← voltar

Matérias

Filtrar matérias por assunto:
Notícias
Montadoras alemãs sob suspeita de financiar testes abomináveis com macacos e humanos


O governo da Alemanha condenou a realização de testes financiados por fabricantes de automóveis do país em que humanos e macacos tiveram de inalar fumaça de escapamento.
Os experimentos, que teriam sido conduzidos com o objetivo de defender o uso de diesel em automóveis, foram noticiados nos últimos dias pelo jornal The New York Times - que veiculou reportagem sobre testes realizados com 10 primatas na cidade americana de Albuquerque, no Estado de Novo México - e pela imprensa alemã, que se concentrou em testes realizados com humanos em um laboratório em Aachen, próximo à fronteira com a Holanda.

Os veículos de imprensa alemães afirmam que a pesquisa foi realizada por um grupo chamado EUGT (Grupo de Pesquisa Europeu sobre Meio Ambiente e Saúde no Setor de Transporte, na sigla em inglês), financiado, por sua vez, pelas empresas Volkswagen, Daimler e BMW.
Em sua defesa, as empresas têm dito que não conheciam os detalhes dos experimentos que financiaram.
O governo alemão declarou não haver motivo para a realização de experimentos dessa natureza e exigiu mais detalhes sobre eles. "Esses testes em macacos ou mesmo em humanos não podem ser justificados do ponto de vista ético, de forma nenhuma", disse o porta-voz do governo Steffen Seibert.
A ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, chamou os experimentos de "abomináveis" e se disse chocada que cientistas tenham concordado em conduzi-los.
O político social-democrata Stephan Weil, também membro do conselho de supervisão da Volkswagen, qualificou a pesquisa de "absurda e abominável". "Lobby não pode ser uma desculpa para esse tipo de teste", disse ele.

O que se sabe sobre os testes?
Em reportagem publicada na última quinta-feira, o jornal New York Times afirma que a pesquisa do grupo EUGT tinha como objetivo se contrapor uma decisão de 2012 da Organização Mundial da Saúde (OMS) que classificava a fumaça de escapamento de veículos a diesel como cancerígena.
Segundo o jornal americano, em 2014, o grupo EUGT expôs 10 macacos a fumaça de escapamento em uma câmara de ar fechada. O teste ocorreu em um laboratório em Albuquerque, Novo México, nos Estados Unidos. Os veículos usados nos experimentos seriam adulterados para gerarem níveis menores de poluição.
Já neste fim de semana, os veículos jornalísticos alemães Stuttgarter Zeitung e a rádio SWR divulgaram que 19 homens e 6 mulheres inalaram fumaça de diesel em outro experimento da EUGT.
Durante um mês de testes em um laboratório em Aachen, na Alemanha, essas pessoas foram expostas a diversas concentrações de fumaça de diesel, que contém óxido de nitrogênio tóxico. O estudo teria sido publicado em 2016.
Naquela época, as montadoras argumentavam que tecnologias modernas permitiam reduzir a poluição de escapamento de veículos a diesel a níveis seguros. Mas, posteriormente, foi descoberto que a Volkswagen havia instalado dispositivos fraudados nos veículos testados.
Os resultados dos exames eram manipulados - levando a crer que a emissão de gases tóxicos era muito menor do que efetivamente seria na prática. Estima-se que mais de 10 milhões de veículos tenham sido adulterados para evitar um cálculo acurado de emissão de poluentes. A descoberta da fraude ambiental, em 2015, causou um escândalo internacional e derrubou a cúpula da montadora.
No Brasil, veículos do modelo picape Amarok tiveram o dispositivo adulterado instalado. Segundo o New York Times, a Volkswagen já teve que pagar mais de US$ 26 bilhões em multas devido ao escândalo anterior.

O que as montadoras disseram?
Em sua defesa, as empresas têm dito que não conheciam os detalhes da pesquisa que financiaram. A Daimler, fabricante dos carros Mercedes-Benz, disse no domingo estar "consternada pela extensão dos estudos (da EUGT) e sua implementação". "Nós condenamos os experimentos de forma veemente".
Em reação à reportagem do New York Times, a Volkswagen tuitou no sábado dizendo que "se distancia explicitamente de todas as formas de abuso de animais". "Nós sabemos que os métodos científicos usados pela EUGT estavam errados e nos desculpamos sinceramente".
O conselho de supervisão da Volkswagen disse que vai investigar o assunto e chamou os experimentos de "completamente absurdos".
Quais são as mais recentes informações sobre a poluição pelo diesel?
Um estudo recente do pesquisador alemão Ferdinand Dudenhöffer mostrou que os níveis de poluição pelo diesel ainda estão muito altos em dez cidades da Alemanha - assim, o mais provável é que os automóveis sejam banidos de locais com situação crítica, ao menos que os motores sejam aprimorados.
Segundo sua pesquisa, apenas mudanças nos softwares dos veículos não seriam suficientes para lidar com o problema.
Munique, Stuttgart, Hamburgo, Düsseldorf e Colônia estão entre as cidades com níveis graves de poluição.
Os testes foram antiéticos?
O governo alemão avalia que sim.
Enquanto isso, dois cientistas independentes que já conduziram testes sobre a poluição do ar com voluntários humanos disseram à BBC que o patrocínio das empresas a estes experimentos é problemático.
"Se a pesquisa não é independente, então há dúvidas sobre sua validade e, portanto, sobre sua ética", diz Frank Kelly, da universidade King's College London.
Kelly diz que centenas de voluntários já participaram de estudos com financiamento público sobre o impacto da emissão do diesel - trabalhos estes que precisaram passar pela aprovação em comitês de ética para prosseguir.
Em um estudo universitário, por exemplo, voluntários com doenças crônicas nos pulmões ou no coração caminhavam por pontos turísticos movimentados de Londres.
"Fazer experimentos com pessoas ou macacos não é por si só antiético", afirma Chris Carlsten, da Universidade de British Columbia, no Canadá.
Carlsten acrescenta ainda que "não é muito comum" fazer testes de poluição do ar com macacos, apesar de alguns terem sido usados para estudar a camada de ozônio.
Ele estudou os efeitos da emissão de diesel em voluntários, que costumam ser pagos em cerca de 14 dólares canadenses (R$ 34) por duas horas de exposição à poluição.
"Esses estudos são essenciais para apoiar políticas que possam proteger a todos", afirmou.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-42865579
LEIA MAIS
Gestão para a Sustentabilidade
Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa - Rezler Chavetas Ltda
Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa 2016

Antecipado ao lançamento dos Inventários de Gases de Efeito Estufa divulgados no Programa GHG Protocol Brasil, a empresa caxiense Rezler Chavetas apresenta seu 4º Inventário Corporativo de GEE, reforçando o compromisso com o tema das mudanças climáticas.

O inventário apresenta os resultados de emissões de gases de efeito estufa das operações da empresa durante o ano de 2016 e segue os padrões internacionais desenvolvidos pela Internacional Organization for Standardization (ISO) contemplando todas as Emissões Diretas (Escopo 1), Emissões Indiretas por Consumo de Energia (Escopo 2) e Emissões Indiretas por outras Fontes (Escopo 3).

A Rezler é uma das primeiras empresas da região a quantificar sua pegada de carbono. Desde 2013 a diretoria da empresa em conjunto com uma equipe externa, assumiu a responsabilidade de elaborar o inventário de emissões de gases de efeito estufa – GEE. Além de uma prestação de contas aberta aos integrantes do Programa GHG Protocol, aos clientes, parceiros de negócios, órgãos ambientais e à própria sociedade, o inventário de GEE significa a afirmação do compromisso da Rezler com a responsabilidade socioambiental e com seus valores mais preciosos como a transparência de informações, a excelência, a integridade, o pioneirismo e o bem estar das pessoas.

A Rezler Chavetas é uma das maiores fabricantes de chavetas do Brasil.

Completando 45 anos, a empresa é formada por colaboradores qualificados e em constante reciclagem, além de máquinas e equipamentos de última geração, dedicados a atender a excelência na produção de chavetas.
Com eficaz sistema de qualidade, foi a primeira indústria do setor a ter seu processo de fabricação certificado sob a norma ISO 9001, em 1998. Visando a qualidade e o melhor atendimento às necessidades dos clientes oferece, além de chavetas, produtos para montagem e reposição da linha agrícola.

A Rezler divulga seu inventário diretamente em seu site: www.rezler.com.br
LEIA MAIS
Gestão para a Sustentabilidade
5 de Junho - Dia Mundial do Meio Ambiente
História Hoje: Dia Mundial do Meio Ambiente foi instituído pela ONU em 1972

Há 45 anos, foi criado o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Crescemos escutando que a água era um recurso inesgotável. Só que hoje, sabemos que não. E o que é pior... descobrimos a duras penas.

Usamos a água e outros recursos naturais sem consciência. Agora, vivemos tempos de racionamento, reflorestamento, reaproveitamento... E reciclar, replantar, recuperar passaram a ser palavras de ordem. O planeta tem pressa.

O meio ambiente passou a ser o centro de várias discussões em todos os cantos. E mesmo sendo um tema tão recorrente nem todo mundo compreende a necessidade de mudar velhos hábitos...

Houve tempos de fartura... Casas construídas em cima de árvores... Tábuas e rodinhas que viravam carrinhos de rolimã... Brincadeiras regadas a água... Muita água.

Hoje, adeus aos banhos de mangueira da meninada e aos carros lavados nas calçadas. Os jardins e as árvores deram lugar aos prédios.

E o asfalto recobriu a terra. E o rio virou deserto... E a selva virou pedra...

A preservação dos recursos naturais é assunto recorrente em todos os encontros mundias que debatem a questão. Mas as soluções são lentas... E os recursos naturais ofegam...Alguns não resistem... Falecem.

Rios, córregos e lagos morrem todos os dias contaminados, assoreados... Abandonados a própria sorte. Indústrias só preservam os lucros imediatos e não pensam soluções. Sim, estamos vivendo uma das maiores crises hídricas já oficialmente registrada.

O lixo eletrônico vem contaminando o solo e o lençóis freáticos. As florestas clandestinamente derrubadas, a biodiversidade pirateada e mal utilizada.

O fato é: a Humanidade precisa aprender a viver em harmonia com a natureza. Governantes e população devem se unir para que os impactos negativos acumulados até hoje sejam revertidos.

Se nada for feito, o consumo exagerado dos recursos naturais e a perda constante de biodiversidade poderão promover o desaparecimento de várias espécies e podem comprometer, inclusive, nossa sobrevivência.

Fonte: http://radioagencianacional.ebc.com.br/geral/audio/2017-06/historia-hoje-dia-mundial-do-meio-ambiente-foi-instituido-pela-onu-em-1972
LEIA MAIS
Notícias
Fepam realiza capacitação técnica sobre licenciamento ambiental nas atividades de mineração


A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) realizou, nesta quinta-feira (18), um curso de capacitação técnica para alguns municípios conveniados para o Licenciamento Ambiental Pleno. Nesta edição, o evento teve como objetivo apresentar as atualizações do setor de acordo com a Resolução CONSEMA nº 347/2017, que trata sobre o licenciamento para as atividades de mineração. "Esta medida modifica o enquadramento para fins de licenciamento ambiental dos empreendimentos de minerários do Estado. Logo, é importante apresentar esta mudança aos municípios e orientá-los sobre as novas práticas do setor", afirmou Andrea Garcia Oliveira, chefe da Divisão de Mineração da Fepam.

Participaram da capacitação representantes dos municípios de Bagé, Canoas, Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Novo Hamburgo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, São Leopoldo, Santa Maria, Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Santana do Livramento, Santa Rosa, Sapucaia do Sul e Uruguaiana.

Qualificação

O objetivo destas capacitações é qualificar e orientar os secretários e técnicos municipais para o efetivo cumprimento da cláusula que trata das obrigações, nos Convênios de Delegação de Competência para Licenciamento Ambiental, visando a cooperação técnica e administrativa nas atribuições de licenciamento, fiscalização e controle ambientais a fim de promover a conscientização pública na proteção, recuperação e melhoria da qualidade ambiental no estado.




Fonte: http://www.fepam.rs.gov.br/noticias/noticia_detalhe_net.asp?id=14624
LEIA MAIS
Notícias
Poluição ameaça local de nascimento de Buda e obriga monges a meditar de máscara
O local onde teria nascido Buda (Sidarta Gautama, fundador do budismo) no Nepal está ameaçado por causa da poluição, alertam autoridades e cientistas.
Dados recentes coletados por estações de monitoramento da qualidade do ar em cinco lugares do país mostram que Lumbini é altamente poluído.
Os alertas ocorrem em meio à expansão industrial perto do local sagrado.
Em janeiro, o índice de poluição atmosférica em Lumbini, no sudoeste do Nepal, era de 173.035 microgramas por metro cúbico.
O nível considerado seguro pela OMS (Organização Mundial da Saúde) é de 25 microgramas por metro cúbico. Já o padrão nacional estabelecido pelo governo do Nepal é de 40.
Turistas e monges dizem que têm dificuldade para respirar no local.
O monge Vivekananda, responsável por um centro de meditação internacional em Lumbini, é um dos que reclamam: diz que sofre com a tosse e precisa usar máscaras enquanto medita perto do templo de Mayadevi, construído exatamente no local onde Buda teria nascido.
"Recebemos em nosso centro de meditação pessoas que sofrem de asma, e o estado de saúde delas piorou consideravelmente durante a estadia em Lumbini", explica.
"Em pelo menos três casos, (visitantes) tiveram de antecipar a volta para casa por causa dos altos níveis de poluição."
Outro estudo conduzido pela UICN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e a Unesco (braço da ONU para a cultura) revelou que a poluição também está ameaçando o Patrimônio da Humanidade de Lumbini.
"A expansão das indústrias emissoras de gás carbônico dentro da zona protegida de Lumbini vem causando vários problemas, como ameaças à biodiversidade e riscos para a saúde aos moradores, sítios arqueológicos, e valores culturais e sociais", diz o estudo.
Uma pesquisa realizada em três monumentos de Lumbini concluiu que o jardim sagrado – um dos principais cartões-postais do local – estava poluído por componentes sólidos e gasosos dispersos no ar.
"Nas amostras colhidas no pilar de Ashoka (construído em 249 a.C. pelo imperador Ashoka para marcar o local de nascimento de Buda), gipsita, calcita, dolomita e magnesita estão presentes na forma de uma poeira fina na superfície", diz levantamento realizado pelo arqueólogo italiano Constantino Meucci, da Universidade de Roma.
"Todos os componentes são resultado do ciclo de produção de cimento", acrescentou.
Muitas dessas fábricas estão dentro dos limites da Zona de Proteção de Lumbini, algo que os ambientalistas dizem se tratar de uma violação das regulações do governo.
"Quando o vento traz mais poluição, vemos muitos monges meditando aqui usando máscaras", diz Shankar Gautam, que acabou de se aposentar depois de trabalhar por 30 anos como funcionário da saúde pública.
"Estudos mostram que nos últimos dez anos o número de pessoas com doenças pulmonares aumentou. A poeira que vem para cá também gerou uma explosão de casos de doenças de pele", agregou.
Importante ponto de peregrinação para os budistas, Lumbini atrai muitos turistas.
No ano passado, a localidade recebeu 1 milhão de visitantes e autoridades planejam transformá-lo em um grande destino turístico internacional.
O governo do Nepal diz estar ciente do problema.
"Sabemos que Lumbini é mais poluído do que Katmandu (capital do Nepal)", diz Shankar Poudel, chefe da divisão de medição de poluição atmosférica no Ministério do Meio Ambiente.
"Planejamos detectar as fontes da poluição usando um drone em um futuro próximo e esperamos que isso ajude a minimizar o problema".
Reportagem: Navin Singh Khadka, da BBC: http://www.bbc.com/portuguese/internacional-39878700
LEIA MAIS
Notícias
Órgão Internacional da Aviação adota novo padrão para emissões de CO2 por aviões
A Organização Internacional da Aviação Civil (Icao), acaba de adotar um novo padrão para emissões de dióxido de carbono (CO2) por aeronaves. O objetivo é reduzir os impactos no clima global das emissões de gases de efeito estufa geradas pelos aviões.

Este é o primeiro padrão de certificação global sobre emissões de CO2 do setor industrial. A novidade será aplicada para novos designs de jatos e aviões planejados a partir de 2020 e para aparelhos que já estarão em produção a partir de 2023.

Futuro sustentável

As aeronaves que não estiverem no novo padrão até 2028 não poderão ser produzidas, a não ser que seus designs sejam modificados de acordo com as novas regras.

O presidente do Conselho da Icao, Olumuyiwa Aliu, afirma que "mais uma vez, a aviação civil internacional tomou uma decisão pioneira para diminuir os impactos do setor no clima global".
Ele diz que esta é mais uma prova "da liderança do setor para garantir o futuro sustentável da aviação".

Já o secretário-geral da Icao, Fang Liu, acredita que “a decisão histórica coloca o setor de transportes aéreos numa boa posição para um futuro mais verde".

Edição: Augusto Queiroz
Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/pesquisa-e-inovacao/noticia/2017-03/orgao-internacional-da-aviacao-civil-adota-novo-padrao-para
LEIA MAIS
Gestão para a Sustentabilidade
Projeto ABNT BID Fomento dos Gases de Efeito Estufa e a Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil
Projeto ABNT BID Fomento dos Gases de Efeito Estufa e a Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas no Brasil

Nos últimos quatro anos, a ABNT desenvolveu o projeto “Fomento dos Gases de Efeito Estufa e a Verificação por Terceira Parte em Pequenas e Médias Empresas (PME) no Brasil”, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O objetivo principal do projeto foi dar apoio técnico às PME para elaborarem inventários de emissões e identificarem oportunidades de melhorias de seus processos, além da ABNT obter sua acreditação como um organismo verificador de inventários corporativos, em conformidade com normas e protocolos internacionalmente aceitos. Até hoje, as iniciativas voluntárias de GEE no Brasil tinham envolvido apenas empresas de grande porte. Pela primeira vez foram disponibilizados recursos para auxiliar as PME na capacitação de pessoal e na implementação de um sistema de gestão de GEE.

O projeto contou com a participação de importantes instituições como ABDI, BNDES, CNI, FIESP, FINEP, FIRJAN, INMETRO, MMA, SEBRAE e UERJ no seu comitê gestor e de grandes empresas, como ArcelorMittal, Braskem e Odebrecht, que têm nesta importante iniciativa um forte alinhamento com suas estratégias relacionadas a mudanças climáticas.

O projeto capacitou profissionais que trabalham com as PME na realização de seus inventários de emissões e várias instituições importantes como o INMETRO, INEA e SENAI. A capacitação englobou as normas da série ABNT NBR ISO 14064 e protocolos de GEE, com foco no Programa Brasileiro GHG Protocol. Pela primeira vez no Brasil, foram capacitados verificadores líderes em inventários de emissões de GEE.

Também realizamos seminários em todo o Brasil, com o objetivo de sensibilizar as empresas a participarem ativamente do projeto, elaborando seus inventários de GEE e projetos de redução de emissões. Outra externalidade positiva foi o desenvolvimento de dois Guias Metodológicos para auxiliar as empresas, um direcionado à elaboração dos seus inventários de GEE, e outro à realização de ações de redução de emissões, conjuntamente com ações de melhoria no processo e na gestão da organização, visando à redução de seus custos operacionais através da otimização de processos e da redução do consumo de energia.


Com as parcerias de importantes instituições como IST Ambiental, do grupo FIRJAN, a PROAMB, bem como das empresas All Gás e AMBIO para auxiliar as empresas na elaboração dos seus inventários de GEE, e o convênio realizado com o Carbon Discosure Project – CDP, foi possível alcançar a meta de 203 empresas assistidas pelo projeto na elaboração do inventário corporativo de emissões de GEE.

Munidas de melhores ferramentas, como os guias metodológicos e estudos de caso desenvolvidos, e capacidades, com os treinamentos ministrados pelo projeto, as PME conseguem buscar uma transição mais eficiente e novos mecanismos para a busca de uma economia de baixo carbono.


O cenário econômico no Brasil e mundial é um fator crítico, demonstrando a fragilidade desse tema perante fatores econômicos externos. Entretanto, em 2015, o novo Acordo de Paris, e o maior engajamento de países como Estados Unidos e China, deram um novo enfoque no tema. O Brasil, como um dos líderes dos países em desenvolvimento nos fóruns e estabelecendo metas de redução, mostra um fortalecimento da sua política nacional e convoca a participação mais ativa das empresas, principalmente com a elaboração de inventários e projetos de mitigação. A ABNT e o BID acreditam que este projeto contribuirá para fortalecer a liderança do Brasil em ações contra a mudança climática e modernização das empresas.


No final do projeto foram realizados seminários de transferência do conhecimento gerado no projeto com o Instituto Nacional de Normalização (INN) no Chile, a Indecopi no Peru, o BID em Washington, o Ministério de Meio Ambiente e o BID no Panamá e o Ministério de Meio Ambiente e o Icontec, na Colômbia. Foi também elaborado um estudo prospectivo sobre o comportamento dos países e das empresas em relação às mudanças climáticas na América Latina. Para a ABNT, este tipo de projeto deve servir de exemplo e base para o desenvolvimento de ações voltadas para o fortalecimento da consciência sustentável do País.


Com a acreditação da ABNT como Organismo de Verificação (OVV) de Inventários de GEE no Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, colocamos à disposição das empresas de todos os setores e portes, mais um serviço com a marca de excelência ABNT.



