norte têm confirmado ausência de metano no interior das lojas, fato que vem sendo constatado diariamente pela CETESB.


Em inspeção realizada no início da tarde de hoje, dia 27 de setembro, a CETESB constatou a implantação de sistema de mitigação em frente à loja de nº 200 interligado ao sistema provisório de exaustão de gases. Em 23 de setembro, a mesma CETESB, vistoriando o Shopping Center, constatou a instalação de 3 (três) novos tubos responsáveis pela drenagem dos gases entre o piso do Shopping e o do piso técnico.


O gás metano identificado no Shopping Center Norte está localizado abaixo do piso do empreendimento (ou seja, na camada de terra abaixo do piso de concreto de até 70cm), onde as condições para que ocorra uma explosão são nulas.


Enfatizamos, ainda, que o gás metano não é tóxico e, portanto, não afeta a saúde das pessoas.


Em seus 27 anos de existência, o Shopping jamais registrou qualquer incidente em suas instalações relativo a questões ambientais.


O Shopping Center Norte assegura que a normalidade de suas atividades não coloca em risco a segurança e a saúde de seus lojistas, funcionários, clientes e fornecedores, razão pela qual não concorda com a decisão do órgão público."


Fonte: Economia Ig

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Rio desonera produção de equipamentos de energia eólica e solar

A partir desta segunda (26) as indústrias voltadas para a produção de energia eólica e solar (fotovoltaica) terão isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no estado do Rio de Janeiro. O decreto foi assinado nesta manhã pelo governador Sérgio Cabral. A meta, segundo o secretário do Meio Ambiente, Carlos Minc, é quadruplicar o uso desse tipo de energia no estado do Rio até 2030.


“A desoneração desses impostos pode representar uma queda de até 25% do custo dos equipamentos. Hoje a maioria dos equipamentos é importada e a ideia é atrair empresas para o Rio. Aliás, já existe uma grande empresa chinesa, mas não posso revelar o nome ainda, que pretende instalar uma fábrica para produzir torres, hélices e turbinas para geração de energia eólica”.


Minc explicou que o uso de energias alternativas ainda é muito baixo no país. “O Brasil tem uma base hidrelétrica muito forte e as energias eólica e solar muito atrasadas. Há três anos, Portugal, que é do tamanho do Rio, tinha cinco vezes mais energia eólica e solar do que o Brasil.”


Na mesma cerimônia, o governador Sérgio Cabral também assinou o Decreto do Clima que regulamenta a Política Estadual sobre Mudança do Clima e Desenvolvimento Sustentável. O decreto define as metas de redução de emissão de gases e aponta as fontes de recursos financeiros para a implementação das ações propostas.


O governo do Rio pretende reduzir, até 2030, 65% da emissão de gases de efeito estufa e 11 milhões de toneladas de gás carbônico. Se a redução for alcançada, o número equivale a todas as emissões de dióxido de carbono do setor de transportes hoje e o dobro de todas as emissões do setor energético, segundo a Secretaria do Ambiente.


A subsecretária estadual de Economia Verde, Suzana Kahn, explicou que São Paulo, que tem um Produto Interno Bruto (PIB) maior que o do Rio, emite menos gases poluentes que o estado fluminense. “São Paulo produz 3,5 toneladas equivalente de carbono por habitante, enquanto o Rio emite 4,5 toneladas. É importante que a economia cresça, mas não precisamos aumentar as emissões de gases poluentes na mesma ordem e esse é o nosso foco”, explicou a subsecretária.


Fonte: Agência Brasil

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Empresas estão dispostas a cortar emissões indiretas

 
Pesquisa revela que 40% das multinacionais estão estudando dispensar fornecedores que não possuem ações para reduzir a liberação de gases do efeito estufa e que metade delas levam em conta as emissões agregadas antes de fechar uma parceria.



Recentemente, o Greenpeace divulgou um relatório no qual acusa multinacionais como Adidas, Nike, Puma, Calvin Klein e Lacoste de utilizarem fornecedores chineses que poluem os rios com produtos químicos banidos na Europa e em outros lugares por serem tóxicos. Apesar das empresas se defenderem ou anunciarem que não trabalhariam mais com esses fornecedores, o estrago para a imagem das companhias foi grande.
Este é um dos novos cenários do mundo global dos negócios, onde a preocupação ambiental e climática vai além das ações diretas das empresas, buscando fiscalizar toda a cadeia de produção, incluindo fornecedores.


Assim, não surpreende os números apresentados por uma pesquisa com 100 multinacionais feita pelo Carbon Trust Advisory, que apontou que 40% delas pensa em substituir fornecedores antigos por empresas que apresentem uma melhor pegada de carbono. Assim, pelo menos 29% dos atuais fornecedores correm o risco de perder espaço se não realizarem ações de mitigação em breve.


Além disso, metade das corporações estão levando em conta o nível de emissão das possíveis parceiras antes de fechar um negócio e quase 58% delas devem pagar bônus para os fornecedores que sugerirem alterações na cadeia de produção que reduzam a pegada de carbono.


“As recompensas para as empresas que cortarem emissões nas suas cadeias de produção são várias, como redução de riscos, custos e aumento em eficiência e ganhos. Mas não é uma tarefa fácil e demanda comprometimento. Das companhias que já estão fazendo isso, apenas 43% possuem uma estratégia definida e 60% apresentam metas. Esses dois passos são cruciais para organizações planejarem e capitalizarem as oportunidades de crescimento verde nos próximos 12 meses”, afirmou Hugh Jones, diretor do Carbon Trust Advisory.


As emissões geradas pelos fornecedores no desenvolvimento dos produtos e serviços são responsáveis por boa parte da pegada de carbono empresarial. O relatório mostra que lidar com elas é o próximo passo lógico das multinacionais, uma vez que 93% das corporações afirmam já possuir ações para reduzir suas próprias emissões.


Mas das 100 entrevistadas, apenas 40% estão lidando com as emissões indiretas da cadeia de produção. O lado positivo é que 42% das empresas que não estão observando as emissões indiretas começarão a fazê-lo nos próximos 12 meses.


“Trabalhamos com cerca de 16700 fornecedores ao redor do mundo, gastando mais de US$ 18 bilhões por ano com eles. Garantir a qualidade ambiental desses parceiros nos permitirá passar um maior valor agregado de sustentabilidade para os nossos clientes”, afirmou Niall Dunne, diretor de sustentabilidade da BT.


Apesar da vontade demonstrada pelas companhias entrevistadas, ainda existem muitos obstáculos que prejudicam ações para diminuir as emissões dos fornecedores.


Entre os mais citados aparece a dificuldade em demonstrar as vantagens econômicas (34%), o aumento de custos (32%) e problemas em forçar os fornecedores a agir (29%).


Para facilitar esse processo, o GHG Protocol, uma coalização liderada pelo World Resources Institute (WRI) e pelo World Business Council for Sustainable Development, deve divulgar em outubro dois novos padrões: o Corporate Value Chain (scope 3) Standard e o Product Lifecycle Standard.


Os padrões devem ajudar empresas a monitorar e reportar as emissões das suas cadeias de produção e do ciclo de vida dos produtos.


“Ao adotarem abordagens sistemáticas para lidar com as emissões de fornecedores, as companhias poderão estimular novas oportunidades de negócios e parcerias estratégicas. As empresas que tiverem conhecimento completo de suas emissões serão as que mais facilmente irão administrá-las e, assim, assumirão uma posição de vanguarda no mercado e se tonarão mais eficientes e competitivas”, resumiu Pankaj Bhatia, diretor do GHG Protocol.


 


Fonte: Instituto CarbonoBrasil/Carbon Trust Advisory -   Autor: Fabiano Ávila   -

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Prefeitura manda Shopping Center Norte fechar em 72 h em SP
A prefeitura de São Paulo determinou nesta terça-feira a interdição do Shopping Center Norte por ocorrência de gás metano no subsolo do local.
Segundo a prefeitura, há risco de explosão e, por isso, o local não pode receber o público. Todos os estabelecimentos do Center Norte, dos estacionamentos, do Carrefour e do Lar Center devem fechar em até 72 horas.
Técnicos da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente estiveram no shopping e aplicaram multa no valor de R$ 2 milhões pelo não atendimento às exigências da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), órgão que fiscaliza questões ambientais em São Paulo.
De acordo com a prefeitura, as exigências estão os técnicos lavraram um termo de suspensão total das atividades.
O shopping entrou na lista de áreas contaminadas da Cetesb por ter sido construído em uma área onde antes havia um lixão.
A suspensão é válida por tempo indeterminado, até que o estabelecimento comprove que as exigências da CETESB estão sendo implementadas.
O Center Norte também foi intimado a atender a legislação que exige permeabilidade nos estacionamentos, que estabelece a obrigatoriedade de manter 30% das áreas ou piso drenante, obrigando também a ter uma árvore plantada para cada 40m² de estacionamento.
O prazo para apresentar projeto é de 30 dias. Fiscais da Subprefeitura da Vila Maria, que acompanharam a fiscalização, serão responsáveis pela verificação do cumprimento do termo de suspensão total das atividades.
Fonte: www.terra.com.br
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Austrália fixa imposto de US$ 23 por tonelada de emissão de CO2

A partir do dia 1° de julho de 2012 será cobrado um imposto de US$ 23 por tonelada de dióxido de carbono emitido na Austrália. A medida foi anunciada por Julia Gillard, primeira-ministra daquele país, dia 10 de Julho de 2011 e afeta cerca de 500 empresas, consideradas as maiores poluidoras.
Em sua declaração, a primeira-ministra destacou que, no papel de nação, a Austrália precisa colocar um preço ao carbono e criar um futuro com energias limpas.
"Com esta medida se pretende reduzir em 160 milhões de toneladas a emissão de gases poluentes até o ano de 2020. Isso equivale a tirar cerca de 45 milhões de carros das estradas", explicou Julia.
O imposto aumentará em 2,5% em termos reais até julho de 2015, quando entrar em vigor na Austrália um esquema de troca de emissões no qual o mercado regulará os preços. O imposto não afetará o combustível destinado ao consumo pessoal ou as pequenas empresas, mas o transporte pesado que usa diesel pagará o preço das emissões de dióxido de carbono a partir de 2014, transcorrida uma moratória de dois anos.
"O governo gastará cerca de US$ 9,884 bilhões nos próximos três anos provenientes dos fundos deste imposto para gerar incentivos econômicos para os maiores poluentes, de modo a reduzir as emissões dos gases de efeito estufa", disse julia. Ela explicou que parte do dinheiro proveniente do imposto das emissões de dióxido de carbono será destinada à criação de empregos e a promover os investimentos em energias limpas, assim como em programas que contribuirão para diminuir a mudança climática.


Fonte: Revista Meio Ambiente Industrial, Edição 92

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Menino de 13 anos revoluciona captação de energia solar
 O americano Aidan Dwyer, 13, criou uma maneira de aproveitar melhor a energia do sol, organizando painéis solares. O resultado de sua invenção aumentou de 20% a 50% a eficiência do sistema. O invento se assemelha a uma planta em sua forma e função.
 
A ideia de Dwyer, apresentada em uma feira de ciência na escola, lhe rendeu o prêmio “Jovem Naturalista 2011” concedido pelo Museu Americano de História Natural e foi inspirada no mecanismo que as árvores possuem de absorver a luz solar.
 
Hoje em dia, os painéis solares são dispostos horizontalmente ao contrário do sistema “criado” pela natureza e, ao perceber isto, o menino resolveu gerar um dispositivo vertical com pequenos painéis solares de maneira que ficassem organizados como as folhas nos galhos.
 
Em uma entrevista ao portal de notícias norte-americano Huffington Post, Dwyer contou que durante suas caminhadas às montanhas de Catskills, nos EUA, ele percebeu que as folhas e os galhos das árvores obedeciam a uma sequência e ele queria saber o por quê. "Eu sabia que aqueles galhos e folhas coletavam a luz do sol para fotossíntese, então meu próximo experimento iria investigar se a sequência de Fibonacci ajudaria", disse o estudante.
 
A sequência de Fibonacci se caracteriza pelo uso dos números zero e um, antes de cada sequência, a cada número seguinte, faz-se a soma dos dois números anteriores. Por exemplo, 0-1-1-2-3-5-8-13-21. Estes números, quando colocados em proporções, mostram-se nos padrões de galhos e folhas em árvores. A pequena árvore criada pelo adolescente é feita em PVC e as folhas e galhos são pequenos painéis solares que respeitam esta ordem.
 