*Todo o material elaborado no projeto está disponibilizado no portal

www.abntonline.com.br/sustentabilidade
LEIA MAIS
Gestão para a Sustentabilidade
Estudantes desenvolvem recursos digitais em favor do meio ambiente
Projetos do desafio por equipe Soluções Sustentáveis em TI, na Olimpíada do Conhecimento, é direcionado a consumidores ou empresas.

Um sistema de controle de energia para residências, um aplicativo que gerencia a destinação de descartes eletrônicos e outro que mapeia os pontos de coleta de lixo, ou ainda um software que transforma o resto de construções civis em crédito de carbono, que pode usado como pagamento de serviços.

A criatividade não tem limites na turma que disputa o desafio por equipes na modalidade Soluções Sustentáveis em TI. Desde a última quinta-feira (10), estudantes de Tecnologia da Informação de Santa Catarina, Alagoas, Paraná, Roraima e Rio de Janeiro estão debruçados em seus projetos, aguardando a decisão que acontece hoje no último dia da Olimpíada do Conhecimento.

Nesta prova, as equipes têm que apresentar soluções digitais inéditas com foco em sustentabilidade social, econômica e ambiental. O projeto pode ser direcionado a consumidores ou empresas e os participantes devem ter pelo menos um representante das profissões Soluções de Software para Negócios, Web Design e Gestão de Sistemas de Redes TI.

A gestão do negócio inclui, inclusive, um orçamento limite de R$ 35 mil, que foi suficiente para os estudantes de Cuiabá (MT) desenvolverem um sistema de automação residencial de baixo custo. Um dos integrantes do time, Júlio Vaz, de 19 anos, explica que o dinheiro foi usado para desenvolvimento do software, componentes e até para a construção de uma maquete da residência beneficiada pelo sistema.

“O controle é todo feito através de um smartphone ou tablet, que é capaz de ligar e desligar, à distância, as lâmpadas, tomadas, portão eletrônico, eletrodomésticos”, explica Vaz.

A expectativa do estudante e dos outros três colegas de grupo é a prova final. Para que o sistema funcione, a única exigência é o acesso à Internet como explica Leonardo Pacheco, 20 anos, outro integrante da equipe mato-grossense.

Há outras obrigatoriedades previstas no regulamento. No local de competição, os estudantes têm que estruturar uma rede física e wireless, com segurança de rede implementada, para acesso pelo usuário a partir de estações de trabalho, smartphones e tablets.

Além disso, o aplicativo desenvolvido será acessível para sistemas iOS e Android e ainda ser disponível para download na Internet. Ele ainda deve possibilitar que o usuário preencha um formulário e, com base nos dados, a ferramenta informe a estrutura de desenvolvimento e suporte à solução.

Jogos virtuais
No mesmo espaço onde acontece a competição por equipe, os desafios individuais também atraem muito o público, como o de Soluções em Software, onde seis estudantes elaboraram, em uma hora, um jogo com base em banco de dados e parâmetros, utilizando softwares ou aplicativos voltados para desenvolvimento em net ou java.

Após o fim da prova, os participantes tiveram alguns segundos para explicar seus jogos e a escolha ficou para o público, através do sistema Televoto. O vencedor veio do Paraná: Gustavo Cavalcanti, que desenvolveu um game semelhante ao “Asteróides”, onde uma nave dispara laser para destruir os objetos, mudando de fase na medida em que os desintegra. Em segundo lugar ficou Gabriel Vasconcellos, de Santa Catarina, e em terceiro, João Vítor, de Alagoas.

Fonte: http://g1.globo.com/educacao/especial-publicitario/senai/olimpiada-do-conhecimento/2016/noticia/2016/11/estudantes-desenvolvem-recursos-digitais-em-favor-do-meio-ambiente.html?utm_source=facebook&utm_medium=share-bar-desktop&utm_campaign=share-bar
LEIA MAIS
Notícias
Nove em cada dez pessoas respiram ar poluído, diz OMS
Organização Mundial da Saúde classifica problema como emergência de saúde pública.

Organização Mundial da Saúde afirma que problema é responsável por mais de 6 milhões de mortes ao ano. Situação é mais grave em países pobres.


Um estudo divulgado pela Organização Mundial da Saúde nesta terça-feira (27/09) revela que 92% da população mundial vive em áreas onde a qualidade do ar excede os limites estabelecidos pela entidade.

Segundo a OMS, uma em cada nove mortes no mundo está relacionada ao ar excessivamente poluído em ambientes fechados ou abertos - o que contribui para derrames, problemas cardiovasculares e câncer de pulmão, entre outras doenças.


A poluição atmosférica é responsável por cerca de 3 milhões de mortes por ano. "E a poluição em ambientes fechados pode ser tão mortal quanto", diz a OMS em comunicado. Em 2012, estima-se que 6,5 milhões de mortes (11,6% do total de mortes no mundo) tenham sido associadas aos dois tipos de poluição.

O nível de partículas finas - com diâmetro menor que 2,5 micrometros - considerado aceitável pela OMS é de 10 microgramas por metro cúbico. Essas partículas incluem poluentes como sulfato, nitratos e carbono.

Alerta para países pobres

O novo modelo de qualidade de ar desenvolvido pela OMS em parceria com a Universidade de Bath, no Reino Unido, foi feito com base em dados de satélites e estações de monitoramento em solo em mais de 3 mil localidades, tanto rurais quanto urbanas.

Quase 90% das mortes relacionadas à poluição do ar ocorrem em países de baixa e média renda, e dois terços, em regiões do Sudeste Asiático e do oeste do Pacífico. O Turcomenistão tem a taxa mais alta de mortes per capita devido à poluição atmosférica, segundo a classificação da OMS, seguido por Tajiquistão, Uzbequistão, Afeganistão, Egito e China.

"Há duas coisas acontecendo. Uma é que os países ricos estão ficando melhores em termos de elevar a qualidade do ar. A outra é que os países mais pobres estão ficando piores. Essa é uma tendência geral", afirma Carlos Dora, coordenador de fatores ambientais e sociais para a saúde da OMS.

Emergência de saúde pública

O especialista aponta que a situação é melhor nos EUA do que na Europa devido à maior dependência dos europeus ao diesel e a políticas agrícolas que geram mais amônia e metano.

Ele também afirma não haver evidências de que máscaras como as usadas sobre o rosto em muitas partes da Ásia ajudem a reduzir a exposição a partículas finas.

Segundo Dora, apesar de aparecer em sexto lugar no ranking de maior número de mortes per capita relacionado à poluição atmosférica, o país está fazendo um uma "quantidade incrível de coisas" para lutar contra o problema, como carros não poluentes. Mas usinas térmicas movidas a carvão, a queima doméstica de carvão e madeira para produzir energia e o transporte continuam sendo grandes geradores de poluição no país, disse o especialista.

A poluição do ar afeta praticamente todos os países do mundo. "É uma emergência de saúde pública", afirma Maria Neira, chefe do departamento de saúde pública e meio ambiente da OMS, afirmando que é preciso agir rápido contra o problema. Ela apelou para que governos reduzam o número de veículos nas ruas, melhorem o manejo do lixo e promovam combustíveis limpos para cozinhar.

Fonte: Climatempo
LEIA MAIS
Notícias
Dados de emissões de poluentes serão públicos
MMA e Ibama trabalham na implementação de sistema nacional para dar transparência às informações sobre emissões e transferência de poluentes.

RAFAELA RIBEIRO

O Brasil está empenhado em implementar o Registro de Emissão e Transferência de Poluentes (RETP), um sistema de âmbito nacional, cujo objetivo é tornar público dados de emissões e transferências de poluentes que podem causar danos à saúde e ao meio ambiente. Esse sistema é internacionalmente conhecido como PRTR (do inglês Pollutant Release and Transfer Register).

O projeto brasileiro é conduzido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que firmaram acordo de cooperação técnica para dar transparência aos dados do País.

“O RETP vai atender ao princípio 10 da Declaração da Rio+20, que trata do direito ao acesso à informação, participação e justiça em assuntos ambientais, além de atender às Convenções de Estocolmo e Minamata”, explica a gerente de Resíduos Perigosos do MMA, Sabrina Andrade. “Há pelo menos 40 programas estabelecidos ou em vias de se consolidar no mundo todo”, conta.

Países como Estados Unidos, Japão, Noruega, Espanha, México e Chile já disponibilizam as informações.

DIVULGAÇÃO

No Brasil, o RETP encontra-se na fase de análise das normatizações específicas. No entanto, dirigentes de unidades potencialmente declarantes já podem se informar sobre o tema. Para isso, o MMA disponibiliza o Manual do Declarante. O documento foi elaborado para auxiliar no entendimento dos requerimentos para a declaração RETP e estabelecer a necessidade de reporte pela unidade.

“É muito importante que as empresas se mantenham atentas aos informes do RETP nos sítios do MMA e do IBAMA, onde constam também referências e manuais operacionais, sugere Sabrina Andrade.

O manual fornece uma visão geral dos critérios para reporte de todas as substâncias RETP e informação sobre materiais adiciona¬is específicos para determinados setores produtivos, atividades e substâncias.

A declaração dos dados será feita na janela única do Relatório Anual de Atividades Potencialmente Poluidoras (RAPP) do Cadastro Técnico Federal (CTF). A divulgação dos dados do RETP será gradual, tendo início pela coleta e tratamento dos dados declarados pelas empresas de grande porte, conforme enquadramento do CTF/IBAMA.



Acesse aqui o manual do declarante do RETP: http://www.mma.gov.br/images/noticias_arquivos/pdf/retpbrasil.pdf
Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA): (61) 2028-1227


Fonte: http://www.mma.gov.br/index.php/comunicacao/agencia-informma?view=blog&id=1776
LEIA MAIS
Feiras e Eventos
Associadas fazem “imersão” em encontro do GT de Sustentabilidade

Associadas da RS Óleo & Gás fazem “imersão” em encontro do GT de Sustentabilidade


Realizado no último sábado (09/jul), evento abordou temas essenciais para as empresas que desejam se tornar mais competitivas sem abrir mão de uma cultura sustentável.

No último sábado (09/jul), a RS Óleo, Gás & Energia (RS OGE) reuniu os associados para uma verdadeira imersão no campo da sustentabilidade. Das 08h30 até as 16h, os participantes do evento tiveram a oportunidade de conhecer e se aprofundar nas ferramentas e nos conhecimentos essenciais para fomentar a cultura sustentável e colocá-la a serviço da qualidade em suas empresas.

O encontro abordou desde temas de interesse geral, como a gestão de resíduos sólidos e efluentes, até o processo e os requisitos necessários para a conquista do selo “Rumo à Sustentabilidade”, outorgado pela RS OGE às empresas associadas que se destacam nesse quesito. No total, a pauta englobou seis grandes tópicos:

• Como conquistar o selo “Rumo à Sustentabilidade”
• Eficiência energética e redução de custos
• Resíduos sólidos e efluentes
• Ação social
• Emissões atmosféricas
• Legislação, normas e certificações

Segundo Caroline Zanoni, coordenadora do GT de Sustentabilidade da RS OGE, o encontro mostrou que, com algumas ações simples e viáveis, as empresas podem reduzir cursos e conquistar melhores níveis de competitividade perante os mercados em que atuam. “Essas empresas serão um exemplo de um projeto que está recém começando. Nosso objetivo é ter cada vez mais adesões entre os associados”, garante Caroline.

O próximo encontro do GT de Sustentabilidade está agendado para o dia 21 de julho. Os temas abordados serão segurança do trabalho, inovação e criatividade.



Fonte: http://www.rsoleoegas.com.br/noticias/detalhes.php?ID=201
LEIA MAIS
Gestão para a Sustentabilidade
Educação Ambiental: Mudanças Climáticas
GRUPO DE PESQUISA EM MUDANÇAS CLIMÁTICAS (GPMC)

O GPMC do INPE tem como objetivo o desenvolvimento de pesquisas relacionadas ao tema mudanças climáticas, incluindo estudos observacionais para caracterizar o clima presente e sua variabilidade em longo prazo, assim como estudos de projeções de cenários climáticos futuros para caracterizar o clima no que resta do Século XXI para vários cenários de emissões de gases de efeito estufa. Entre os membros há pesquisadores que trabalham nas áreas de mudanças do clima, análises de vulnerabilidade, estudos de impactos e adaptação, de instituições do calibre da Universidade de São Paulo-IAG (www.iag.usp.br), da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável (www.fbds.org.br), com colaborações de instituições do Governo Federal como EMBRAPA, INMET, FIOCRUZ, ANA, ANEEL, ONS, COPPE-UFRJ entre outras, assim como os centros estaduais de meteorologia, universidades, o FBMC (Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas) e a Sociedade Civil Organizada. O grupo também trabalha em conjunto com o Programa Nacional de Mudanças Climáticas do Brasil do Ministério da Ciência e Tecnologia , com a Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade do Ar do Ministério do Meio Ambiente, com a Rede Clima, e com o Programa de Mudanças Climáticas Globais da FAPESP, assim como com programas nacionais de alguns países da América do Sul. O trabalho que está sendo desenvolvido pretende fornecer informações e projeções climáticas para serem divulgadas e disponibilizadas pelos grupos de pesquisa climática e aplicada, assim como apoiar os tomadores de decisão na formulação de políticas sobre o impacto das mudanças climáticas, a vulnerabilidade e as medidas de adaptação. Além disso, consolidar uma rede de pesquisadores Nacionais e Internacionais, na procura de uma permanente cooperação entre os produtos da pesquisa científica e o processo de formulação e tomada de decisões.

Pensando na educação ambiental o site oferece jogos onde as crianças podem aprender um pouco mais sobre mudanças climáticas: http://mudancasclimaticas.cptec.inpe.br/abc/index.html
LEIA MAIS
Notícias
Fepam dá prazo para laboratórios se ajustarem a requisitos do Inmetro


A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) publicou portaria estabelecendo prazo de dois anos para os laboratórios que realizam análises ambientais e amostragem no Estado se ajustem aos requisitos e técnicos exigidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO). Ao final deste prazo, os laboratórios somente poderão emitir laudos para uso em processos de licenciamento ambiental se tiverem o reconhecimento formal de que operam com sistema de qualidade tecnicamente competente, segundo critérios e normas internacionais, conforme prevê a ABNT NBR ISO/IEC 17025.

O objetivo da medida, assinada pela diretora-presidente da Fepam, Ana Pellini, é conferir maior segurança aos resultados de análises técnicas emitidos pelos laboratórios e que subsidiam procedimentos e decisões, além de fundamentarem exigências estabelecidas nos licenciamentos de atividades pelo órgão ambiental.

As exigências de certificação serão aplicadas a atividades de amostragem e análise referente a água subterrânea em poço de monitoramento, água para consumo humano, água bruta em poço tubular, água superficial, efluentes líquidos, resíduos sólidos, solo e sedimentos e emissões atmosféricas.

A portaria reduz, entretanto, para um ano o prazo, em virtude do alto potencial poluidor, para os laudos de análises das atividades de aterros industriais e centrais de recebimento de resíduos e efluentes.


Clique aqui para ver a íntegra da portaria: http://www.fepam.rs.gov.br/legislacao/arq/Portaria037-2016.pdf

Fonte: FEPAM / SEMA
Fone: (51) 32888114 / 8115
LEIA MAIS
Notícias
Rio Grande ganhará fábrica de combustível de biomassa renovável
A empresa Energy America Brazil Wood Resources Ltda confirmou o investimento de R$ 159 milhões para instalação de uma fábrica de pellets (combustível de biomassa renovável) no Distrito Industrial de Rio Grande. O projeto industrial observará três etapas, conforme consta da carta de intenções entregue ao secretário do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Fábio Branco, pelo empresário Alan Peters, diretor presidente da empresa que faz parte de um conglomerado com sede nos Estados Unidos.
Na primeira fase, com um investimento de R$ 24 milhões serão produzidas 70 mil toneladas/ano de pellets para exportação. A segunda fase prevê produção e exportação de cavacos de madeira à granel. A fabricação nesta etapa será de 400 mil toneladas/ano. A terceira fase do projeto contempla a produção de mais 350 mil toneladas/ano e destinação de pellets para o mercado externo. O projeto industrial das fases dois e três que será completado em um prazo de cinco anos, demandará mais R$ 135 milhões em investimentos. Ao final do quinto ano, serão 157 empregos gerados na fábrica.
Ao receber os documentos do projeto, o secretário Fábio Branco, destacou a importância da cadeia produtiva e do investimento que irá agregar valor à madeira produzida no Rio Grande do Sul. O pellets é um combustível granulado fabricado a partir de diversos tipos de biomassa renovável. A matéria prima para produzir pellets virá do eucalipto, pinus e acácia de florestas cultivadas na região sul do estado. A indústria absorverá, também, resíduos de madeireiras em atividade. O mercado europeu, onde 37% da energia consumida é gerada a partir do carvão mineral, busca substituir esta fonte, que gera impacto no efeito estufa, pela biomassa com elevado poder calorífico.
A Energy América Brazil Wood instalará a unidade industrial de fabricação de pellets em uma área de 261.212,73 m² no Distrito Industrial de Rio Grande – DIRG. O porto de Rio Grande projeta um terminal para uso exclusivo de produtos de base florestal, inclusive celulose. Dados da superintendência do porto indicam que, de janeiro a abril deste ano, a exportação de celulose já movimentou mais de 910 mil toneladas. Para o secretário Fábio Branco, tanto o terminal portuário como a logística de transporte deverá contemplar a integração de todos os modais para o projeto de exportação estimado na fase inicial de 70 mil toneladas/ano.


Texto: Ascom Sdect
Edição: Denise Camargo/Secom


Fonte: http://www.rs.gov.br/conteudo/239323/fabrica-de-pellets-vai-investir-r-159-milhoes-em-rio-grande#.Vz30v-oz0GU.facebook
LEIA MAIS
Gestão para a Sustentabilidade
Rezler Chavetas - Inventário Corporativo de Gases de Efeito Estufa 2015



Em 2016 a empresa Rezler Chavetas lança seu terceiro Inventário de Gases de Efeito Estufa, reforçando o compromisso com o tema das mudanças climáticas.

O inventário apresenta os resultados de emissões de gases de efeito estufa das operações da empresa durante o ano de 2015 e segue os padrões internacionais desenvolvidos pela Internacional Organization for Standardization (ISO) contemplando todas as Emissões Diretas (Escopo 1), Emissões Indiretas por Consumo de Energia (Escopo 2) e Emissões Indiretas por outras Fontes (Escopo 3).

Desde 2013 a diretoria da empresa em conjunto com uma equipe externa, assumiu a responsabilidade de elaborar o inventário de emissões de gases de efeito estufa – GEE. Além de uma prestação de contas aberta aos integrantes do Programa GHG Protocol, aos clientes, parceiros de negócios, órgãos ambientais e à própria sociedade, o inventário de GEE significa a afirmação do compromisso da Rezler com a responsabilidade socioambiental e com seus valores mais preciosos como a transparência de informações, a excelência, a integridade, o pioneirismo e o bem estar das pessoas.

A Rezler Chavetas é uma das maiores fabricantes de chavetas do Brasil. Instalada em Caxias do Sul, RS, em 1972, possui colaboradores qualificados e em constante reciclagem, além de máquinas e equipamentos de última geração, dedicados a atender a excelência na produção de chavetas.

Com eficaz sistema de qualidade, foi a primeira indústria do setor a ter seu processo de fabricação certificado sob a norma ISO 9001, em 1998. Visando a qualidade e o melhor atendimento às necessidades dos clientes oferece, além de chavetas, produtos para montagem e reposição da linha agrícola.

A Rezler divulga seu inventário diretamente em seu site: www.rezler.com.br
LEIA MAIS
Notícias
All Gas recebe visita técnica dos Futuros Engenheiros do IFRS - Farroupilha


Na última segunda-feira a tarde, dia 16 de Maio recebemos na All Gas os futuros Engenheiros Mecânicos e de Controle de Automação do Instituto Federal IFRS Campus Farroupilha.

Os alunos cursam a disciplina de Gestão Ambiental com a Professora Me. Pâmela Perini e tiveram a oportunidade de conhecer os equipamentos de amostragens de emissões e principais metodologias utilizadas.


LEIA MAIS
Notícias
Futuros Engenheiros Ambientais da Universidade de Caxias do Sul - UCS





Na última terça-feira a tarde, dia 10 de Maio recebemos na All Gas os futuros Engenheiros Ambientais da Universidade de Caxias do Sul UCS.

Os alunos cursam a disciplina de Controle de Poluição Atmosférica com o Professor Dr. Marcelo Godinho e tiveram a oportunidade de conhecer os equipamentos de amostragens de emissões e principais metodologias utilizadas.
LEIA MAIS
Feiras e Eventos
Comemoração All Gas
Hoje a All Gas está comemorando o terceiro ano da Gabriela Cavion na empresa.

Por mais verdadeiras e bonitas que possam ser as palavras usadas neste momento, nunca serão suficientes para representar o nosso agradecimento e nossa admiração pela pessoa e pela profissional que você representa.

Gabriela hoje é Coordenadora Técnica do Laboratório All Gas, responsável pela realização de amostragens e análises de poluentes atmosféricos, treinamentos de pessoal para execução dos procedimentos laboratoriais e de campo e atua na implantação de novas metodologias de amostragem de emissões atmosféricas.
LEIA MAIS
Notícias
Cidade do México está novamente em alerta por contaminação
Autoridades da Cidade do México lançaram um novo alerta de poluição do ar nesta segunda-feira, que significa que 40% dos veículos não poderão circular na terça e que as indústrias deverão reduzir entre 30% e 40% as emissões na atmosfera.

A poluição na megalópole de mais de 20 milhões de habitantes piorou em março, levando as autoridades a lançarem os primeiros alertas em uma década e a imporem restrições no tráfico.

As regras tiraram de circulação 20% dos carros diariamente, mas o novo alerta vai dobrar essa taxa na terça-feira.

Nesta segunda-feira, a "estabilidade atmosférica com vento fraco e dispersão escassa dos contaminantes" fizeram com que a capital tenha uma concentração de ozônio de 161 pontos - acima do limite de 150 -, especialmente alta no centro e no sul da cidade, informou a secretaria do Meio Ambiente (SEMARNAT) em um comunicado.

Além disso, nas horas de maior contaminação (entre 13h e 19h local), o governo recomenda que crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios e cardiovasculares permaneçam no interior de imóveis, e que a população em geral se abstenha de praticar esportes.

Na capital mexicana e na sua zona metropolitana circulam diariamente cerca de 5,5 milhões de veículos. Só em 2010, a contaminação ambiental causou a morte de 20.500 pessoas em todo o México, segundo o último Informe Nacional de Qualidade do Ar de 2013.

Por outro lado, três empresas americanas (Becton Dickinson, Owens Corning e Enthone Omi), uma subsidiária canadense e uma mexicana foram sancionadas por "diversas irregularidades" detectadas em visitas de inspeção e depois de que se negassem a serem inspecionadas na contingência ambiental de março, informou a Procuradoria Federal de Proteção ao Ambiente.

Fonte: http://dc.clicrbs.com.br/sc/noticias/noticia/2016/05/cidade-do-mexico-esta-novamente-em-alerta-por-contaminacao-5792043.html
LEIA MAIS
Notícias
CCJ do Senado aprova proposta que pode acabar com licenciamento ambiental
PEC estabelece extinção da análise de viabilidade dos empreendimentos a partir dos seus impactos socioambientais

Em meio ao terremoto político que toma conta de Brasília, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, sem alarde, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que simplesmente rasga a legislação ambiental aplicada em processos de licenciamento de obras públicas.

A PEC 65, proposta em 2012 pelo senador Acir Gurgacz (PDT-RO) e relatada atualmente pelo senador Blairo Maggi (PR-MT), estabelece que, a partir da simples apresentação de um Estudo Impacto Ambiental (EIA) pelo empreendedor, nenhuma obra poderá mais ser suspensa ou cancelada. Na prática, isso significa que o processo de licenciamento ambiental, que analisa se um empreendimento é viável ou não a partir dos impactos socioambientais que pode gerar, deixa de existir.

Leia mais:
Uso obrigatório de farol baixo durante o dia nas rodovias é aprovado no Senado
Renan diz que não votará afastamento de Dilma e conversa com Temer e Aécio
Senadores levam carta a Dilma pedindo que ela apoie novas eleições

Em um documento de apenas três páginas, os parlamentares informam que "a proposta inova o ordenamento jurídico", por não permitir "a suspensão de obra ou o seu cancelamento após a apresentação do estudo prévio de impacto ambiental (EIA), exceto por fatos supervenientes". A mudança, sustentam os parlamentares, "tem por objetivo garantir a celeridade e a economia de recursos em obras públicas sujeitas ao licenciamento ambiental, ao impossibilitar a suspensão ou cancelamento de sua execução após a concessão da licença".

Fonte: http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2016/04/ccj-do-senado-aprova-proposta-que-pode-acabar-com-licenciamento-ambiental-5788258.html
LEIA MAIS
Notícias
Prefeitura de Joinville investe em modernização energética
O programa de modernização energética implantado pela Prefeitura de Joinville gera uma economia de pelo menos R$ 1 milhão ao ano para os cofres públicos. A ação envolve a substituição de luminárias de alta potência por lâmpadas tipo LED na rede pública e nos semáforos.

Até fevereiro, a Secretaria de Infraestrutura Urbana havia contabilizado 1.850 pontos contemplados com a modernização. O trabalho é realizado em 110 ruas da cidade, com redução de carga instalada de 50%, que representa uma economia de mais de R$ 400 mil ao ano em energia elétrica.

“Uma das grandes vantagens desses equipamentos é a cor branca da iluminação, que garante maior visibilidade e segurança, com menos energia consumida e maior vida útil”, comenta o gerente da Unidade de Transportes e Vias Públicas da Seinfra, Glaucus Folster.

Glaucus explica que os trabalhos de modernização com esta tecnologia estão sendo direcionados principalmente para a área central do município, expandindo para os bairros em vias de ligação com grande fluxo de veículos e pedestres no período noturno.

Semáforos

Segundo o Departamento de Trânsito (Detrans), a substituição de cinco mil lâmpadas incandescentes dos semáforos de Joinville por lâmpadas com tecnologia LED vai proporcionar uma economia superior a R$ 500 mil por ano.

Essa ação ocorre por intermédio do convênio firmado entre o Detrans, Celesc e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), dentro do Programa de Eficiência Energética (PEE). De acordo com o Detrans, Joinville conta atualmente com 161 conjuntos semafóricos.

Destes, 23 já contam com tecnologia LED – são considerados eficientizados. Os demais passam por processo gradativo de implantação da nova tecnologia, reduzindo o consumo em até 90% e proporcionando uma economia considerável.

“Os recursos economizados serão superiores a R$ 500 mil por ano”, informa o gerente de Operacional do Detrans, Samuel Luiz Bernardes Gomes. O gasto médio com a energia elétrica dos semáforos em Joinville chega a R$ 80 mil por mês, cerca de R$ 960 mil por ano, segundo o Detrans.

Lâmpadas LED

LED – do inglês Light Emitting Diode (Diodo Emissor de Luz) – é um semicondutor que emite luz quando percorrido por uma corrente elétrica.

A cor da luz emitida pode ser branca, branco comercial, amarela ou qualquer cor do espectro de cores. Em termos de capacidade e qualidade de iluminação, as luzes de LED são similares às incandescentes, porém utilizam dez vezes menos energia para isso. Com a sua utilização, a economia na conta pode chegar a 90%.

As lâmpadas de LED também se destacam por sua durabilidade. Sua vida útil média é de 40.000 horas. Isso significa que uma lâmpada LED pode ficar mais de quatro anos e meio acesa de forma ininterrupta.

Fonte: Procel Info com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Joinville
https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/04/prefeitura-de-joinville-investe-em-modernizacao-energetica/28605
LEIA MAIS
Notícias
Renováveis podem sofrer com mudanças climáticas
Da Agência Ambiente Energia – Um estudo divulgado recentemente indica que as atuais mudanças climáticas podem afetar diretamente a geração de energia renovável através de fonte solar, eólica ou de biomassa, além da geração hidrelétrica, que sofrerá pela menor vazão dos rios. Coordenado pelos climatologistas Carlos Nobre e José Marengo e elaborado por Roberto Schaeffer, especialista em energia da Coppe/UFRJ, em parceria com a Embaixada do Reino Unido, o trabalho intitulado “Riscos de mudanças climáticas no Brasil e limites à adaptação” elaborou análise de impactos em agricultura, biodiversidade, energia e saúde no Brasil sob cenários de aumento de temperatura em mais de 4ºC.

O estudo aponta que, com o aumento da temperatura, o déficit no atendimento da demanda de energia elétrica nacional será inevitável, assim como a própria demanda tende a crescer pela maior necessidade do uso de ar condicionado e demais aparelhos de refrigeração.

Schaeffer analisa que o planejamento energético atual é elaborado com base na ideia de que o clima é estacionário, o que não é verdade. No que se refere aos impactos das mudanças climáticas sobre fontes renováveis, o estudo esclarece que temperaturas extremas podem alterar o padrão dos ventos, afetando a geração eólica, aumentar a concentração de nuvens, afetando a geração solar, e também impactar diretamente a produção de cana, afetando a geração de bioenergia.


Este quadro, ainda, esconde a possibilidade de um ciclo vicioso: “Se o Brasil recorrer mais a fontes renováveis pode ficar mais vulnerável e, para se proteger, voltar-se mais às fontes fósseis [grandes agentes da mudança climática]”, alertou o especialista, que espera que o estudo incentive medidas imediatas para solução do problema.

Fonte: https://www.ambienteenergia.com.br/index.php/2016/04/renovaveis-podem-sofrer-com-mudancas-climaticas/28613
LEIA MAIS
Notícias
Caminhão destinado a produtos químicos é flagrado transportando óleo de soja
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) autuou um condutor e a empresa proprietária de um caminhão carregado com óleo de soja, em desacordo com a legislação em vigor. O fato aconteceu na manhã desta quarta-feira, 20, no quilômetro 424 da BR-386, em Montenegro.

Durante uma fiscalização de rotina os policiais abordaram um caminhão, com placas de Montenegro, transportando aproximadamente 28,7 toneladas de óleo de soja. Ao realizarem averiguações, foi constatado que o veículo havia sido utilizado para transportar produtos químicos, considerados perigosos.

O motorista alegou desconhecer que o tanque era destinado a esse fim. A carga, cujo destino era uma grande fábrica de ração animal em Montenegro, foi condenada pelo Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (MAPA). Os envolvidos serão enquadrados na lei de crimes ambientais e resoluções agropecuárias.

Fonte:http://gaz.com.br/conteudos/policia/2016/04/20/70675-caminhao_destinado_a_produtos_quimicos_e_flagrado_transportando_oleo_de_soja.html.php

LEIA MAIS
Notícias
Secretária Ana Pellini fala em audiência pública da Comissão Especial do Estado Resiliente
A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Ana Pellini participou na noite passada (18), da primeira audiência pública da Comissão Especial do Estado Resiliente realizada na Sala da Convergência da Assembleia Legislativa. Presidida pelo deputado João Reinelli, a audiência pública contou também com uma palestra do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

A secretária Ana Pellini iniciou classificando o tema resiliência como da maior pertinência. "Precisamos nos debruçar sobre ele", acrescentou, informando que desde o começo da sua gestão houve a preocupação com os riscos e consequências dos desastres naturais, "antes mais raros e agora mais sequentes. Assim, precisamos nos preparar. Este é um aprendizado lento".

Disse que a secretaria tem intensificado suas atenções em dois aspectos básicos neste contexto. Primeiro, em relação a riscos e desastres, "entendemos a necessidade de que as informações sobre alterações no clima cheguem com mais velocidade e precisão. Desta forma, estamos tratando da instalação de dois radares que ampliem esta cobertura, um em Santa Maria e outro em Caxias do Sul, mas a tarefa é difícil, diante da burocracia¿, observou. Igualmente narrou as tratativas junto aos governos da Argentina e Uruguai para que haja ¿um sistema conjugado neste processo, com as partes conversando entre si para uma maior prevenção". Segundo Ana Pellini, as comunidades, em geral, ainda mostram desarticulação diante dos eventos severos. "Buscamos ferramentas para alterar isso", frisou.

Numa segunda ação, a titular da Sema explicou alguns dos programas em andamento (e outros em elaboração) na secretaria, mais especificamente na questão das águas e suas consequências. Lembrou as enxurradas decorrentes dos grandes volumes de chuva repentina, agravadas pelo assoreamento e lixo acumulado. "Porisso a importância do Plano Estadual de Recursos Hídricos, uma vez que o desenvolvimento econômico e social sustentável do Rio Grande do Sul, nos próximos anos, será definido pela disponibilidade de água, tanto em quantidade quanto em qualidade. Para tanto, é preciso conhecer o cenário atual dos recursos hídricos gaúchos, mostrando as disponibilidades hídricas e as demandas por água, bem como precisamos identificar as áreas com problemas de escassez ou conflito. Isso só será possível com a efetiva participação da sociedade, por meio dos Comitês de Bacias Hidrográficas e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos".

Recordou que o Rio Grande do Sul não apresenta os mesmos problemas de falta de água como no Nordeste, por exemplo. "No entanto, o Estado não tem se preparado adequadamente nesta questão. Daí a importância do Sistema de Outorga de Água do RS, instrumento por meio do qual o Poder Público autoriza, concede ou ainda permite ao usuário fazer o uso deste bem, que é de todos¿, explicou, ressaltando a importância de um relacionamento afinado com toda a sociedade neste sentido. "Sem articulação e sem a participação dos comitês de bacia não avançaremos".

Também informou quanto aos licenciamentos para açudes e barragens, normalmente destinados à irrigação. "Ampliamos nossos cuidados em especial após o episódio Mariana, a barragem que se rompeu em Minas Gerais. Existem muitos barramentos antigos no RS, e os responsáveis devem buscar a regulamentação e as licenças, dentro de determinado prazo. Sem isso, sofrerão as sanções da lei¿, advertiu. Explicou, ainda, o Programa Estadual de Estímulo à Limpeza e Desassoreamento dos Corpos Hídricos. ¿Instruímos prefeituras e o Comando Ambiental da BM para que atuem em parceria na limpeza de arroios e rios. Os prefeitos podem se credenciar pela internet. Ao invés da BM proibir, inclusive retirando o maquinário, estamos orientando como todos devem proceder¿.

Por fim, disse da importância do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do RS, por intermédio do qual "tentamos mostrar a importância da preservação dos nossos rios, com a formação de uma consciência ampliada neste sentido".

A secretária do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável Ana Pellini participou na noite passada (18), da primeira audiência pública da Comissão Especial do Estado Resiliente realizada na Sala da Convergência da Assembleia Legislativa. Presidida pelo deputado João Reinelli, a audiência pública contou também com uma palestra do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan.

A secretária Ana Pellini iniciou classificando o tema resiliência como da maior pertinência. ¿Precisamos nos debruçar sobre ele¿, acrescentou, informando que desde o começo da sua gestão houve a preocupação com os riscos e consequências dos desastres naturais, ¿antes mais raros e agora mais sequentes. Assim, precisamos nos preparar. Este é um aprendizado lento¿.

Disse que a secretaria tem intensificado suas atenções em dois aspectos básicos neste contexto. Primeiro, em relação a riscos e desastres, ¿entendemos a necessidade de que as informações sobre alterações no clima cheguem com mais velocidade e precisão. Desta forma, estamos tratando da instalação de dois radares que ampliem esta cobertura, um em Santa Maria e outro em Caxias do Sul, mas a tarefa é difícil, diante da burocracia", observou. Igualmente narrou as tratativas junto aos governos da Argentina e Uruguai para que haja "um sistema conjugado neste processo, com as partes conversando entre si para uma maior prevenção". Segundo Ana Pellini, as comunidades, em geral, ainda mostram desarticulação diante dos eventos severos. "Buscamos ferramentas para alterar isso", frisou.

Numa segunda ação, a titular da Sema explicou alguns dos programas em andamento (e outros em elaboração) na secretaria, mais especificamente na questão das águas e suas consequências. Lembrou as enxurradas decorrentes dos grandes volumes de chuva repentina, agravadas pelo assoreamento e lixo acumulado. "Porisso a importância do Plano Estadual de Recursos Hídricos, uma vez que o desenvolvimento econômico e social sustentável do Rio Grande do Sul, nos próximos anos, será definido pela disponibilidade de água, tanto em quantidade quanto em qualidade. Para tanto, é preciso conhecer o cenário atual dos recursos hídricos gaúchos, mostrando as disponibilidades hídricas e as demandas por água, bem como precisamos identificar as áreas com problemas de escassez ou conflito. Isso só será possível com a efetiva participação da sociedade, por meio dos Comitês de Bacias Hidrográficas e do Conselho Estadual de Recursos Hídricos".

Recordou que o Rio Grande do Sul não apresenta os mesmos problemas de falta de água como no Nordeste, por exemplo. "No entanto, o Estado não tem se preparado adequadamente nesta questão. Daí a importância do Sistema de Outorga de Água do RS, instrumento por meio do qual o Poder Público autoriza, concede ou ainda permite ao usuário fazer o uso deste bem, que é de todos¿, explicou, ressaltando a importância de um relacionamento afinado com toda a sociedade neste sentido. ¿Sem articulação e sem a participação dos comitês de bacia não avançaremos".

Também informou quanto aos licenciamentos para açudes e barragens, normalmente destinados à irrigação. "Ampliamos nossos cuidados em especial após o episódio Mariana, a barragem que se rompeu em Minas Gerais. Existem muitos barramentos antigos no RS, e os responsáveis devem buscar a regulamentação e as licenças, dentro de determinado prazo. Sem isso, sofrerão as sanções da lei", advertiu. Explicou, ainda, o Programa Estadual de Estímulo à Limpeza e Desassoreamento dos Corpos Hídricos. "Instruímos prefeituras e o Comando Ambiental da BM para que atuem em arceria na limpeza de arroios e rios. Os prefeitos podem se credenciar pela internet. Ao invés da BM proibir, inclusive retirando o maquinário, estamos orientando como todos devem proceder".

Por fim, disse da importância do Plano Estadual de Resíduos Sólidos do RS, por intermédio do qual "tentamos mostrar a importância da preservação dos nossos rios, com a formação de uma consciência ampliada neste sentido".

Fonte: FEPAM
http://www.fepam.rs.gov.br/noticias/noticia_detalhe_net.asp?id=14341
LEIA MAIS
Notícias
Dá para saber se haverá mais peixes ou plástico nos oceanos em 2050?
Um preocupante relatório, calculando que em 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos, foi divulgado recentemente pela Fundação Ellen MacArthur e o Fórum Econômico Mundial.
Chamado The New Plastics Economy ("A Nova Economia do Plástico", em tradução livre), o relatório estimou que, no ritmo atual, os mares terão, em termos de peso, mais plástico do que peixes na metade deste século.
O relatório ganhou as manchetes de vários jornais, mas acabou sendo questionado e levantando a questão: como medir a quantidade de plástico e como contar os peixes?
O problema é que o próprio relatório reconhece que é difícil fazer uma medição precisa nos dois casos.
No caso dos plásticos, o estudo faz referência a um levantamento publicado em 2015 por Jenna Jambeck, professora da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos. Ela tentou fazer um censo global da poluição por plásticos e estimar o quanto disso vai parar nos oceanos.
O estudo de Jambeck analisa estimativas do total de lixo em todos os países que não são totalmente cercados
rsidade de York, na Grã-Bretanha.
O que a Fundação Ellen MacArthur fez foi pegar a pesquisa de Jambeck, que faz previsões apenas até 2025, e projetar essas estimativas até 2050.

Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/03/160328_plastico_oceanos_futuro_fn
LEIA MAIS
Feiras e Eventos
Fiema - Feira Internacional Meio Ambiente
A FIEMA Brasil 2016 prepara sua sétima edição apostando na reunião das melhores oportunidades de negócio e o que há de mais atual sobre tecnologia em resíduos, águas e efluentes entre os dias 05 e 07 de abril, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (RS).

A FIEMA Brasil é um importante palco para oportunidades de negócios e prospecção de mercado.

LEIA MAIS
Notícias
Suprema Corte bloqueia regulações dos EUA sobre emissões
Decisão representa um duro golpe para o presidente, já que medidas eram cruciais na estratégia contra a mudança climática

A Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu nesta terça-feira, 9, a regulação federal que prevê a redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do setor elétrico, anunciada em agosto do ano passado pelo presidente Barack Obama. A decisão representa um golpe para Obama, já que as metas propostas são cruciais na sua estratégia contra as mudanças climáticas.

A intervenção da mais alta instância judicial dos Estados Unidos foi requerida por 27 Estados – a maioria governada pelo Partido Republicano – e empresas ligadas ao carvão com o objetivo de impedir o avanço do plano de energia limpa do governo, assumido por Obama como um dos pilares de sua política de combate às alterações climáticas. Os Estados, liderados pelo grande produtor de carvão do país, Virgínia Ocidental, e o principal produtor de petróleo, Texas, abriram vários processos em outubro para deter a iniciativa do presidente. A votação na Suprema Corte terminou com placar apertado de 5 a 4.

A decisão suspende a aplicação do Clean Power Plan (Plano da Energia Limpa), concebido pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estados Unidos, que impõe às centrais elétricas redução das emissões de dióxido de carbono (um dos principais agentes do efeito estufa), de 32% até 2030, em relação aos níveis de 2005. O parecer, no entanto, ainda não é definitivo, já que o caso depende do veredicto de uma corte de apelações, que deverá ouvir as argumentações orais dos dois lados em 2 de junho, para, em seguida, decidir se a regulação é válida.


O procurador-geral da Virgínia Ocidental, Patrick Morrisey, descreveu a suspensão como uma “vitória histórica e sem precedentes” sobre a EPA. “Nós estamos convencidos de que a Suprema Corte reconheceu o imediato impacto das regulamentações e congelou sua implementação, protegendo trabalhadores e poupando incontáveis dólares enquanto nossa luta contra sua legalidade continua”, afirmou.

A Casa Branca informou em comunicado que discorda da decisão judicial e o plano tem bases legais e técnicas sólidas. “A administração vai continuar tomando medidas agressivas para progredir na redução das emissões de carbono”, disse o porta-voz do governo, Josh Earnest. Segundo ele, a EPA vai continuar trabalhando com Estados que querem cooperar com as metas estipuladas.

A geração de energia elétrica é responsável por cerca de um terço das emissões de gás carbônico dos Estados Unidos. O plano de reduzir as emissões do setor é o principal componente da meta de reduzir as emissões totais em 26% a 28% até 2025 e em 32% até 2030. Esse valor compõe a contribuição que os Estados Unidos ofereceram para a Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP-21), em Paris, em dezembro.