Testes realizados mostram que a “árvore solar” é mais eficiente, inclusive em épocas de menor incidência solar. Outra vantagem é que em épocas de nevasca, o sistema não fica “enterrado” pela neve e nem é prejudicado pela chuva além do que, ele ocupa menos espaço, sendo perfeito para ambientes urbanos onde o espaço e a luz solar direta podem ser difíceis de encontrar.
 
O estudante ganhou uma patente provisória, do governo dos Estados Unidos, além do interesse de diversas entidades aparentemente “ansiosas” em comercializar sua inovação.
 
Fonte: Redação CicloVivo
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Poluição interna em SP é maior do que em grandes avenidas de Nova York
A equipe de reportagem do jornal O Estado de S. Paulo visitou residências e escritórios da capital paulista, com o intuito de medir a poluição interna destes ambientes. O resultado mostra que, em quase todas as partes da cidade, os níveis de partículas inaláveis estavam acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A principal causa da poeira doméstica são os sete milhões de automóveis que trafegam diariamente pela cidade, lançando gases de efeito estufa na atmosfera e prejudicando a qualidade do ar. As partículas finas conseguem penetrar nos ambientes, mesmo quando a maior parte das janelas estão fechadas.

O pior índice foi registrado em um consultório médico, na zona sul de São Paulo. O local, próximo ao Parque do Ibirapuera, continha níveis de poluentes 392% acima da média considerada ideal. Os altos níveis se repetiram em residências e escritórios, tendo como agravantes o uso de carpetes e a falta de manutenção nos aparelhos de ar condicionado.

Na região oeste da capital o local avaliado foi o escritório da Faculdade de Medicina da USP, que apresentou níveis de poluição mais altos do que de uma grande avenida em suas proximidades.

A região que teve melhores resultado foi a zona leste da cidade, nas proximidades do bairro de Itaquera. O prédio do Poupa Tempo passou pela análise e apresentou níveis de partículas finas abaixo do considerado ideal pela OMS.

“Avenidas de Nova York e Boston não são tão poluídas quando ambientes internos aqui”, explicou o professor Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição Atmosférica da USP, em declaração ao Estadão. O especialista também disse que essa situação aumenta a incidência de doenças respiratórias e até mesmo as chances de ocorrer o infarto do miocárdio.

Diante disso, a população deve aumentar os cuidados com a saúde, usando umidificador de ar, aumentando a frequência da limpeza dos móveis e do chão e até mesmo optando por manter plantas próximas às janelas, para dificultar a entrada das partículas poluidoras.

Fonte: CicloVivo
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Estudo faz 54 recomendações para Plano Ar, Clima e Energia do RS

O diretor-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Carlos Fernando Niedersberg, abriu, nesta terça-feira (28), no Clube do Comércio, o Seminário de Apresentação dos Resultados do Plano Ar, Clima e Energia do Rio Grande do Sul, seguido pela secretária estadual do Meio Ambiente, Jussara Cony, que após saudar os presentes, explicou que o PACE é um dos projetos considerados estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Estado.


Jussara Cony apresentou também os resultados do projeto, explicando as recomendações do PACE para melhorias do ar, clima e energia no RS. Ao todo foram 54 recomendações, apresentadas sob sete setoriais, transportes de cargas, transporte de pessoas, energia, atividade econômica, agropecuária, floresta e biodiversidade e resíduos e saneamento, dentro de quatro áreas estruturantes: conhecimento, comunicação, monitoramento e coordenação. A secretária falou da importância do PACE, explicando que o mesmo irá fortalecer a integração preventiva de assuntos ambientais nas decisões relativas ao planejamento do Estado. "O PACE irá fortalecer os órgãos ambientais, a fim de atender às novas exigências", disse ela.


Dentre as recomendações, ela destacou a criação de um comitê técnico integrado de ar, clima e energia dentro do Fórum Gaúcho de Mudanças Climáticas. Este comitê será responsável pela implementação e pelo seguimento das recomendações do PACE e pela articulação do Plano com a Política Gaúcha de Mudanças Climáticas, além disso, terá como objetivo garantir a lógica de integração das questões do ar e da energia na política estadual voltada para o clima. A secretária citou também o Plano Estadual de Desenvolvimento de Energias Renováveis, para o planejamento dessas fontes alternativas e para a valorização dos potenciais regionais do Rio Grande do Sul e ainda falou sobre a elaboração de um Plano Estadual de Eficiência Energética. Este, em caráter regional, se articulará com o Plano Nacional de Eficiência Energética e poderá ser estruturado em torno de vários eixos de trabalhos, tais como: identificação dos potenciais de economia de energia, identificação e desenvolvimento de ferramentas de análise e informação dos profissionais. Por fim, Jussara Cony ressaltou também a proposta do PACE de mostrar o exemplo do setor público começando pela elaboração de um inventário de carbono com plano de ações para as administrações estaduais.


Após a secretária, Carlos Fernando Niedersberg explicou as recomendações do projeto, que são competências da Fepam. Em relação ao controle e monitoramento, destacam-se diagnosticar, acompanhar e controlar a qualidade do meio ambiente, prevenir e combater as formas de poluição, controlar a aplicação das normais ambientais, entre outros. Já em relação à competência técnica, Carlos Fernando citou a importância de um sistema de documentação e divulgação dos conhecimentos técnicos sobre temas ambientais, desenvolvimento de pesquisas de caráter ambiental, etc.


Ainda na parte da manhã, os participantes assistiram as palestras de Olivier Decherf, chefe do projeto PACE/RS e diretor-presidente da Enviroconsult, que apresentou o histórico do projeto, além das suas grandes etapas de elaboração. Olivier falou que é um orgulho ver o projeto adotado pelo RS e que "o problema da poluição atmosférica é muito grave, é um problema de saúde pública, que precisa ser controlado". Também palestraram Iara Brito Martins, coordenadora do Ar do Sul/Fepam, que explicou o papel do PACE na gestão estadual de qualidade do ar, além do projeto de Sustentabilidade da Rede Estadual de Monitoramento Automático da Qualidade do Ar e ainda Guilherme Martins, representante do Banco Nacional de Desenvolvimento, que apresentou as linhas de financiamento, programas e fundos para o meio ambiente do BNDES, na lógica da busca de recursos para implementação das recomendações do PACE. Além do BNDES, os recursos financeiros potenciais podem ser provenientes do FINEP, BIRD e Governo do Estado.


Na parte da tarde, Cécile Martin-Phipps, representante da Agência Francesa do Meio Ambiente (ADEME), palestrou sobre a metodologia do PACE na França, a experiência francesa de gestão integrada de Ar, Clima e Energia. Após Cécile, foi a vez do Ciclo de Palestras do Codesul, com as palestras de Eliane Dias Ribeiro, Eduardo Felga Gobbi e Flávia Hila sobre as experiências contra as mudanças climáticas do Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina, respectivamente.


Após, foi ouvida a palestra de Ansberto do Passo Neto, diretor do Centro de Estudos de Biogás do Parque Tecnológico de Itaipu, Plataforma Itaipu de Energias Renováveis, sobre alternativas energéticas para reduzir os impactos ambientais sobre a mudança do clima e a experiência de Itaipu, no Paraná e também de Carlos Henrique Horn, vice-presidente e diretor de planejamento do Banco Regional de Desenvolvimento, que explicou as linhas de financiamento do BRDE para o meio ambiente.


O PACE é um convênio de cooperação entre os governos brasileiro e do Rio Grande do Sul. O objetivo principal do Plano é auxiliar o RS na elaboração de uma estratégia territorial global e integrada de gestão da qualidade do ar, das emissões de gases de efeito estufa, das mudanças climáticas e da energia. O documento apresentado no seminário desta terça-feira é fruto de um estudo realizado durante 16 meses, com trabalho técnico e discussões com parceiros, visando apoiar a tomada de decisões do Estado envolvendo questões relacionadas ao ar, clima e energia.


Fotos: Camila Domingues/Palácio Piratini


Fonte: FEPAM / SEMA
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Fepam apresenta o Programa Estadual de Sustentabilidade dos Recursos Atmosféricos

Foi apresentado nesta segunda (30), no Auditório da Sema, o Programa Estadual de Sustentabilidade dos Recursos Atmosféricos. O trabalho faz parte de uma nova perspectiva do aprimoramento da gestão ambiental no Estado, através de um novo desenho para a Rede Estadual de Monitoramento Automático da Qualidade do Ar. "É um dia histórico para a Fepam e para o Rio Grande do Sul. Hoje estamos dando um passo largo para resolver uma dívida com o Estado, de termos uma rede real de monitoramento do ar", salientou o diretor-presidente da fundação, Carlos Fernando Niedersberg. 


Segundo o presidente, esta nova configuração da rede busca otimizar os recursos humanos e materiais disponibilizados pela esfera pública e privada comprometidos com a qualidade dos recursos atmosféricos. Niedersberg destacou a importância do assunto para a saúde pública. "Trata-se de um marco das parcerias público-privadas. Teremos um instrumento importante de gestão ambiental, pois nos dá maior segurança para a concessão de licenças ambientais". Niedersberg ainda fez questão de destacar que os dados serão gerados e gestionados pelo ente público, no caso a Fepam, que manterá os dados sempre disponíveis para a população. 


Após a explanação inicial do presidente, a Coordenadora do Programa de Pesquisas Vera Vargas falou sobre a Qualidade do Ar e a Saúde Humana, seguida da coordenadora do Pró-Ar, Iara Brito Martins, que detalhou aspectos do Programa, em especial do Projeto 1, denominado Sustentabilidade da Rede Estadual de Monitoramento Automático da Qualidade do Ar. Na sequência, o administrador Carlos Dorini explicou a metodologia de cotização para os presentes.


Fonte: FEPAM / SEMA
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2011 País finaliza primeiro inventário nacional sobre dioxinas e furanos

O Brasil acaba de cumprir uma das tarefas assumidas como signatário da Convenção de Estocolmo, que trata dos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), substâncias perigosas que provocam doenças como câncer e afetam a vida silvestre. Sob a coordenação do MMA, órgãos do Governo Federal e instituições parceiras reuniram informações para a formulação do primeiro inventário nacional sobre a emissão de dioxinas e furanos.
 
Esse documento foi apresentado na segunda reunião do Grupo Técnico Interinstitucional – POPs de emissão não intencional, que aconteceu nos dias 10 e 11 de maio, em Brasília, e contou com a participação de especialistas de várias instituições nacionais e da Unep Chemicals (programa das Nações Unidas que trata de segurança química).
 
O inventário confirmou que as dez categorias de fontes de possível emissão estabelecidas pela Convenção de Estocolmo estão presentes no Brasil. Como, por exemplo, incineração de resíduos; produção de metais ferrosos e não-ferrosos; geração de energia; produção de produtos minerais não metálicos; transportes; queimas a céu aberto, incluindo a queima de biomassa; produção de químicos e bens de consumo; disposição incorreta de efluentes e de resíduos. Foram constatadas diversas outras áreas potencialmente emissoras.
 
Os dados obtidos demonstram que a soma geral das estimativas resultantes desses processos é da ordem de 3.200 g TEQ – medida de toxicidade que situa o País na média mundial de emissões de dioxinas e furanos.
 
A análise de informações mostrou que a maior parte das emissões ocorre pelo ar, em 42% dos casos, o que faz as substâncias viajar pelo planeta. Dioxinas e furanos foram encontradas em animais que vivem em ambientes teoricamente livres de poluição, como ursos no Ártico e pinguins do Pólo Sul.
 
Os números do inventário ainda podem sofrer alteração, devido à complementação de algumas informações, mas sem grandes mudanças. Mesmo na média em relação a outros países, o Brasil ainda precisa reduzir as emissões.
 
O inventário é um instrumento para a mudança necessária. Essa sua primeira versão servirá de base para nortear ações em cumprimento dos objetivos da Convenção de Estocolmo. A próxima etapa será a elaboração e implementação de um plano de ação que fará parte do Plano Nacional de Implementação da Convenção de Estocolmo.


(Fonte: MMA)

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Evento de Inauguração do Laboratório All Gas

No dia 29 de abril, sexta-feira houve a inauguração do Laboratório All Gas, nas instalações na empresa.


Durante o lançamento os Diretores da All Gas comunicaram o desenvolvimento das principais atividades realizadas e suas expectativas em relação a este mercado.


O evento contou com a presença de clientes, membros da Câmara Brasil Alemanha, Consema e empresas parceiras como:


Ecocerta Análises Ambientais: representada pelos sócios Ana Cristina e Rodrigo Brancher;

Ecolíder Sistema Ambiental: representada pelo Diretor Comercial Márcio Fabro;


Euronema Ambiental: representada pelo Diretor Comercial, Sr. Adeldo Neto;


Produtora e Repórter do Programa Natureza Viva, Larissa Rizzon;


Coordenadores dos cursos de Engenharia Química e Engenharia Ambiental da Universidade de Caxias do Sul - UCS.