Impacto. Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima, diz que a deliberação da Suprema Corte ainda não implica em um cancelamento do plano nem é uma ameaça ao Acordo de Paris. “A decisão ainda não é determinante no sentido de impedir que a regulação seja levada a cabo conforme o previsto no Plano da Energia Limpa. Embora os que se opõem, os Estados que entraram com ações legais com apoio de diferentes setores, estejam cantando vitória, por enquanto não posso dizer com toda certeza que isso seja definitivo ou que altera o compromisso dos Estados Unidos assumido desde o ano passado em relação ao Acordo de Paris”, afirma.

Segundo o especialista, o Plano da Energia Limpa não foi revogado e é difícil que seja. “O presidente Obama usa (como argumento) decisões anteriores da Suprema Corte, que classificam gases de efeito estufa como poluentes, que impactam a saúde pública. Ou seja, ele está cumprindo com aquilo que já foi decidido anteriormente”, explica Rittl.

Para defender a regulação ante o Judiciário, o procurador-geral dos EUA, Donald Verrilli Jr, usou esse argumento. “A mudança climática é o desafio ambiental mais importante hoje e já está afetando a saúde pública nacional, o bem-estar e o ambiente.” / MÔNICA REOLOM, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Fonte: http://m.sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,corte-suprema-dos-eua-bloqueia-regulacoes-sobre-emissoes-de-co2-do-governo,10000015685
LEIA MAIS
Notícias
Política de Educação para o Consumo Sustentável é instituída no País


Nesta quinta-feira, dia 12/11/2015, foi publicada a Lei Federal nº 13.186/2015, instituindo a Política de Educação para o Consumo Sustentável no País, com o objetivo de estimular a adoção de práticas de consumo e de técnicas de produção ecologicamente sustentáveis.

A Lei traz os objetivos da Política, dentre os quais se destacam o incentivo a mudanças de atitude dos consumidores na escolha de produtos produzidos com base em processos ecologicamente sustentáveis; o estímulo à redução do consumo de água, energia e de outros recursos naturais, tanto no âmbito residencial quanto nas atividades de produção, de comércio e de serviços; a promoção da redução do acúmulo de resíduos sólidos, pelo retorno de embalagens, pilhas, baterias, pneus, lâmpadas e outros produtos após o uso pelos consumidores; o estímulo à reutilização e à reciclagem dos produtos e embalagens; o estímulo à inclusão das dimensões social, cultural e ambiental no processo de produção e gestão das empresas; o fomento ao uso de recursos naturais com base em técnicas e formas de manejo ecologicamente sustentáveis; e o incentivo à certificação ambiental.

Para atendimento aos objetivos da Lei, a União, os Estados e os Municípios deverão promover campanhas em prol do consumo sustentável nos meios de comunicação de massa, bem como a capacitação dos profissionais da área de educação para inclusão do consumo sustentável nos programas de educação ambiental do ensino médio e fundamental.

A criação da Política de Educação para o Consumo Sustentável dialoga com outras Políticas já criadas no âmbito nacional, tais como a Política Nacional de Resíduos Sólidos e a Política Nacional de Mudança do Clima, auxiliando no alcance de suas metas e objetivos a partir do incentivo às práticas produtivas sustentáveis e à adesão do consumidor a este movimento. Ainda, está alinhada ao projeto de alteração do Código de Defesa do Consumidor, em tramitação, que prevê o incentivo e a promoção de padrões de produção e consumo sustentáveis, visando ao desenvolvimento econômico e a inclusão social sem comprometer a qualidade ambiental e o atendimento das necessidades das gerações futuras.

A nova Política reforça, portanto, a importância da atenção que deve ser conferida ao tema pela sociedade como um todo, incluindo empresas, instituições de ensino e indivíduos.

Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13186.htm
LEIA MAIS
Notícias
China aceita revisão periódica das metas de emissões de CO2
A quatro semanas do início da COP de Paris, presidente da França, François Hollande, foi a Pequim buscar o compromisso de Xi Jinping à medida; países em desenvolvimento têm restrições
PARIS - A 28 dias do início da 21ª Conferência do Clima (COP 21), em Paris, o presidente da França, François Hollande, obteve nesta segunda-feira, 2, o apoio da China à revisão, a cada cinco anos, das metas de redução das emissões de gases de efeito estufa. Esse ponto é considerado um dos centros das negociações diplomáticas em torno de um novo acordo climático mundial que terá de ser decidido em Paris.

Por seu peso econômico e relevância nas negociações, o país também é virtual líder do G77, grupo de 134 grandes emergentes e países em desenvolvimento do qual o Brasil é outro dos expoentes. Até aqui, o G77 demonstrava reservas ao princípio da revisão das metas a cada cinco anos. O Brasil já havia se mostrado favorável a essa proposta.

A declaração também é importante porque o conjunto de metas apresentado pela China como contribuição ao acordo de Paris falava somente que o país deve atingir seu pico de emissões em 2030, sem dizer de quanto será esse pico. Se Xi Jiping está disposto a fazer revisões das metas a cada cinco anos, pode ser que resolva começar a reduzir suas emissões antes disso.

Em uma declaração conjunta, os governos de França e China afirmam que “o acordo de Paris comportará disposições que permitam às partes atualizar constantemente suas contribuições estipuladas em nível nacional”. O documento diz ainda que os dois países são “favoráveis a que uma revisão completa aconteça a cada cinco anos sobre os progressos realizados”.

Negociações. A proposta também tem o apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, e o apoio da China pode ser determinante para um consenso. “Esta revisão periódica é indispensável para chegarmos progressivamente a uma trajetória compatível com o limite de 2ºC de aquecimento do planeta”, afirmou François Hollande, em Pequim.

Em tom de advertência, Hollande reiterou que a COP 21 ainda pode se tornar um fracasso caso não haja um compromisso obrigatório. “Mas as condições para o sucesso foram semeadas em Pequim hoje”, disse o presidente francês. Xi Jinping disse que a busca de “um resultado global, equilibrado e ambicioso” são objetivos “dos esforços da China para participar da governança mundial”.

Consta ainda da declaração da reunião bilateral que China e França trabalharão juntos na negociação de metas que permitam conter o aumento médio da temperatura da Terra a 2ºC até 2100. A referência foi feita quatro dias depois de a Convenção do Clima da ONU (UNFCCC) revelar o resultado da avaliação sobre as contribuições voluntárias determinadas em nível nacional (INDCs na sigla em inglês) – jargão para o conjunto de metas que cada país disse que tem como se comprometer para o acordo de Paris.

O relatório, baseado nas propostas voluntárias apresentadas por 147 países, indica que a temperatura média do planeta deve se elevar em 2,7ºC, mais do que o objetivo fixado pela comunidade internacional. Na sexta-feira, Christiana Figueres, secretária-geral da UNFCCC, chegou a afirmar que o sucesso da COP 21 passava pela adoção de um mecanismo de revisão das metas. “

O acordo precisa ter dois componentes importantes: a definição e a implementação das INDCs e o caminho a ser percorrido a longo prazo”, explicou. “Haverá um acordo porque eu só vejo a vontade política aumentar, da parte de todos os governos, para chegarmos a um entendimento. Se, no entanto, Paris só considerar a primeira parte da minha equação, o acordo de Paris não resolverá a questão do limite de 2°C.”

Fonte: http://m.sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,china-aceita-revisao-periodica-das-metas-de-emissoes-de-co2,1790003
LEIA MAIS
Notícias
Sustentabilidade, o Único Caminho para a Prosperidade
por Felipe Faria – Diretor Executivo Green Building Council Brasil

Aqueles que possuem maior esclarecimento sobre o tema, entendem que o chamado tripé da sustentabilidade engloba aspectos sociais, ambientais e econômicos. Todavia, muitos de nós conectamos o assunto sustentabilidade somente com proteção ambiental e responsabilidade social. Deixamos de lado o aspecto econômico quando discutimos ações que beneficiam o social e ambiental, ora por preconceito ou resistência desnecessária, entendendo que o desenvolvimento econômico é o motivo da degradação ambiental e social, ora por desconhecimento ou falta de experiência em criar um modelo de negócio que alavanque a atividade “sustentável”.

Neste sentido, as principais barreiras enfrentadas por quaisquer profissionais e empresas envolvidos em movimentos de transformação de mercado com foco em sustentabilidade são: falta de informação; falta de comunicação entre os diversos “stakeholders” envolvidos no projeto de modo a considerar a pluralidade de conhecimento e experiência na fase de planejamento; ausência de incentivo ou política pública integrada que possa nortear tais atividades; e visão imediatista.

O imediatismo está totalmente desconectado com a visão holística que regerá as atividades econômicas no novo tratado que insurge entre homem e Planeta. Ações imediatistas assumem importância na remediação de problemas existentes sem solucionar suas causas.

Não digo que resultados positivos somente serão percebidos no longo prazo. A visão de longo prazo permite auferir resultados imediatos, porém a perpetuação deste negócio lucrativo não será possível sem maximizar aspectos culturais e de responsabilidade socioambiental. Mesmo por quê, atividades que não são pautadas na visão sistêmica da sustentabilidade estarão a cada dia, enfrentando novos riscos de investimentos, jurídicos, ambientais e sociais.

Assim, no mundo corporativo muitos modelos de negócios surgem dentro de uma perspectiva de longo prazo. Normalmente estes modelos de negócios são desenvolvidos e dirigidos pelos principais executivos, empreendedores ou talentos das corporações.

O movimento da construção sustentável no Brasil cresce a passos largos. Em matéria de certificação internacional de “green buildings”, o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), presente em 150 países, tem o Brasil como o 4º no ranking mundial com o maior número de projetos registrados e certificados. São mais de 1.000 edificações ou 25 milhões de m² registrados e 300 edificações certificadas. Tratam-se de edificações que comprovadamente atendem questões de eficiência no uso de energia, água e materiais; qualidade ambiental interna do ar; uso de materiais de baixo impacto; melhorias em termos de localização da edificação e o entorno com foco em qualidade de vida e redução de emissões.

O sucesso deste movimento foi acompanhado por um forte processo de capacitação profissional, disseminação da informação, novas tecnologias e cases de sucesso, bem como a provocação feita pela certificação LEED em termos de forçar a comunicação entre os diversos “stakeholders” responsáveis pela concepção, construção e operação de edificações.

Entre as diversas ações que justificam o crescimento da construção sustentável no país, vale destacar modelos de negócios pautados no planejamento de médio a longo prazo. Estes modelos de negócios, onde a visão sistémica é princípio basilar, logo elimina a falsa barreira do “sustentável custa mais caro”. Na construção sustentável esta análise parte do levantamento do custo da edificação considerando um ciclo de vida razoável de 50 anos. Assim, temos que apenas 15% do custo durante o ciclo de vida corresponde a construção, sendo que 85% do custo está relacionado a operação da edificação.

Ainda há o falso entendimento que a construção sustentável onera em 30% o custo de construção, enquanto que a nossa experiência com 300 edificações certificadas no Brasil sugere um acréscimo entre 0% a 6%. E o que determina a variação deste acréscimo de custo de construção? É a capacidade e experiência das equipes envolvidas no projeto e construção, bem como o momento em que iniciam a discutir a maximização de ações e estratégias voltadas a angariar resultados considerando uma visão holística do projeto. Ou seja, trata-se de um modelo de negócio diferenciado que exige planejamento baseado na visão holística, onde experiência e interdisciplinaridade de equipe são pontos chaves.

Dito isto, temos que qualquer investimento adicional em fase de construção relacionado a eficiência, redução do uso de recursos naturais ou mitigação de impactos sócio ambientais possui um “pay back” de curto a médio prazo, certo que estas edificações reduzem uma média de 25% a 30% de energia e 40% do consumo de água durante sua operação. Adicionalmente, o que se vê nestas edificações são benefícios econômicos imediatos, frente melhores valores a serem percebidos na venda e aluguel de lajes, aumento da velocidade de ocupação e aumento da retenção comparado às edificações convencionais.

Há modelos de negócios que, visando garantir esta vantagem econômica na fase da operação de edificações, atrela construção e operação como responsabilidade do mesmo “stakeholder”. Como exemplo, cito a modalidade de negócio imobiliário chamado “build-to-suit”, onde o investidor viabiliza o negócio segundo o interesse do futuro usuário já conhecido e que garante contratualmente estar utilizando a edificação por um prazo pré-estabelecido, sob uma remuneração acordada. Neste negócio o responsável pela construção também se responsabiliza pela operação desta edificação, assim sendo, tendo ele conhecimento que o principal custo da edificação será sua operação e não sua construção, dentro do seu prazo de contrato, seguramente a conceituação de projeto, construção e operação desta edificação se valerá dos preceitos diversos da construção sustentável.

Esta preocupação e ênfase com a edificação pós construção também passa a ser refletida em projetos de urbanismo integrado. Edificações de uso misto de modo a diminuir a necessidade de deslocamento dos ocupantes (projeto que envolve lajes comerciais, residenciais e serviços diversos), maximização de espaços abertos e de convívio público aumentando o senso de segurança e comunidade, infraestrutura pública eficiente, priorização ao pedestre, estímulo ao transporte de baixa emissão, edificações eficientes e restauração do habitat natural são conceitos que integram ferramentas de certificação como o LEED ND (Neighborhood & Development). Há casos onde o empreendedor destes projetos, vislumbra concentrar seu lucro na administração das edificações voltadas ao varejo, serviço e entretenimento destas edificações de uso misto, atuando de forma semelhante a um administrador de Shopping Center. Assim sendo, necessário se faz investir nos conceitos de planejamento acima mencionado mantendo as ruas “vivas”, mantendo um ambiente qualitativo no sentido de maximizar a qualidade de vida, bem-estar e prosperidade dos ocupantes, dentro de uma visão de longo prazo não se limitando a construção e entrega do empreendimento.

Os profissionais que buscarem desenvolver habilidades e nutrir conhecimento interdisciplinar, de modo a conseguir identificar todas as oportunidades ou impactos relacionados a sua atividade meio, estarão passos à frente dos demais e bem encaminhados para um próspero futuro profissional. Não à toa, as principais empresas de recrutamento do mundo, determinam como pré-requisito a identificação de executivos para assumir cargo de alto escalão de grandes corporações que tenham capacidade de planejar a longo prazo, identificando todas as interfaces e oportunidades dos seus negócios, transformando resíduos em receita; ações sociais de engajamento com a comunidade em capacitação de mão de obra, melhorias no entorno podendo beneficiar a logística e valorização de marca; tecnologias que alinham eficiência e mitigação de impactos com ganhos econômicos; etc…

Corroborando ao sucesso dos desafios assumidos por estes profissionais, temos a crescente discussão dos conceitos de análise de ciclo de vida e declaração ambiental de produtos; contabilidade ambiental; índices de sustentabilidade das principais bolsas de valores; fundos de investimentos específicos para “start up” que envolvem serviços ou soluções para edificações ou cidades sustentáveis, entre outros.

Para os profissionais da construção civil que ingressam no mercado de trabalho, com segurança afirmo que o movimento de “green building”, além de criar novos empregos e atividades, reúne os melhores projetos e empresas do mercado. Neste universo de edificações certificados ou registrados LEED, que segundo estudo da E&Y representa em torno de 10% do PIB da construção civil, temos um pouco mais de 250 profissionais acreditados LEED. E o mercado não está mais restrito a edificações comerciais de alto padrão. São muitas plantas industriais, centros de distribuição e data centers. Mas também temos escolas, hospitais, hotéis, prédios públicos, arenas esportivas, bibliotecas, agências bancárias, restaurantes, laboratórios, museus e outras edificações.

Cresce a certificação de lojas de varejo, edificações existentes, projeto de planejamento urbano integrado e inicia-se uma maior penetração no maior volume construtivo do país, o setor residencial. Há um universo de oportunidades disponíveis.

Fonte: http://blog.gbcbrasil.org.br/?p=1256
LEIA MAIS
Notícias
Registro de Poluentes na Economia Verde
Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estimou o custo social com poluição ambiental em diversos países

O custo macroeconômico com saúde e perda de elasticidade de renda em decorrência da poluição atmosférica nos países membros da (OCDE), foi estimado em US$ 1,7 trilhões/ano.

Na Índia e na China, esse custo foi estimado em US$ 1,8 trilhões/ano. No Brasil, utilizando um valor aproximado de US$ 1.000 por habitante, temos um custo de US$ 200 bilhões/ano, 9% do PIB nacional.

Na agenda internacional, os países se preparam para discutir, em dezembro, na COP 21, compromissos para enfrentar o aquecimento global, cujo impacto econômico estimado pelo Banco Mundial, para os países em desenvolvimento se adaptarem ao clima, foi estimado em US$ 70 a 100 bilhões por ano.

Indicando caminhos para a Economia Verde, o presidente Barack Obama se antecipou, no último mês, lançando o “Plano de Energia Limpa”. A visão americana é gerar economia para os cofres públicos e benefício social, principalmente para as populações mais vulneráveis. Além do carbono emitido em processos de combustão, que geram energia elétrica e que contribuem para o aquecimento global, outras substâncias nocivas que causam doenças cardíacas e respiratórias também são emitidas.

Com um plano realista de incentivo à transição da matriz energética, espera-se que o governo e a população deixem de gastar US$ 34 bilhões por ano, a partir de 2030. Isso evitaria 90 mil casos de asma em crianças e 300 mil dias perdidos de escola e de trabalho em decorrência de sintomas respiratórios.

No Brasil, o estudo intitulado “Análise de custo-benefício para a redução das emissões de dioxinas e furanos e avaliação das opções de tratamento de PCBs”, apresentado no evento promovido pelo Ministério do Meio Ambiente e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento “Tecnologias de Tratamento Bifenilas Policloradas (PCBs) e outros Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs)”, estimou o custo social da poluição destes contaminantes, listados na Convenção de Estocolmo, entre US$ 22 e 44 bilhões ao ano, além do fardo de anos perdidos pela população com agravos à saúde.

Definição
A definição de Economia Verde surgiu globalmente em 2011, quando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a estabeleceu como “aquela que resulta na melhoria do bem-estar humano e da igualdade social, ao mesmo tempo em que reduz significativamente os riscos ambientais e as escassezes ecológicas”.

Nesta lógica, busca-se um novo modelo de desenvolvimento econômico, que considere de forma holística e integrada o custo-benefício da ação e inação das políticas públicas.

Nesta transição para Economia Verde, o “Princípio 10”, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento - Eco 92, destaca-se como elemento fundamental para a sustentabilidade:

A melhor maneira de tratar as questões ambientais é assegurar a participação, no nível apropriado, de todos os cidadãos interessados. No nível nacional, cada indivíduo terá acesso adequado às informações relativas ao meio ambiente de que disponham as autoridades públicas, inclusive informações acerca de materiais e atividades perigosas em suas comunidades, bem como a oportunidade de participar dos processos decisórios. Os Estados irão facilitar e estimular a conscientização e a participação popular, colocando as informações à disposição de todos. Será proporcionado o acesso efetivo a mecanismos judiciais e administrativos, inclusive no que se refere à compensação e reparação de danos.

Com o objetivo de assegurar essa necessidade, cerca de 40 países implementaram ou estão implementando o Registro de Emissão e Transferência de Poluentes (RETP, do inglês PRTR ou TRI). No Brasil, essa ferramenta está prevista para entrar em pleno funcionamento no ano de 2016.

O acesso à informação sobre poluição ambiental, no Brasil, ainda é fragmentado e de difícil integração, tanto na gestão pública quanto para a academia e outras partes interessadas. Carecemos de dados completos para avaliar e comunicar de forma adequada os riscos para sociedade.

A percepção de risco por juristas e pela própria população continua muito distante da avaliação de especialistas em toxicologia, o que gera barreiras e dificuldade nesse processo.

A transição para um novo modelo energético e de produção limpa requer conhecimento, planejamento e investimentos que podem ser incentivados e promovidos por políticas públicas. Indústrias que atuam com tecnologias limpas deveriam pagar menos tributos e menos juros para conseguir empréstimos, ou ainda terem mais prazo para renovação de licenças ambientais.

Veículos com baixa emissão, ou emissão zero, podem ter redução ou isenção do IPI. Empresas que vendem serviços ou tecnologias direcionadas à Economia Verde - como a implantação de sistemas fotovoltaicos, reúso de água, avaliação e comunicação de risco toxicológico, dentre outras - deveriam também ter incentivos.

Como medir o custo-benefício de uma ação como essa? Existem inúmeras metodologias, como as aplicadas nos estudos citados. Uma novidade lançada este mês na versão 2.0 do programa USETOX, da Sociedade de Toxicologia Ambiental e Química (SETAC), é a possibilidade de transformar dados de emissão e evidências toxicológicas em avaliação de risco ambiental e saúde humana.O resultado obtido é o indicador DALY (anos de vida perdidos por morte prematura e anos vividos com incapacidade) e a taxa de espécies esperadas para extinção local, dados que podem ser transformados em valor econômico.

Ou seja, benefícios fiscais, econômicos, ou mesmo a promoção de imagem, são oferecidos àqueles que beneficiam a sociedade com a atividade econômica em harmonia com a socioambiental.