 De um modo geral, a receptividade superou as expectativas e houve unanimidade de opiniões quanto à necessidade de um laboratório de coletas e análises de emissões atmosféricas em Caxias do Sul.


 

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Câmara aprova medida que retira poderes da Agência de Proteção Ambiental

Durou pouco a vitória do presidente norte-americano Barack Obama. Menos de 24 horas depois do Senado rejeitar a proposta que tiraria da Agência de Proteção Ambiental (EPA) a capacidade de orientar políticas de emissões de gases do efeito estufa, a Câmara aprovou uma medida semelhante por 255 votos contra 172.


Já era esperado esse resultado, pois a Câmara é predominantemente republicana. O surpreendente fica por conta dos 17 votos de deputados democratas a favor da medida.


Apesar de ser improvável que a nova proposta seja aprovada no Senado - uma necessidade para qualquer mudança na legislação -, a vitória republicana tem um grande impacto simbólico e indica que o governo Obama deverá encontrar enormes dificuldades para aprovar qualquer medida climática ou energética na Câmara.


Além disso, aumenta a pressão para que a EPA deixe de ter um papel tão fundamental nas políticas de emissões de gases do efeito estufa. 


Em outro sinal de interferência política sobre a ciência das mudanças climáticas, a Câmara rejeitou também nesta quinta-feira (7) a emenda que reconhecia os gases do efeito estufa como um perigo à saúde pública


 


Fonte: Instituto Carbono Brasil

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IV Conferência Regional sobre Mudanças Globais: O Plano Brasileiro para um futuro sustentável

Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas – PBMC

Lançado  novembro de 2009 pelos Ministérios de Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente é uma das ações previstas no eixo de Pesquisa e Desenvolvimento do Plano Nacional sobre Mudança do Clima. Iniciativa inspirada no Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU (IPCC), o PBMC propõe uma avaliação integrada e objetiva acerca do conhecimento técnico e científico produzido no Brasil e no exterior, sobre causas, efeitos e projeções relacionadas às mudanças climáticas relevantes para o país, incluindo os aspectos de adaptação e mitigação, e disponibilizando essas informações aos tomadores de decisão e à sociedade em geral.


Neste contexto o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo, o Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, a Rede Clima, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Mudanças Climáticas e a Academia Brasileira de Ciências pretendem, com a realização da IV CONFERÊNCIA REGIONAL SOBRE MUDANÇAS GLOBAIS: O PLANO BRASILEIRO PARA UM FUTURO SUSTENTÁVEL – 4CRMG, entre os dias 04 e 07 de abril de 2011, contribuir com o aprimoramento do Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas, reunindo todos os atores envolvidos com a questão – da academia, do setor privado e da sociedade civil - na busca de entendimento e estabelecimento de sinergias e parcerias para obter soluções científicas, tecnológicas e economicamente sustentáveis e socialmente corretas para esse grande desafio. A conferência está organizada para analisar os seguintes setores: Cenários Climáticos; Conservação da Biodiversidade; Agricultura e Segurança Alimentar ; Energias Renováveis; Segurança Hídrica; Vulnerabilidade das Áreas Costeiras; Vulnerabilidade das Áreas Urbanas.


Público Alvo
O público alvo é formado por profissionais do setor privado, políticos, jornalistas e demais interessados na temática ambiental, professores e pesquisadores de instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa. O evento também oferece uma oportunidade para alunos de graduação e pós-graduação atualizarem seus conhecimentos.


Informações
Dias 4 e 7 de abril de 2011
Realização: IEA-USP
Local: Memorial da América Latina -São Paulo - Brasilwww.mudancasglobais.com.br


 


Fonte: www.agsolve.com.br

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Notícias
À sombra da catástrofe nuclear

Por David Case, do Global Post
 


 


O desastre nuclear em Fukushima, Japão, continua a se agravar. Múltiplas explosões fizeram saltar os tetos e paredes externas de reatores da usina e uma luta heróica está em curso, para prever o pior. Durante vários dias, as autoridades tentaram tranquilizar o público. Agora, pedem ajuda.


Para obter respostas independentes sobre os riscos enfrentados pela população, o Global Post entrevistou Arnold Gundersen, de 39 anos, ex-veterano da indústria nuclear. Hoje professor de Física e Matemática em Kent (veja sua história), Gundersen trabalhou como operador de usina nuclear e atuou como especialista na investigação do incidente de Three Mile Island, nos EUA.


Autoridades japonesas afirmam que a possibilidade de uma emissão de radiatividade em larga escala é pequena. Você concorda?


Arnold: Temo que a possibilidade seja de 50%, o que não considero “pequeno”.


Qual a base do seu cálculo?


Arnold: Há diversas razões. Temos três reatores envolvidos. Além disso, a radiação já está sendo captada por aviões a 150 quilômetros de distância e na cidade. Se for cada vez mais difícil controlar estas instalações, as tentativas de conter a contaminação irão falhar. Isso resultaria no lançamento rápido de enormes doses de radiação.


O New York Times relata que as emissões radiativas poderiam durar semanas ou meses. Que preocupação isto causa? Em que momento um reator no estado dos de Fukushima torna-se menos perigoso?


Arnold: A reação em cadeia foi interrompida. Ela durou dois segundos. Mas os isótopos radiativas ainda estão se desintegrando. O processo durará pelo menos um ano. Por isso, é preciso reduzir em muito a pressão dos reatores, a cada dia. Isso exige liberar isótopos radiativos, também.


O New York Times está certo quando afirma que cada reator – três dos quatro da usina – precisará abrir válvulas todos os dias para garantir a queda de pressão. E haverá radiações destas instalações por pelo menos um ano.


Quais as ameaças para as saúde?


Arnold: Em 90 dias, os riscos causados pela iodina radiativa desaparecerão, porque ela se desintegrará. Mas os isótopos mais nocivos – césio e estrôncio – durarão 30 anos. E são voláteis.


No acidente de Three Mile Island, estrôncio foi detectado a 220 quilômetros do reator. Termina no leite das vacas e não desaparece por 300 anos. As emissões dos reatores japoneses vão durar um ano e conterão elementos que permanecerão na natureza por três séculos, no melhor dos casos. Se houver uma explosão, será muito pior.


O grande risco num acidente nuclear é que o calor torne-se intenso a ponto de romper a blindagem de aço, lançando enormes doses de radiação. Você diz que este risco é, atualmente, de 50%. Quais seriam as consequências, se o pior ocorresse?


Arnold: De alguma forma, as blindagens já se romperam. Iodina radiativa e césio foram encontrados na natureza, porque o primeiro reator explodiu. Sua presença na atmosfera é uma indicação clara da ruptura.


O vazamento é de 1% dos isótopos radiativos gerados, por dia? Provavelmente. Nestas condições, ele afetará as cidades a um raio de 3 quilômetros. Acho que ninguém poderá voltar a elas em cinco anos. Num raio maior, de 20 quilômetros, acredito que o isolamento tenha de chegar a seis meses. Tudo isso na melhor hipótese, a de que se evite um derretimento. Se ele ocorrer, não poderá haver ninguém, num raio de 30 quilômetros, por dez ou quinze anos.


Por que o isolamento?


Arnold: Nas regiões contaminadas, haverá alta incidência de câncer. As águas subterrâneas serão atingidas. Com um derretimento, tudo, a quilômetros de distância do reator, será contaminado.


Qual seria a rapidez da contaminação da água?


Arnold: Em Chernobyl houve um derretimento e a faixa de águas subterrâneas contaminadas está aos poucos expandindo-se até Kiev, uma cidade muito grande distante cerca de 130 quilômetros. Não é algo fácil de mitigar.


É um problema grave num país como o Japão, muito populoso e com área relativamente reduzida.


Arnold: Claro.


Você afirma que a blindagem já foi afetada, ao contrário do que dizem as autoridades japonesas. Como você pode saber que está certo?


Arnold: Há iodina radiativa e césio no ambiente. É uma indicação de que os reatores estão vazando. Exatamente quanto, é difícil dizer. Não posso entender como estas autoridades podem dizer que as emissões são baixas, sem ter os instrumentos operando. É muito difícil determinar os níveis de radiação e de pressão.


O Japão e sua indústria nuclear fizeram investimentos muito pesados em energia nuclear. Também depois de Three Mile Island e de Chernobyl, afirmou-se que não haveria problemas, até que eles apareceram. Por isso, não acredito muito em pronunciamentos oficiais na primeira semana de um acidente.


Significa que as pessoas com acesso a informação têm interesses em tornar as informações tão tranquilizadoras quanto possível?


Arnold: Sim, além disso de as autoridades buscarem evitar o pânico. Há o interesse financeiro de longo prazo em minimizar o impacto. Perde-se transparência, no processo de construção da informação. Estamos todos lidando com informações de segunda mão.


Ouvi de uma fonte que o segundo reator não pode ser ventilado, porque o ventilador quebrou. Não sei se é verdade ou não. Goste de ter ao menos duas fontes. Mas o acidente ainda não terminou. E ele pode agravar-se, antes de começar a se dissipar.


Se o sistema de ventilação estiver quebrado, a pressão continuará subindo, até que algo catastrófico ocorra?


Arnold: Neste caso, sim.


Tivemos explosões em dois dos prédios onde os reatores estão instalados. Você operou reatores nucleares. Num caso como este, as salas de controle seriam afetadas pelas explosões? E como é possível continuar controlando os reatores, em tais circunstâncias?


Arnold: Sim, as salas de controle estão quase totalmente inabitáveis. Os operadores devem estar usando cilindros de oxigênio, para não respirar ar contaminado depois que a ventilação falhou. A sala de controle fica muito próxima aos reatores, provavelmente a uns 60 metros. Duvido que seja possível fazer muita coisa por lá. Estão contaminadas, seu ar não pode ser respirado. E é muito difícil fazer algo usando um cilindro de oxigênio e roupas parecidas com uma bolha.


Nesse caso, como se reduz a pressão? Os técnicos estariam sendo enviados ao reator, para realizar tarefas manualmente?


Arnold: Podem mandar gente para abrir manualmente uma válvula. Mais tarde, esta pessoa terá de voltar para fechá-la, também com as mãos. Num terreno de radiação intensa, é possível fazer poucas viagens antes de se expor aos limites máximos de radiação. Os trabalhadores recebem doses muito grandes, em curtos períodos. Não se pode expô-los a muitas tarefas, para não liquidar sua saúde. É um trabalho altamente especializado.


As doses a que os trabalhadores estão sendo submetidos os afetarão?


Arnold: Os riscos de desenvolverem câncer aumentará dramaticamente porque, de qualquer forma, as doses diárias que recebem superam as que se pode sofrer num ano. Para cada 250 rem recebidos, haverá um câncer. É um dado muito bem estabelecido. Entre um grupo submetido a 2,5 rem, haverá um câncer para cada cem pessoas.


A esta altura, Tóquio está a salvo?


Arnold: O vento dilui e espalha a radiação. Tóquio está distante. Mas a Alemanha também não fica perto de Chernobyl, e o solo em algumas partes da Alemanha foi tão contaminado que ainda se proóbe a caça de javalis, 25 anos depois.


Ressalto que, no caso japonês, não temos medidas acuradas. Um avião cargueiro norte-americano passou a 160 quilômetros do acidente, e a tripulação recebeu, em uma hora, a dose de radiação que normalmente receberia em um mês.


A radiação pode chegar aos Estados Unidos?


Arnold: Ela certamente chegará. Chernobyl chegou aos Estados Unidos. A questão é: quanta radiação? Não há dados para prever.


Há riscos de contaminação dos alimentos?


Arnold: No Japão, certamente.


Tradução: Antonio Martins


*Publicado originalmente no site Outras Palavras - http://www.outraspalavras.net/2011/03/15/a-sombra-da-catastrofe-nuclear/ Fonte: Envolverde


 

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Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Por Marco Aurélio Weissheimer*
 


 


Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso.


No dia 1° de novembro de 1755, Lisboa foi devastada por um terremoto seguido de um tsunami. A partir de estudos geológicos e arqueológicos, estima-se hoje que o sismo atingiu 9 graus na escala Richter e as ondas do tsunami chegaram a 20 metros de altura. De uma população de 275 mil habitantes, calcula-se que cerca de 20 mil morreram (há estimativas que falam em até 50 mil mortos). Além de atingir grande parte do litoral do Algarve, o terremoto e o tsunami também atingiram o norte da África. Apesar da precariedade dos meios de comunicação de então, a tragédia teve um grande impacto na Europa e foi objeto de reflexão por pensadores como Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire. A sociedade europeia vivia então o florescimento do Iluminismo, da Revolução Industrial e do Capitalismo. Havia uma atmosfera de grande confiança nas possibilidades da razão e do progresso científico.


No Poème sur le desastre de Lisbonne, (“Poema sobre o desastre de Lisboa”), Voltaire satiriza a ideia de Leibniz, segundo a qual este seria “o melhor dos mundos possíveis”. “O terremoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz”, ironizou Theodor Adorno. “Filósofos iludidos que gritam, ‘Tudo está bem’, apressados, contemplam estas ruínas tremendas” – escreveu Voltaire, acrescentando: “Que crimes cometeram estas crianças, esmagadas e ensanguentadas no colo de suas mães?”


Rousseau não gostou da leitura de Voltaire e responsabilizou a ação do homem que estaria “corrompendo a harmonia da criação”. "Há que convir... que a natureza não reuniu em Lisboa 20.000 casas de seis ou sete andares, e que se os habitantes dessa grande cidade se tivessem dispersado mais uniformemente e construído de modo mais ligeiro, os estragos teriam sido muito menores, talvez nulos", escreveu.


Já Kant procurou entender o fenômeno e suas causas no domínio da ordem natural. O terremoto de Lisboa, entre outras coisas, acabará inspirando seus estudos sobre a ideia do sublime. Para Kant, “o Homem ao tentar compreender a enormidade das grandes catástrofes, confronta-se com a Natureza numa escala de dimensão e força transumanas que embora tome mais evidente a sua fragilidade física, fortifica a consciência da superioridade do seu espírito face à Natureza, mesmo quando esta o ameaça”.


A tragédia que se abateu sobre Lisboa, portanto, para além das perdas humanas, materiais e econômicas, impactou a imaginação do seu tempo e inspirou reflexões sobre a relação do homem com a natureza e sobre o estado do mundo na época. Uma época, cabe lembrar, onde os meios de comunicação resumiam-se basicamente a algumas poucas, e caras, publicações impressas, e à transmissão oral de informações, versões e opiniões sobre os acontecimentos. Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa.


A espetacularização das tragédias e a perda da noção de limite


Em maio de 2010, em uma entrevista à revista Adverso - http://www.adufrgs.org.br/conteudo/sec.asp?id=cont_adverso.asp&InCdMateria=1463 (da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o geólogo Rualdo Menegat, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituo de Geociências da UFRGS, criticou o modo como a mídia cobre, de modo geral, esse tipo de fenômeno.


“Ela espetaculariza essas tragédias de uma maneira que não ajuda as pessoas entenderem que há uma manifestação das forças naturais aí e que nós precisamos saber nos precaver. A maneira como a grande imprensa trata estes acontecimentos (como vulcões, terremotos e enchentes), ao invés de provocar uma reflexão sobre o nosso lugar na natureza, traz apenas as imagens de algo que veio interromper o que não poderia ser interrompido, a saber, a nossa rotina urbana. Essa percepção de que nosso dia a dia não pode ser interrompido pelas manifestação das forças naturais está ligada à ideia de que somos sobrenaturais, de que estamos para além da natureza”.


Para Menegat, uma das principais lacunas nestas coberturas é a ausência de uma reflexão sobre a ideia de limite. É bem conhecida a imagem medieval de uma Terra plana, cujos mares acabariam em um abismo. Como ficou provado mais tarde, a imagem estava errada, mas ela trazia uma noção de limite que acabou se perdendo. “Embora a imagem estivesse errada na sua forma, ela estava correta no seu conteúdo. Nós temos limites evidentes de ocupação no planeta Terra. Não podemos ocupar o fundo dos mares, não podemos ocupar arcos vulcânicos, não podemos ocupar de forma intensiva bordas de placas tectônicas ativas, como o Japão, o Chile, a borda andina, a borda do oeste americano, como Anatólia, na Turquia”, observa o geólogo.


Não podemos, mas ocupamos, de maneira cada vez mais destemida. O que está acontecendo agora com as usinas nucleares japonesas atingidas pelo grande terremoto do dia 11 de março é mais um alarmante indicativo do tipo de tragédia que pode atingir o mundo globalmente. O que esses eventos nos mostram, enfatiza Menegat, é a progressiva cegueira da civilização humana contemporânea em relação à natureza. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas. “Estamos ocupando locais que, há 50 anos atrás, não ocupávamos. Como as nossas cidades estão ficando gigantes e cegas, elas não enxergam o tamanho do precipício, a proporção do perigo desses locais que elas ocupam”, diz ainda o geólogo, que resume assim a natureza do problema:


"Estamos falando de 6 bilhões e 700 milhões de habitantes, dos quais mais da metade, cerca de 3,7 bilhões, vive em cidades. Isso aumenta a percepção da tragédia como algo assustador. Como as nossas cidades estão ficando muito gigantes e as pessoas estão cegas, elas não se dão conta do tamanho do precipício e do tamanho do perigo desses locais onde estão instaladas. Isso faz também com que tenhamos uma visão dessas catástrofes como algo surpreendente".


A fúria da lógica contra a irracionalidade


Como disse Rousseau, no século XVIII, não foi a natureza que reuniu, em Lisboa, 20.000 casas de seis ou sete andares. Diante de tragédias como a que vemos agora no Japão, não faltam aqueles que falam em “fúria da natureza” ou, pior, “vingança da natureza”. Se há alguma vingança se manifestando neste tipo de evento catastrófico, é a da lógica contra a irracionalidade. Como diz Menegat, a Terra e a natureza não são prioridades para a sociedade contemporânea. Propagandas de bancos, operadoras de cartões de crédito e empresas telefônicas fazem a apologia do mundo sem limites e sem fronteiras, do consumidor que pode tudo.


As reflexões de Kant sobre o terremoto de Lisboa não são, é claro, o carro-chefe de sua obra. A maior contribuição do filósofo alemão ao pensamento humano foi impor uma espécie de regra de finitude ao conhecimento humano: somos seres corporais, cuja possibilidade de conhecimento se dá em limites espaço-temporais. Esses limites estabelecidos por Kant na Crítica da Razão Pura não diminuem em nada a razão humana. Pelo contrário, a engrandecem ao livrá-la de tentações megalomaníacas que sonham em levar o pensamento humano a alturas irrespiráveis. Assim como a razão, o mundo tem limites. Pensar o contrário e conceber um mundo ilimitado, onde podemos tudo, é alimentar uma espécie de metafísica da destruição que parece estar bem assentada no planeta. Feliz ou infelizmente, a natureza está aí sempre pronta a nos despertar deste sono dogmático.


*Publicado originalmente pela Agência Carta Maior - http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=17534.

Fonte: Envolverde/Agência


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Estados se preparam para fazer a inspeção veicular ambiental

Prazo para início de implantação do sistema conta a partir de 25 de abril de 2012. Até 30 de junho de 2011, municípios deverão estar com os planos prontos. Medida valerá para veículos automotores e motociclos.


Todos os estados brasileiros e o Distrito Federal deverão iniciar a implantação da inspeção veicular ambiental a partir de 25 de abril de 2012, prazo determinado em Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). A medida busca o controle da poluição provocada por ruídos e pela emissão de gases e partículas poluentes. A regra vai abranger todos os veículos automotores, motociclos e veículos similares, independentemente do tipo de combustível que utilizem.


Os resultados esperados são a melhoria da qualidade do ar, com a consequente melhoria da saúde pública e aumento da expectativa de vida dos habitantes das grandes cidades. A redução das emissões veiculares reflete diretamente na questão do aquecimento global e na questão da concentração de ozônio na troposfera, responsável pelo efeito estufa.


De acordo com estudos divulgados pela Universidade de São Paulo (USP), a poluição em excesso é responsável por mais de 200 tipos de doenças. Entre elas, incapacidade mental, estresse, derrame, sinusite, câncer na tireoide, angina, diabetes, doenças isquêmicas e infertilidade.


Atualmente, esse tipo de inspeção é realizada regularmente por 51 países no mundo. Na América Latina já fazem este tipo de fiscalização o Uruguai, Argentina, Chile, Peru, Costa Rica e Peru.


Rigor - Sem ter passado pela inspeção veicular periódica e ter sido inspecionado e aprovado quanto aos níveis de emissão, os veículos da frota-alvo, definidos em cada município, não poderão obter o licenciamento anual. O processo de implantação e execução da inspeção veicular estará a cargo dos órgãos estaduais de meio ambiente que, em articulação com os municípios, deverão apresentar aos conselhos estaduais de meio ambiente seu Plano de Controle de Poluição Veicular (PCPV). O prazo para que os estados apresentem seu PCPV termina no dia 30 de junho de 2011.


O PCPV funcionará como uma espécie de guia para a gestão do controle da poluição veicular e deverá ter por base, quando houver, o inventário de emissões de fontes móveis e o monitoramento da qualidade do ar.


De acordo com a Resolução/Conama n° 418, os programas serão implantados prioritariamente em regiões que apresentem, com base em estudo técnico, comprometimento da qualidade do ar devido às emissões poluentes pela frota circulante e também nos municípios com frota total ou superior a três milhões de veículos. Os municípios é que definirão quanto da frota deverá passar pelo processo de inspeção veicular.


Inicialmente previsto para 25 de novembro de 2010, o prazo para a entrega do PCPV foi adiado para o final de junho de 2011, sendo, entretanto, mantido o prazo para o início da implantação do processo de inspeção dos veículos.


Inspeção deslancha nos estados - Os estados brasileiros estão se preparando para atender a obrigação, determinada pela Resolução do Conama, de controlar os gases poluentes emitidos por veículos. Nos dois municípios mais populosos do País, estatísticas demonstram que a iniciativa vale a pena  cresce a preocupação dos motoristas com a manutenção dos motores, devido à fiscalização que começa a ser sentida em blitz nas ruas.


Alguns estados como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Alagoas aprovaram seus Planos de Controle de Poluição Veicular (PCPV) por meio de leis e decretos, estipulando novas exigências para os licenciamentos anuais obrigatórios de veículos. Experiências que já foram comprovadas por São Paulo e Rio de Janeiro.


"O programa de Governo para controle das emissões veiculares está cumprindo o objetivo de levar os proprietários a fazerem manutenção periódica em seus veículos", afirma o gerente de Qualidade do Ar, do MMA, Rudolf Noronha, ao comentar os números relativos a São Paulo.


No município, o índice de aprovação dos níveis de emissão de gases de automóveis, caminhões, motos e ônibus chegou à média de 96,2% em 2010 - mas esse alto percentual só foi possível depois que 23,55% deles foram reprovados na primeira vistoria. Os motoristas tiveram que voltar pra casa e procurar mecânicos para fazer ajustes nos veículos.


Rudolf Noronha observa que a maior parte dos reprovados foram caminhões - 53,88% tiveram problemas. E os números da capital paulista são sempre gigantes. Lá, foram inspecionados cerca de 3,3 milhões de veículos  o que representa aproximadamente 90% da frota licenciada. A partir deste ano, estão sendo aferidos ainda ruídos, o que também pode levar à reprovação.


Inspeção verde - O Rio Grande do Sul também dá o pontapé inicial para contribuir com a melhoria do ar. O PCPV foi para a Assembleia Legislativa em novembro, e começará na prática em 2012. Segundo avaliações locais, os automóveis de passeio representam 64% da frota do estado, cujo crescimento de 5% anuais tornariam críticos os índices de emissão de gases se não fossem tomadas providências.


A chamada Inspeção Verde será implementada em oito microrregiões no estado, adequada conforme pontos mais ou menos críticos levantados em seu inventário de emissões, produzido em câmara técnica do Conselho Estadual de Meio Ambiente. O trabalho foi coordenado pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), com participação do Detran e vários órgãos, inclusive a Secretaria de Saúde.


O programa terá início na região metropolitana de Porto Alegre, que concentra 40% dos poluentes. Em cada uma das microrregiões será instalado um ou mais postos de inspeção veicular. Inicialmente serão vistoriados veículos com mais de dois anos de fabricação. O programa ficará a cargo da Fepam e utilizará o sistema de gerenciamento de frota do Detran. Os gaúchos vão implementar ações para estímulo ao uso do transporte coletivo, de combustíveis alternativos e vai investir em ciclovias e transporte hidroviário.


Perto de casa - Em Santa Catarina, a inspeção começa como ação educativa neste ano. Somente a partir do ano que vem será obrigatória. Voluntários vão levar seus veículos por livre vontade para serem avaliados. Em 2012, serão inspecionados aqueles que foram fabricados entre 2006 e 2010. E, em 2013, todos serão submetidos à aferição, com exceção dos que saem da indústria no ano.