Neste momento de crise energética, ao avaliar a autogeração por painéis fotovoltaicos, verificamos que, mesmo nas atuais condições, existe viabilidade de ganho econômico. A depender de condições geográficas, uma atividade que gaste R$ 6 milhões por ano com energia, com investimento em autogeração na ordem de R$ 50 milhões, consegue suprir 90% do seu consumo por 30 anos.

A Economia Verde significa a segurança para a perenidade dos recursos naturais e da própria existência da atividade produtiva. Precisa ser estimulada por se tratar de ótima oportunidade de crescimento econômico, com efetivo resultado social.

***

Marcus da Matta é Doutor em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, especialista em Gestão Ambiental pela Faculdade de Saúde Pública da USP e Engenheiro Ambiental.

Fonte:http://consumidorconsciente.eco.br/index.php/component/k2/item/3329-registro-de-poluentes-na-economia-verde.html
LEIA MAIS
Notícias
P&G anuncia nova meta para reduzir em 30% as emissões de gases de efeito estufa
A Procter & Gamble (P&G) anunciou hoje uma nova meta para reduzir em 30% as emissões absolutas de gases de efeito estufa das suas instalações até 2020. O objetivo foi desenvolvido em parceria com a World Wildlife Fund (WWF). Esta nova meta é baseada no melhor conhecimento científico disponível e representa um importante passo nos esforços contínuos da empresa para minimizar as suas emissões de gases de efeito estufa que impactam nas mudanças climáticas.

Além disso, a P&G participará do programa Climate Savers (Defensores do Clima), patrocinado pela WWF e que incentiva o envolvimento das principais empresas do mundo na colaboração e aumento dos esforços para combater as mudanças climáticas.

A P&G determinou o objetivo em 30% após considerar um estudo científico recente, apresentado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). Uma redução de 30% assegura o suporte da empresa com relação aos esforços globais para prevenir que as temperaturas superem os dois graus Celsius, além de ser consistente com as metodologias científicas que ajudam as empresas a alinhar as metas definidas com a ciência do clima.

“A mudança climática é um problema mundial e acreditamos que todos – empresas, governos e indivíduos – têm um papel a desempenhar”, disse Len Sauers, vice-presidente de Sustentabilidade Global da P&G. “Sentimos que isso era importante, dado que representa uma meta ambiciosa de base científica, para ajudar a fazer a nossa parte no que se refere a enfrentar os desafios apresentados pela mudança climática.”

A P&G tem trabalhado em parceria com a WWF para desenvolver a sua nova meta e incrementar os seus esforços em matéria de mudança climática. “Nós reconhecemos a P&G pela liderança exercida na definição de uma meta de redução que se baseia na ciência do clima”, disse Suzanne Apple, vice-presidente sênior de Engajamento do Setor Privado da WWF. “Trata-se de um compromisso significativo que levará a reduções mensuráveis nas emissões de gases com efeito de estufa da P&G, inspirando a que outras empresas façam o mesmo. Temos o prazer de dar as boas-vindas à P&G como a mais nova integrante do nosso programa Climate Savers, que visa reconhecer os líderes da indústria que estão buscando soluções inovadoras e de baixo custo para a mudança climática.”

A P&G planeja alcançar a sua nova meta ao manter o foco na conservação de energia e aumento da utilização de energia renovável. “Estabelecemos esta meta com a convicção de que isso é bom para o meio ambiente e também para o nosso negócio”, disse Martin Riant, presidente do Grupo P&G e patrocinador executivo para a Sustentabilidade Global. “A conservação de energia e aumento da energia renovável não só vão acarretar reduções de emissões, como a diminuição de custos e criação de soluções inovadoras que ajudarão as nossas marcas a ganharem ainda mais com os consumidores.”

Sobre a Procter & Gamble

A P&G atende os consumidores do mundo inteiro com um dos maiores portfólios de marcas de qualidade, liderança e confiança, que inclui: Always®, Ambi Pur®, Ariel®, Bounty®, Charmin®, Crest®, Dawn®, Downy®, Fairy®, Febreze®, Gain®, Gillette®, Head & Shoulders®, Lenor®, Olay®, Oral-B®, Pampers®, Pantene®, SK-II®, Tide®, Vicks® e Whisper®. A comunidade P&G opera em cerca de 70 países. Acesse http://www.pg.com para as últimas notícias e informações sobre a P&G e suas marcas.

Para saber mais sobre as metas de sustentabilidade da P&G, clique aqui.

Para saber mais sobre o programa Climate Savers, clique aqui.

O texto no idioma original deste anúncio é a versão oficial autorizada. As traduções são fornecidas apenas como uma facilidade e devem se referir ao texto no idioma original, que é a única versão do texto que tem efeito legal.

Ver a versão original em businesswire.com: http://www.businesswire.com/news/home/20150916006458/pt/


Contato:
Assessoria de Imprensa da P&G:
Julie deSylva, 513-780-0006
deSylva.j@pg.com
Fonte: BUSINESS WIRE

http://noticias.r7.com/dino/entretenimento/pampg-anuncia-nova-meta-para-reduzir-em-30-as-emissoes-de-gases-de-efeito-estufa-16092015

LEIA MAIS
Notícias
Paris fechará suas ruas para carros por um dia inteiro
São Paulo - Já imaginou uma cidade inteira livre do caos, barulho e poluição provocados pelo trânsito? Pois Paris ficará (quase) assim no dia 27 de Setembro. A cidade luz vai fechar suas principais avenidas para veículos durante um dia inteiro em ação inédita pela mobilidade sustentável.

Nenhum veículo motorizado será autorizado a conduzir pelas ruas, com algumas exceções, como ambulâncias e viaturas policiais. Pedestres e ciclistas poderão circular livremente pelos espaços antes tomados por carros.

"Vamos fazer deste primeiro dia sem carros uma grande festa cívica, de momentos deliciosos", diz a organização do evento. Estão previstos shows, exposições e uma série de outras atividades de entretenimento.

As áreas sem tráfego incluem 11 bairos (do 1º ao 11º arrondissement), e os mais conhecidos pontos tursíticos, como a avenida Champs-Élysées, a Praça da República e de Stalingrado, a Praça da Bastilha e toda área ao redor da Torre Eiffel e do Bosque de Boulogne, entre outros.

A combinação do tráfego intenso com fatores climáticos atípicos tem sido motivo de preocupação na cidade nos último dois anos. Em 2014, a prefeitura chegou a liberar transporte público gratuito para deter os altos níveis de poluição.

Este ano, só no mês de março (que marca o fim do inverno e começo da primavera no país), a cidade precisou implementar mais de três rodízios contra a poluição.

Com a aproximação da conferência internacional sobre as mudanças climáticas, COP21, que acontece em dezembro na capital francesa, Paris quer dar o exemplo na luta contra a poluição e multiplicar ações semelhantes.

fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/paris-fechara-todas-as-ruas-para-carros-por-um-dia-inteiro
LEIA MAIS
Notícias
Brasil e Alemanha assinam acordo para investimentos no setor socioambiental
Acordos garantirão projetos em unidades de conservação e na regularização ambiental de imóveis rurais, conforme a nova Lei Florestal.





Por: Lucas Tolentino – Editor: Marco Moreira

O Brasil e a Alemanha firmaram, nesta quarta-feira (19/08), acordos de cooperação para a conservação florestal, e a regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia e em áreas de transição para o Cerrado. Ao todo, serão investidos mais de R$ 183 milhões (50 milhões de euros). Também foi assinado projeto entre os governos alemão e norueguês, para incrementar a cooperação técnica ao Fundo Amazônia.

As parcerias foram firmadas por autoridades brasileiras e dois países durante a abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, realizada em Brasília. Além da assinatura dos atos oficiais, o evento contou com a participação de especialistas para discutir temas como manejo sustentável, mudanças do clima e políticas para o combate ao desmatamento.

EFEITO ESTUFA

O objetivo é unir ações de conservação da biodiversidade com medidas capazes de frear as emissões de gases de efeito estufa, fenômeno natural que tem sido agravado por ações humanas e, com isso, gerado o aquecimento global. “É preciso haver uma relação mais simétrica entre biodiversidade e clima”, defendeu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “A biodiversidade está na base de tudo e precisa ser protagonista na agenda climática.”

As políticas desenvolvidas em território nacional e a importância dos recursos naturais presentes no Brasil colocam o País em posição de destaque no cenário internacional. O embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, ressaltou os resultados brasileiros na conservação ambiental. “A redução do desmatamento na Amazônia é resultado impressionante”, afirmou. “O Brasil se tornou um modelo mundial em ações ambientais.”

REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL

O MMA, a Caixa Econômica Federal e o KfW, o Banco de Desenvolvimento alemão, assinaram o contrato de contribuição financeira queviabilizará o Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais na Amazônia e em Áreas de Transição para o Cerrado. Com duração de quatro anos, a medida destinará mais de R$ 84 milhões (cerca de 23 milhões de euros) financiados pelo governo alemão para a cooperação.

A região contemplada é estratégica para o combate ao desmatamento e para a conservação da biodiversidade. O projeto apoiará o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais de Rondônia, Mato Grosso e Pará. Além disso, também serão promovidas ações de recuperação dos passivos ambientais das áreas de preservação permanente e de reserva legal encontradas dentro desses terrenos.

Com a medida, será possível realizar a regularização ambiental dos imóveis rurais brasileiros conforme o novo Código Florestal. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, destacou a importância da ação para o setor. “O objetivo é proteger o meio ambiente produzindo alimentos”, defendeu. “A inovação tecnológica é um meio de evitar o desmatamento.”

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

A cooperação entre o MMA, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ), junto ao Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, estabelece o Fundo de Transição Arpa para a Vida. Esse fundo constitui a terceira fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O programa foi estabelecido pelo Brasil em 2003 e corresponde, hoje, ao maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.

O projeto terá o aporte superior a R$ 116 milhões (cerca de 31,7 milhões de euros) por meio da cooperação financeira alemã para o Fundo de Transição. Esse Fundo é um mecanismo inovador com metas ambiciosas, como a de consolidar e segurar o financiamento sustentável de unidades de conservação em uma área igual ou superior a 60 milhões hectares, o que corresponde aproximadamente ao território da França.

FUNDO AMAZÔNIA

O cofinanciamento entre a Noruega, por meio da Agência Norueguesa para a Cooperação ao Desenvolvimento (Norad), e a Alemanha, representada pelo Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ),
viabilizará o projeto de cooperação técnica “Apoio às Atividades de Fomento e de Concessão de Colaboração Financeira Não-Reembolsável no âmbito do Fundo Amazônia”.

O projeto terá mais de R$ 14,6 milhões (cerca de 4 milhões de euros) e o objetivo de melhorar os mecanismos do Fundo Amazônia, tornando-o cada vez mais eficaz no financiamento da proteção das florestas e do clima. O acordo representa a importante coordenação e harmonização entre os dois doadores.

Criado em 2008, o Fundo Amazônia surgiu com o objetivo de captar recursos para investimentos não-reembolsáveis em iniciativas de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de conservação e uso sustentável do bioma. Entre as áreas de atuação, estão projetos
como os de gestão de áreas protegidas, manejo florestal e redução de emissões de gases de efeito estufa.



Assessoria de Comunicação Social (Ascom/MMA) – (61) 2028.1165
LEIA MAIS
Notícias
Tratado sobre ozônio impediu alta dos casos de câncer de pele, diz estudo
O tratado da ONU para proteger a camada de ozônio impediu um provável aumento do casos de câncer de pele na Austrália, na Nova Zelândia e nos países do norte da Europa, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (26).

Se o Protocolo de Montreal de 1987 nunca tivesse sido assinado, o buraco de ozônio sobre a Antártica teria aumentado 40% até 2013, afirma o relatório.
Os níveis de radiação ultravioleta na Austrália e na Nova Zelândia, que já têm as mais altas taxas de mortalidade por câncer de pele no mundo, poderiam ter aumentado entre 8% e 12%.

No norte da Europa, segundo o estudo, a decomposição da camada de ozônio sobre o Ártico poderia ter elevado os níveis de radiação ultravioleta na Escandinávia e no Reino Unido em mais de 14%. Haveria também um buraco na camada de ozônio sobre o Ártico, de tempos em tempos.

"Nossa pesquisa confirma a importância do Protocolo de Montreal e mostra que já tivemos benefícios reais", disse o professor da Universidade de Leeds, no Reino Unido, Martyn Chipperfield. "Nós sabíamos que ele [o protocolo] nos salvaria de uma grande perda de ozônio no futuro, mas na verdade já passamos do ponto em que as coisas teriam se tornado visivelmente piores."

O Protocolo de Montreal obriga todos os membros das Nações Unidas a erradicar produtos químicos que contêm clorofluorcarbonetos (CFCs). Usados em sprays, solventes e geladeiras, essas substâncias destroem as moléculas de ozônio na estratosfera, responsáveis por barrar a luz ultravioleta, causadora do câncer de pele.
Os autores do estudo, publicado na revista Nature Communications, construíram um modelo computadorizado em 3D com base nos dados mais recentes sobre o estado da estratosfera.

As concentrações de gases que destroem o ozônio estão cerca de 10% abaixo do pico registrado em 1993, embora possa demorar até 2050 para o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica retornar ao estado da década de 1980.

O Protocolo de Montreal foi implementado por 196 países e pela União Europeia (UE), tornando-se o primeiro tratado na história das Nações Unidas a conseguir ratificação universal.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2015/05/26/tratado-sobre-ozonio-impediu-alta-dos-casos-de-cancer-de-pele-diz-estudo.htm
LEIA MAIS
Notícias
CURITIBA: PLANO DIRETOR PREPARA A CIDADE PARA MUDANÇAS CLIMÁTICAS E ECONOMIA SUSTENTÁVEL
O projeto de lei do Plano Diretor quer preparar Curitiba para mudanças climáticas e para ser uma cidade mais sustentável, que pense no desenvolvimento urbano dentro da perspectiva da economia verde e criativa.

Pretende que o Município seja mais resiliente, ou seja, capaz de suportar tais mudanças e suas consequências sobre o meio ambiente e a vida das pessoas. Esses temas passaram a permear o Plano Diretor como um todo, com ênfase no Capítulo 3 que trata do Patrimônio Ambiental, Natural e Cultural.

Outra iniciativa fundamental foi adequar a legislação do Município às leis federais que entraram em vigor nos últimos dez anos e abordamtemas relacionados a Meio Ambiente, de forma direta ou indireta. Para tanto, a equipe de revisão do Plano Diretor incluiu novos artigos que abordam dez grandes temas: mudanças climáticas, saneamento, bacias hidrográficas, agricultura urbana, geração distribuída de energia elétrica, indicadores, mapeamento de áreas de risco, conforto ambiental, pagamentos por serviços ambientais e unidades de conservação.

Tendo como foco a conservação, proteção, recuperação e o uso racional do meio ambiente, em seus aspectos natural e cultural, a proposta estabelece normas, incentivos e restrições ao seu uso e ocupação, visando à preservação ambiental e a sustentabilidade da cidade.

Para alcançar esses objetivos, o Plano Diretor apresenta como diretriz a promoção permanente da educação ambiental, com o propósito de contribuir para a construção de valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas à conservação do meio ambiente. Isso deve ocorrer não apenas no ambiente escolar, mas em todas as iniciativas da municipalidade que permitam a sensibilização para as questões ambientais.


Fonte: http://www.cbnfoz.com.br/editorial/parana/parana/23032015-243611-curitiba-plano-diretor-prepara-a-cidade-para-mudancas-climaticas-e-economia-sustentavel
LEIA MAIS
Feiras e Eventos
CIC Caxias oferece curso em: Capacitação Técnica em Licenciamento Ambiental
Curso homologado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Caxias do Sul
LEIA MAIS
Notícias
Ana Pellini planeja reduzir para seis meses prazo de emissão de licenças ambientais na Fepam
Depois de expor a realidade dos números da disposição final dos resíduos sólidos e industriais no Rio Grande do Sul, a secretária estadual do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e diretora-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Ana Pellini, anunciou mudanças internas nos métodos de trabalho da fundação, o que deve atender a uma antiga reivindicação da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) de agilizar a liberação dos licenciamentos ambientais que hoje se acumulam no órgão. Até o final deste ano, a secretária pretende fazer com que a Fepam opere com um prazo máximo de seis meses para a liberação dos licenciamentos, a exemplo do que já ocorre em outros estados, como Santa Catarina e Minas Gerais. Ana Pellini palestrou na reunião-almoço da CIC desta segunda-feira (9), durante as comemorações dos 40 anos da Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca).

Atualmente, de acordo com Ana Pellini, os pedidos de licenciamento ambiental têm aguardado nunca menos de um ano, podendo chegar até quatro, para serem emitidos pelos técnicos da fundação. São mais de quatro mil pedidos de Licença de Operação (LO), uma das etapas do licenciamento ambiental, na fila à espera de liberação, revelou a secretária ao falar sobre a adoção da renovação automática de LO. "Não se protege o meio ambiente com burocracia ou papelada, tratando de forma igual quem faz e quem não faz direito. Vamos agir na fiscalização para separar o joio do trigo. Quem não trabalhar dentro da lei, nós vamos pegar e punir", afirmou Ana Pellini.

A proposta é simplificar a legislação, padronizar procedimentos e estabelecer estudos prévios de cada área do território para que, quando entrar um pedido de licenciamento, tanto o empreendedor que o solicita quanto o técnico que vai examiná-lo o faça em cima de regras claras, transparentes e do conhecimento de todos. "Esta é a ideia que nós temos para agilizar o licenciamento com segurança e transparência", salientou.

Um dos projetos para acelerar o trabalho da Fepam é aumentar as parcerias com os municípios gaúchos. Caxias do Sul dá o primeiro passo nesse sentido hoje à tarde, quando em reunião na Prefeitura Municipal, Ana Pellini inicia tratativas para o estabelecimento de um convênio de delegação de competência plena, o que significa que a partir de sua assinatura, a responsabilidade da liberação de licenças passa a ser do Município. "A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e seus técnicos já têm maturidade para assumir a gestão plena das licenças aqui de Caxias do Sul", completou a secretária.

Codeca - A CIC, por meio do presidente Carlos Heinen, prestou uma homenagem aos 40 anos da Codeca, entregando ao seu diretor-presidente, Paulo João Ballardin, uma placa alusiva à data.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC
LEIA MAIS
Notícias
Crise hídrica não é só escassez, diz coordenador da ONG ActionAid
Mais de um bilhão e meio de pessoas no mundo já vivem há tempos uma rotina de escassez de água, possibilidade que anda apavorando brasileiros da Região Sudeste. Com lata na cabeça, esses cidadãos costumam percorrer quilômetros até o poço mais próximo para se abastecer e, o que é ainda mais devastador, muitas vezes consomem água contaminada por dejetos humanos. Um cenário que torna nossa crise hídrica, que ainda não chegou às torneiras, quase diminuta. Mas refletir sobre o processo que pode levar a uma situação tão dramática é importante, até para que se possa cimentar o caminho de maneira diferente.

Antes do carnaval conversei sobre esse assunto com o responsável pelo setor de agricultura sustentável da ONG Action Aid, o agrônomo Celso Marcatto. Ele está em Johannesburgo, na África do Sul, cidade que também está passando por uma série crise de escassez de água, com racionamento que chega a cinco dias em alguns lugares. Para ele, este é, de fato, o problema do século. Mas que não começa na falta de árvores nem no planejamento urbano: é isso e muito mais. Tem a ver também com as mudanças climáticas, com o pouco caso que governantes e cidadãos comuns têm dado ao fato. Sendo assim, na ponta da cadeia da crise hídrica está, até mesmo, o consumismo.

Marcatto aceitou também meu convite para contar como é possível lidar com o problema usando criatividade e sem muitos recursos financeiros. Abaixo, a entrevista.

Qual o seu trabalho central na ActionAid?

Celso Marcatto – Minha área de trabalho é agricultura resiliente ao clima, que leva em consideração as mudanças climáticas. É dar suporte em 36 países para que eles consigam uma agricultura sustentável. Viajo muito e visito muitos países. Para você ter uma ideia, saí do Brasil há cerca de três semanas, fui ao Haiti, vim aqui para Johanesburgo, vou para o Zimbábue e depois volto ao Brasil.

Quero refletir sobre a crise hídrica de maneira mais ampla. Há no mundo hoje, segundo dados da ONU, mais de um bilhão e meio de pessoas que já vivem uma rotina de escassez de água há tempos. Qual a origem disso?

Celso Marcatto – Não temos dúvida de que a água é o problema deste século, causado em parte pelas mudanças climáticas. Em todos os países onde atuamos há comunidades que estão sofrendo, em algum momento, problemas com água. Mas não é só a seca. Eu incluo nessa lista as enchentes, os deslizamentos de terra, causados por eventos extremos ligados ao clima, e a qualidade da água. Porque às vezes se tem água que pode ser consumida mas ela está contaminada com dejetos humanos, e isso dá para perceber pela cor, pelo cheiro. É uma situação que se vive em vários países.

Há países que já estão em situação de emergência por causa da água?

Celso Marcatto – Aqui em Johanesburgo estamos numa escassez muito séria, já está se falando em racionar, ficar cinco dias sem água. Nada muito diferente do que São Paulo, Rio, Belo Horizonte e outras cidades brasileiras. Mas estamos trabalhando com emergência mesmo em três países africanos, só que não é por conta de escassez, mas de enchentes: Zimbábue, Malauí, Moçambique. Houve uma inundação forte há umas três semanas, as pessoas perderam casas, sementes, animais, enfim, seu meio de vida.