Para facilitar a vida dos motoristas, em Santa Catarina o PCPV prevê que os postos de aferição não podem ficar mais do que 50 km do domicílio dos proprietários de veículos leves e mais do que 100 km para aqueles que dirigem veículos pesados. É obrigatória a construção de centros de inspeção em municípios com frota superior a 20 mil. A Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável é responsável pela coordenação do plano, com envolvimento de diversas instituições. O PCPV foi regulamentado por um decreto.



Controle da poluição - Desde 1986, o Conama vem debatendo e deliberando sobre o Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), por meio de várias resoluções. O Programa tem por base experiências já desenvolvidas em países desenvolvidos e exige que os veículos e motores novos atendam a limites máximos de emissão em ensaios padronizados e com combustíveis de referência.


O objetivo é o de reduzir os níveis de emissão de poluentes para o atendimento aos padrões de qualidade do ar, especialmente nos centros urbanos; promover o desenvolvimento tecnológico nacional, tanto na engenharia automobilística como também em métodos e equipamentos para ensaios e medições da emissão de poluentes.


E ainda criar programas de inspeção e manutenção para veículos automotores em uso; promover a conscientização da população com relação à questão; estabelecer condições de avaliação dos resultados alcançados e promover a melhoria das características técnicas dos combustíveis líquidos, colocados à disposição da frota nacional com o objetivo de reduzir as emissões poluidoras da atmosfera.


Para efeito de controle da poluição do ar, o Conama estabelece sete tipos de substâncias poluentes provenientes dos escapamentos. Entre elas, o monóxido de carbono, os aldeídos, os hidrocarbonetos totais, os hidrocarbonetos não metano, os óxidos de nitrogênio e o material particulado (enxofre). Está estabelecido, por exemplo, que tanto os movidos a gasolina quanto os movidos a diesel só poderão emitir 1,39g/km de monóxido de carbono.


A Resolução nº 315, aprovada em 2009, determina, por exemplo, o teor máximo de emissão de poluentes para veículos leves de passageiros movidos a gasolina e para veículos leves movidos a diesel. A determinação faz parte da Fase L-6 do Proconve e é válida para todos os carros novos saídos de fábrica. Para os veículos movidos a diesel, o prazo estabelecido pela Resolução é de até 1º de janeiro de 2013. Os movidos a gasolina terão o prazo máximo de até 1º de janeiro de 2014.


Uma outra fase do programa determinou que fosse obrigatória, desde janeiro de 2009, a utilização do diesel S-50 nas frotas cativas de ônibus urbanos dos municípios de São Paulo e Rio de Janeiro. Este ano (2011), seguindo uma escala de tempo, a obrigação passou a valer para as cidades de Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e para as regiões metropolitanas de São Paulo, da Baixada Santista, Campinas, São José dos Campos e Rio de Janeiro.


Segundo Rudolf Noronha, a determinação contida em Resolução do Conama vai reduzir de maneira expressiva os poluentes contidos nos combustíveis. "Esse tipo de medida, somada à inspeção veicular vai trazer uma melhoria significativa na qualidade do ar das cidades", disse. Ele lembrou que a indústria automobilística está parceira nesta iniciativa e que o Brasil deve alcançar o mais rápido possível padrões equivalentes ao que há de mais moderno no mundo em termos de iniciativas para melhoria da qualidade do ar.


Fonte: Ministério do Meio Ambiente.

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Inventário de gases de efeito estufa fica em consulta pública até março

Documento informa os setores que mais contribuem com emissões de gases de efeito estufa.


A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo - CETESB está finalizando o 1º Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa - GEE do Estado de São Paulo, cuja divulgação deverá ocorrer no próximo mês de março. Os dados são o primeiro passo de uma série de medidas necessárias para se atingir a meta proposta pelo Governo do Estado de reduzir em 20% as emissões de CO2 - dióxido de carbono -, até 2020, em todos os setores, conforme a Lei nº 13.798/2009, que institui a Política Estadual de Mudanças Climáticas.
 
O estudo, que abrange o período 1990-2008, envolve os setores da agropecuária, energia, indústria, resíduos e uso da terra, com os seus vários subsetores. Os documentos preliminares, elaborados por especialistas nos setores inventariados, encontram - se em consulta pública no site da CETESB desde 22 de outubro de 2010, devendo permanecer disponíveis até meados de março.
 
Para Josilene Ferrer, gerente do Setor de Clima e Energia da CETESB, o objetivo da consulta pública é de fazer com que especialistas de diversos setores da sociedade contribuam com sugestões e críticas, para que o resultado final do trabalho constitua um amplo e detalhado diagnóstico das emissões de GEE e forneça orientação técnica às ações do Estado definidas na Lei Estadual de Mudanças Climáticas.
 
A profissional lembra que o levantamento, iniciado há quase três anos, conta com o apoio da Embaixada Britânica, que viabilizou a formação de parcerias com uma rede de instituições, colaboradores e especialistas. Os dados compilados têm como base o método do Painel Intergovernamental de Mudanças Climática – IPCC, da Organização das Nações Unidas – ONU, com as necessárias adaptações para a elaboração do inventário paulista.
 
O documento submetido à apreciação da sociedade traz diagnósticos das emissões dos diversos setores pesquisados. No caso do subsetor de transporte rodoviário, por exemplo, que tem um grande peso nas emissões totais do Estado, o levantamento foi efetuado pelo Instituto Mauá de Tecnologia.
 
Segundo o estudo, a frota circulante no Estado de São Paulo, em 2008, foi estimada em 11,4 milhões de veículos, sendo 7,7 milhões de automóveis, 1,2 milhão de veículos comerciais leves, 2,0 milhões de motocicletas, 364 mil caminhões e 90 mil ônibus. O resultado apurado mostra que as emissões de CO2, no período de 1990-2008, totalizaram 34,8 milhões de toneladas, conforme observa João Wagner Silva Alves, coordenador técnico do inventário.
 
Considerando o Potencial de Aquecimento Global dos GEE emitidos pelos veículos, o estudo conclui que o CO2 é responsável por aproximadamente 96,9% das emissões do setor. O N2O  - óxido nitroso - responde por pouco mais de 2,4% das emissões, já considerando que o seu potencial de aquecimento é 310 vezes superior ao do CO2. Da mesma forma, o CH4  - metano - representa 0,7% das emissões, também considerando que seu potencial de aquecimento é 21% superior ao do CO2.
 
Segundo Marcelo Bales, gerente do Setor de Avaliação de Programas de Transporte da CETESB, que participou da elaboração do inventário do setor de transportes rodoviários, o trabalho vai permitir um melhor conhecimento das emissões, integrando as emissões de GEE com os poluentes atmosféricos em geral. “O aperfeiçoamento contínuo desse inventário, com a sua disponibilização para a sociedade, deverá embasar projetos na área ambiental, com amplos benefícios para todos”, explicou.
 
Na sua opinião, o inventário constituirá uma ferramenta fundamental no planejamento, entre outros, dos sistemas de transportes urbanos com a finalidade de busca da melhoria da qualidade do ar.
 
Outro setor inventariado é o da pecuária, cujas estimativas de emissão de metano proveniente da fermentação entérica e do manejo de dejetos animais foram elaboradas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA. O estudo, que não contabilizou o plantel avícola, tomou como base os indicadores de 2008 que apontavam um rebanho de 13,9 milhões de cabeças, que correspondia a 5% do total nacional.
 
Os dados estimados revelam que as emissões totais de metano pela pecuária paulista, em 2008, foram de 676,0 mil toneladas, das quais 92,4% em decorrência do processo de fermentação entérica e 7,6% dos sistemas de manejo de dejetos dos animais. O gado bovino é responsável por 97,6% das emissões de metano por fermentação entérica, enquanto os demais animais respondem por 2,4%. O estudo aponta ainda que os resultados de 2008 indicam uma redução de 7,6% em relação a 1990, por conta da redução do rebanho paulista.
 
O inventário traz estudos sobre emissões provenientes de atividades como o cultivo de arroz, calagem, manejo de dejetos e de solos agrícolas, pecuária e queima de resíduos, no setor da agropecuária; combustão, queima de combustíveis e transporte aéreo, ferroviário e rodoviário, no setor de energia; e indústria de alimentos e bebidas, cimento, espumas, papel e celulose, refrigeração e ar condicionado, solventes e vidro, no setor industrial. Trata ainda das emissões do setor de resíduos e efluentes, além do uso da terra, mudança do uso da terra e florestas.
 
Texto – Newton Miura.
 


Fonte: CETESB 

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Estudo avalia impacto das emissões de gases no preparo do solo em culturas de cana-de-açúcar

Um estudo desenvolvido na Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Esalq, avaliou o impacto ambiental a partir do preparo do solo para o plantio de cana-de-açúcar.


A cultura continua em crescimento no Brasil para a fabricação do etanol, sendo que o país é o maior exportador do produto.


Segundo a agroecóloga formada pela Universidad de la Amazônia (Colombia), Adriana Silva-Olaya, hoje metade da área total de cana é colhida mecanicamente, o que evita emissões a partir da queima da biomassa vegetal e favorece o incremento no estoque de carbono do solo.


As informações fazem parte do estudo “Emissões de dióxido de carbono após diferentes sistemas de preparo do solo na cultura da cana-de-açúcar”, que fez parte da dissertação de mestrado de Adriana, pelo programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas e revela que o cultivo do solo com tecnologia de aração e outros procedimentos permite maior mineralização do carbono orgânico no solo e incrementa as emissões de CO2.


“Diante dessa situação, esse estudo se propôs quantificar as emissões de CO2 derivadas de três sistemas de preparo do solo utilizados durante a reforma dos canaviais no estado de São Paulo, assim como avaliar a influência da palha nesses processos de emissão”, explicou a pesquisadora.


Para o monitoramento das emissões foi utilizada uma câmera que coleta e analisa o fluxo de CO2, com análises no dia anterior ao preparo do solo e após a passagem dos implementos.


As conclusões apontaram que o preparo convencional apresentou emissão acumulada entre 34% e 39% acima do valor encontrado no preparo semireduzido e preparo mínimo.


“A seleção de práticas de manejo sustentáveis que permitam aumentar o sequestro de carbono, melhorar a qualidade do solo e ajudar a minimizar a emissão de CO2 dos solos agrícolas, contribui para a redução do valor da pegada de carbono do etanol (footprint), aumentando consequentemente o benefício ambiental da substituição do combustível fóssil com este biocombustível”, concluiu a pesquisadora.
*Com informações da Esalq.


 



Fonte:  Danielle Jordan / Ambientebrasil

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Rio Grande do Norte planeja construção do maior centro de tecnologia eólica do mundo

Parceria entre o governo do Rio Grande do Norte (RN) e o governo federal negocia a instalação do maior centro de tecnologia eólica do mundo, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama.


A exemplo do que aconteceu com o pólo de Gás e Energias Renováveis do Estado, essa parceria, que conta com a ajuda de empresas privadas do ramo eólico, visa transformar os lucros obtidos com a produção eólica para a capacitação de mais de 15 mil profissionais do novo centro.


"Nossa ideia é construir o maior centro de tecnologia de energia eólica do mundo e formar até 15 mil pessoas no RN", afirmou Gama. O faturamento de parte do lucro obtido será investido na construção do centro. Os investimentos, que chegarão a R$ 8 bilhões até 2013, devem aumentar o potencial eólico potiguar, gerando autosuficiência no ramo, além de ajudar na valorização das terras produtivas do Estado.


Para Gama, o investimento previsto valoriza os terrenos: “Temos um investimento previsto de R$ 8 milhões em energia eólica. São 79 parques com energia já medida e confirmada para capacidade de produção. Essas áreas de implantação dos parques estão se valorizando. Os investidores compram ou alugam os terrenos”, explicou.


A energia eólica tem se destacado no orçamento brasileiro. A busca por financiamentos para o setor já lidera o setor de infraestrutura do país. Apenas no balanço de 2010, a eólica somou nada menos que R$ 658 milhões, seguido de longe pelo setor do comércio e serviços, que ficou com R$ 394,3 milhões.


Potencial Potiguar


O estado nordestino do Rio Grande do Norte possui atualmente apenas dois parques eólicos em operação. Porém a boa qualidade dos ventos para instalação das turbinas deve gerar ainda grandes resultados para os potiguares. O estado hoje já é o maior produtor nacional de energia eólica, com 50% da capacidade nacional e deve instalar ainda 63 usinas até 2013.


As terras produtivas, que já são bastante valorizadas inclusive por investimentos internacionais, devem ganhar valores ainda maiores após um leilão de energia eólica que será realizado em maio deste ano.


Altos investimentos


Um projeto tão grande necessita de muito dinheiro para sair do papel. São estimados R$8 bilhões de gastos para a construção do Centro de Tecnologia Eólica. O que tem gerado críticas de alguns setores, que afirmam que esses gastos estão muito elevados.