A escassez, as enchentes, os deslizamentos... tudo isso está ligado às mudanças climáticas?

Celso Marcatto – Sim, está. É claro que no meio do processo você tem a estupidez e ineficiência de governantes, por exemplo, de prever e preparar as cidades para acumular água e de reparar o problema que faz com que 37% da água tratada vazem nos canos velhos antes de chegarem à casa das pessoas aí no Brasil, por exemplo. Não vamos considerar o "gato" como perda, já que se supõe que alguém está fazendo isso para beber, então... Mas, tirando tudo isso, o problema da água é causado pelas mudanças climáticas. O clima está se comportando de uma forma que os agricultores, alvo do meu trabalho, não entendem mais. Tudo é possível: muita chuva ou seca.

Dos países onde você trabalha, quais os que estão sendo mais afetados?

Celso Marcatto – Alguns países têm condições de se defender, implementar medidas de adaptação, outros não têm, e é nesses que mais atuamos. Bangladesh, na Ásia, tem riscos sérios de inundações em 70% de sua área agricultável. E durante as monções tem inundações crônicas. O solo dele até depende dessa inundação porque traz fertilidade, mas o problema é que elas estão ficando mais frequentes e sérias e isso afeta a situação alimentar. As partes baixas do Vietnã, Camboja, Myanmar, Índia. E países da África, como Nepal. As regiões montanhosas da China também já estão sofrendo problemas sérios como deslizamentos de terra por conta de chuvas frequentes.

A contaminação da água doce e da terra pela água do mar já vem afetando alguns países também. Há alguma técnica capaz de lidar com isso?

Celso Marcatto – Sim, isso já está acontecendo também no Senegal, em duas ilhas que já não podem mais plantar alimentos. Nós, da ActionAid, estamos trabalhando com alternativas, identificando uma qualidade de arroz que depende menos de água e que seja mais tolerante ao sal. Além disso, estamos tentando levar algumas plantas que conseguem remover o sal do solo. É claro que elas não funcionam como uma bomba, mas são ricas em proteína e podem ser uma boa fonte de alimentos para ovelhas e cabras, por exemplo. Ao mesmo tempo, estamos tentando introduzir algumas técnicas para produção de vegetais que não tenham contato com o solo.Como se faz isso?

Celso Marcatto – Pega um saco desses grandes, de farinha, enche de terra e planta nele. Ou pega um pneu e faz a mesma coisa. Mas tem que ir em outro lugar para pegar a terra porque se for usar a terra dali tem que lavá-la e isso é ruim porque perde muitos nutrientes. Mas tem outros lugares também onde a salinização da água doce é muito grave, por exemplo, no Gâmbia.

Aqui no Nordeste do Brasil, a Região do Semiárido está lidando melhor com a seca depois que foram introduzidas as cisternas rurais (veja aqui). Esse recurso é usado em outro lugar?

Celso Marcatto – Sim, estamos usando as cisternas de placas no Senegal, é a mesma tecnologia usada pelo pessoal da ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro). É claro que vai ter sal por causa do vento, mas numa concentração muito menor. Outro jeito de armazenar água, e que é mais barato, é abrir um buraco no chão, colocar um saco plástico preto, resistente, e fazer uma lagoinha. Tem que cobrir. É essa a ideia, e imagino que tenha muitas universidades no primeiro mundo que possam ajudar, com mais tecnologias. Em alguns lugares estamos tentando implementar barragens para controlar a entrada de água salina no período das cheias. É uma alternativa que está sendo testada.

Isso me fez lembrar a Holanda. Estive lá em 2011, fui chamada pelo governo para mostrar a mim e outros jornalistas do mundo o que o país está fazendo para se adaptar às mudanças climáticas. Uma das tecnologias implementadas foi a instalação de um mega portão no Mar do Norte para impedir a entrada de água em Roterdã. A questão é que lá eles têm dinheiro bastante para fazer esse tipo de tecnologia. Os países pobres estarão sempre atrás por falta de recursos, não acha?

Celso Marcatto – Não podemos desprezar o que temos de mais bonito, que são as pessoas. Parece até que quanto mais pobres, mais força e vontade de viver elas têm. Além disso, nós da ActionAid quando ajudamos a construir um banco de sementes, por exemplo, não é só porque há risco alimentar na região, mas é porque queremos construir alternativas que possam ser usadas como fonte de inspiração para a construção de políticas públicas. O que a gente quer que aconteça é o que aconteceu com as cisternas de placas, que foram criadas por um pedreiro e viraram um programa nacional ao qual o governo dá suporte. Mas, sim, precisamos de dinheiro para adaptação dos países pobres.

Nesse sentido, já tem o Fundo Verde, que está com US$ 9 bilhões (veja aqui). Acha que é uma boa medida?

Celso Marcatto – O que se quer é que cada país produza as suas próprias alternativas, sem esperar que esse conjunto de países que fazem parte da Conferência (a COP-21, que vai acontecer em Paris no fim deste ano) apontem a solução. O ideal seria que os países que mais vão sofrer os impactos das mudanças climáticas tivessem condições de construir suas alternativas e, sim, existindo esse dinheiro é ótimo. Esse é o caminho. A ActionAid está lutando por isso, estamos presentes em todas as conferências.

Fonte: 19/02/2015 - G1.com.br - Amelia Gonzalez
LEIA MAIS
Notícias
Portal do MMA com informações de licenças ambientais está no ar
PNLA está disponível para consulta dos órgãos ambientais, dos empreendedores, dos agentes financeiros e da sociedade em geral

Para dar transparência e democratizar a informação sobre o licenciamento ambiental no País, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) coloca no ar o Portal Nacional do Licenciamento Ambiental (PNLA).

A fonte de pesquisa disponibiliza, em tempo real, em plataforma única, dados e informações sobre os licenciamentos dos empreendimentos disponíveis nos sistemas de informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Distrito Federal e dos estados.

O PNLA está disponível para consulta dos órgãos ambientais, dos empreendedores, dos agentes financeiros e da sociedade em geral.

O portal conta, ainda, com uma ferramenta de geoprocessamento que permite aos interessados, a partir das coordenadas geográficas do empreendimento, visualizar a localização com relação ao município, bacia hidrográfica, bioma, unidades de conservação federais, terras indígenas, áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade, hidrelétricas, vegetação, entre outros.

É resultado da parceria do MMA com o Ibama e os órgãos estaduais de meio ambiente.

Parcerias

O MMA é responsável pela manutenção do Portal, sendo as informações divulgadas de responsabilidade do Ibama, de cada um dos órgãos estaduais licenciadores e do Distrito Federal. "A integração dos bancos de dados do Ibama e dos estados foi feita com a participação das áreas responsáveis pelo licenciamento ambiental e pela tecnologia de informação", explica a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do MMA, Regina Gualda.

A secretária afirma que o PNLA também foi disponibilizado pelo site da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), que congrega todos os secretários e dirigentes de órgãos ambientais do País.

Fonte:
Ministério do Meio Ambiente
LEIA MAIS
Notícias
Navios-tanque traficam água de rios da Amazônia
Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio.

Por Chico Araújo - Agência Amazônia

BRASÍLIA – É assustador o tráfico de água doce no Brasil. A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro do ano passado, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água. A revista denuncia: "Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas". Empresas internacionais até já criaram novas tecnologias para a captação da água. Uma delas, a Nordic Water Supply Co., empresa da Noruega, já firmou contrato de exportação de água com essa técnica para a Grécia, Oriente Médio, Madeira e Caribe.

Conforme a revista, a captação geralmente é feita no ponto que o rio deságua no Oceano Atlântico. Estima-se que cada embarcação seja abastecida com 250 milhões de litros de água doce, para engarrafamento na Europa e Oriente Médio. Diz a revista ser grande o interesse pela água farta do Brasil, considerando que é mais barato tratar águas usurpadas (US$ 0,80 o metro cúbico) do que realizar a dessalinização das águas oceânicas (US$ 1,50).

Anos atrás, a Agência Amazônia também denunciou a prática nefasta. Até agora, ao que se sabe nada de concreto foi feito para coibir o crime batizado de hidropirataria. Para a revista Consulex, "essa prática ilegal não pode ser negligenciada pelas autoridades brasileiras, tendo em vista que são considerados bens da União os lagos, os rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio (CF, art. 20, III).

Outro dispositivo, a Lei nº 9.984, de 17 de julho de 2000, atribui à Agência Nacional de Águas (ANA), entre outros órgãos federais, a fiscalização dos recursos hídricos de domínio da União. A lei ainda prevê os mecanismos de outorga de utilização desse direito. Assinado pela advogada Ilma de Camargos Pereira Barcellos, o artigo ainda destaca que a água é um bem ambiental de uso comum da humanidade. "É recurso vital. Dela depende a vida no planeta. Por isso mesmo impõe-se salvaguardar os recursos hídricos do País de interesses econômicos ou políticos internacionais", defende a autora.

Segundo Ilma Barcellos, o transporte internacional de água já é realizado através de grandes petroleiros. Eles saem de seu país de origem carregados de petróleo e retornam com água. Por exemplo, os navios-tanque partem do Alaska, Estados Unidos – primeira jurisdição a permitir a exportação de água – com destino à China e ao Oriente Médio carregando milhões de litros de água.

Nesse comércio, até uma nova tecnologia já foi introduzida no transporte transatlântico de água: as bolsas de água. A técnica já é utilizada no Reino Unido, Noruega ou Califórnia. O tamanho dessas bolsas excede ao de muitos navios juntos, destaca a revista Consulex. "Sua capacidade [a dos navios] é muito superior à dos superpetroleiros". Ainda de acordo com a revista, as bolsas podem ser projetadas de acordo com necessidade e a quantidade de água e puxadas por embarcações rebocadoras convencionais.

Há seis anos, o jornalista Erick Von Farfan também denunciou o caso. Numa reportagem no site eco21 lembrava que, depois de sofrer com a biopirataria, com o roubo de minérios e madeiras nobres, agora a Amazônia está enfrentando o tráfico de água doce. A nova modalidade de saque aos recursos naturais foi identificada por Farfan de hidropirataria. Segundo ele, os cientistas e autoridades brasileiras foram informadas que navios petroleiros estão reabastecendo seus reservatórios no Rio Amazonas antes de sair das águas nacionais.

Farfan ouviu Ivo Brasil, Diretor de Outorga, Cobrança e Fiscalização da Agência Nacional de Águas. O dirigente disse saber desta ação ilegal. Contudo, ele aguarda uma denúncia oficial chegar à entidade para poder tomar as providências necessárias. "Só assim teremos condições legais para agir contra essa apropriação indevida", afirmou.

O dirigente está preocupado com a situação. Precisa, porém, dos amparos legais para mobilizar tanto a Marinha como a Polícia Federal, que necessitam de comprovação do ato criminoso para promover uma operação na foz dos rios de toda a região amazônica próxima ao Oceano Atlântico. "Tenho ouvido comentários neste sentido, mas ainda nada foi formalizado", observa.

Águas amazônicas

Segundo Farfan, o tráfico pode ter ligações diretas com empresas multinacionais, pesquisadores estrangeiros autônomos ou missões religiosas internacionais. Também lembra que até agora nem mesmo com o Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) foi possível conter os contrabandos e a interferência externa dentro da região.

A hidropirataria também é conhecida dos pesquisadores da Petrobrás e de órgãos públicos estaduais do Amazonas. A informação deste novo crime chegou, de maneira não oficial, ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), órgão do governo local. "Uma mobilização até o local seria extremamente dispendiosa e necessitaríamos do auxílio tanto de outros órgãos como da comunidade para coibir essa prática", reafirmou Ivo Brasil.

A captação é feita pelos petroleiros na foz do rio ou já dentro do curso de água doce. Somente o local do deságüe do Amazonas no Atlântico tem 320 km de extensão e fica dentro do território do Amapá. Neste lugar, a profundidade média é em torno de 50 m, o que suportaria o trânsito de um grande navio cargueiro. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área.

Essa água, apesar de conter uma gama residual imensa e a maior parte de origem mineral, pode ser facilmente tratada. Para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representaria uma grande economia. O custo por litro tratado seria muito inferior aos processos de dessalinizar águas subterrâneas ou oceânicas. Além de livrar-se do pagamento das altas taxas de utilização das águas de superfície existentes, principalmente, dos rios europeus. Abaixo, alguns trechos da reportagem de Erick Von Farfan:

O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, trata as águas do Rio Negro, que abastece Manaus, por processos convencionais. E reconhece que esse procedimento seria de baixo custo para países com grandes dificuldades em obter água potável. "Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa", comenta.

O avanço sobre as reservas hídricas do maior complexo ambiental do mundo, segundo os especialistas, pode ser o começo de um processo desastroso para a Amazônia. E isto surge num momento crítico, cujos esforços estão concentrados em reduzir a destruição da flora e da fauna, abrandando também a pressão internacional pela conservação dos ecossistemas locais.

Entretanto, no meio científico ninguém poderia supor que o manancial hídrico seria a próxima vítima da pirataria ambiental. Porém os pesquisadores brasileiros questionam o real interesse em se levar as águas amazônicas para outros continentes. O que suscita novamente o maior drama amazônico, o roubo de seus organismos vivos. "Podem estar levando água, peixes ou outras espécies e isto envolve diretamente a soberania dos países na região", argumentou Martini.

A mesma linha de raciocínio é utilizada pelo professor do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Universidade Federal do Paraná, Ary Haro. Para ele, o simples roubo de água doce está longe de ser vantajoso no aspecto econômico. "Como ainda é desconhecido, só podemos formular teorias e uma delas pode estar ligada ao contrabando de peixes ou mesmo de microorganismos", observou.

Essa suposição também é tida como algo possível para Fiamenghi, pois o volume levado na nova modalidade, denominada "hidropirataria" seria relativamente pequeno. Um navio petroleiro armazenaria o equivalente a meio dia de água utilizada pela cidade de Manaus, de 1,5 milhão de habitantes. "Desconheço esse caso, mas podemos estar diante de outros interesses além de se levar apenas água doce", comentou.

Segundo o pesquisador do Inpe, a saturação dos recursos hídricos utilizáveis vem numa progressão mundial e a Amazônia é considerada a grande reserva do Planeta para os próximos mil anos. Pelos seus cálculos, 12% da água doce de superfície se encontram no território amazônico. "Essa é uma estimativa extremamente conservadora, há os que defendem 26% como o número mais preciso", explicou.

Em todo o Planeta, dois terços são ocupados por oceanos, mares e rios. Porém, somente 3% desse volume são de água doce. Um índice baixo, que se torna ainda menor se for excluído o percentual encontrado no estado sólido, como nas geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras. Contando ainda com as águas subterrâneas. Atualmente, na superfície do Planeta, a água em estado líquido, representa menos de 1% deste total disponível.

A previsão é que num período entre 100 e 150 anos, as guerras sejam motivadas pela detenção dos recursos hídricos utilizáveis no consumo humano e em suas diversas atividades, com a agricultura. Muito disto se daria pela quebra dos regimes de chuvas, causada pelo aquecimento global. Isto alteraria profundamente o cenário hidrológico mundial, trazendo estiagem mais longas, menores índices pluviométricos, além do degelo das reservas polares e das neves permanentes.

Sob esse aspecto, a Amazônia se transforma num local estratégico. Muito devido às suas características particulares, como o fato de ser a maior bacia existente na Terra e deter a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante deste quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva.

Mas a importância deste reduto natural poderá ser, num futuro próximo, sinônimo de riscos à soberania dos territórios panamazônicos. O que significa dizer que o Brasil seria um alvo prioritário numa eventual tentativa de se internacionalizar esses recursos, como já ocorre no caso das patentes de produtos derivados de espécies amazônicas. Pois 63,88% das águas que formam o rio se encontram dentro dos limites nacionais.

Esse potencial conflito é algo que projetos como o Sistema de Vigilância da Amazônia procuram minimizar. Outro aspecto a ser contornado é a falta de monitoramento da foz do rio. A cobertura de nuvens em toda Amazônia é intensa e os satélites de sensoriamento remoto não conseguem obter imagens do local. Já os satélites de captação de imagens via radar, que conseguiriam furar o bloqueio das nuvens e detectar os navios, estão operando mais ao norte.

As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil. E sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. Entre 1970 e 1995 a quantidade de água disponível para cada habitante do mundo caiu 37% em todo mundo, e atualmente cerca de 1,4 bilhão de pessoas não têm acesso a água limpa. Segundo a Water World Vision, somente o Rio Amazonas e o Congo podem ser qualificados como limpos.

Envolverde - EcoAgência
LEIA MAIS
Notícias
Atlas digital dos cenários climáticos futuros para o Brasil estão disponíveis
Foi disponibilizado um atlas digital dos cenários climáticos projetados para o Brasil com base no Quarto Relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, 2007) de variáveis de interesse agrícola. Os autores são Emília Hamada e Raquel Ghini, pesquisadoras da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), José Antonio Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cachoeira Paulista, SP), Bruno Silva Oliveira e Sulimar Munira Caparoci Nogueira, doutorandos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (São José dos Campos, SP).

O aquecimento do sistema climático é inequívoco e evidenciado pelas observações de aumento de temperatura das superfícies da terra e do oceano, sendo muitas das mudanças observadas desde a década de 1950 sem precedentes ao longo de décadas a milênios, segundo o IPCC de 2013. Devido à atividade humana, as concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa de dióxido carbono (CO2), metano (CH4) e óxido nitroso (N2O) têm aumentado desde 1750, principalmente de emissões de combustíveis fósseis e, secundariamente, de mudança do uso da terra. A elevação gradual da temperatura provoca alterações na dinâmica da atmosfera, intensificando os ciclos hidrológicos e de energia e modificando potencialmente todos os aspectos do clima.

Conforme os autores, "o Atlas é constituído de uma coleção de mapas climáticos digitais de temperatura média do ar (mínimas, médias e máximas), precipitação pluvial, umidade relativa do ar e duração de período de molhamento foliar para o Brasil. São 504 mapas mensais abrangendo o clima do período de referência de 1961-1990 e simulados para os períodos futuros de 2011-2040, 2041-2070 e 2071-2100, dispondo de dois cenários de emissão de gases de efeito estufa do IPCC, B1 (otimista) e A2 (pessimista)".

"Apresentado em uma mídia digital, a consulta se torna mais dinâmica e com qualidade visual, facilitando a análise dos mapas. Além disso, a publicação apresenta figuras, tabelas e dados originais das projeções de precipitação pluvial e temperatura média do ar dos modelos climáticos globais do Quarto Relatório do IPCC, com recorte para o Brasil, disponíveis em arquivos no formato texto, que podem ser acessados de maneira rápida", complementam os autores.

Este documento é derivado principalmente dos resultados dos projetos da Embrapa "Impactos das mudanças climáticas globais sobre problemas fitossanitários" – Climapest – Macroprograma 1 e "Impacto das mudanças climáticas sobre doenças e pragas em cultivos de importância para a agroindústria da Argentina e do Brasil" – Climafitos – Macroprograma 3, de cooperação com o INTA-Argentina. Os mapas foram gerados em Sistema de Informações Geográficas e fazem parte da abordagem metodológica proposta para os estudos.

O acesso pode ser feito por www.cnpma.embrapa.br/climapest/atlasdigital4r/
ou www.infoteca.cnptia.embrapa.br/handle/doc/979893



Por Cristina Tordin, Embrapa Meio Ambiente

EcoDebate, 07/07/2014
LEIA MAIS
Notícias
Estudo revela que 25 anos após a criação do PRONAR, pouco se fez para monitorar a qualidade do ar no Brasil
Uma boa pesquisa científica é necessária para contribuir com a implementação de políticas públicas que controlem o impacto dos malefícios ambientais na saúde humana. No entanto, apesar de o Brasil estar entre os seis países que mais publicam artigos sobre o tema, ainda não conseguiu estabelecer políticas públicas que tragam melhorias para a qualidade do ar e, assim, para a saúde da população. Um estudo feito recentemente pelo Instituto Saúde e Sustentabilidade (ISS) revelou que o monitoramento da qualidade do ar no Brasil é incompleto, insuficiente e pouco representativo. Apenas 11 das 27 unidades federativas (40%) monitoram o ar, somente 1,7% dos municípios brasileiros são cobertos pelo monitoramento, nem todos os poluentes considerados mais prejudiciais à saúde são monitorados e o acesso às informações é bastante difícil. Os dados são obtidos através de 252 estações de monitoramento que representam 94 municípios mais o Distrito Federal.

Há 25 anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente – CONAMA – criou o Programa Nacional de Controle da Qualidade do Ar – PRONAR – para que fosse um instrumento de gestão ambiental. Para acompanhar os níveis de qualidade do ar como forma de avaliar as ações estabelecidas pelo PRONAR, criou-se também a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar. O primeiro dispositivo legal decorrente do PRONAR foi a Resolução CONAMA Nº 03 (28/06/1990) que estabelece os padrões nacionais de qualidade do ar, define quais os poluentes que devem ser monitorados e determina que o monitoramento seja responsabilidade de cada Estado. Dessa forma, cabe ao CONAMA a responsabilidade de fazer se cumprir as resoluções.

Em 2013, o Instituto Saúde e Sustentabilidade pesquisou sobre a Rede Nacional de Monitoramento da Qualidade do Ar e não encontrou dados que representassem o cenário nacional. Em 2014 o ISS pesquisou em cada uma das unidades federativas para consolidar os dados e traçar o panorama nacional. "A investigação partiu do pressuposto que as informações estariam nos websites dos órgãos ambientais, mas não estão. Cada Estado tem o seu veículo para divulgar os dados e o faz de maneiras individualizadas sem pensar no acesso àquelas informações pela população", avalia Evangelina Motta Vormittag, Diretora Executiva do Instituto Saúde e Sustentabilidade. Segundo ela, em muitos casos, não há transparência e, sim, descaso. "Há estados que não atualizam seus boletins desde 2007, caso do Espírito Santo, e até mesmo desde 2002, caso do Rio Grande do Sul", afirma. O acesso aos resultados é limitado e a transparência está prejudicada. O único exemplo a ser seguido é o website da CETESB, responsável pelo monitoramento no Estado de São Paulo, com uma plataforma interativa, relatórios completos e atualizados (de 2013).

Além de não haver uma padronização na coleta, divulgação e atualização dos dados, há ainda o fato de que muitas estações não monitoram os poluentes prejudiciais à saúde humana e monitoram os mais irrelevantes. "Fumaça e partículas totais em suspensão (PT) são poluentes desatualizados com os novos conhecimentos sobre seus efeitos, enquanto que o material particulado (MP) deve ser monitorado com urgência", alerta Evangelina.

Outros dois pontos a serem levados em consideração são: quantidade e localização das estações. Para que o monitoramento seja completo e realista, o número e local das estações deveriam ser definidos de acordo com a extensão territorial do Estado, o número de habitantes, o tamanho da frota e a quantidade de indústrias na região. "86 estações para monitorar o Estado de São Paulo são suficientes?", questiona a diretora. Os estados com mais estações são São Paulo (86) e Rio de Janeiro (80), ao passo que Minas Gerais e o Rio Grande do Sul têm 20 cada e o Distrito Federal apenas 4.

Para conferir o estudo na íntegra, clique aqui.

Instituto Saúde e Sustentabilidade

O Instituto Saúde e Sustentabilidade é uma organização que detém a qualificação de OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), idealizado em 2008 pela médica Evangelina da Motta P. A, de Araujo Vormittag. Tem como objetivo propiciar a melhoria da saúde humana e o viver nas grandes cidades por meio da transformação do conhecimento científico em informação clara e acessível, do incentivo à mobilização social e da construção de políticas públicas. O Instituto tem sede em São Paulo e conta com o apoio de 65 fundadores, entre médicos e profissionais de diversas áreas. www.saudeesustentabilidade.org.br

Fonte: Portal Ecodebate
LEIA MAIS
Notícias
Brasil será o primeiro do mundo a calcular de forma confiável emissões de gases na agropecuária
O Brasil será o primeiro país do mundo no qual empresas e produtores rurais poderão calcular suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e criar metas de redução de forma confiável.

Nessa quinta-feira (29) o World Resources Institute (WRI) lança em São Paulo o primeiro guia para cálculo de emissões na agropecuária e ferramenta do GHG Protocol Agropecuário. Desenvolvida nos dois últimos anos em parceria com Embrapa e Unicamp, a ferramenta já está sendo testada e utilizada por grandes empresas como Bunge, JBS e AMaggi.

"O Brasil como grande país agroexportador tem agora à sua disposição instrumentos para apoiar seus empresários a planejar ações para redução de emissões de gases de efeito estufa", afirma Rachel Biderman, diretora do WRI Brasil. "Eles serão mais competitivos num mercado cada vez mais exigente, que quer sustentabilidade na produção de alimentos", prevê.

O GHG Protocol do WRI já é a metodologia mais utilizada em diversos países para mensurar, monitorar e produzir relatórios de emissões de GEE na indústria. Mais de 120 empresas usam o GHG Protocol no Brasil para divulgar anualmente inventários de emissões do setor industrial.

Globalmente, 17% das emissões são provenientes do setor agropecuário. E o Brasil, com o segundo maior rebanho bovino do mundo e uma agricultura capaz de alimentar um bilhão de pessoas, experimentou um crescimento de 45% nas emissões do setor entre 1990 e 2012.

Segundo Marcio Nappo, diretor de Sustentabilidade da JBS, quinta maior empresa do país, o desenvolvimento de uma ferramenta adaptada à realidade brasileira vai garantir a consistência e a precisão dos cálculos de emissão do setor agrícola e do agronegócio como um todo.

A utilização da ferramenta de cálculo de emissões possibilitará também que as empresas façam a gestão e reduções de suas emissões, assim como de sua cadeia de fornecedores: "Esta iniciativa é extremamente importante para identificar as emissões e reduções de emissões relacionadas à cadeia de fornecimento, visto que a JBS possui um cadastro de mais de 60 mil fornecedores de gado distribuídos em diferentes biomas brasileiros".

O pesquisador da Embrapa Eduardo Assad, ex-Secretário de Mudanças Climáticas, explica que "com a redução do desmatamento na Amazônia, as emissões de gases de efeito estufa da agricultura tomaram uma grande dimensão no Inventário Nacional". A agropecuária já responde por 32% de todas as emissões no país – o quinto maior em emissões de GEE do planeta.

A adoção da ferramenta de cálculo, de acordo com Assad, será um passo para a certificação dos produtos brasileiros, permitindo até reduzir futuras imposições de barreiras ambientais não tarifárias. "Nosso produtos poderão ficar mais competitivos e com selo ambiental. O mundo caminha nessa direção e este é o primeiro GHG Protocol para a Agropecuária. Uma imensa oportunidade para a agricultura brasileira, principalmente a de baixa emissão de carbono".

Biderman ressalta que nem só empresas serão treinadas para usar a ferramenta de cálculo. "Produtores rurais também poderão receber treinamento e utilizar a ferramenta, o que pode impulsionar o projeto de Agricultura de Baixo Carbono (ABC) do governo federal". A plataforma e a metodologia do GHG Protocol Agropecuário são livres e gratuitas, como no GHG Protocol.
LEIA MAIS
Notícias
China modifica lei para permitir multas mais pesadas aos grandes poluidores
O Parlamento da China emendou a lei de proteção ambiental do país pela primeira vez em 25 anos ao aprovar mudanças que dão a possibilidade de organizações não-governamentais (ONGs) de meio ambiente exigirem que multas mais pesadas sejam aplicadas a grandes poluidores.

A aprovação das emendas conclui um vigoroso debate entre formuladores de política, acadêmicos e ativistas, que se estendeu pelos últimos dois anos.

As emendas abrem o caminho para novos regulamentos que deverão exigir proteção maior do ar, água e solo da China - país considerado o maior poluidor mundial.

A lei vai entra em vigor em 1º de janeiro de 2015, segundo a agência de notícias oficial Xinhua.

Fonte: http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2014/china-modifica-lei-para-permitir-multas-mais?utm_source=dlvr.it&utm_medium=facebook
LEIA MAIS
Feiras e Eventos
Palestra: Gestão dos Gases de Efeito Estufa - Um novo mercado para a pequena e média empresa
A All Gas vai trazer para participar da Fiema, 2 técnicos da ABNT do Rio de Janeiro para a palestra: ISO 14.064-1:2007 Gestão dos Gases de Efeito Estufa: Um novo mercado para a pequena e média empresa.

Palestrantes:
Isabel Sbragia é bióloga, com Mestrado e Doutorado em Ciências Biológicas (Zoologia) pelo Museu Nacional - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Pós- Graduação Executiva em Meio Ambiente - COPPE - UFRJ. Com 11 anos de experiência profissional em taxonomia e oito anos de experiência em consultoria ambiental. Atualmente, trabalha como analista técnica no projeto ABNT/BID; validadora e verificadora líder em GHG pela American National Standards Institute (ANSI).


Luiz Claudio Lemos é Biologo, Mestrando em Engenharia Urbana e Ambiental pela PUC/RJ e pela Technische Universitat Braunschweig – Alemanha, Especialista em Engenharia Ambiental pela UFRJ, Especialista em análise e Avaliação Ambiental pela PUC/RJ, MBA em Gerenciamento de Projeto de QSMS pela FGV/RJ. Atualmente é Analista Técnico da ABNT e Consultor do BID no Projeto ABNT/BID de Gestão de Gases de Efeito Estufa.



A gestão de carbono está se tornando um aspecto cada vez mais importante nas agendas corporativas, sendo que muitas empresas já estão tomado importantes iniciativas para lidar com suas emissões.

A elaboração do inventário de emissões é fundamental para as empresas e outras instituições compreenderem o perfil de suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e o volume de emissões que suas atividades emitem na atmosfera.

A partir deste monitoramento é possível a implementação de ações consistentes, com o objetivo de promover metas de redução e a neutralização das emissões da organização.

O inventário de emissões é elaborado a partir de normas e metodologias internacionais como a ABNT NBR ISO 14.064:2007, IPCC Guidelines e o GHG Protocol. Seu desenvolvimento requer que sejam seguidas algumas etapas e requisitos, a fim de se ter um documento passível de verificação e comparação com outros inventários.

As estratégias corporativas para a nova economia de Baixo Carbono devem integrar o planejamento, a implementação e a operação das atividades empresariais de forma a contribuir para o desenvolvimento sustentável da empresa.

A elaboração desses inventários e a colocação em prática de medidas para efetivamente reduzir as emissões de GEE tornam-se praticamente obrigatórias quando pensamos na possibilidade de fixação de metas de redução de emissões, ainda que não obrigatórias, segundo as legislações sobre o assunto.

O evento é gratuito.

Contamos com sua presença.
LEIA MAIS
Feiras e Eventos
FIEMA 2014 - Feira Internacional de Meio Ambiente
Gostaríamos de convidá-los para a 6ª edição do Fiema Brasil - Feira Internacional para tecnologia de Meio Ambiente nos dia 22 a 25 de Abril de 2014 em Bento Gonçalves - RS.

Horário: Das 10h às 19h

Local: Parque de Eventos de Bento Gonçalves (Alameda Fenavinho, 481 - Bento Gonçalves/RS)

Perfil
Um espaço de integração, debates, pesquisas, troca e circulação do conhecimento. A Fiema é um evento que liga quem desenvolve tecnologia voltada ao meio ambiente a quem busca soluções inteligentes na área.
Edição: 6ª edição

Estamos localizados na Rua das Flores, estande 323 e contamos com sua presença.
LEIA MAIS
Notícias
7 milhões de mortes ligadas à poluição do ar por ano
A Organização Mundial da Saúde estima que cerca de 7 milhões de pessoas morreram em 2012 - 1 em cada 8 do total de mortes globais - como resultado da exposição à poluição do ar.

As estimativas confirmam que a poluição do ar é hoje o maior risco do mundo saúde ambiental.

Os novos dados revelam uma ligação mais forte entre interior e exterior exposição à poluição do ar e as doenças cardiovasculares, como acidente vascular cerebral e doença isquêmica do coração, assim como entre a poluição do ar e câncer.

Incluído na avaliação é uma discriminação de mortes atribuídas a doenças específicas, sublinhando que a grande maioria das mortes de poluição do ar são devido a doenças cardiovasculares como se segue:

Causa de mortes poluição do ar exterior - a distribuição por doença:
40% - doença isquêmica do coração;
40% - acidente vascular cerebral;
11% - doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC);
6% - o câncer de pulmão, e
3% - inferior infecções respiratórias agudas em crianças.

Causa de mortes poluição do ar interior - a distribuição por doença:

34% - acidente vascular cerebral;
26% - doença isquêmica do coração;
22% - DPOC;
12% - menor infecções respiratórias agudas em crianças, e
6% - câncer de pulmão.

A divulgação de dados de ontem, dia 25 de março é um passo significativo no avanço de um roteiro da OMS para a prevenção de doenças relacionadas com a poluição do ar. Isso envolve o desenvolvimento de uma plataforma global da OMS hospedado na qualidade do ar e saúde para gerar melhores dados sobre as doenças relacionadas com a poluição do ar e reforçou o apoio aos países e cidades por meio de orientações, informações e provas sobre os ganhos de saúde de intervenções chave.]

Fonte: http://www.who.int/
LEIA MAIS
Notícias
Usina solar do Google entra em operação
Considerada a maior usina solar do mundo, a Ivanpah Solar Electric Generating System, na Califórnia, Estados Unidos, começou a operar na última quinta-feira (13). O empreendimento, que contou com o investimento de 1,6 bilhão de dólares, tem capacidade para gerar 392 megawatts de energia.

A usina solar pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google e está localizada em uma área de 13 km². Com 300.000 placas de 2 m de altura e 3 m de largura, a capacidade do complexo é quatro vezes maior do que a usina de Shams 1, nos Emirados Árabes, que era a maior do mundo.

O complexo terá, ao todo, três torres com 140 m de altura cada. A usina poderá gerar 30% de toda a energia solar térmica atualmente produzida nos Estados Unidos. Com o tanto de eletricidade que produz, a Ivanpah Solar Electric Generating System será capaz de abastecer cerca de 140 mil casas. Com isso, uma redução de 400 mil toneladas métricas nas emissões de CO2 é esperada por ano.

As obras foram iniciadas em 2010 e empregou cerca de 3.000 trabalhadores. Segundo o governo americano, com a redução de energia, o grande investimento está previsto para ser totalmente pago em 30 anos.

Devido a problemas jurídicos, a usina atrasou um pouco para entrar em operação. Inicialmente, a estrutura estava prevista para começar a funcionar no dia 31 de dezembro de 2013. A NRG será a operadora da usina.

Fonte: www.ambienteenergia.com.br
LEIA MAIS
Notícias
Em busca de identidade em sustentabilidade
O Estado brasileiro, nos últimos anos, tem procurado corrigir uma dívida com a sociedade através de suas políticas públicas. No ano de 2007, com a lei do saneamento básico, assumiu compromissos robustos – diretrizes com relevância para a saúde e o meio ambiente da população –, mas os resultados, até agora, são modestos. Acesso a condições mínimas de saneamento representa maior dignidade e qualidade de vida de uma nação, repercute diretamente nos leitos dos hospitais e mais pessoas ficam felizes, trabalhando, desfrutando da vida.

Na COP-15, em Copenhagen, em dezembro de 2009, na conferência global de mudanças climáticas da ONU, o Brasil assumiu compromisso nacional voluntário importante, com uma meta de redução das emissões dos gases de efeito estufa de 36,1% a 38,9% até 2020. No final de 2009, criou-se a Política Nacional de Mudanças Climáticas, com excelentes diretrizes, estimulando o setor produtivo a uma economia de baixo consumo de carbono, com mecanismos econômicos e creditícios, e obrigando os municípios a criarem suas políticas de mudanças climáticas, inventários de carbono e metas de redução com a finalidade de melhorar a qualidade do ar das cidades. Até 2015, todas as cidades brasileiras deverão ter seu inventário de carbono.

E, novamente, nos deparamos com uma excelente iniciativa de política nacional, mas com baixa efetividade. Temos apenas três capitais importantes que estabeleceram política municipal de mudanças climáticas e desenvolvimento econômico sustentável. O grande contrato social aconteceu em agosto de 2010 na sanção da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que levou mais de 20 anos de discussão no Congresso. Esta lei gera uma responsabilidade compartilhada entre sociedade e gestores públicos, não deixando nenhum cidadão fora deste processo coletivo. É uma grande quebra de paradigma, mudando comportamentos e responsabilidades.

As cidades brasileiras estão um verdadeiro caos – veja-se o caso do lixo domiciliar em Porto Alegre –, chegando ao descontrole. Estamos assistindo nas ruas uma ausência de limites. Os focos de lixo, os descartes inadequados estão chegando a um volume próximo à coleta regular. Na capital gaúcha, são feitas, diariamente, centenas de viagens de caminhões, até longa distância, para levar o lixo e depositar em antigas minas de carvão.

Os municípios brasileiros não estão fazendo a sua parte na implementação das políticas públicas. Dos 5.564 municípios, menos de 8% elaborou o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, cujo prazo expirou em agosto de 2012. A competência de manter a cidade limpa é do prefeito, mas não podemos esquecer que a política nacional de resíduos sólidos aponta para a responsabilidade compartilhada. Os cidadãos têm que fazer a sua parte. Alguns tentam fazer, mas, se a prefeitura não recolhe o lixo de maneira correta, pouco adianta.

Temos que repensar a cidade que queremos. As demandas sociais são cada vez maiores. A mais nova política nacional é a de mobilidade urbana, necessária e oportuna. A greve do transporte público urbano de Porto Alegre deixou lições que devem ser seguidas.

Todas as políticas de Estado vêm para ficar, são contribuições fundamentais para organizar uma sociedade mais respeitosa com o seu ambiente e sua comunidade. Mas as leis e determinações precisam ser cumpridas. Caso contrário, de nada adiantarão.

Fonte: Jornal do Comércio
LEIA MAIS
Notícias
A Natura divulgou o crescimento de sua receita líquida no 4º trimestre de 2013, que foi de 15.5% em comparação com o mesmo período de 2012. Durante divulgação dos resultados fina
A Natura divulgou o crescimento de sua receita líquida no 4º trimestre de 2013, que foi de 15.5% em comparação com o mesmo período de 2012.

Durante divulgação dos resultados financeiros de 2013, a empresa líder em venda direta no país também destacou o nível recorde de investimentos realizados para consolidar modelo logístico, capacidade produtiva e projetos de tecnologia.



A Natura divulgou o crescimento de sua receita líquida no 4º trimestre de 2013, que foi de 15.5% em comparação com o mesmo período de 2012. Nos últimos três meses do ano passado, a empresa também registrou EBITDA (sigla em Inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 538,7milhões e lucro líquido de R$ 294,1 milhões.


Ao considerar o ano completo de 2013, a receita líquida consolidada da Natura cresceu 10,5% e alcançou R$ 7 bilhões. O lucro líquido foi de R$ 842 milhões e o EBITDA registrou R$ 1,6 bilhão, um aumento de 6,4% no comparativo a todo o ano de 2012.


A empresa também destacou as ações que contribuíram para a aceleração do crescimento das vendas durante o segundo semestre, como lançamento da linhaSOU, o resultado positivo em datas comemorativas como Natal e a Dia dos Pais, além do crescimento de 6,2% no índice de produtividade das consultoras em relação ao mesmo período de 2012.


As operações internacionais, que já representam 17% do total dos negócios da empresa, mantiveram a trajetória de crescimento dos últimos anos a um ritmosuperior a 30% anuais. A receita líquida das operações em consolidação (Argentina, Chile e Peru) cresceu 35,3% no ano passado em reais, enquanto as operações em implantação (Colômbia e México) evoluíram 37,7% em reais. O destaque é a operação do México, onde o modelo comercial implantado em 2011ganhou força com nível acelerado de crescimento da base de consultoras, quealcançou a marca simbólica de 100 mil consultoras em janeiro de 2014.


O ano de 2013 marcou o alcance da meta de redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE) para a Natura. A empresa de produtos cosméticos criou um sistema de gestão que contempla toda a cadeia de valor - da extração das matérias-primas e embalagens até o descarte dos produtos após o uso – que possibilitou diminuir em 33% as emissões relativas de gases de efeito estufa comparativamente a 2006. Iniciativas como o crescimento no índice de vegetalização dos produtos, a substituição de álcool convencional pela versão orgânica na perfumaria e lançamentos de produtos que emitem menos de gases de efeito estufa, como os da linha SOU, são algumas ações implementadas que contribuíram para a Natura diminuir o impacto de suas operações no meio-ambiente.


Em continuação aos investimentos realizados, a Natura consolidou o modelo logístico e ampliou a capacidade produtiva em Cajamar (SP) e Benevides (PA), onde vai inaugurar, em março deste ano, o Ecoparque, projeto de simbiose industrial pautado na sustentabilidade para produção de sabonetes e óleos corporais. Em tecnologia da informação, a empresa manteve os investimentos na Rede Natura, plataforma digital de venda direta centrada nas consultoras, que será expandida no Brasil em 2014.


"Após início de ano mais lento no Brasil, esses resultados confirmam o alcance dos objetivos que nos propusemos no final do primeiro semestre de 2013: recuperar gradualmente o crescimento de receita e lucratividade e, ao mesmo tempo, realizar investimentos relevantes para nossa estratégia de médio prazo", diz Roberto Pedote, vice-presidente de Finanças, Jurídico e Relações com Investidores da Natura.

Fonte: http://www.onortao.com.br/
LEIA MAIS
Notícias
Mudança climática recebe atenção inédita no Fórum Econômico Mundial
Após ser considerada um dos maiores riscos para a economia em 2014, a mudança climática e temas relacionados a ela, como a transição para as energias limpas, estão ocupando nada menos do que 23 painéis na programação deste ano do Fórum Econômico Mundial (FEM), que está em andamento em Davos, na Suíça.

Em um desses painéis, intitulado Decifrando os Sinais Climáticos, que foi realizado nesta quarta-feira (22), Christiana Figueres, secretária-geral da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), afirmou que está cada vez maior a consciência de que é preciso caminhar para uma economia de baixo carbono.

Figueres deu como exemplo a Conferência de Investidores sobre Risco Climático, que foi realizada em Nova York na semana anterior ao FEM, na qual os investidores reunidos, que juntos somam mais de US$ 20 trilhões em ativos, deixaram claro que estão revendo suas participações em empresas de alto carbono, como as gigantes de petróleo e carvão, e buscando opções mais limpas.

Apesar disso, a secretária-geral afirmou que a velocidade da transição para um modelo econômico de menor impacto climático e ambiental não está nem perto do que é necessário. Boa parte da culpa disso seria dos governos, que estão muito lentos para estabelecer um novo acordo climático internacional.