Porém, Flávio Azevedo, vice-presidente da Conferência Nacional de Indústrias (CNI), definiu: "Vale lembrar que na refinaria é executada a obra, mas depois ela fica com uma operação quase que interna. Os investimentos em energia eólica são evolutivos porque são multiplicadores de outros investimentos. Na hora que é instalado um parque de uma dimensão como esta são exigidas empresas que fabriquem peças, companhias de reparo e reposição, ao contrário de investimentos que são estáticos", comparou o vice sobre os gastos entre eólica e petrolífera.


Os gastos estimados serão provenientes do Banco do Nordeste, do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste e de outras empresas que ainda estudam a proposta.


Com informações do Diário de Natal


Fonte: www.ecodesenvolvimento.org.br

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Lei carioca define metas de redução de gases poluentes até 2020

A última quinta-feira (27) foi marcada por uma vitória política do meio ambiente, na cidade do Rio de Janeiro. O prefeito Eduardo Paes sancionou a Política Municipal sobre Mudanças do Clima e Desenvolvimento sustentável, que estabelece metas de redução nas emissões de gases de efeito estufa até 2020.


A lei Aspásia Camargo, nome da ex-vereadora que idealizou a legislação e que hoje é deputada estadual pelo Partido Verde, foi formalizada pelo vice-prefeito Carlos Alberto Muniz, durante a abertura da conferência Cidades Verdes.


A nova norma determina que a capital carioca deverá reduzir suas emissões em 20% até o ano de 2020, para isso a cidade deverá seguir um cronograma de redução gradativa. A primeira meta define que em 2012, as emissões deverão ser minimizadas em pelo menos 8%. O percentual aumenta com o passar do tempo, sendo 16% em 2016 e 20% em 2020.


Existem três princípios importantes para que o objetivo seja alcançado: prevenção, mitigação e adaptação, ou seja, o município deverá desenvolver estratégias que tornem essas reduções possíveis de serem alcançadas dentro do prazo. As mudanças deverão atingir a população e o governo, no intuito de melhorar a qualidade de vida de todos os habitantes da importante cidade brasileira.


A sanção rendeu elogios por parte da ex-candidata à presidência, Marina Silva, que qualificou a lei como uma forma de mostrar aos cidadãos que o Rio de Janeiro está empenhado em reduzir suas emissões de gases de efeito estufa, preservar a natureza, organizar um transporte público mais eficiente, cuidar dos resíduos que a cidade gera, poupar energia e adotar processos produtivos mais eficientes.


A lei define uma série de projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), que inclui, por exemplo, o incentivo ao estudo e à pesquisa de tecnologias sustentáveis, gestão de resíduos sólidos e uso racional de recursos naturais, geração de energia a partir de diferentes fontes renováveis, entre outras coisas, que tendem a trazer benefício para a cidade em todos os sentidos. Além disso, a legislação coloca o Rio entre um grupo pequeno de cidades com posicionamento ambiental internacional, junto com Tóquio, Los Angeles, Nova York e Londres, e ainda se torna um diferencial para a conferência ambiental Rio +20, que será sediada na cidade em 2012.


Por Thaís Teisen - Redação CicloVivo


Fonte: Ciclo Vivo

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Qualidade do ar em SP será avaliada com mais rigor

A cidade de São Paulo adotou mais uma medida para melhorar a qualidade ambiental de seu território. Em 2011, os padrões de análise do ar da cidade, definidos pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), serão mais rígidos, tendo como base os estudos feitos pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


A alteração na forma de analisar a poluição da cidade é fruto de uma ação realizada em 2010 pela Rede Nossa São Paulo. Após um abaixo assinado feito em setembro passado, colhendo 1.500 assinaturas da sociedade civil, o presidente da Cetesb, Fernando Rei, anunciou que um grupo especializado iria se reunir para definir as novas medidas.


Conforme prometido, o grupo interdisciplinar escolhido pela Cetesb, finalizou o relatório e o trabalho foi submetido ao Conselho Estadual do Meio Ambiente na última quinta-feira (27).


Em declaração ao G1, o assistente-executivo da Cetesb, Cláudio Alonso, explicou qual será o resultado da mudança. “O que hoje, por exemplo, é regular, pode se tornar inadequado, e o critério ser o mesmo. O que a pessoa respira é a mesma coisa, só que a classificação vai ser um pouco mais rígida. Quando a gente dizia ‘irregular’, agora a gente vai dizer ‘inadequada’”, disse ele.


Alonso alegou que a mudança deve-se ao fato de que as normas paulistas eram consideradas “frouxas” em relação aos padrões internacionais definidos pela OMS. As análises feitas pela Cetesb nos últimos anos, mostram que a qualidade do ar na capital paulista teve melhoras a partir do momento em que as regras se tornaram mais rígidas. O resultado pode ser sentido na saúde dos moradores e em todo o meio ambiente.


Por Thaís Teisen -  Redação CicloVivo


Fonte: Ciclo Vivo

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Governo posterga para junho metas para reciclagem de resíduos sólidos

Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo


Ao contrário do que era esperado, decreto que regulamenta Política Nacional de Resíduos Sólidos não impôs metas para a reciclagem de embalagens e itens como lâmpadas e eletroeletrônicos, nem trouxe instruções sobre recolhimento dos produtos usados.


O governo federal tem até junho para elaborar uma proposta referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos que inclua metas de redução e reciclagem de resíduos e também a definição de como vão funcionar os sistemas de logística reversa para embalagens, eletroeletrônicos e lâmpadas, entre outros itens.


O plano será elaborado por um grupo de técnicos e dirigentes de 12 ministérios, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente. A nomeação do grupo sairá até fevereiro.
O cronograma é o primeiro desdobramento prático do decreto que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2010.


Ao contrário do que era esperado, o decreto não impôs metas para a reciclagem de embalagens e outros itens, como lâmpadas e eletroeletrônicos. No caso da logística reversa, que é o recolhimento dos materiais após seu uso pelo consumidor, o detalhamento deve vir por meio de acordos definidos entre os setores.


"O decreto foi um pouco vago e deixou muitos itens para serem resolvidos por meio de acordos setoriais", afirma Lina Pimentel, advogada especializada em direito ambiental do escritório Mattos Filho, de São Paulo. "Indústrias como a de pneus, agrotóxicos, pilhas e baterias, eletroeletrônicos e lubrificantes já estão se organizando para definir
como será feito", diz Lina.


No ramo de embalagens, setores como o da indústria do vidro já propõem modelo de logística reversa para o País (leia abaixo).


Segundo Lina, um dos pontos mais claros do decreto diz respeito à responsabilidade do consumidor quanto à destinação dos resíduos. Segundo o artigo 6° do capítulo 1 do decreto, os "consumidores são obrigados, sempre que estabelecido sistema de coleta seletiva pelo plano municipal (...), a acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos gerados e a disponibilizar adequadamente os resíduos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução".


"O decreto deixa claro que o consumidor terá de separar e disponibilizar os resíduos. Só não ficou claro se ele terá de levar os resíduos a algum posto ou se eles serão recolhidos em casa." Esse ponto, segundo a advogada, precisará ser detalhado também via acordo setorial


O decreto da regulamentação prevê, no entanto, advertências e multas de R$ 50 a R$ 500 aos consumidores que não separarem o lixo corretamente ou forem flagrados descartando os resíduos no meio ambiente.


Prazos. O decreto também traz um prazo até agosto de 2012 para que os municípios elaborem um plano para dispor seus resíduos. O objetivo é acabar com os lixões até agosto de 2014 - devem ser construídos aterros sanitários e implementados sistemas de coleta seletiva. Hoje 43% dos resíduos no País não recebem destinação adequada. "Muitos municípios já estão trabalhando nisso", afirma Carlos Roberto Silva Filho, diretor da Abrelpe, entidade que reúne as empresas de coleta de lixo.


PARA LEMBRAR


O projeto de lei 1991/07, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos ficou parado no Congresso Nacional por 18 anos. A demora ocorreu por conta de uma série de emendas recebidas ao longo dos anos e da falta de consenso entre representantes do setor público e privado. A aprovação do projeto de lei no Senado ocorreu em julho do ano passado e, em agosto, ele foi sancionado pelo presidente Lula.


Fonte: www.portalmeioambiente.org.br


 

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Plantas eólicas marítimas da Europa aumentam produção em 51%

Crescimento foi registrado em 2010, segundo associação.
Geração eólica 'offshore' seria suficiente para suprir Berlim e Bruxelas.
 


A potência elétrica criada pelas plantas eólicas marinhas na União Europeia (UE) aumentou em 883 megawatts (MW) em 2010, 51% mais que no ano anterior, elevando a capacidade total das instalações geradoras de eletricidade para 2.964 MW.


Conforme comunicado da Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA, na sigla em inglês), no ano passado foram instaladas, em nove parques eólicos em alto-mar, um total de 308 novas turbinas que produzem eletricidade por um valor de 2,6 bilhões de euros.


Ao todo, as plantas eólicas 'offshore', como também são chamadas as instalações no mar, da UE somam 1.136 turbinas. Estas plantas têm capacidade suficiente para fornecer eletricidade a 2,9 milhões de famílias, uma quantia equivalente às cidades de Berlim e Bruxelas juntas.


Em 2011, a EWEA espera colocar em operação entre 1.000 e 1.500 MW deste tipo de energia renovável em toda a UE.


Fonte: Globo Natureza

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Meta dos chineses é reduzir 1,5% dos poluentes emitidos em 2010

Na última sexta-feira (14) as autoridades chinesas anunciaram que pretendem reduzir 1,5% da quantidade de poluentes emitidos pelo país em 2011, em relação a 2010. A estratégia definida por eles para alcançar esse objetivo consiste em bloquear projetos de construção que produzem resíduos em excesso.


Além do controle com os projetos de engenharia, os chineses apostam no desenvolvimento de novas tecnologias que sejam capazes de minimizar e inibir a emissão de gases poluentes que cooperam para o aumento do efeito estufa.


Conforme anunciado pelo ministério de Proteção Ambiental da China, as metas de redução serão concentradas em três poluentes específicos: dióxido de enxofre, nitrogênio amoniacal e monóxido de nitrogênio.


Apesar de aparentar ser um alvo palpável esse será um grande desafio aos líderes do país mais populoso do mundo, que vê suas emissões aumentando na mesma medida em que cresce a sua urbanização.


Conforme explicado pelo ministro de Proteção Ambiental da China, Zhou Shengxian, as novas tecnologias devem ser voltadas, principalmente, para a criação de estações de reciclagem e tratamento de esgoto. Além disso, os chineses prometeram se esforçar para conter as emissões de gases de efeito estufa gerados pelos automóveis e pelas grandes indústrias. Com informações do Globo Natureza.


Fonte: Redação CicloVivo

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Mercado de CO2 deve crescer 15% em 2011, diz NEF

Por Fabiano Ávila, da Carbono Brasil
 


 


Analistas da Bloomberg New Energy Finance apostam na expansão do comércio de créditos de emissão devido ao aumento da demanda das companhias elétricas da Europa, mas é a Ásia que pode ser a protagonista dos mercados neste ano.


Mercados de carbono de todo o planeta devem atingir em 2011 a marca de US$ 139 bilhões, um aumento considerável em relação aos US$ 120 bilhões de 2010, impulsionados principalmente pela maior procura das geradoras de energia elétrica européias por créditos.


Essa é a expectativa da Bloomberg New Energy Finance, que se baseia na teoria de que as companhias desejarão evitar os leilões de 2012, quando serão obrigadas por lei a obter créditos. A obrigatoriedade deve resultar em preços mais altos para a tonelada de CO2, por isso boa parte das empresas deve tentar garantir seus créditos ainda este ano.


Se for confirmada essa previsão, 2011 apresentará o maior crescimento registrado nos mercados de carbono nos últimos três anos, 15%.


“Apesar do pequeno progresso nas negociações climáticas internacionais, o valor dos mercados de carbono continuou a subir. É grande a possibilidade de que veremos em 2011 ainda mais atividade, principalmente na Europa, que continua sendo o carro chefe do comércio”, afirmou Guy Turner, analista da Bloomberg-NEF.


A Europa foi responsável por 81% do total de transações em 2010. O continente deve continuar na liderança até 2020, devido ao pequeno progresso nas legislações norte-americanas, japonesas e australianas.


Panorama de 2010


Segundo a consultoria Point Carbon, o valor dos mercados de carbono subiu 1% em 2010, alcançando US$ 120 bilhões. O aumento teria se dado em virtude da valorização dos créditos.


Apesar disso, foi registrada uma queda de 12% no volume total negociado, que fechou o ano em 7 bilhões de toneladas métricas. Dessas, a União Européia comercializou a maior parte, 5,2 bilhões, a uma média de €13,99 cada permissão (EUA).


Já o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) registrou uma expansão de 3% chegando aos €18 bilhões, mas também houve queda no volume negociado, 5%.


A grande decepção de 2010 foi o fracasso da lei climática nos Estados Unidos, que resultou na derrubada de 76% do volume de negociações na Iniciativa Regional de Gases de Efeito Estufa (RGGI), formada por estados norte-americanos.


“A falta de apoio governamental para a criação de um cap-and-trade nos EUA foi o principal fator na queda do volume comercializado no planeta. O pior efeito foi sentido justamente pelo RGGI, que foi esvaziado pelas empresas”, explicou Endre Tvinnereim, analista da Point Carbon.


Ásia


As previsões para 2011 poderiam ser ainda mais otimistas se estivesse claro qual será o caminho seguido pelas grandes economias da Ásia com relação à criação de seus programas de comércio de permissões de emissão.


Devido à falta de um acordo climático mundial e à relutância norte-americana, países como Japão, China e Coréia do Sul pisaram no freio dos seus projetos de mercado de carbono que já estavam em discussão.


A iniciativa privada asiática teme perder mercado para empresas estrangeiras, especialmente norte-americanas, caso sejam adotadas medidas que limitem a produção industrial.


Diante da pressão de setores como cimento e mineração, os governos asiáticos não tiveram outra opção senão adotar uma postura mais cautelosa, mesmo que considerem inevitável a criação de ferramentas para limitar as emissões.


 “Já existe na China, por exemplo, uma forte noção de que o crescimento deve passar por opções como o mercado de carbono, controle de poluição e eficiência energética”, explicou Mark Kenber, CEO da consultoria The Climate Group.


O ano de 2011 pode marcar a entrada dos asiáticos de uma vez por todas nas negociações de permissões de emissão, quem sabe já iniciando um processo de integração rumo ao tão aguardado mercado de carbono global. É esperar para ver.


 


(Envolverde)

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Aquecimento global causará "colapso" nos próximos mil anos

O professor Shawn Marshall, da Universidade de Calgary, no Canadá, publicou no último domingo (9) um estudo com projeções sobre os impactos do aquecimento global nos próximos mil anos. A conclusão do pesquisador é, entre outras coisas, que o nível do mar subirá aproximadamente quatro metros em consequência do aumento da temperatura global.


O estudo, que foi publicado na revista científica Nature, é o primeiro a analisar um período de tempo tão longo. Segundo Marshall, o aquecimento global causará um “colapso catastrófico” no ano 3000.


Entre os principais causadores desse possível desastre global está a emissão de dióxido de carbono, um dos principais gases causadores do efeito estufa. Evento que causará derretimento das geleiras e aumento do nível do mar.


Um dos pontos mais propensos ao desastre é a placa de gelo ocidental da Antártida, uma área com 2,2 milhões de quilômetros quadrados. No entanto os reflexos do desastre serão sentidos em todo o mundo, com maior intensidade no hemisfério sul e em menores proporções no hemisfério norte. Mesmo tempo menos impactos, os países nórdicos, como o Canadá, por exemplo, terão seu clima totalmente modificado.


A estimativa de Marshall é de que grandes áreas no norte da África se transformem em desertos e a temperatura dos oceanos aumente em até 5%.


Para que fosse possível definir um estudo com um prazo tão longo, o estudioso utilizou um programa de computador, responsável pela simulação de possíveis cenários em que as emissões de carbono, entre os anos de 2010 e 2100, fossem zero.


Com informações Estadão


Fonte: www.ciclovivo.com.br

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EUA: Agência ambiental federal, EPA, começa a regular emissões de gases estufa

Por Sérgio Abranches, do Ecopolítica 
 


Agora em janeiro a EPA, agência ambiental do governo federal do EUA, começa a implementar o calendário de progressiva regulação das emissões de gases estufa de fontes estacionárias: geração de energia, refino de petróleo e indústria.


No ano passado, a EPA já havia regulado as emissões de veículos automotivos. Ela usa como base legal o Clean Air Act e outras leis aprovadas pelo Congresso, muitas com ampla maioria e voto bipartidário. E como base jurídica, se baseia em decisão da Suprema Corte, de que o Clean Air Act lhe dá poderes para estabelecer parâmetros para a emissão de gases estufa. Essa lei fala em poluição que cause danos ao tempo ou ao clima, de forma genérica, mas explícita o suficiente para lhe assegurar esse mandato. A EPA, ao estabelecer esses “padrões de emissões”, não são tetos, conseguiu promover acordos judiciais com vários estados e ONGs que a haviam processado por não regular as emissões de gases estufa. Por outro lado, o Texas entrou na Justiça contra a EPA e perdeu.


Esse é o “Plano B” de Obama em ação. Depois que viu o Senado eliminar a aprovação de uma lei sobre energia e mudança climática, no final do ano passado, resolveu usar a EPA como principal instrumento da política federal de mitigação. Mas, o objetivo final é forçar o Congresso a aprovar uma lei federal. O Clean Air Act, apesar de falar em poluentes do ar que possam causar danos ao tempo e ao clima, foi redigido com o foco na poluição local do ar, que causa danos à saúde. Por isso estabelece que a implementação das regulações federais se dá no âmbito de cada estado. O ideal é ter uma lei sobre mudança climática que seja de âmbito propriamente federal e, portanto, implementada de forma generalizada e padronizada em todos os estados. Mas a regulação da EPA, quando estiver em pleno vigor, o que levará pelo menos dois anos, terá efeitos significativos sobre as emissões do país, com importantes reflexos globais.


Essas decisões da EPA produzirão conflito no Congresso que inaugura este mês, com maioria Republicana na Câmara e pequena maioria Democrata no Senado. Há uma nova safra de republicanos na qual predominam os que negam mudança climática. O novo presidente da poderosa comissão de Energia e Comércio, o deputado republicano Fred Upton, já declarou guerra à EPA. Mas, para manietar a agência, o Congresso terá que modificar leis que já aprovou, o que não é simples, nem fácil. Haverá, também, uma batalha judicial. Vários estados já entraram nas cortes contra a EPA. Até agora, a agência ambiental está levando a melhor e tem a seu favor o fato de que ganhou a mais importante: na Suprema Corte.


Essa investida da EPA deve repercutir positivamente nas negociações globais sobre mudança climática, que desembocarão na COP17, em Durban, na África do Sul.


Ouça também o comentário na CBN:http://www.ecopolitica.com.br/2011/01/03/1463/


 


(Envolverde/Ecopolítica)


 
 
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China no caminho das energias renováveis

Por Mitch Moxley, da IPS 
  


Pequim, China, 3/1/2011 – Pesquisadores da China, principal fornecedor de turbinas eólicas e paineis solares, trabalham para baratear o custo da utilização destas e de outras fontes renováveis de energia, conseguir que sejam mais eficientes e aumentar sua proporção na matriz energética deste país. A China deu um grande salto até ficar à frente no setor de energias alternativas, mas é necessário maior investimento do governo se deseja brilhar nessa área, afirmam numerosos especialistas.


O professor Zhao Xingzhong, da Faculdade de Física da Universidade de Wuhan, pesquisa sobre células solares sensíveis à cor, uma alternativa mais eficiente e barata do que a habitual tecnologia fotovoltaica de semicondutores em estado sólido. As implicações práticas são evidentes, afirmou. “O processo de produção de células solares sensíveis à cor não produz dióxido de carbono, isto é, não causa contaminação ambiental”, disse Zhao à IPS. “Além disso, elas custam um quinto do valor dos semicondutores tradicionais fabricados com silício cristalino”, acrescentou. Sua equipe de pesquisa é única neste país e no mundo, mas ele afirma que o apoio do governo está longe de ser suficiente.


Coreia do Sul e Japão investiram no total US$ 1,6 bilhão em tecnologia solar de terceira geração desde 2000, disse Zhao. Na China, houve apenas cinco projetos locais na última década, sendo que cada um recebeu US$ 4,5 milhões. “É difícil superar o gargalo tecnológico pela falta de recursos econômicos”, lamentou. Nos últimos anos, a China se converteu no maior produtor de tecnologia para o setor de energias renováveis, superando os Estados Unidos na quantidade de turbinas eólicas e paineis solares fabricados.


A companhia Ernst & Young considerou, em setembro, este país como o melhor lugar para investir nessa área. As empresas chinesas, lideradas pela Suntech, com sede em Jiangsu, concentram um quarto da capacidade de produção de paineis solares e aumentam com rapidez sua participação no mercado, baixando os preços graças às fábricas de grande escala e ao seu baixo custo.


Em matéria de energia eólica, as empresas locais aumentaram com rapidez sua participação no mercado nos últimos anos, após a decisão do governo de aumentar os requisitos para associar-se com estrangeiros e de introduzir novos e grandes subsídios e outros incentivos para as companhias chinesas do setor. Em 2009, eram 67 fornecedores chineses de turbinas. A participação de empresas estrangeiras no mercado caiu de 70% para 37% nos últimos cinco anos. No entanto, a maioria das peças produzidas pelas companhias chinesas se baseiam em tecnologia desenvolvida no exterior, com escassa atenção para a inovação local no setor de energias alternativas.


A bioenergia pode ser utilizada para melhorar o padrão de vida nas áreas rurais, disse Wang Mengjie, subdiretor da Sociedade de Energia Renovável da China e ex-vice-presidente da Academia de Engenharia Agrícola. Wang trabalha em projetos para fornecer aos agricultores equipamentos capazes de transformar o lixo orgânico em biogás e fertilizantes.


A quantidade de usinas para produzir biogás nas zonas rurais da China superou os 35 milhões no final de 2009, as quais produzem mais de 12,4 bilhões de metros cúbicos ao ano, segundo o Ministério da Agricultura. O governo aumentou o orçamento para o biogás nos últimos anos para mais de US$ 754 milhões em 2009, em relação aos US$ 337,2 milhões em 2006 e 2007.


Entretanto, a China ainda tem de superar obstáculos tecnológicos na indústria da biomassa, disse Wang. “Em termos de tecnologia para óleo combustível de origem orgânica, países como Estados Unidos e Alemanha estão na frente, enquanto a China encontra-se em uma etapa incipiente”, explicou. Este país “não tem normas nem políticas definidas em matéria de energia a partir da biomassa. No contexto atual, não há possibilidades de as iniciativas se desenvolverem mais”, acrescentou.


O interesse da China nas energias renováveis se deve ao fato de ser uma oportunidade de negócios, dizem os críticos. A maior parte da produção é vendida para o exterior. Este país ainda não alcançou os Estados Unidos em termos de produção de energia renovável. Além disso, é o maior consumidor de carvão do mundo e, estima-se, queimará 4,5 bilhões de toneladas em 2020, segundo a Administração Nacional de Energia.


O carvão continuará ocupando dois terços da capacidade energética da China em 2020, mas o governo prometeu investir milhares de milhões de dólares para desenvolver as energias eólica, solar e nuclear. A Assembleia Popular Nacional, o órgão legislativo da China, obriga as empresas de eletricidade a comprar 100% da produção dos geradores de energias renováveis.


As fontes de energia que emitem pouco carbono representaram mais de um quarto da matriz energética chinesa no final de 2010, informou a agência estatal de notícias Xinhua, com base em estatísticas oficiais divulgadas em abril. Os dados mostram que se espera que as energias hidráulica, nuclear e eólica geraram, em seu conjunto, 250 gigawatts em 2010, e a derivada do carvão 700 gigawatts. Envolverde/IPS


 


Fonte: (IPS/Envolverde)

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Rio inaugura centros de monitoramento ambiental para os Jogos Olímpicos de 2016

O governo francês vai ceder para o estado do Rio de Janeiro equipamentos para melhorar o monitoramento da qualidade do ar, visando o cumprimento das metas estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) para os Jogos Olímpicos de 2016.


Após um ano de negociações, o acordo foi fechado na última terça-feira (21) pelo cônsul-geral da França no Brasil, Jean Claude Moyret e a secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos.


A parceria prevê o investimento de R$ 1,4 milhão, dos quais R$ 800 mil serão investidos pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) e R$ 400 mil pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Os R$ 200 mil restantes serão investidos pelo governo francês.


“Certamente, na época das Olimpíadas, teremos que tomar medidas adicionais", afirmou a secretária. "Então, a importância desse monitoramento, do inventário, é indicar o que podemos fazer e onde devemos agir para garantir que as Olimpíadas sejam realizadas com a qualidade de ar adequada”, completou.