"Sob a perspectiva da ciência, não estamos felizes com nenhum país. Não existe um único governo que esteja agindo com a urgência pedida pelos estudos científicos", declarou.

"É importante termos um acordo climático para passar um sinal mais forte aos mercados de que é preciso migrar para uma economia de baixo carbono. Porque o sinal em si já existe, os países já concordaram que devem agir para manter o aquecimento global.

Carbono Brasil - Fabiano Ávila - Fonte: Instituto CarbonoBrasil
LEIA MAIS
Notícias
Quatro maiores economias da União Europeia pedem por corte de 40% nas emissões
Alemanha, França, Reino Unido e Itália enviaram uma carta nesta semana pedindo que a União Europeia (UE) implemente uma meta de redução de emissões de gases do efeito estufa (GEEs) mais ambiciosa do que a atual até 2030.

O documento, remetido a Connie Hedegaard, comissária climática da UE, e a Gunther Oettinger, comissário de energia do bloco, pede por uma meta de corte de GEEs para 2030 de pelo menos 40% em relação aos níveis de 1990. A atual meta é de uma diminuição de 20% até 2020 em comparação com os índices de 1990.

O texto foi assinado pelos alemães Barbara Hendricks e Sigmar Gabriel, ministros do meio ambiente e da energia, pelo britânico Ed Davey, secretário de energia e mudanças climáticas, pelo francês Philippe Martin, ministro da ecologia, e pelo italiano Andrea Orlando, ministro do meio ambiente.

Segundo os ministros, a meta deve ser parte de novas propostas para o desenvolvimento energético e a mitigação das mudanças climáticas que a Comissão Europeia apresentará para os Estados-membros nos próximos meses.

"É essencial que cheguemos a um acordo ambicioso se quisermos evitar os efeitos mais sérios e prejudiciais das mudanças climáticas. A Europa tem um papel de liderança a desempenhar na criação de um ímpeto e no aumento da ambição até Paris em 2015 [COP 21], incluindo a conferência climática de líderes mundiais de Ban Ki-moon em 2014", escreveram os políticos.

"Mas para desempenhar esse papel de liderança, a UE deve ter uma posição inicial clara e ambiciosa sobre suas reduções de emissão domésticas até 2030, e deve estabelecer políticas e regulamentações europeias para implementar sua estratégia de descarbonização segura e sustentável", continuaram.

Eles colocaram que reduzir as fontes de energia baseadas na emissão de carbono também era essencial para combater "as fontes de energia primitivas e a crescente dependência na importação de combustíveis fósseis, cada vez mais caros e voláteis".

Os ministros acreditam que essa meta também é necessária para fortalecer o comércio de emissões do bloco, e que a influência global da EU poderia ser prejudicada caso metas mais ambiciosas não passassem do discurso à ação.

A carta se segue a um pedido anterior assinado e enviado em dezembro, mas que só se tornou público nesta segunda-feira, e em que oito Estados-membros – Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Irlanda, Itália e Portugal – pedem que a comissão estabeleça uma meta de energias renováveis para 2030.

O documento de dezembro sustenta que mais energia deve vir de fontes como eólica e solar, e que uma meta maior das renováveis possibilitaria mais investimentos nessas fontes, reduziria a dependência na importação de energia e tornaria o planejamento energético mais eficiente.

Contudo, nem todos os Estados-membros da UE concordam com a proposição do texto de dezembro, e alguns deles, como a Polônia e o Reino Unido, juntamente com setores industriais mais intensos em carbono, defendem que o bloco deveria estabelecer apenas metas de redução de CO2.

A comissão deve anunciar no final de janeiro se realmente estabelecerá as novas metas propostas de redução de emissões e de renováveis.




Autor: Jéssica Lipinski - Fonte: Instituto Carbono Brasil
LEIA MAIS
Notícias
4 bons motivos para sua empresa medir emissões de carbono
Muitos empreendedores ainda não sabem, mas medir as emissões de carbono pode trazer diversos benefícios para o próprio negócio não restritos às questões ambientais. As vantagens são, inclusive, legais e econômicas.

"Isso, antes de ser uma barreira, é um diferencial. Muitas empresas com forte empenho nas questões ambientais se preocupam com a elaboração completa de seus inventários. Neste caso, necessitam dos dados de seus fornecedores para complementarem as próprias estatísticas", salienta Guy Ladvocat, gerente de Certificação de Sistemas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Nesses casos, ter as informações em mãos pode ser uma necessidade para o negócio. Hoje, em diversos processos de aquisição de bens e serviços, é cada vez mais requerido que os fornecedores sejam certificados ou tenham o inventário da emissão de gases verificado.

Se não por isso, a empresa pode se beneficiar também com vantagens comerciais, particularmente em relação aos gastos com energia e tratamento de dejetos e efluentes.

"A adoção de lâmpadas, aparelhos eletrodomésticos, motores, veículos e máquinas mais eficientes em termos energéticos pode significar uma grande redução de gastos numa empresa", ressalta Carlos Roberto Sanquetta, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e diretor do Instituto de Pesquisas em Biomassa e Sequestro de Carbono (Biofix).

Pensar na sustentabilidade, em vários casos, pode ser sinônimo de maior competitividade e melhor imagem da marca no mercado. Veja a seguir quatro razões para fazer a medição de emissões de carbono.

1. Alcance de novos mercados

Esse é um importante fator que o inventário bem feito pode trazer. Além da empresa se manter em solos já conquistados, com os dados em mãos ela consegue ampliar o campo de atuação.

"Lembre-se que muitos clientes importantes somente serão alcançados com a implantação de um sistema de gestão ambiental nas corporações. Essa já é uma exigência de grande parte do mercado", avalia Sanquetta, da UFPR.

Os dados servem, ainda, para avaliar o desempenho no setor. "Com o inventário disponível no Programa Brasileiro GHG Protocol, muitas empresas têm acesso aos dados de seus concorrentes e podem comparar o seu desempenho", analisa Ladvocat, da ABNT.

2. Obtenção do Selo Ambiental

Para que a sua empresa tenha um desses selos, tão relevantes nos dias de hoje, a apresentação do inventário de emissões de GEE é um dos requisitos básicos.

3. Antecipação à legislação

"O conhecimento adquirido na elaboração dos primeiros inventários e na sua melhoria contínua permite que a empresa já esteja preparada para futuros marcos regulatórios", afirma Guy Ladvocat.

Afora isso, a realização de um inventário de GEEs pode representar a antecipação de futuras legislações nacionais. "Isso ocorre devido ao fato do Brasil ter assumido compromissos internos e também no âmbito de tratados internacionais sobre o clima global. Se a empresa estiver preparada, ela não será surpreendida diante de futuras exigências legais", diz Carlos Roberto Sanquetta.

4. Melhor gestão ambiental = menos efeito estufa

Com o inventário em mãos é possível gerenciar as emissões de carbono. "E esse conhecimento adquirido faz com que o uso dos recursos seja feito de maneira eficiente para as emissões de gases de efeito estufa", afirma Ladvocat, que é também coordenador na ABNT do projeto "Fomento à Gestão dos Gases de Efeito Estufa e à Verificação em Pequenas e Médias Empresas".

Isso evita possíveis danos ambientais e até mesmo multas, autuações e outros enfrentamentos que poderiam surgir com a falta de atenção ao tema.

Fonte:http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/2013/12/4-bons-motivos-para-sua-empresa-medir-emissoes-de-carbono.shtml
LEIA MAIS
Notícias
Cientistas canadenses detectam novo gás com efeito estufa
Gás 'PFTBA' é utilizado para fabricar equipamentos elétricos e eletrônicos.
Em 100 anos, ele terá impacto sobre o aquecimento climático.

Um gás que provoca um efeito estufa altamente resistente foi detectado na atmosfera por cientistas da Universidade de Toronto, informaram pesquisadores nesta segunda-feira (9).
O perfluorotributylamin (PFTBA) é um gás artificial utilizado, entre outras atividades, para a fabricação de equipamentos elétricos e eletrônicos, que segundo os pesquisadores canadenses tem, entre todos os gases presentes na atmosfera, os efeitos mais radioativos.
O PFTBA não foi, até o momento, incluído na família dos gases de efeito estufa persistente, mas em um período de 100 anos terá um impacto sobre o aquecimento climático muito mais forte que o dióxido de carbono (CO2).
Apenas uma molécula de PFTBA na atmosfera tem o mesmo efeito de 7.100 moléculas de CO2, destaca Cora Young, química da Universidade de Toronto.
Além disso, o gás tem uma vida muito prolongada na baixa atmosfera antes de se dissipar nas camadas mais elevadas, e não se conhece qualquer agente capaz de eliminá-lo, destacam os autores do estudo.
Publicado na Geophysical Research Letters, o trabalho afirma que o PFTBA se inscreve em uma nova classe de gases do efeito estufa, e pedem a realização de análises mais profundas para determinar seus efeitos reais sobre o clima.

Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/cientistas-canadenses-detectam-novo-gas-com-efeito-estufa.html
LEIA MAIS
Notícias
Saiba como eliminar ácaros e evitar reações alérgicas dentro de casa
Pessoas com rinite ou asma costumam sofrer mais com o problema.
Especialistas explicam como limpar colchões, travesseiros e cortinas.

Os ácaros são organismos extremamente pequenos, visíveis apenas por um microscópio, mas que podem causar grandes transtornos para a saúde.
Isso porque eles podem estar em qualquer lugar dentro de casa e são os principais desencadeadores de alergias respiratórias, como explicaram o infectologista Caio Rosenthal e o alergista Clóvis Galvão no Bem Estar desta segunda-feira (6).
No entanto, os médicos alertaram que, para o ácaro provocar uma reação alérgica, a pessoa precisa já ter algum problema – geralmente, são aquelas que têm asma ou rinite, alergias respiratórias mais comuns. Por isso, nesses casos, é ainda mais importante se preocupar com a higienização correta de colchōes, travesseiros, cobertores e também cortinas, objetos que podem acumular muitos ácaros.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2013/05/saiba-como-eliminar-acaros-e-evitar-reacoes-alergicas-dentro-de-casa.html
LEIA MAIS
Feiras e Eventos
16° Seminário de Comemoração do dia Internacional de Proteção da Camada de Ozônio: O Futuro do HCFC R22
http://www.abrava.com.br/dia-do-ozonio

LEIA MAIS
Notícias
Fernando de Noronha quer compensar 100% das emissões de CO2
O governo de Pernambuco lançou um plano para reduzir totalmente o dióxido de carbono (CO2) emitido em Fernando de Noronha. Diversas recomendações foram elaboradas para se chegar ao objetivo.

Anualmente, o arquipélago emite mais de 32 mil toneladas de CO2 equivalente. O número corresponde a uma média de oito toneladas de CO2 por pessoa por ano. De acordo com o secretário do Meio Ambiente do Estado, Sérgio Xavier, o transporte aéreo é o principal responsável (53%), seguido pela geração de energia (32%) e itens como agricultura, transporte marítimo e produção de resíduos (15%).

O plano da gestão pernambucana é trabalhar em parceria com empresas e sociedade. Mas, caso as sugestões não sejam seguidas, é preciso plantar, anualmente, o equivalente a 120 campos de futebol durante 30 anos para compensar as emissões emitidas.

A Celpe (Companhia Energética de Pernambuco) está construindo no arquipélago duas usinas de produção de energia solar que devem ficar prontas até o final de 2014. O governo discute também projetos de uso de energia eólica e veículos elétricos.

Duas usinas de produção de energia solar já estão sendo construídas. A previsão é que fiquem prontas ao fim de 2014. Atualmente, algumas pousadas da ilha já usam este tipo de alternativa para aquecimento de água, mas será a primeira vez que os painéis solares serão conectados à rede elétrica de Noronha.

Além disso, há planos de implantar novos projetos de energia eólica e veículos elétricos – uma vez que a frotas de automóveis dobrou de 2011 a 2013 por conta do turismo. Caso o projeto vigore, a região formada por 21 ilhas será o primeiro território brasileiro com 100% de compensação. Com informações da Folha.

Fonte:Ciclo Vivo
LEIA MAIS
Notícias
Brasil assume padrão de poluidor de 1° mundo, diz autor do IPCC
Muitas vezes progresso não rima com desenvolvimento sustentável e preservação ambiental. Só nos últimos cinco anos, o Brasil assumiu um padrão de poluidor de primeiro mundo, explicou José Marengo, um dos autores do Quinto Relatório de Avaliação (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

Com a redução dos índices de desmatamento, a maior causa de emissão de gases de efeito estufa do país agora é decorrente da queima de combustível fóssil, especialmente da frota de veículos automotores que circulam pelas cidades brasileiras.

"Nos últimos anos o desmatamento da Amazônia diminuiu bastante, mas a frota de carros aumentou. O que coloca o Brasil como um país poluidor como no primeiro mundo é a queima de combustível fóssil, diesel, geradores e veículos. Acho preocupante porque sempre criticamos os países desenvolvidos por isso. A única forma de mudar é favorecer o transporte público decente", afirmou o chefe do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Marengo apresentou em um seminário no Rio de Janeiro na sede do Centro de Informações das Nações Unidas, nesta terça-feira dia 8 de outubro, os principais resultados do "Resumo para Formuladores de Políticas" (Summary for Policymakers) do AR5.

Esforço global

As principais fontes de emissão de gases de efeito estufa no Brasil são a agricultura; a atividade industrial com a queima de combustíveis fósseis, uso de termoelétricas, frota de carros e o desmatamento com a queima de biomassa. "Temos que mudar nosso estilo de vida, mas isso é a parte mais difícil", admitiu.

No entanto, o esforço não deve ser apenas nacional de alguns países e sim global a fim de manter um cenário mais conservador de aumento das temperaturas no próximo século.

"O esforço tem que ser global. Nacional só não adianta porque a atmosfera é global. O que acontece na China vai ter repostas no Brasil e a fumaça da Amazônia vai chegar à Argentina e à Europa em algum momento", argumentou.

Papel do homem no clima

O relatório do Grupo de Trabalho 1 divulgado, no último dia 27 de setembro, reuniu 259 autores de 53 países que colocaram em mais de 400 páginas informações científicas e projeções para o futuro. A mensagem do documento é clara: é preciso reduzir as emissões dos gases de efeito estufa e a influência humana no sistema climático é inequívoca.

Na opinião de Marengo, a única forma é diminuir o volume de carros, adotar energias renováveis e reduzir o uso de termoelétricas. "Não podemos zerar a queima de combustíveis fósseis, mas o ideal é misturar e colocar outras fontes. Isso pode ter um custo elevado", admitiu.

É a velha história: se um dia quiser comprar uma mesa, mas a de madeira certificada custa 5 mil reais e a mesma com madeira ilegal terá um preço quatro vezes menor, "o que você faz?", questiona Marengo. "Economicamente você compraria a mais barata, mas ecologicamente a mais cara".

As medidas de mitigação são caras e atuam no longo prazo. Segundo o painel intergovernamental, os efeitos das alterações do clima passarão a ser sentidos de fato a partir de 2040. Mesmo se o mundo parasse hoje de realizar qualquer emissão de carbono, o planeta levaria duas décadas para zerar o aquecimento.

"O IPCC fala em aproximadamente 20 anos. Foram centenas de anos de CO2 acumulados. Mesmo que não libere mais, há um monte de CO2 que tem que ser consumido", explicou. Os processos de fotossíntese nas florestas ajudam a absorver o CO2, mas não têm efeito imediato.

Cenário otimista de temperatura

Os cientistas do relatório indicam a necessidade de se manter um nível de aquecimento global de até 1,5° a 2° C, como cenário mais otimista. As três últimas décadas foram as mais quentes. Desde 1950, as mudanças observadas não têm precedentes e ser mostram "extremamente provável" que a ação humana tenha sido a causa predominante do aquecimento na metade do século 20. "O aquecimento acontece de qualquer forma, com ou sem a presença do ser humano. Mas o homem piora", salientou.

Os piores cenários indicados no relatório supõem um aumento de 2,6° à quase 5°C na temperatura do planeta. O mesmo ocorre com a elevação do nível do mar que, em cem anos, pode chegar a 98 cm. Já no melhor cenário, os oceanos se elevarão 53 cm.

As causas para isso são várias, explicou Marengo, como a expansão térmica, a perda de gelo dos glaciais e dos oceanos congelados e a redução de armazenamento de vapor líquido no continente.

Parece pouco, mas já é o suficiente para gerar um grande impacto. Com o nível do mar mais alto, as ondas podem avançar, disse o cientista. "Se tiver um furacão ou ventos fortes, os impactos podem ser como o do Katrina, nos EUA (em 2005 que matou 1.800 pessoas). Ninguém está pronto, ninguém está adaptado 100%", afirmou.

Impactos em cidades e ecossistemas

Já no Brasil e, em geral, na América do Sul, os efeitos mais evidentes ocorrem nas áreas de maior densidade populacional. As periferias das grandes cidades concentram as populações com maior exposição ao risco e menor capacidade de adaptação.

Outro ecossistema que também se mostra vulnerável são os mangues. Em geral, situados em regiões litorâneas e de água doce, os mangues podem ser diretamente afetados com a elevação do nível do mar que substituirá a água doce pela salgada. Este aumento dos mares também podem afetar lençóis freáticos. "Nas épocas históricas isso era motivo para evacuar uma cidade, e hoje não mais".

Agenda ambiental

O problema, na opinião do cientista, é que muitos líderes globais e países passam mais tempo a culpar os outros pelos problemas e, enquanto isso, "o planeta continua doente".

A 19ª Conferência de Partes da Convenção-Quadro sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que ocorrerá em novembro, em Varsóvia, na Polônia, será um momento em que líderes poderão tentar mais uma vez um possível acordo sobre clima.

No entanto, José Marengo se mostra pouco confiante. "A ciência se reduzirá à política no que será discutido em Varsóvia", afirma. O cientista não se diz muito otimista quanto aos possíveis desdobramentos do tema. "O IPCC estará lá presente e dará uma mensagem um pouco mais forte [sobre o problema]. Existe uma boa vontade de negociação e conversas, mas na hora H de assinar documentos, a experiência mostra que não tem sido efetivo".

Fonte: http://www.oeco.org.br/
LEIA MAIS
Notícias
Reduzir poluentes climáticos de curta duração pode não ser tão eficaz para controlar aquecimento global
O Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico (PNNL) do Departamento de Energia dos Estados Unidos apresentou no último mês uma pesquisa que revela que controlar as emissões de fuligem, metano e outros poluentes climáticos de curta duração pode não ter um efeito tão benéfico para o clima quanto o previsto anteriormente.

Segundo a análise, diminuir a emissão desses componentes resultaria numa redução de temperatura de em média 0,16ºC até 2050, muito menos do que os 0,5ºC estimados em estudos anteriores.

Para chegar a esse resultado, os cientistas, liderados por Steve Smith, pesquisador climático do PNNL, usaram um modelo de computador para avaliar o impacto da redução da fuligem e das emissões de metano no clima da Terra.

A análise levou em consideração futuras mudanças na tecnologia, sociedade e economia, como a energia e o uso da terra, incorporando também os gases do efeito estufa e poluentes que resultam dessas atividades.

A pesquisa sugere, por exemplo, que os países em desenvolvimento devem abandonar naturalmente tecnologias altamente poluentes, tais como fornos a lenha, à medida que suas economias se desenvolvem.

Levando em conta essas informações, os estudiosos criaram uma série de 1400 panoramas com diferentes reduções dos aerossóis, e a diminuição das temperaturas nesses cenários variou entre 0,04ºC a 0,35ºC até 2050.

A partir daí, o estudo comparou esses resultados das diferentes reduções nos aerossóis com o que aconteceria se uma política climática abrangente fosse implementada. Tal panorama inclui a diminuição drástica de todas as emissões de gases do efeito estufa, e não apenas a limitação do dióxido de carbono. O resultado indica que, com essa política climática, a redução nas temperaturas seria em média de 0,27ºC até 2050, e a diminuição seria ainda maior até 2100.

"Cortar apenas as emissões de fuligem e metano ajudará o clima, mas não tanto quanto se pensava anteriormente. Se queremos estabilizar o sistema climático, precisamos nos focar em gases do efeito estufa tais como o dióxido de carbono, o óxido nitroso e o metano. Concentrar-se só na fuligem e no metano não deve oferecer um grande atalho", colocou Smith.

Ainda assim, os cientistas ressaltam que é extremamente importante reduzir as emissões desses aerossóis também por outros motivos, como a saúde, já que esses compostos são responsáveis pela morte prematura de dois milhões de pessoas por ano e pela perda de 300 milhões de toneladas de colheitas.

"Focar na fuligem e no metano pode valer a pena por razões de saúde, já que estudos anteriores identificaram benefícios de saúde substanciais a partir da redução dessas emissões. Nossos resultados não mudam essas descobertas anteriores de que a redução nas emissões de fuligem e metano teria efeitos benéficos para a saúde e a agricultura. Para estabilizar o clima global, entretanto, o foco precisa ser no dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa", observou Smith.

Fonte: Jéssica Lipinski - Instituto CarbonoBrasil (http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias2/noticia=734853)
LEIA MAIS

All Gas Monitoramento e Estudos de Emissões Atmosféricas Ltda.
(54)3219.1541
CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL
allgas@allgasbrasil.com.br
© Copyright 2010 → 2015 All Gas Ltda. | Todos os direitos reservados | Desenvolvido por Isoton