Também foi inaugurado na última quarta-feira (22) o Centro Operacional de Esgotos da zona sul do Rio de Janeiro, que vai monitorar, em tempo real, a operação de dez elevatórias de esgotos da região mais valorizada da cidade. Eventuais problemas serão detectados imediatamente pelos computadores.


Considerado um dos mais modernos do mundo, o novo sistema vai reduzir de forma significativa o risco de vazamentos, prevenindo também lançamentos clandestinos na Lagoa Rodrigo de Freitas, um dos principais pontos turísticos do Rio.


Segundo o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, o centro faz parte dos “compromissos do Brasil perante o Comitê Olímpico Internacional (COI) para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016”.


O empreendimento recebeu investimentos de R$ 4 milhões do grupo EBX, do empresário Eike Batista, parceiro do governo fluminense e da prefeitura carioca no projeto Lagoa Limpa, de recuperação ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas.


O sistema informatizado deverá reduzir os gastos com energia elétrica em cerca de 20% e oferecerá maior credibilidade e eficiência à operação de esgotamento sanitário, prevê a Cedae.


Fonte: Ciclo Vivo

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CETESB divulga 1º Inventário Estadual de Gases de Efeito Estufa

Resumo do inventário estadual e dos cinco grandes setores enfocados foram apresentados por especialistas.     
     
   Em tempos de descrença geral por um avanço concreto nas negociações a serem empreendidas na COP-16, a Convenção do Clima que se realiza desde ontem em Cancún, no México, o Governo do Estado de São Paulo dá um exemplo positivo, com a apresentação, em 30.11, do “1º Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Estado de São Paulo: Emissões de 2005”. O evento aconteceu no auditório da sede da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente – SMA, na capital, com o apoio da Embaixada Britânica e do Programa Estadual de Mudanças Climáticas – Proclima.


Os especialistas da CETESB, João Wagner Alves; da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, Magda Aparecida de Lima; da Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologias Espaciais – Funcate, Clotilde Ferri; da empresa Ciclo Ambiental, Marcos Cunha; da Petrobras, Ronny Potolski; da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, Obdulio Fanti; e do Instituto Mauá de Tecnologia, Roberto Peixoto, fizeram a exposição do resumo do inventário estadual e dos cinco grandes setores enfocados, seguindo a classificação utilizada pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas – IPCC, de acordo com a origem das emissões: energia; processos industriais; uso da terra, mudança no uso da terra e florestas; agropecuária; e resíduos.


Os documentos estão previamente disponibilizados para consulta pública, no site da CETESB, desde o dia 22 de outubro último, após um período de elaboração de três anos, que contou com a participação de instituições especializadas nos setores inventariados e a coordenação do Proclima e da SMA. Com a consulta pública, prevista no decreto estadual que regulamentou o inventário, instituído pela Política Estadual de Mudanças Climáticas – PEMC, os mais diversos especialistas e interessados podem dar suas contribuições ao documento final. A consulta pública estará aberta, pelo menos, até o dia 31 de dezembro de 2010.


De acordo com Josilene Ferrer, secretária-executiva do Proclima, o Inventário Estadual é resultado de uma iniciativa inédita no Brasil de elaboração de um amplo e detalhado diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa do Estado de São Paulo no período de 1990 a 2008, e servirá de base para se atingir as metas de redução de emissão de gás carbônico (CO2), até 2020, em todos os setores – de 20% dos níveis de 2005 - , estabelecidas pela Lei Estadual 13.798/2009. Seus dados serão disponibilizados na página da CETESB.


Conforme o Resumo do Inventário Estadual de GEE apresentado hoje os setores de Energia e de Agropecuária são os grandes responsáveis pelas emissões de todos os GEE, tendo por base o ano referência de 2005, com 57% e 20%, respectivamente, de contribuição. O setor de Uso da terra, Mudança no uso da terra e Florestas aparece com 9%, o da Indústria, com 8% e de Resíduos, com 6%, cada. O total de emissões de todos os GEE é de 143.456.000 toneladas de CO2 equivalente (com base no potencial de aquecimento global – Global Warming Potential, ou GWP).


Se considerarem apenas as emissões de CO2 (gás carbônico), que é o gás de efeito estufa que serve como referência na Lei Estadual de Mudanças Climáticas, e segundo o qual estão estabelecidas as metas de redução, o setor de Energia responde por 82%, o de Uso da terra, Mudança no uso da terra e Florestas por 14% e a Indústria por 4%. As emissões dos outros setores são inferiores. O total de emissões de CO2 é de 97.355.000 toneladas. E considerando-se somente as emissões de metano, o setor de Agropecuária é responsável por 62% e de Resíduos, por 36%.


 
Fonte: CETESB


http://www.cetesb.sp.gov.br/noticentro/2010/11/30_inventario.pdf

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Entre 1990 e 2005, emissão de gás-estufa pelo Brasil cresceu 60%

As emissões de gases de efeito estufa no Brasil passaram de 1,4 gigatonelada para 2,192 gigatoneladas de dióxido de carbono (CO2) equivalente entre 1990 e 2005, numa alta aproximadamente 60%. O dado foi apresentado pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, durante reunião anual do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas nesta terça-feira (26).


Os números praticamente confirmam o relatório preliminar apresentado à Comissão do Meio Ambiente do Senado pelo ministro há quase um ano. Pelo inventário preliminar, a alta das emissões no mesmo período teria sido de 62%.


O inventário nacional de emissões anterior trazia os dados de 1990 a 1994. Para este ano, o compromisso assumido com a ONU era apresentar dados até 2000. Mas o governo brasileiro decidiu avançar e agregar números até 2005.


Estima-se que, no ano passado, o Brasil emitiu 1,775 gigatonelada de CO2 equivalente, 33% a menos que em 2005.


Fonte: G1

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Corte na emissão em países em desenvolvimento é determinante para metas de clima em 2050, diz Agência Europeia


Lilian Ferreira
Do UOL Ciência e Saúde
em Cancún (México)



Para limitar o aumento das temperaturas em 2°C até 2050, a redução das emissões nos países em desenvolvimento é mais determinante do que o corte em países industrializados, afirmou a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, na Conferência do Clima, em Cancún, México.


Além disso, estudos da agência indicam que reduções a longo prazo são mais custosas, tanto monetariamente quanto em impactos gerados. O gasto em 2050 seria praticamente o dobro do feito em 2020.


A meta global para 2050 é redução de 50% das emissões sobre 1990, sendo que os países em desenvolvimento teriam que cortar de 30% a 40% sobre 2005, os países desenvolvidos da UE, de 60 a 90% em comparação com 1990, e EUA, de 80% a 95%.


Alterações nas reduções dos países pobres podem fazer com que as reduções globais fiquem em 35% ou 70%, mas a variação de 80% ou 95% dos desenvolvidos não faria tanta diferença no resultado total.


Para isto, os países desenvolvidos teriam que cortar suas emissões, mas a China deveria reduzir suas emissões em 50% comparadas com 2005, enquanto a Índia poderia continuar em crescimento até seu pico de emissão.


O estudo prevê um pico nas emissões chinesas de 2020 a 2025 com lançamento de mais de 12 bilhões de CO2 equivalente por ano. Depois disso, suas emissões teriam que reduzir de 55% a 65% até 2050. Já a Índia, após chegar ao auge de 2030 a 2035, teria que cortar de 60% a 95% sobre os níveis de 2005.


Acordo de Copenhague


As promessas de redução de emissão dos gases do efeito estufa apresentadas pelos países desenvolvidos no Acordo de Copenhague chega a 18% a menos do que as emissões de 1990, mas o necessário seria de 25% a 40%. A meta dos em desenvolvimento fica entre 8 a 10% do que era previsto, quando teria que haver um corte de 15 a 30%.


Brasil (-36%/-39%), África do Sul (-34%), Coreia do Sul (-30%) e Indonésia (-26) prometem reduções consideráveis, mas China e Índia ficam entre 0 e 6% ou 0 e 3%, respectivamente, em cima do que lançariam em 2020.


Isso significa que na melhor das hipóteses, com todos os países atingido o máximo de suas metas, estaríamos ainda a 2 bilhões de toneladas de CO2 equivalente do limite máximo para o aquecimento de 2°C. Se o acordo não for cumprido e as emissões continuarem na mesma toada de agora, seriam 10 bilhões de toneladas a mais.


A solução proposta pelo analista climático da Agência, Michel den Elzen, é que China e Índia adotem planos nacionais de redução de emissões, que as emissões por desmatamento sejam reduzidas em 50% até 2020, que regras para impedir o aumento do uso de terras de florestas sejam adotadas, que metas para aviação e marinha internacional sejam impostas e ainda a necessidade de um adicional de redução para os países desenvolvidos em 25%.


Mas mesmos as metas sofrem riscos de não serem cumpridas. As dos países mais pobres, por exemplo, dependem de financiamento internacional e podem ocorrer menores reduções devido à falta de precisão de quanto é emitido pelo desmatamento e também por estipular que o crescimento seria maior do que será (a China atrela seus cortes ao PBI, afirma que irá diminuir a quantidade de gases emitidos por dólar gerado em sua economia).


Entre os países desenvolvidos, as incertezas são quanto a projetos contados duas vezes, mau uso da terra e os créditos de países do Leste Europeu e Rússia que são contados para equilibrar as contas do bloco como um todo e que podem não estar mais disponíveis no futuro.


Assim, os EUA teriam que finaciar ações de desmatamento em outros países para compensar o que deveriam cortar e não irão e os países em desenvolvimento precisariam de financiamento para atingir a redução necessária para que as temperaturas não passassem dos 2°C.


Custos


Os custos para se chegar às promessas seriam proporcionalmente os mesmos para países ricos e pobres, sendo que Rússia, Ucrânia, China e Índia teriam os menores gastos.


Para a menor expectativa seriam gastos 0,1% do PIB em 2020 e para o melhor dos cenários seriam 0,2% do PIB. Para o Brasil, como as metas são altas, os custos seriam de 0,3% a 0,4% do PIB em 2020.


Além disso, o analista prevê que adiar o cumprimento das metas, atingido o mesmo patamar em 2050, elevaria os custos e os riscos climáticos. Isso exigira cortes de mais de 4% o ano no período de 2020 a 2050 para se chegar a reduções de 40% a 45% sobre 1990. O total global de custos com a redução das emissões está projetado para U$ 60 a U$ 100 bilhões.


Fonte: UOL Notícias

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Califórnia fecha acordo com México e Brasil para Redução das Emissões dos Gases de Efeito Estufa

Desde a falha na tentativa de um tratado sobre a mudança climática global, a Califórnia tem tentado uma estratégia diferente para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. O governador Arnold Schwarzenegger está empurrando o Estado e governos regionais em todo o mundo para atuar, dizendo que os esforços devem ser conduzidos localmente na ausência do impulso nacional e internacional.


O governador republicano, na última segunda-feira (15) começou sua terceira e última Cúpula do Clima da Califórnia, na Universidade da Califórnia, Davis, mesmo fora de Sacramento.


A Califórnia chegou a um acordo, com estados do México e do Brasil, de projetos-piloto para proteger suas florestas tropicais em troca de créditos de carbono, iniciativa climática internacional do Governador Arnold Schwarzenegger.


Schwarzenegger usará a última reunião dos Governadores, na cúpula do clima global, como plataforma para anunciar o acordo. Serão avaliados os créditos de carbono gerados pelo REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) como compensação no regime de comércio de emissões californiano, definido para começar em 2012.


Os Governadores do Acre, no Brasil, e Chiapas, no Sul-Oriental do México, vão assinar, nesta semana, acordos na reunião da Universidade da Califórnia, Davis.


“Nosso anúncio amanhã será um acordo entre os três Governadores para de fato mover os projetos destes Estados para o mercado de carbono e esperamos fornecer um caminho para que outros sigam", disse Linda Adams, secretária de Proteção Ambiental da Califórnia, à Reuters, na última segunda-feira (15).


Os acordos de desmatamento evitado ainda devem ser aprovados pela Air Resources Board, na Califórnia. A agência, que supervisiona as regras do regime de comércio de emissões no estado americano, já encaminhou vários projetos de leis para os estados emissores no mês passado.


Estados e províncias de mais de 20 países estão em Davis para, finalmente, definirem os programas para financiar a redução das emissões por desmatamento e mais amplamente em toda indústria e geração de energia.


Schwarzenegger está esperando que eles lancem seus próprios programas de seguro de financiamento para projetos de redução de carbono nos países industrializados e em desenvolvimento. "Eu sei que juntos podemos inaugurar um futuro mais limpo, mais brilhante e mais próspero. Então, eu digo, vamos fazê-lo", disse aos cerca de 1500 representantes de mais de 80 países.


Fonte: Ciclo Vivo

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